18 de jun. de 2017

PATROCINADORES DE CLUBES DE FUTEBOL E A IDIOSSINCRASIA DOS NÚMEROS

Imagem intitulada Do a Throw in Soccer Step 3Hoje, no jogo Coritiba x Corinthians, chamou-me a atenção a marca da CAIXA nas costas das camisas dos jogadores do Coritiba. Logo abaixo, os números. Não pude deixar de pensar no que poderiam, como eu, imaginar alguns distraídos que, assistindo aos jogos, dessem com um lateral direito, numeração tradicional, e vissem a marca do patrocinador e o número 2 logo abaixo.


Imagem: wikiHow.

http://pt.wikihow.com/Fazer-um-Arremesso-Lateral-no-Futebol

13 de jun. de 2017

MAS TEM QUE SER MUITO MACHO, SÔ! ACREDITA QUEM QUER, UAI!.

Realmente, tem algumas coisas que é preciso ser muito macho para fazer.
Por exemplo: meu genro inventou de fazer uma sala de tv suspensa sobre uma sala com pé direito muito alto. É uma plataforma com duas laterais apoiadas, uma em parede outra em estrutura de ferro. O terceiro ponto de apoio é uma viga alta, de onde pende uma peça de trator ligada a uma corrente grossa que termina no ângulo oposto ao ângulo formado pelas laterais apoiadas. Ficou muito bacana, principalmente porque parece que a plataforma não tem apoio, deixando vão livre por baixo. Pois não é que meu genro achou de colocar a mesa de jantar debaixo dessa plataforma suspensa? Foi quando pensei: é preciso ser muito macho, sô! É preciso levar muita fé na própria criação, para fazer refeições ali debaixo!
Retomo, algum tempo depois, a ideia de que "é preciso ser muito macho", com a divulgação de que o Presidente Temer - quando Vice-presidente - fez uma viagem, com a família, para Comandatuba (nem vou falar que dizem ser paradisíaca), transportados todos por um jatinho da JBS. Diz a imprensa que o então Vice-presidente começou negando o fato, dizendo que o voo fora feito em avião da FAB. A Veja - sempre a Veja - conta-me que o desmentido veio depois que apareceram os registros de voos: de São Paulo, com Temer e a família, com destino a Comandatuba; da ilha com destino a Brasília, Temer como passageiro; de São Paulo para Comandatuba, sem passageiros; da ilha para São Paulo, com sete passageiros, incluindo a família de Temer. No desmentido, nova versão: "... nova nota à imprensa dizendo que havia, sim, utilizado um jatinho para levar a família a Comandatuba, mas desconhecia a identidade de seu dono." (Veja, edição 2534, pág. 84).
Realmente, penso que é preciso ser muito macho para pôr-se e a família em um avião cujo dono não se conhece. Nem importa o cargo público. Questão de segurança pessoal.
Certamente, o então Vice-presidente poderá nem ter prestado atenção à inscrição exibida em parte visível da aeronave - "PR - JBS".
É uma hipótese. A outra é: a falta de informação precisa sobre ter visto essa inscrição, no meio de manifestações contraditórias posteriores, permite a qualquer pessoa pensar o que quiser, como ocorre em face do não-explícito.
Posso pensar, por exemplo, que o então Vice-presidente, vendo a inscrição "PR - JBS", tivesse imaginado: deve ser "Presidência - Já Busco Saída". O que poderia até ter sido uma premonição.


Imagem: Blognetto.

http://netdia.blogspot.com/2017/06/temer-admite-voo-em-jatinho-da-jbs-mas.html

10 de jun. de 2017

GILMAR MENDES DEU O TOM POLÍTICO DA DECISÃO. PORTEIRA ABERTA?

Já vou avisando: não falo de apoio ao Temer, nem de eventuais preferências partidárias que o Ministro Gilmar Mendes possa ter, eventualmente. Nada sei disso. E isso é outra coisa que não política. Trata-se do tom político explícito da decisão. Vamos lá:

"Isto não é uma ação de reintegração de posse. Não é uma ação de responsabilidade civil. Estamos tratando de uma ação especial, especialíssima, quando se trata de presidente da república, que é chefe de Estado e chefe de governo."


"Não é algum fricote processualístico que se quer proteger. Não, é a questão do equilíbrio do mandato. Não se substitui um presidente da República a toda hora, ainda que se queira."

As citações estão em "uol notícias Política" (
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/09/nao-se-substitui-um-presidente-da-republica-a-toda-hora-diz-gilmar-mendes.htm). Tivemos oportunidade de assistir ao discurso do Presidente do TSE, ao vivo e atentamos para esses mesmos trechos.

Isto não é uma ação de reintegração de posse. Não é uma ação de responsabilidade civil. Estamos tratando de uma ação especial, especialíssima, quando se trata de presidente da república, que é chefe de Estado e chefe de governo" ... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/09/nao-se-substitui-um-presidente-da-republica-a-toda-hora-diz-gilmar-mendes.htm?cmpid=copiaecol
O tom político ficou explícito, e até discriminatório, deixando claro que há diferença quando se julga o presidente da República, dono do status de chefe de Estado e chefe de governo. Tudo isso tem caráter eminentemente político, que é o que regula as relações entre cidadãos, iguais perante Lei, segundo a Carta.
Político, ainda, quando traça rumos para comportamentos, no âmbito dessas relações entre cidadãos. Entendo que a tese de Gilmar Mendes não se exauriu ali no prolatar sua decisão. Ela vai estender-se dali para a frente.
Ouvi como sofisma a afirmação do Ministro de que uma decisão de cassar o presidente da República torna nulas todas as decisões que o mesmo tenha tomado. O que seria um motivo para manter o presidente. Ouvi como tal porque outras cassações, pelo mesmo motivo, de autoridades menores, que também tomaram decisões, não tiveram essas consequências. E, afinal, para que não vire letra morta a lei que prevê a referida consequência, para o caso de abusos em eleições, é preciso que a consequência legal não se torne impossível, em face de tal argumento. Tenho como certo que juristas muito capazes tenham como convalidar as decisões tomadas durante o exercício do cargo, mesmo que não haja previsão legal. Isto é possível.
Mas, para mim, ficou uma consequência política pior: está lançada a ideia para as eleições de 2018. Os candidatos ao cargo de Presidente da República saberão, desde logo, que, o caminho está aberto para tudo. Tudo!


Nota: enquanto elaborava estas ideias, sabendo que outros pensariam a mesma coisa, ouvi uma referência ao fato, de modo quase igual (não o vi dizer que a decisão foi política), do Senador Ronaldo Caiado. A referência foi muito breve e rápida, quando eu me envolvia com outra coisa. Se não me engano, o Senador falou em "porteira aberta". Ou eu pensei nisso. Não me lembro.





























Imagem: Letras de Torre.

http://letrasdatorre.blogspot.com.br/2011/01/reabrindo-porteira-origem-da-imagem-do.html



I
sto não é uma ação de reintegração de posse. Não é uma ação de responsabilidade civil. Estamos tratando de uma ação especial, especialíssima, quando se trata de presidente da república, que é chefe de Estado e chefe de govern... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/09/nao-se-substitui-um-presidente-da-republica-a-toda-hora-diz-gilmar-mendes.htm?cmpid=copiaecola
Isto não é uma ação de reintegração de posse. Não é uma ação de responsabilidade civil. Estamos tratando de uma ação especial, especialíssima, quando se trata de presidente da república, que é chefe de Estado e chefe de govern... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/09/nao-se-substitui-um-presidente-da-republica-a-toda-hora-diz-gilmar-mendes.htm?cmpid=copiaecol