Não é chororô! Mesmo porque a seleção
brasileira não perdeu. Acabou empatando, sem muito mérito. Mas não é isto que pretendo discutir. É o pênalte mesmo. Não só porque não foi apitado. Muito mais por causa do comentário, não me engano, do Eric Faria. Na repetição do lance, viu-se claramente que o australiano agarrou a camisa do Endrick. O juiz não apitou. O Eric comentou que, naquele tipo de ação, há várias coisas a analisar, por exemplo se a intensidade influiu para decidir sobre a marcação ou não.
O que me incomoda, no futebol, é que os comentaristas inventam ou concordam com justificativas para determinadas decisões dos árbitros. Por exemplo: foi sou um empurrãozinho que não tinha intensidade para derrubar o jogador, etc.
Temos convivido com agarramentos na área, agarramentos de camisa por trás, tudo sem que o árbitro apite. A gente vê um atleta correndo atrás do outro, com dificuldade para alcançá-lo e estende o braço para agarrar, empurra, derruba, e, no final, está tudo certo.
Penso que os jogadores não precisam mais ser capazes tecnicamente, aprender as manhas do adversário para antecipar na marcação. Basta saber agarrar.
Consequência é que a capacidade técnica dos jogadores tem diminuído muito. Correm muito, disputam cada jogada mas, cada vez mais, precisam usar da falta. Na maioria das vezes, sabendo que o árbitro não irá apitar. Os comentaristas aprovam e dizem que "esse juiz não dá qualquer faltinha".
Não existe faltinha em jogo de futebol.
Um futebol que fica, a cada dia, mais monótono, mais cheio de irregularidades, e menos atrativo.
O apito anda atrapalhando a qualidade do futebol.
Vamos ver em 2.030.
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