30 de ago de 2013

COMENTÁNDO COMENTÁRIOS: LOBÃO QUER O FIM DO VOTO OBRIGATÓRIO.


Em entrevista à revista Veja – edição 2336, de 28 de agosto de 2013 – Lobão falou sobre política. Transcreve-se parte.

Veja: “O senhor já fez campanha para Lula e depois rompeu com o PT. Hoje, vota em quem?”

Resposta: “Em ninguém. Aliás, aproveito o ensejo para propor uma campanha para o voto deixar de ser obrigatório. Em uma democracia não se pode obrigar. Não quero sair da minha casa para anular meu voto.”

Comentando: Sempre imaginei que um percentual significativo – em torno de 40% – de votos em branco, de cabo a rabo (de vereador a presidente da república) poderá lançar os políticos em pânico. Sinto que têm pavor de votos em branco. Escrevi sobre isto, certa vez, quando o Marco Maciel disse, pela TV, que o voto em branco é uma omissão. Se fosse omissão, não poderia ser uma das alternativas na urna eletrônica. Mania deles de colocar mal o cidadão, quando não se comporta conforme eles querem. Alguns costumam chamar de imbecis os que não concordam com eles. E não são apenas os políticos, não. Até o Superior Tribunal Eleitoral tem deitado lições fantasiosas, para induzir o cidadão a comparecer às urnas. Lembro-me de “o Brasil está em suas mãos”, propaganda enganosa do órgão jurisdicional – propaganda paga por nós. Sobre a mesma empreitada do STE, de querer que o cidadão vote, postei “É tudo?... Para mim é muito pouco!” ( http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/04/e-tudo-para-mim-e-muito-pouco.html ). Postei, também, que políticos gastam muito mais tempo buscando e descobrindo broncas uns dos outros, para poderem “bater” em campanhas eleitorais, do que cuidando dos trabalhos que deveriam estar fazendo – “Políticos contra o resto” http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/04/politicos-contra-o-resto.html ). Por isto, enquanto o pessoal das manifestações de rua tem de se recolher aos seus afazeres habituais, os políticos ganham salários pagos por nós, para ficarem maquinando suas reações às manifestações.

Não comungo com o pensamento do Lobão – e de muita gente – de que o voto não deveria ser obrigatório. Ainda não temos maturidade para comparecer à urna, mesmo desobrigados. Muitos aproveitariam para transformar o dia da eleição em dia de lazer. Estou desobrigado de votar, por excesso de idade. Mas de bom grado voltaria às urnas, se tivesse a expectativa de um percentual significativo de votos em branco, de cabo a rabo, para adicionar o meu.

Ora direis: mas alguém será eleito! Claro! Precisamos de que alguém seja eleito. Mas teríamos impacto não só na credibilidade local como na internacional. E ficariam explícitas a dificuldade de escolha e as incertezas que dela resultam: se votar em um candidato qualquer, poderei estar votando em um corrupto; se votar em branco, terei a certeza de que não votei em corrupto.

Ainda direis: mas, havendo eleitos, farão o que quiserem.
Devolvo: já estão fazendo! Pois não é que “eles” mantêm uma regra de percentual para cassação?; “eles” votam no escuro, para que a gente não saiba quem é quem; “eles” mantêm o título de deputado federal para um homem condenado pelo Supremo Tribunal Federal, por crimes de peculato e formação de quadrilha, e que se encontra preso; todos “eles” mantêm o sistema de auto proteção. É pouco? Quer mais?

24 de ago de 2013

ODE A AUSIER VINÍCIUS


Ausier Angelical!
É como o vejo e sinto.
Waldir Azevedo,
Sem enredo,
É mero arremedo
De Waldir Azevedo.

Sob os auspícios
do cavaquinho
De Ausier Vinícius,
Waldir tem enredo,
Comissão de frente,
Alegoria,
Alegria da gente!

Pedacinhos do Céu
É o barracão da escola.
Com pandeiro, sete cordas, bandolim,
A noite vai correndo assim:
Adágio, allegro ma non troppo,
Allegro vivace, prestíssimo!
Entre um e outro copo.

Em cada peça,                   
Peçanha,                               
berço do artista.                
Em cada improviso,
A manha                               
Do ex-clarinetista.
                                                              
É quando toca o menino
A quem Deus deu,
por destino,
o poder de buscar
sempre mais
Para mais oferecer.


Imagem: Caricatura de Ausier Vinícius em
www.pedacinhosdoceu.com.br

20 de ago de 2013

DONALDO AMARO E MANOEL MENDES DO NASCIMENTO (POMPÉIA) CONTAM HISTÓRIAS DE PATOS DE MINAS, QUE MAIS PARECEM ESTÓRIAS

Marcos Cunha, nosso amigo e grande advogado, leva o apelido de Chiclete. Dizem que ele tem ódio do grande historiador de Paracatu, Oliveira Melo, por causa deste apelido.
Bom, o Chiclete estava em seu escritório, quando apareceu um pretenso cliente e disse:
- Vim trocar de idéia com o senhor.
E o Chiclete, com aquela sua maneira peculiar, deu o troco.
- Pode procurar outro, porque não tenho idéia nenhuma repetida.


Imagem: Ilustração de Ercília, no livro "HISTÓRIAS QUE MAIS PARECEM ESTÓRIAS".

19 de ago de 2013

ERRAR É O MANO!

Mano Menezes, técnico do Flamengo, sabe que a vitória sobre o Fluminense será esquecida se um bom resultado não for conquistado diante dos goianos (Getty Images)Foi ele mesmo quem disse, em entrevista, após o jogo do Flamengo contra o São Paulo. Coisa rara! Disse que se houve erro, a culpa era dele, Mano. Explicou o erro, podendo a gente acreditar que erro existiu, ou que foi mera circunstância de jogo. Prefiro que o Mano tenha errado no admitir culpa própria. Poderá ter sido uma atitude de proteção a seus comandados, o que acho louvável. Acertou em ter coragem para fazê-lo.

Foto: FOX SPORTS
http://www.foxsports.com.br/noticias/115073-em-choque-de-embalados-flamengo-encara-o-goias-no-serra-dourada

NÃO HAVERÁ COMO MELHORAR O TRÂNSITO, NEM OUTROS SETORES DA VIDA, SE NÃO FOR MELHORADA A EDUCAÇÃO. NO MAIS BÁSICO.

Não consigo imaginar que o nosso trânsito de veículos em vias públicas possa melhorar, com o baixo nível de educação das pessoas. Nem que possa haver harmonia em outros setores. Gentileza é coisa muito pouco observada. Há, ainda, desvios dos princípios de respeito pelo outro. Até a inteligência fica embotada. Em Uberlândia - onde morei por algum tempo - observei um comportamento bem característico naquela cidade, mais do que em outros lugares. As pessoas pareciam odiar filas de elevador. Chegavam furando, na maior desfaçatez. Mas tinha coisa "mais pior" (Stanislaw Ponte Preta): quando o elevador chegava, as pessoas começavam a entrar antes que saíssem as que estavam "embarcadas". Era bem repetitivo. Um dia, "encarei" um grandalhão iniciando a entrada antes que eu saísse. Parei na porta e, movimentando-me, impedia que entrasse (não daria para ficar parado porque o cara era muito grandão e movimentava-se insistindo em seu propósito). O cidadão olhou-me estupefato. Deve ter pensado: "mas esse baixinho não vê que não dá nem para a saída?". Mantive o obstáculo e, calmamente, disse-lhe: "Não é só matéria de educação, moço. É de inteligência. Para que as pessoas possam entrar confortavelmente, é preciso que esperem sair as que lhes irão deixar espaço para que entrem". Felizmente, o cidadão aceitou o argumento, afastou-se e pude sair, sem ter de trombar com aquele brutamontes.
Ontem, chegando a Patos de Minas, de ônibus, vindo de São Paulo - viagem muito longa e cansativa para todos, suponho - quando o veículo encostava na plataforma de desembarque, uma moça, vinda de espaço posterior (encontrava-me no primeiro banco) tentou abrir a porta, sem conseguir. Reclamou, parecendo contrariada, que só o motorista poderia abrir a porta. Para mim, isto era claro. É necessário um mínimo de ordem, para que as coisas fluam melhor. Observei que um cidadão, atrás de mim, preparava-se para seguir a moça, na empreitada de descer na frente de todos. Quando a porta foi aberta, calma, mas incisivamente, coloquei o corpo na frente e pedi: "por favor, vamos descer". Trancado o caminho, disse para minha mulher que podia descer. Desci em seguida, não sem agradecer o rapaz, pela "gentileza".

Ao contrário do que muita gente pensa,
a falta de educação no Brasil
não está restrita às classes sociais mais humildes.
Por que é que muitas pessoas pensam que a pressa delas é mais importante e mais apressada do que as das demais? Isto só pode gerar conflito.Por que é que muitas pessoas pensam, também que suas opiniões são as mais  acertadas e não admitem discordâncias? É básico, em educação.
Pode parecer que tenha nada a ver, mas situação repetida mais de uma vez, no Supremo Tribunal Federal, no julgamento do denominado "mensalão", indica também esse menosprezo pelos outros.
Irei abordar objetivamente este assunto, logo, logo.

Foto: o blog do victor (a legenda está no blog).
http://oblogdovictor.blogspot.com.br/2013/01/muita-falta-de-educacao.html

16 de ago de 2013

CPI CARIOCA ENFRENTA MANIFESTAÇÕES EM OCUPAÇÃO DA CÂMARA: INUSITADA PRETENSÃO DOS MANIFESTANTES. ACHEI BACANA!

Manifestantes tumultuam 1º dia de CPI dos Ônibus no RioLi no jornal Estado de São Paulo de ontem. Nem penso em discutir motivo: presença, como membros da CPI, de vereadores que haviam votado contra a realização da investigação.
O que me chamou a atenção foi uma das pretensões dos manifestantes: melhores condições de ocupação.
Vereadores poderão estar pensando: “a gente dá a mão e eles querem o braço!”.
Ô sô céu! Mas a Câmara não pertence ao povo? É claro que a ordem deve prevalecer, desde que inclua condições adequadas de ocupação por quem queira manifestar-se em ordem, sempre do modo mais transparentes, por ambas as partes.


Foto: Veja.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/com-camara-ocupada-vereadores-de-oposicao-querem-renuncia-de-governistas-da-cpi-dos-onibus
 

13 de ago de 2013

A ARTE POÉTICA DE CÍCERO CHRISTÓFARO - NÃO PENSANDO


A moça ao lado virou-se para mim, dizendo: -lztmxdpjnktzu.
A princípio, imaginei que fosse alemã. Ao repetir, que fosse gaga. Depois, louca, surda, que não sabia falar.
Entreguei-me, finalmente, sem pensar mais nada.


Imagem: eterno agora
http://eterno-agora.blogspot.com.br/2013/05/reflexoes-de-um-ego-ii.html




12 de ago de 2013

COMENTANDO COMENTÁRIOS: EM CAMPANHA PRESIDENCIAL, VALE TRANSFORMAR UM LIMÃO EM UMA LIMONADA. SÓ QUE O MOLHO COSTUMA FICAR MAIS CARO DO QUE PEIXE.

O Holofote da Veja do dia 7 de agosto conta-me, sob o subtítulo "O guia da presidente" (pág. 52), falando das "más notícias" das pesquisas, que "Para tentar estancar a queda, a presidente apelou para a velha receita de promessas e inaugurações". Após comentar "...uma série de viagens para o Nordeste para entregar obras e anunciar benefícios", diz que "A partir de outubro, Dilma passará a visitar cidades que receberão os primeiros médicos estrangeiros" (o destaque é do cadikim).
A presidente conseguirá - como o Tio Patinhas - converter uma situação que lhe foi apresentada muito desfavorável - a falta de médicos - em uma festa eleitoral?
Problema é que o molho irá ficar, certamente, mais caro do que o peixe. Muita movimentação para cada cidade que vier a receber um único médico. Vi muita inauguração cuja festa ficava mais cara do que a obra inaugurada: movimentações de seguranças, séquito, aviões, foguetes, banquetes, comícios, marqueteiros, música... No frigir dos ovos, a presidente terá dado um nó nos manifestantes de junho. Se não houver uma oposição à festança anunciada, o povo das ruas vai ficar a ver navios. Acabou fornecendo o mote para uma campanha eleitoral.

Imagem: Clístenes Carlos - Impossível não ler: 2012.
clistenescarlos.blogspot.com 

8 de ago de 2013

FORA DA ZONA MALDITA, GALO PODERIA TER AVANÇADO MAIS, NÃO FOSSE O JUIZ

Não é de bom tom esportivo transferir ao árbitro fatores de um mau resultado em campo. E nem sempre isto tem fundamento além de uma postura eminentemente passional. Mas não se pode deixar de registrar que, não raras vezes, a atuação de um árbitro chega a prejudicar muito um dos times e até influir tanto nos ânimos dos jogadores, que o jogo acaba descambando para a violência. Digo isto por experiência pessoal. Há muitos anos, em uma disputa de torneio, jogando na casa do adversário, nossos  times de vôlei e de basquete foram vergonhosamente roubados pelos árbitros "da casa". Absolutamente sem necessidade, porque nossos times, nas modalidades, eram fraquíssimos. De mau ficou a desonestidade do anfitrião, porque tudo fora planejado. No dia seguinte, futebol de salão (não  era futsal ainda). O juiz (devidamente conversado, como na véspera), marcou corner a nosso favor, com a bola no fundo do gol. Perdi totalmente o controle, pelo que o mínimo que me poderia ter  acontecido teria sido uma expulsão. Mas o juiz não tinha moral. Xingara-o de tudo o que se costuma gritar em arquibancadas. A salvação da lavoura veio no equilíbrio de um  adversário amigo que, ao pé do ouvido do juiz, perto de mim, disse-lhe: "não mate a gente de vergonha! a bola está dentro do gol! dê o gol! Vencemos por 3 x 1. No jogo de volta, vencemos por 9 x 3. Com árbitro de Belo Horizonte, solicitado por nós à Coordenação do torneio. Ficou-me enorme decepção, principalmente por ter reagido de modo agressivo, violento e desrespeitoso. Não sei se a extrema desonestidade do adversário pode justificar. Mas ficou a lição: a desonestidade pode  levar até pessoas pacatas à violência; e a  participação - voluntária ou não - do árbitro também.
Lembrei-me disto vendo alguns lances do jogo Atlético x Botafogo, ontem. O juiz não viu pênalti em Luan, quando o zagueiro do Botafogo arremeteu na jogada, levantou a perna quase à altura da cabeça do atacante, não acertou a bola e, sem freio, acabou derrubando o adversário, que poderia ter seguido na jogada. No entanto, o mesmo árbitro viu um "carrinho" de defensor do Galo, que, na queda, derrubou o adversário, impedindo-o de prosseguir na jogada. Dois pesos, duas medidas. Preferiu não marcar o pênalti.
Não tirou só uma vitória do Galo. Impediu-o de avançar mais na tabela de classificação.
Ah! Não coibiu uma "cera" escandalosa do Botafogo, jogadores ficando parados pouco à frente da bola, para dificultar a cobrança. Houve um lance em que, ante a cara de pau do botafoguense, achei que Rever poderia ter cobrado uma falta com um "bicudo" na direção do rosto do perturbador. O juiz certamente iria punir Rever. Quem teria merecido punição era o juiz.

Foto: globoesporte.globo.com


5 de ago de 2013

MOZART HAMILTON CRONISTA

DESFILAR ELE DESFILA, MAS...

Juram os amigos que esta aconteceu em Lavras.
Estava acabada mais uma dessas tantas revoluções que abalaram o Brasil.
O 8º BCM, de retorno do "front", foi conduzido para Lavras, onde está sediado até hoje.
A tropa lotou dois comboios inteiros da estrada de ferro Rede Mineira de Viação - R.M.V. - e foi recebida pelos lavrenses com fogos, vivas e muito carinho.
Recepção para heróis.
Entusiasmado tanto com a vitória na revolução quanto com a acolhida da cidade, o Comandante prometeu a si mesmo fazer um belíssimo desfile de 7 de Setembro para brindar a cidade e demonstrar os agradecimentos pela recepção ao Batalhão.
Iniciados já os preparativos para o desfile, o Coronel, de passagem pelo centro da cidade, divisou um enorme cavalo branco, bem tratado e, pelo porte, digno de ser montado por um comandante no desfile da Pátria.
- De quem é aquele cavalo, cabo Bustamante?
E o Cabo Bustamante, ordenança do Comando, esclareceu:
- É do leiteiro da cidade, "sô" Comandante.
- Então, procure esse leiteiro e requisite dele o animal para o desfile de 7 de Setembro.
No dia 7, a cidade estava engalanada: estudantes portavam bandeirinhas do Brasil, faixas saudavam a Independência.
No palanque, todas as autoridades.
Surge, então, lá no início da rua principal, o 8º Batalhão, marchando garbosamente ao som do dobrado "Comandante Penido" e à frente do Batalhão o Coronel Comandante, montado no belíssimo cavalo branco, requisitado ao leiteiro.
Em dado momento, o cavalo refugou, empacou e não saiu do lugar...
... e o Batalhão atrás, marcando passo.
De nada adiantou esporear e chicotear o animal.
Empacado estava, empacado ficou.
O Comandante, então, esbravejou:
- Ô Cabo! que "qui" houve com esse merda de animal?
- Sei não, "sô" Comandante... mas o leiteiro "tá" ali e já vou saber.
Dirigiu-se à calçada onde estava o leiteiro, e este explicou:
- Óia, sô Cabo. Este animal "tá" acostumado a entregar leite "nos ponto certo". Pra ele andá, é preciso gritar "leiteiro", depois de cada "ponto".
Assim, o desfile prosseguiu, com o Cabo Bustamante gritando, de quando em vez: "leiteeeeeirooo...".

Imagem: UOL Notícias - Fotos
http://noticias.uol.com.br/album/100415brasilia50_album.jhtm#fotoNav=70

3 de ago de 2013

O POETA WANDER PORTO DÁ O AR DE SUA GRAÇA


Wander Porto deu o ar de sua graça para compartilhar o poema de nosso amigo Dalla. O blogueiro passou batido e não deu o crédito respectivo. Está aí, enriquecendo o cadikim: Dalla, músico, poeta e amigo.

AGRESSÃO

vou agredi-la.
não tem mais jeito.
os limites se exauriram.
vou jogar prelúdios em sua cara.
enchê-la de sonatas até sangrar.
quem sabe, bater com flores,
atirar-lhe pétalas,
chibatas de amor perfeito,
e depois,
colocá-la de castigo
debaixo do pé de ipê florido
que mora na margem direita

Foto: EDITORIAL PARA UMA OBRA PRIMA DO GRANDE DALLA:

AGRESSÃO



vou agredi-la.
não tem mais jeito.
os limites se exauriram.
vou jogar prelúdios em sua cara.
enche-la de sonatas até sangrar.
quem sabe, bater com flores,
atirar-lhe pétalas,
chibatas de amor perfeito.
e depois,
coloca-la de castigo
debaixo do pé de ipê florido
que mora na margem direita
do córrego Guariroba.
E, por fim,
deita-la nua
no colchão de grama
e cobri-la de estrelas
e colocar dentro dela
meu amor ardente
com suave agressividade
que ela fez por merecer.

Arte:WP
Arte: WP
do córrego Guariroba. E, por fim,
deitá-la nua
no colchão de grama
e cobri-la de estrelas
e colocar dentro dela
meu amor ardente
com suave agressividade
que ela fez por merecer.

2 de ago de 2013

MÁRIO QUINTANA, ALÉM DE POETA, ERA ADIVINHO? OU É MERA COINCIDÊNCIA?

Ontem, pela manhã, achei e postei uma das jóias de Mário Quintana:

"O que há de mais admirável nas democracias é a facilidade com que qualquer pessoa pode passar da crônica policial para a crônica social."

Armas de fogo e haxixe foram apreendidas durante operação da Polícia Federal e Polícia Civil nesta quinta-feira (Foto: Isabella Formiga/G1 DF)
Armas de fogo e haxixe foram apreendidas
durante operação da Polícia Federal
e Polícia Civil nesta quinta-feira
(Foto: Isabella Formiga/G1 DF)
Pois não é que acordo hoje com noticiário pela TV contando para mim que um secretário municipal e dois vereadores, em cidades diferentes de Goiás, entorno de Brasília, foram presos em razão de "... suspeitas de envolvimento com uma organização criminosa de tráfico de drogas que agia na capital federal e em Goiás."?
Procurei confirmar na rede. Está lá no G1, de onde copiei/colei a circunstância da suspeita. Ainda é do G1:

"O delegado disse que os políticos são investigados há mais de um ano e já tinham ligação com o tráfico de drogas antes de serem eleitos. Para ele, é possível que o dinheiro do tráfico tenha contribuído para a eleição dos vereadores."

As coisas ainda andam na casa das suspeitas. Mas está na crônica policial.
Só penso que Mário Quintana foi parcimonioso: parece que tanto é possível passar da crônica policial para a crônica social, como também fazer o caminho inverso, retornando, depois, à crônica policial.

Foto: G1.
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/08/policia-do-df-e-pf-prendem-8-pessoas-em-goias-em-operacao-antidrogas.html

1 de ago de 2013