13 de dez. de 2025

POLÍTICA ERRÁTICA

Não sou especialista. Acho que não precisa.

Desde a imposição de tarifaços ao Brasil, pelos Estados Unidos, e, a reboque, da submissão do Ministro Alexandre de Moraes aos gravames da lei magnitsky, venho engolindo cobras e lagartos que uma emissora de tv - em especial a Jovem Pan - lançou aos ares, na vigência dos rigores estadunidenses.

Principalmente no programa "OS PINGOS NOS IS", assisti, diariamente, a uma exaltação dos Estados Unidos, o país mais poderoso do mundo, mais forte militarmente, mais...mais...mais... Chegavam a falar abertamente em retaliações gravíssimas possíveis, dos Estados Unidos ao Brasil, um fracote em comparação com aquela potência, caso não houvesse modificações nas providências processuais que envolviam o ex-presidente da República e outros.

Imediatamente aos atos restritivos dos Estados Unidos, senti grande dificuldade em engoli-los. Afinal, o primeiro fundamento instituído na Constituição Federal, na estruração jurídica do Estado Brasileiro - Artigo 1º, inciso I - é a Soberania. Entendo como soberania: estou em minha casa e aqui ninguém tasca. Como a gente não tasca nada nas casas alheias. São valores de todos os povos. Também não me passava pela garganta o fato de um deputado federal ir a um país estrangeiro pedir que interviesse no seu próprio país, através de medidas prejudiciais ao povo e à economia desse mesmo país. Achava que era desconsiderar a soberania brasileira, negação da Carta Magna, para submetê-la a um Estado estrangeiro. Admitia que tivesse ido a uma organização internacional de que o Brasil fizesse parte, e que tivesse, em seus Estatutos, poder para intervir em qualquer Estado partícipe, para proteger Direitos Humanos. Não a outro país, independentemente de ser máxima potência ou não. Ainda mais nos Estados Unidos, membro fundador e permanente da ONU.

Pensei, também, que as ações estadunidenses não resistiriam à leitura dos mais elementares princípios da Carta das Nações Unidas. Não tenho profundidade de conhecimento. Por isto limito-me a transcrever o Segundo Propósito das Nações Unidas.

"2. Desenvolver relações amistosas entre as nações, baseadas no respeito ao  princípio de igualdade de direitos e de autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal.".

Quis entender que o governo estadunidense poderia fazer as restrições que entendesse adequadas, da estátua da Liberdade para dentro. Nada que atingisse qualquer atividade fora de suas fronteiras. Que taxasse para ingresso em seu território, tudo bem; proibisse personas não gratas de ingressar em seu território, tudo bem; bloquear bens de quem achou vantagem em colocar coisas em seu território, tudo bem; mas não concordava com que as sanções estendessem seus tentáculos a outros países. Dentro do seu território, a Justiça resolveria eventuais demandas dos prejudicados. Também não me passou pelos gargumilos aquela manifestação do senador irmão do tal deputado federal, quando de ataques da armada estadunidense a pescadores venezuelanos, sugerindo - quase pedindo - que os EEUU mandassem a armada à Baía da Guanabara, para exterminar traficantes.

Tive, também, a veleidade de achar que as taxações poderiam ser um risco na água. Penso que não é preciso ser economista para pelo menos pensar em que produtos mais elevadamente taxados, para serem vendidos nos Estados Unidos, acabariam por ter seus preços muito aumentados, aumentos que incidem, como de costume lá e cá, sobre o povo.

Observei, também, que o presidente dos Estados Unidos estendia suas intenções e seus desejos muito além das singelas taxações e restrições da tal lei lá deles. Passaram por minha mente duas ideias - uma "de minha modesta lavra", outra colhida em exemplar da revista "As Aventuras de Asterix - o Gaulês", pelas quais tenho grande admiração. Deixo essas duas ideias para o final.

Veio-me à mente, também, o moleque que foi meu irmão caçula, o Cícero (aos 83 anos ainda é). Custoso, aventureiro, gostando de viver perigosamente. Nossa mãe, Dona Ephigenia, levava numa boa. Dizia que o Cícero não repetiria uma ação pela qual tivesse sido castigado ou sequer admoestado. Preocupava-se era com a próxima, que ele sempre faria uma próxima. Espero que o Cícero não se importe com a comparação que faço: assim é o presidente Trump.

Por que nada escrevi sobre tudo o que pensei? Tive receio de estar pensando errado, pensando que o direito da força irá sempre prevalecer sobre a força do direito. Incomodavam-me muito as colocações dos comentaristas do "Os Pingos nos IS", contrariando meus devaneios. Deles ouvia, diariamente, que o Brasil era um anão esquálido, desnutrido, depauperado, um povo que "continua cagando atrás da moita" (*), enquanto que os Estados Unidos são a máxima potência que pode esmagar o Brasil num estalar de dedos. Cheguei a pensar que o que o governo brasileiro deveria fazer, imediatamente, era entregar a chave para o Trump.

O governo brasileiro optou pela resistência. Telefonou e não foi atendido. Resolveu ficar na moita, agora não para cagar, mas para elaborar ideias e ações de diplomacia, afirmando que estava aberto a negociações, et cetera e tal.

Pois bom! Algumas das consequências previsíveis daquelas ações estadunidenses foram surgindo aqui e ali: insatisfação do povo, tanto com o aumento dos preços quanto com desabastecimento; queda da avaliação do presidente, por causa dessas mesmas ações; e até desaprovação do Judiciário.

Enquanto "Vanja vai, Vanja vem" (expressão cunhada por Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo de Sérgio Porto), o presidente dos Estados Unidos abre-se a um encontro com o presidente brasileiro.

As coisas mudaram, começando pela exclusão dos tarifaços. E as conversas foram-se ampliando. Penso que as conversas com o Lula pareceram a Trump mais interessantes para os EEUU e para ele do que as do deputado federal brasileiro que ainda se vangloriava de que qualquer discussão sobre tarifaço tinha de passar por ele.

Culminou com a exclusão dos nomes do Ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa da "lista negra" de pessoas atingidas a pretexto da tal lei estadunidense.

Vejo, na mídia, que o motivo dessa exclusão terá sido a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do PL da Dosimetria.

Para mim, argumento para inglês (ou estaduniense) ver. Em comentário televisivo, encontrei pelo menos uma opinião parelha.

Afinal, por que o Ministro Alexandre de Moraes mereceria a clemência dos Estados Unidos, se o castigo aplicado não o fez eliminar o motivo da sanção. "Castigado" em 30 de julho, não se "emendou" e sancionou severamente o ex-presidente da República, seguindo severo em outros julgamento. Também não moveu um dedo sequer na decisão da dosimetria, ora arte e responsabilidade histórica da Câmara dos Deputados. Ação exclusiva do Legislativo, na Câmara, podendo vir a ser mudada no Senado, para mais favorável ou menos favorável aos condenados. Podendo, também, vir a ser vetada pelo Presidente, e podendo o veto vir a ser derrubado no Congresso. Sem excluir a hipótese de alguém levar o assunto ao STF, alegando inconstitucionalidade.

A consequência mais ampla que vejo na exclusão dos dois nomes da "lista negra", justo no momento em que foi votada a Dosimetria, que vai para decisão do Senado, sempre com a possibilidade de judicialização, é que, se o assunto subir ao STF, a posição do Ministro Moraes sobre as condenações estará tremendamente reforçada pelo ato dos Estados Unidos, posto que, tendo sido "castigado" pela "rudeza com tratou os réus", o castigo foi retirado sem que o Ministro tivesse mudado seu rumo.

Aguardemos os desdobramentos.

Para terminar, três explicações:

Primeira: a expressão marcada com (*) foi retirada do blog "PROSA & POLÍTICA", blog da Adriana Vandoni, em uma publicação do cadikim, de abril de 2012. Procurei esse blog na rede e encontrei uma tela de que a página não está mais encontradiça.

Segunda: Ilustro a referência à curiosidade de saber qual será a próxima do Trump com um desenho de Albert Uderzo na revista "Aventuras de Asterix - o Gaulês", texto de René Goscinny.

A INSACIÁVEL AMBIÇÃO DOS PODEROSOS 

Edição em 13/05/2025:

"Os poderosos gostam das coisas que não estão no cardápio."

(do filme "Mãe", Netflix).

 

Terceira: chamo uma publicação do cadikim, em 10/04/2012, para comentar a postura do Presidente Lula, preferindo enfrentar as dificuldades da taxação, quando Trump fez ouvidos moucos ao seu telefonema, e buscar solução diplomática.

5 de mar. de 2012

ANÃO X GIGANTE - BRIGA RUIM!

A briga do gigante com o anão só é boa para o anão.

Davi desafiou Golias, que encarou. Davi venceu. Saiu

na Bíblia. Se Golias tivesse vencido

não saí nem neste blog.


               

  

2 de dez. de 2025

FRASES DE CABECEIRA: A ARTE COMO OBJETIVO



"A arte não tem como objeto deixar obras que o tempo deteriora, mas sim fazer que surjam artistas em todas as pessoas e despertar na criatura comum o gêmio adormecido."

FRIEDRICH NIETZSCHE

FONTE: FRASES DE CABECEIRA 3



19 de nov. de 2025

NAS LETRAS DE NOSAS CANÇÕES

 

"As tuas mãos estão tão frias,

estão vazias dos meus beijos.

As minhas mãos, talvez não sintas,

estão famintas de desejo!"


Luiz Antônio em Poema das Mãos.




Imagem de Luiz Antônio e Miltinho: Carlos Romero
AMBIENTE DE LEITURA.

Curiosos da Música Popular Brasileira irão encontrar uma enorme e linda história de vida: um Coronel do Exército Brasileiro escondido dentro de um grande compositor. O link abaixo leva a uma viagem cultural mágica!


Para ouvir com Miltinho: YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=BnfIkYBDPx8&list=RDBnfIkYBDPx8&start_radio=1


16 de nov. de 2025

PAREM DE FALAR NO NEIMAR!

Em 18/07/2012, às vésperas da participação do futebol nas Olimpíadas, cadikim publicou "E se Neymar tiver um piriri?". Foi a propósito de um texto publicado na revista Veja Olimpíada 2012:

"Neymar é a esperança de medalha de ouro inédita no futebol".

Naquele tempo, pensava simplesmente em que não se podia preocupar com um único jogador. E, principalmente, no que poderia resultar aquela ideia, no psicológico dos demais jogadores da seleção, sem falar no comando técnico e adjacências. A esperança não se realizou. A seleção brasileira não foi campeã. Foi à medalha de outro em 2016, com Neymar capitão do time e autor do gol do empate com a Argentina, na final, e do gol de pênalte da medalha.
Não me lembro de ter visto tanta discussão, tanto empenho em ver um cara na seleção, no caso do Ronaldo Fenômeno, do risco de não tê-lo para a Copa 2002, enfrentando cirurgia e tratamento no joelho. Acho que o Fenômeno foi ótimo paciente tanto no tratamento como na recuperação, operado por um ótimo cirurgião e tratado por ótimo fisioterapeuta. Acabou com a medalhe de ouro, participando de um time prá lá de bom.
Pois bom: agora, discute-se a todo momento, nos programas esportivos televisivos e até especiais, se Neymar terá ou não terá condições de participar da Copa 26.
Ah! Costumam dizer que depende dele o estado em que se encontrará quando da convocação para a realização da copa.
É claro que depende dele e - penso - só dele.
Ficar falando agora, poderá incutir nele a ideia de que é o indispensável, o imprescindível, que sem ele a seleção brasileira não será bem sucedida na Copa 26. Como estará psicologicamente? Previsível?
Volto a pensar nos atuais jogadores da seleção: sem o Neymar serão nada! E o técnico buscado na Europa? Seu sucesso só dependerá também do Neymar?
Penso que a imprensa poderia abrir mão, pelo menos até o final da copa, das polêmicas de que tanto gosta e que ocupam mais de 50% dos espaços destinados ao trato do futebol.
Esqueçam do Neymar. Se estiver bem, é claro que poderá ser convocado. E vir a estar bem não está no controle de mais ninguém, senão que dele mesmo.
Por favor, senhores comentaristas: parem de falar no Neymar! Acho que farão um bem a ele e que, pelo menos, farão nenhum mal aos jogadores que estão participando dos treinamentos e à comissão técnica.
Ninguém precisa adivinhar nada.
Melhor pensar apenas na Copa 26 e na seleção brasileira.



25 de out. de 2025

CADA UM FALA O QUE LHE VEM À CABEÇA. A CONCORRÊNCIA ESTÁ MUITO DIFÍCIL!

É claro que já está sendo explorada a fala estapafúrdia de Lula, de que o traficante é vítima do usuário. Entendi que poderia ter dado sentido diferente ao pensamento: por exemplo, uma campanha para reduzir ou erradicar o uso de drogas, como foi feito, com sucesso, com a droga cigarro. De fato, o uso da droga é que provoca a demanda pela droga, implicando a presença do traficante. Mas o modo de falar ficou e qualquer emenda corre o risco de ficar pior do que o soneto.

A concorrênca? Pois não é que o Flávio Bolsonaro achou de "convidar" os americanos para nos ajudar a combater as organizações terroristas? A CNN publicou:


"O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu ter 'inveja' dos ataques realizados pelos Estados Unidos e, em resposta a uma postagem do secretário de Defesa Pete Hegseth, questionou se os americanos 'não gostariam de passar alguns meses nos ajudando a combater essas organizações terroristas' no Rio de Janeiro." (https://www.cnnbrasil.com.br/politica/flavio-bolsonaro-diz-ter-inveja-de-ataque-dos-eua-e-cita-barcos-no-rio/).

Também o senador teve de recorrer à emenda do soneto. Para variar, falou que a imprensa deturpa. E mudou um detalhe da fala anterior:


"...olha, aqui na Baía de Guanabara, no Rio de janeiro, eu já ouvi falar que tem navios que entram com muitas drogas por aqui que abastecem o Brasil inteiro e que infelizmente é uma realidade e aí uma parte da imprensa, que já tem uma má vontade com a gente e adora defender um traficante de drogas inventa que eu tô defendendo que se ataque em bombas na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro."

(Flávio Bolsonaro diz que fala sobre traficantes no Rio foi distorcida - https://www.youtube.com/watch?v=kNDD6jIrqWI)


Nós estamos espremidos entre esses dois mundos e, qual no embate das ondas com as pedras, viramos mariscos sofredores.

123RF - https://pt.123rf.com/photo_108106112_close-up-de-%C3%A1gua-do-mar-onda-azul-est%C3%A1-batendo-contra-pedras-spray.html








Os fatores permitem esses arroubos são - no meu entender - as decantadas imunidades parlamentares (que penso não serem absolutas; quem quiser que examine na Constituição Federal, o § 1º do art. 155, que acho restringir as imunidades). Permitem, também, no caso do presidente da República, um princípio que nunca vi enunciado: quem tem a última palavra não precisa de argumento.



7 de out. de 2025

NÃO HAVERÁ TERRORISMO ENVOLVIDO?

Tenho a mania de ver fantasmas ao meio dia. Vejo os comentários sobre as bebidas "batizadas" com metanol e os danos que estão causando. Ainda não vi ninguém falar em terrorismo, com reflexos na economia. Só sobre os riscos para a saúde.

Meus fantasmas alertam-me: tem gente ficando sem beber destilados, com medo ou por apenas sentir-se inseguro; tem gente migrando para bebidas sem álcool. Penso que a situação está afetando - e muito - o comércio de bebidas alcoólicas.

Se há incidência em muitas cidades, muitos estados, penso que esse medo está alastrando-se pelo Brasil

Penso que é uma espécie de terrorismo que vai além da simples cupidez, embora tenha visto ninguém tratar como tal.

PS.: Penso que a lei que andam desenvolvendo para considerar a adulteração de bebidas como terrorismo está limitada a adulteração de bebidas. Qualquer tipo de assassinato por envenamento deveria constituir terrorismo. A vítima é pega de surpresa, sem aviso
sinalizando, sem condição para defender-se. Penso que nenhum deputado nem senador quererá ampliar o previsto. Afinal, há várias pessoas sendo processadas sob a denúncia de terem participado de um plano de assassinatos, um deles por envenamento.


Imagem: IPLACAShttps://www.iplacas.com.br/cuidado/veneno ]

1 de out. de 2025

AONDE PODERÁ DAR ESSA QUÍMICA?

 



Sei não, sabe, sô! Se a alquimia comandar a parada, o presidente dos Estados Unidos poderá, sem nem aprender a tocar trompete, acabar se tornando um Trump petista.

5 de jul. de 2025

BOAS INTENÇÕES


"O caminho que leva ao inferno é calçado com boas intenções".


Linkedin
https://www.linkedin.com/pulse/de-boas-inten%C3%A7%C3%B5es-wendel-de-m-schiavo-pmp/

Conheci esta frase como dito popular, sem referência a autoria. Fui pesquisar a origem. Encontrei, em Got Questions (https://www.gotquestions.org/Portugues/estrada-inferno-pavimentada-boas-intencoes.html) que o dito foi atribuído a Bernardo de Clairvaux (1091 - 1153), mas que não há possibilidade de comprovação. A matéria refere-se a hipotéticas possibilidades de relações com manifestações da coutrina cristã.

Enconrei em um vídeo, no YouTube, comentários mais amplos (https://www.youtube.com/watch?v=UDJjx08nIok&ab_channel=BrasilParalelo) que achei interessantes e que posso sugerir aos curiosos.

No link abaixo da imagem encontra-se texto sobre o assunto.

Acho que o dito faz sentido.

12 de jun. de 2025

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES . TEMA: AMOR VERDADEIRO.



"Se quiser se distrair, ligue a televisão.

Amor, comigo não!

Antônio Candeia Filho e Martinho da Vila em "Amor não é brinquedo".


Candeia, em cadeira de roda, junto com Martinho da Vila, no pandeiro, é chamado mestre do samba (Fotos: acervo Lenin Novaes)

Para ouvir com Candeia: YouTube.

Para ouvir com Martinho da Vila: YouTube.

13 de mai. de 2025

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES GRAVAÇÃO DE BEZERRA DA SILVA


 Para tirar meu Brasil dessa baderna

só quando o morcego doar sangue

e o saci cruzar as pernas.


Rosemberg da Cruz Silva

                                     e

Cosme Francisco Diniz

em "Quando o Morcego Doar Sangue".


Para ouvir com Bezerra da Silva: YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=mdoy_jU2aGY&ab_channel=FabianoVasconcelos



Foto: 


Nota: Vale a pena visitar no YouTube página dos "Compositores de Bezerra da Silva".


12 de mai. de 2025

RUMO AO HEXA! ANCELOTTI É A SALVAÇÃO!

 É só assim que posso interpretar a primeira exclamação, do presidente da CBF, ao anunciar que Ancelotti será o técnico da seleção brasileira.

Nada contra. Nem a favor. Como os mais de duzentos milhões de brasileiros são especialistas em futebol, também pretendo dar meus pitacos.

O portfólio de Ancelotti na direção de times pelo mundo é realmente admirável. Não vi referência a que tenha treinado uma seleção qualquer.

Cadikim publicou, em 13 de julho de 2025, que "Futebol brasileiro não é o melhor do mundo há muito tempo, nem é mais o melhor da América. Nem da América do Sul." Está em https://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2024/07/futebol-brasileiro-nao-e-o-melhor-do.html.

Será que a chegada de Ancelotti será suficiente para conseguir que os jogadores da seleção brasileira joguem mais do que têm jogado, ou, pelo menos, conseguir resultados melhores do que têm conseguido?

Como sempre, pagaremos para ver.
Atrevo-me a fazer uma ponderação: seleção brasileira não é time rico da Europa. E o argumento não é a riqueza. Nos times ricos da Europa, é possível pinçar um grande jogador aqui, outro ali, outro acolá, em qualquer parte do mundo. Na seleção, só brasileiros. Dinheiro nenhum poderá comprar jogadores (será que alguém estará pensando em naturalização de grandes craques estranjeiros?).
Não há incidência de sucesso de grandes treinadores com jogadores que não correspondem, pelo menos jogando na seleção brasileira, à fama que têm de atuações espetaculares nos times em que jogam, na Europa. Jorge de Jesus fez sucesso no Flamengo? Veja-se os jogadores que tinha em mãos, acima da média dos que atuam no brasileirão. Abel Ferreira faz um ótimo trabalho no Palmeiras? Veja-se que dispõe também de jogadores acima da média dos que disputam o brasileirão.
Sei não, sabe? A pergunta que me faço é se o Ancelotti irá conseguir fazer os jogadores da seleção jogarem. Se conseguir, poderemos concluir que nosso problema é mesmo de técnico. Teremos de enfrentar um outro, nesta hipótese: por que os jogadores da seleção não conseguem produzir o melhor, com um treinador brasileiro? Incapacidade do treinador ou dos jogadores?
Muitas perguntas para fazer, então!
Ainda não é momento de obaoba!

Imagem: 
Edição em 13/05/2025:
Pessimismo ou  "malandro prevenido dorme de botina", de Stanislaw Ponte Preta: "No Embalo da Esperança", postado em 31/12/2013:



23 de abr. de 2025

23 DE ABRIL DE 2025, DIA NACIONAL DO CHORO - HOMENAGEM A SEBASTIÃO VIANNA

Dia 23 de abril (dia do nascimento de Pixinguinha) foi instituído como Dia Nacional do Choro e como tal tem sido comemorado anualmente por pessoas e entidades afeiçoadas ao Choro, esse gênero musical genuinamente brasileiro.

O choro foi criado a partir da mistura de elementos das danças de salão europeias e da música popular portuguesa, com influências da música africana. Surgiu no Rio de Janeiro, por volta do final do século XIX (WikipédiA). Informações mais amplas sobre esse surgimento serão encontradas em "Choro, gênero musical", "Joaquim Antônio Callado", considerado o Pai dos Chorões e "Chiquinha Gonzaga", precursores. De lá para cá, é enorme o número de compositores e executores do choro: Pixinguinha - considerado o Pai do Choro pela enorme contribuição, como compositor, solista e arranjador. Engrossam as fileiras - citando só alguns - Benedito Lacerda, parceiro de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Valdir Azevedo, K-Ximbinho, Abel Ferreira, Ernesto Nazareth, Zequinha de Abreu, Severino Araújo, Antônio Carlos Jobim... uma infinidade.

Criado como gênero essencialmente instrumental, cresceu com várias fisionomias e admitiu letras e interpretações vocais, realçando os poetas Vinnícius de Morais, João de Barro, Tom Jobim... e as cantoras Ademilde Fonseca (Rainha do Choro) e Lígia Jacques (tem muito mais gente, viu?).

A homenagem a Sebastião Vianna fica por conta de sua atuação não só como instrumentista (flauta, piano, acordeon) mas como reconhecido pedagogo, formador de muitos músicos. Foi Regente da Orquestra Sinfônica da Polícia Militar de Minas Gerais. Nessa condição, Mestre Geral de todas as Bandas de Música da Polícia Militar de Minas Gerais, espalhadas pelo território mineiro. Criador de Escola de Formação Musical da PMMG, na qual jovens com entre treze e dezesseis anos de idade eram matriculados e incluídos na Corporação, recebendo vencimentos correspondentes aos de Soldado, para aprendizagem de música. Essa Escola forneceu músicos para a Orquestra Sinfônica da PMMG e para as diversas Bandas de Música. Frequentei a Escola e, depois de formado, afastei-me para formação na atividade da Corporação, na qual permaneci por trinta anos. Dentre os professores e músicos, convivi com instrumentistas de alto nível. Dos colegas, vários ganharam espaços na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, na Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro e, mais tarde, em Universidades de Música, como UFRJ e UNICAMP.

Quando conheci Sebastião Vianna, era Capitão Maestro da Orquestra Sinfônica da PMMG. Transferiu-se para a Reserva como Tenente Coronel.

Há algum tempo, assistindo a apresentações de flautistas no YouTube, deparei com o nome de Sebastião Vianna na capa de um CD. Fui pesquisar. Com 92 anos de idade, gravara com sua flauta, som firme e limpo, composições do "Pai dos Chorões", Joaquim Antônio Callado.

Minha homenagem tem motivo.

Colo, abaixo, manifestações feitas sobre a vida profissional de Sebastião Vianna, incluindo uma Tese de Mestrado por Fernando Pacífico Homem, Universidade Federal da Bahia - Escola de Música: "As Influências do Maestro Sebastião Vianna no Cenário Musical Erudito de Belo Horizonte".


Ouça a polca "Zinha", de Pattapio Silva, na flauta de Sebastião Vianna:

https://www.youtube.com/watch?v=4rV0FRSBxFM&ab_channel=Sebasti%C3%A3oVianna-Topic


As Influências do Maestro Sebastião Vianna no Cenário Musical Erudito de Belo Horizonte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa:2013
Autor(a) principal:Homem, Fernando Pacífico
Orientador(a):Robatto, Lucas
Banca de defesa:Castro, Beatriz Duarte Pereira de Magalhães,Ribeiro, Artur Andrés,Robatto, Lucas,Shwebel, Heinz Karl Novaes,Brandão, José Maurício Valle
Tipo de documento:Tese
Tipo de acesso:Acesso aberto
Idioma:por
Instituição de defesa:Universidade Federal da Bahia - Escola de Música
Programa de Pós-Graduação:Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal da Bahia
Departamento:Não Informado pela instituição
País:brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27815
    

Resumo:Sebastião Vianna foi músico, regente, administrador e pedagogo com expressiva atuação em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais. Reconstituindo a trajetória deste personagem que transitou através do tempo por várias áreas e gerações musicais, realizamos um levantamento histórico das origens e tradições musicais de Belo Horizonte. Para aferir suas influencias no cenário musical da cidade foram estudadas também as principais escolas, teatros, orquestras e instituições ligadas à música. Foram estudadas com maior profundidade a Escola de Formação Musical da Polícia Militar de Belo Horizonte e a Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, instituições onde Sebastião Vianna dedicou maior parte de sua vida. Este estudo se justifica pela relevância da atuação de Sebastião Vianna na formação de profissionais que atuaram ou vem atuando na capital mineira e várias cidades brasileiras, além das ações por ele desenvolvidas pela evolução do cenário musical desta cidade.

https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFBA-2_f63c5d0ee4a5afb9ec0241cc1e8ba197

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Sebastião Vianna, músico e ex-professor da UFMG, falece aos 93 anos

segunda-feira, 20 de abril de 2009, às 10h31

Na madrugada do dia 18 de abril, o músico Sebastião Vianna faleceu aos 93 anos, após sofrer uma parada cardíaca em sua residência, em Belo Horizonte. Ele foi professor da Escola de Música da UFMG e, entre 1970 e 1975, foi também diretor da escola. Sua gestão foi marcada pela fundação, em 1972, da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG, que é hoje uma referência para o cenário cultural de Belo Horizonte e de Minas Gerais.

Sebastião Vianna era maestro, pianista, flautista e acordeonista. Durante muitos anos, ele trabalhou como assistente e revisor das obras do compositor Heitor Villa-Lobos. Foi também ex-regente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e mestre geral de todas as bandas da Polícia Militar de Minas Gerais. Sebastião Vianna interpreta Joaquim Callado é o nome de sua última obra, lançada no ano passado. Entre seus colegas de trabalho, além de Villa-Lobos, estavam músicos famosos como Cláudio Santoro, Lourenço Fernandes e Camargo Guarnieri.

O maestro deixou quatro filhos, dos quais três são hoje músicos reconhecidos: Rosane, Andersen e Marcus Vianna. O sepultamento ocorreu ainda no dia 18 de abril, às 17h, no Parque da Colina.

https://www.ufmg.br/online/arquivos/011678.shtml

18 de abr. de 2025

SILÊNCIO!

 

Alguém sempre será capaz de fazer um barulho mais barulhento do que o seu: compra uma vuvuzela, abre o escapamento da moto, escandaliza com o som automotivo...

Mas se você fizer silêncio, ninguém conseguirá fazer um silêncio mais silencioso do que o seu.



Imagem: Quinta São José dos Montes.

https://quintasaojosedosmontes.com/events/retiro-meditacao-e-silencio-gratuito-2023-tomar/