17 de jan. de 2020
VAMOS MUDAR TUDO! CUIDADO!
A sanha de "chegar chegando", de "mudar tudo" acaba apresentando riscos, principalmente de dar um branco sobre mudança feita.
Veja-se que, no ato de exoneração do ex-secretário especial de cultura Roberto Alvim, a referência é ao cargo de Secretário Especial da Cultura do Ministério da Cidadania.
Gente! A Secretaria Especial de Cultura foi transferida do Ministério da Cidadania para o Ministério do Turismo, há mais de dois meses.
O digitador deve ter cochilado. O revisor também! Quem assinou também!
É indispensável ler, gente!
NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - "MENINO PASSARINHO"
"No calor do teu carinho,
sou menino passarinho
com vontade de voar."
![]() |
| Luiz Vieira morreu ontem, aos 91 anos. Cantor, compositor e radialista. Uma obra em que a poesia é o destaque. |
Luiz Vieira em "Prelúdio para ninar gente grande" ("Menino Passarinho").
Para ouvir com o autor: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=nK6OaNG5YZo
Imagem: Metrópoles.
https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/luiz-vieira-compositor-e-radialista-morre-aos-91-anos
16 de jan. de 2020
NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - PÔXA!
"Pôxa! Não entre nessa de mudar de assunto,
não vê como é gostoso a gente ficar junto,
mulher, o seu lugar é no meu coração."
Gilson de Souza, em "Pôxa!".
Para ouvir com o autor: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=88kPcjcHSN0
Imagem: YouTube (congelada em vídeo).
https://www.youtube.com/watch?v=88kPcjcHSN0
15 de jan. de 2020
NÃO SE ILUDA!...
!.. Ninguém trará para você, na bandeja, a parcela de poder que lhe cabe no mundo.
https://www.dreamstime.com/stock-photo-money-served-serving-up-plate-isolated-white-background-image41331905
13 de jan. de 2020
JANELA ABERTA PARA BRASÍLIA
Quando chove, Brasília fica muito linda! Muito verde revigorado, verde verdade, paisagens encantadoras. Subindo pela escada, no hotel em que me hospedei, encontrei uma janela com vidro quebrado, abrindo vista para fora do prédio.
12 de jan. de 2020
PROTESTAR: UMA VOCAÇÃO OU UMA NECESSIDADE?
O mundo está vivendo a febre dos protestos. Ocorrem, com grande frequência e números de frequentadores cada vez maiores, em várias partes do mundo. Pode até acontecer de a mídia perder o controle dos protestos, tantos que são, e não ser capaz de anunciar todos.
Tem problema, não. A solução está em em Brasília - a Capital Federal, que parece não ser a capital federal do protesto. Mas é um centro de encontro de gente de todo o mundo, gente que precisa ou quer estar bem informada a respeito, para entrar na vibe.
Não resisti e fotografei.
Ah! Os protestadores potenciais poderão obter informações bastantes aonde existem.
E sem botar a mão no bolso!
NB.: O cartaz está na fachada de um Cartório de Protestos, em Brasília.
Tem problema, não. A solução está em em Brasília - a Capital Federal, que parece não ser a capital federal do protesto. Mas é um centro de encontro de gente de todo o mundo, gente que precisa ou quer estar bem informada a respeito, para entrar na vibe.
Não resisti e fotografei.
Ah! Os protestadores potenciais poderão obter informações bastantes aonde existem.
E sem botar a mão no bolso!
NB.: O cartaz está na fachada de um Cartório de Protestos, em Brasília.
11 de jan. de 2020
EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO COMEÇA PELO RESPEITO AOS SEMELHANTES
Foi na Rodoviária de Patos de Minas, por volta das 15 horas, no dia 2 deste mês. Minha mulher levou-me em seu carro e, na área de estacionamento, não conseguiu estacionar em algo que parecia ser uma vaga. Motivo. Dois carros ocupavam três vagas. Estacionar assim não é ser só "navalha". É, também, ser muito mal educado. Poder-se-ia dizer que, quando chegaram, havia muito espaço. Não é de se crer porque o movimento era maior do que o normal. Mas, convenhamos, não é preciso estacionar tão mal, achando que "somos donos do mundo". Falta educação, muita mesmo!
Assim segue nosso Brasil! Muitos dos males de que nos queixamos têm origem em simples falta de educação.
10 de jan. de 2020
CORRENDO ATRÁS DO INSS, EM BRASÍLIA, UM PALIATIVO
Andanças em Brasília, "correndo atrás" do INSS, encontro motivo de calmaria, na Galeria dos Estados. Nem tudo pode ser sofrimento. Sigo o conselho que leio em uma parede. A receita vale geral.
31 de dez. de 2019
NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - O MEU AMOR CHOROU
"A lua quando sai
saudade vem e a gente vai
e fica pela rua até o amanhecer."

Paulo Diniz, em "O meu amor chorou".
Para ouvir com o autor: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=vEgetnIKS-g
Imagem: 45RPM.
https://45rpmoficial.wordpress.com/2015/12/21/paulo-diniz-como-1994/
27 de dez. de 2019
O PROBLEMA É QUE EU SOU MINEIRO
No final da semana passada, assisti a uma entrevista extremamente interessante para mim, concedida pelo Ministro da Economia aos vários jornalistas da Globo News.
Quase sem perceber, acabei lembrando-me de escritos meus, de 1987, sobre entrevista concedida pelo Ministro da Indústria e Comércio de então.
O ministro Paulo Guedes ocupou quase todo o tempo falando, provavelmente estratégia para ser menos inquirido. Quando alguém falava em que se deveria fazer certa coisa, respondia, rapidinho: "mas já estamos fazendo" e emendava várias explicações. A ponto de FHC "elogiá-lo", como está na revista Fórum, (https://revistaforum.com.br/politica/fhc-elogia-entrevista-de-paulo-guedes-deixou-jornalistas-treinados-de-escanteio/), com evidente ironia, como se pode ver no recorte do Twitter, colhido na página acima.
Não gostei das vezes em que interrompeu perguntadores e, em dois momentos, de modo que me levou a duvidar. Falando sobre países que estão com economias mais desenvolvidas que a nossa, referiu-se, dentre outros, à China. Cristiana Lôbo ensaiou perguntar, a oportunidade não apareceu logo. Quando foi possível, argumentou: "Mas ministro! A China treina seus jovens." O ministro devolveu de sem-pulo: ah! a China é uma ditadura! Não vamos falar da China! Vamos falar da Alemanha!
Ora, gente! Mas ele é que havia citado a China. Fiquei por entender. Em outro momento, quando um jornalista comentou sobre a economia do Chile, que passa por momentos difíceis, envolvendo situações de aposentadorias, respondeu que alguns economistas estiveram naquele país (ele, inclusive, embora não se tenha referido a isto na entrevista) e fizeram reformas com resultados bons, mas políticos locais, posteriormente, cometeram erros e atrapalharam. Acrescentou que o problema é que os salários, no Chile, são bem mais altos do que em Cuba, onde os aposentados recebem 100% (não entendi de que, mas é uma referência) e, no Chile, recebem 70%. Mas os 70% do Chile correspondem, em valores numéricos, a mais do que os recebidos em Cuba. Não me agradou a comparação do ministro. Pareceu-me fora de propósito comparar o Chile com Cuba.
Mas o que é que o ministro da Indústria e Comércio de 1987 tem a ver com este papo?
Em 1987, comentei, no jornal "Estado de Minas" - Sucursal de Uberlândia, que a toda hora aparecia alguém do governo para dar explicações. Não era raro obrarem em contradições. Vou transcrever um excerto:
"É! Mas, no último domingo, um Ministro - o da Indústria e Comércio - veio superar tudo o que de belo se tem falado por aí, em termos de explicações. Pintou um Brasil com céu de Brigadeiro, mar de Almirante e planícies para General de Infantaria nenhum botar defeito! Nada de pessimismo! Está tudo muito bem! O povo tem mais é que acrediar nas suas próprias potencialidades e na sua capacidade inesgotável de explorar mais e melhor os recursos disponíveis neste país, onde Cabral tropeçou um dia. Nada de pessimismo, pessoal, que a maré está pra peixe! Foi muito agradável vê-lo e ouví-lo. Boa pinta, simpático e bem falante, sorriso de dente do ciso, otimista que nem técnico de time pequeno, quando enfrenta os grandes. Inteligente e hábil para discutir. Ótimo na esgrima do diálogo. Safa-se das mais perigosas estocadas dos jornalistas, como os mocinhos da TV se desviam dos tiros dos bandidões. Não permitiu, em momento algum, que o pessimismo dos jornalistas lançasse sequer uma nuvenzinha cinzenta no horizonte do imenso azul que é o nosso verdadeiro céu. Mas houve um momento em que eu temi pelo brilho do discurso do senhor Ministro. Foi quando um jornalista perguntou da sorte da pequena e média empresa, na conjuntura dos juros de trinta por cento. Estão sem condições de operar e é muito provável que entrem em colapso, o que irá atingir faixa ponderável dos componentes da economia nacional. Aí foi que eu vi que o homem é bom mesmo! Não deixou por menos. Disse, enfaticamente, que as pequenas e médias empresas terão, em 87, o seu ano de ouro, porque disto está cuidando o Ministério da Indústria e Comércio. E afirmou:
- Vocês precisam ver os programas extraordinários que estamos fazendo no Ministério.
Não deu muito certo, como se viu.
Sei que a situação atual não é idêntica.
Mas incomoda-me a euforia governamental.
Dizem que sou pessimista... montão de coisas.
Acho que o problema é que eu sou mineiro: mais desconfiado do que burro de olaria!
Quase sem perceber, acabei lembrando-me de escritos meus, de 1987, sobre entrevista concedida pelo Ministro da Indústria e Comércio de então.
O ministro Paulo Guedes ocupou quase todo o tempo falando, provavelmente estratégia para ser menos inquirido. Quando alguém falava em que se deveria fazer certa coisa, respondia, rapidinho: "mas já estamos fazendo" e emendava várias explicações. A ponto de FHC "elogiá-lo", como está na revista Fórum, (https://revistaforum.com.br/politica/fhc-elogia-entrevista-de-paulo-guedes-deixou-jornalistas-treinados-de-escanteio/), com evidente ironia, como se pode ver no recorte do Twitter, colhido na página acima.
Não gostei das vezes em que interrompeu perguntadores e, em dois momentos, de modo que me levou a duvidar. Falando sobre países que estão com economias mais desenvolvidas que a nossa, referiu-se, dentre outros, à China. Cristiana Lôbo ensaiou perguntar, a oportunidade não apareceu logo. Quando foi possível, argumentou: "Mas ministro! A China treina seus jovens." O ministro devolveu de sem-pulo: ah! a China é uma ditadura! Não vamos falar da China! Vamos falar da Alemanha!
Ora, gente! Mas ele é que havia citado a China. Fiquei por entender. Em outro momento, quando um jornalista comentou sobre a economia do Chile, que passa por momentos difíceis, envolvendo situações de aposentadorias, respondeu que alguns economistas estiveram naquele país (ele, inclusive, embora não se tenha referido a isto na entrevista) e fizeram reformas com resultados bons, mas políticos locais, posteriormente, cometeram erros e atrapalharam. Acrescentou que o problema é que os salários, no Chile, são bem mais altos do que em Cuba, onde os aposentados recebem 100% (não entendi de que, mas é uma referência) e, no Chile, recebem 70%. Mas os 70% do Chile correspondem, em valores numéricos, a mais do que os recebidos em Cuba. Não me agradou a comparação do ministro. Pareceu-me fora de propósito comparar o Chile com Cuba.
Mas o que é que o ministro da Indústria e Comércio de 1987 tem a ver com este papo?
Em 1987, comentei, no jornal "Estado de Minas" - Sucursal de Uberlândia, que a toda hora aparecia alguém do governo para dar explicações. Não era raro obrarem em contradições. Vou transcrever um excerto:
"É! Mas, no último domingo, um Ministro - o da Indústria e Comércio - veio superar tudo o que de belo se tem falado por aí, em termos de explicações. Pintou um Brasil com céu de Brigadeiro, mar de Almirante e planícies para General de Infantaria nenhum botar defeito! Nada de pessimismo! Está tudo muito bem! O povo tem mais é que acrediar nas suas próprias potencialidades e na sua capacidade inesgotável de explorar mais e melhor os recursos disponíveis neste país, onde Cabral tropeçou um dia. Nada de pessimismo, pessoal, que a maré está pra peixe! Foi muito agradável vê-lo e ouví-lo. Boa pinta, simpático e bem falante, sorriso de dente do ciso, otimista que nem técnico de time pequeno, quando enfrenta os grandes. Inteligente e hábil para discutir. Ótimo na esgrima do diálogo. Safa-se das mais perigosas estocadas dos jornalistas, como os mocinhos da TV se desviam dos tiros dos bandidões. Não permitiu, em momento algum, que o pessimismo dos jornalistas lançasse sequer uma nuvenzinha cinzenta no horizonte do imenso azul que é o nosso verdadeiro céu. Mas houve um momento em que eu temi pelo brilho do discurso do senhor Ministro. Foi quando um jornalista perguntou da sorte da pequena e média empresa, na conjuntura dos juros de trinta por cento. Estão sem condições de operar e é muito provável que entrem em colapso, o que irá atingir faixa ponderável dos componentes da economia nacional. Aí foi que eu vi que o homem é bom mesmo! Não deixou por menos. Disse, enfaticamente, que as pequenas e médias empresas terão, em 87, o seu ano de ouro, porque disto está cuidando o Ministério da Indústria e Comércio. E afirmou:
- Vocês precisam ver os programas extraordinários que estamos fazendo no Ministério.
Não deu muito certo, como se viu.
Sei que a situação atual não é idêntica.
Mas incomoda-me a euforia governamental.
Dizem que sou pessimista... montão de coisas.
Acho que o problema é que eu sou mineiro: mais desconfiado do que burro de olaria!
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