31 de mai. de 2019

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - POMBO CORREIO


"Até o sol, por pirraça,
invadiu a vidraça
e o retrato dela desbotou."


Benedito Lacerda e Darcy de Oliveira, em "Pombo Correio".


Gilberto Alves (uma das gravações)



Para ouvir com Gilberto Alves: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=5mPgrE9Ug0g

Para ouvir com Maria Bethania: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=DO9U_bBsErc

Para ouvir com Nelson Gonçalves: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=XPuiZKBsdoQ

23 de mai. de 2019

MEU DEUS! AONDE É QUE EU ESTAVA?


A gente vai tentar entender uma coisa e verifica que, muito antes, mas muito antes mesmo, alguém entendia 
infinitamente mais. Estou tentando estudar harmonia. Comprei um livro - HARMONIA FUNCIONAL, de Carlos Almada.
Na apresentação do livro, Almada informa da inserção de três apêndices, um deles tratando de Acústica. Recomenda que seja lido antes do Capítulo 1. Obediente, fui ao tal apêndice. Ali, o autor dá-me notícia de um cara que viveu no século V a.C. - um tal de Pitágoras - e descobriu que "um determinado som fundamental, de qualquer freqüência, gera  harmônicos que sempre estarão dispostos numa ordem constante, a chamada série harmônica". Vai desenvolvendo o assunto e diz que a série harmônica é infinita.
Até aí, ia tudo bem. Então, começa a falar de maravilhas da tal série harmônica. Mais adiante, sem dó nem piedade, o autor passa a complicar-me, fala-me de coisas extraordinárias. Admito que em se tratando de sons e de música, tudo é possível. Mas vou transcrever o autor:

"E o mais interessante de tudo é constatar que todas as relações tonais se encontram resumidas dentro de cada som: pois cada som - cada nota - é potencialmente uma fundamental - uma tônica -, numa maneira semelhante ao que acontece com o óvulo fecundado, que já traz dentro de si todas as informações genéticas de um ser vivo."

Entendi que qualquer som traz dentro de si todas as informações dos fenômenos acústicos que concorreram para sua produção.
Será que é isso mesmo? Vou seguir estudando para tentar entender.
Ora direis: se não entendeu, por que é que está compartilhando essa maluquice com leitores?
Simples. Segui pensando sobre teorias que entendem ser única a vida de cada ser vivo, vida essa que, através de várias idas e vindas no tempo (e no espaço, também), em permanente aprendizagem, aperfeiçoam-se mais e mais, para a respectiva elevação.
Podem pensar que fiquei maluco (ou que continuo, ou que atingi estágio muito alto).
Provavelmente, não irão gostar do que passei a pensar: se esse tal Pitágoras, no século V a.C., elaborou conhecimentos sobre esse trem aí, aonde é que eu estava, naquele mesmo século?
Provavelmente, no corpo de um dinossauro! Ou coisa "mais pior" (expressão usada por Sérgio Porto, Stanislau Ponte Preta).

29 de abr. de 2019

ESTÓRIAS DE UMA PMMG ANTIGA

Década de 1970. Quartel General da Polícia Militar, na Praça da liberdade, no mesmo
prédio em que funcionavam a Secretaria do Interior e a Secretaria da Segurança Pública. No primeiro andar, Gabinete do Comandante Geral, Gabinete do Chefe do Estado Maior, Diretorias e a poderosa e rigorosa  Inspetoria Geral.
A Central de Operações, instalada em um pequeno prédio (pequeno para a finalidade)
na esquina de Rua Santa Rita Durão com Rua Sergipe, estava buscando espaço. A solução foi transportá-la para o espaço da Inspetoria Geral. Esta, em consequência, foi para a Santa Rita Durão, prédio pequeno para a Central de Operações, adequado para a Inspetoria Geral.
Foi quando me encontrei com o Coronel Amauri, Inspetor Geral. Saudei-o, comentando sobre a mudança: então, Coronel, a Inspetoria Geral está indo para a rua Santa Rita Durão. Que bom, Coronel! Concordou comigo e disse que também achara muito bom. Foi quando lhe disse que ouvira de alguém que, por causa da instalação da IG ali, até pretendiam mudar o nome da rua. Surpreendeu-se, claro, porque ninguém falara nisso. E perguntou como é que iria ser o novo nome daquela rua. Respondi com a cara mais lerda deste mundo:
- Vai chamar-se Rua Santa Rita Durona, Coronel!
Ele era tranquilo. Tolerou-me.

25 de abr. de 2019

VIDA NO PARQUE DO MOCAMBO PATOS DE MINAS

Há muito não ia lá. Passei um pouco, hoje pela manhã e pude ver mais vida do que já havia visto. Tirei fotos, claro! Vi também duas aves parecidas com jaçanã, mas são pretas e têm uma espécie de bonezinho vermelho. Passei batido. Mas vou encontrá-las de novo. Muitas aves, também. E miquinhos. Penso que a hora do café da manhã havia passado.



















19 de abr. de 2019

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - MEU VIOLÃO MORREU



"...pois se os violões têm n'alma
um coração feito em poesia
este muito mais sofria
pois possuía um coração
dentro do seu coração."




Juca Chaves foi chamado em Portugal de "Trovador Maldito" pelo jornal A República


Juca Chaves em "Meu Violão Morreu".







Para ouvir com o autor: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=a2dJ05wl_F8


Imagem: GUASCA TUR
http://www.guascatur.com.br/2014/10/juca-chaves-exilio-e-retorno-ao-brasil.html

18 de abr. de 2019

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - GOSTO QUE ME ENROSCO



"Gosto que me enrosco de ouvir dizer
que a parte mais fraca é a mulher.
Mas o homem, com toda fortaleza,
desce da nobreza
e faz o que ela quer."





Sinhô


Sinhô (José Barbosa da Silva), em "Gosto que me Enrosco".








Para ouvir com Dorival Caymmi:
https://www.youtube.com/watch?v=Yb6GcPei__8


Imagem (com informações biográficas e obra): MPBnet
https://www.mpbnet.com.br/musicos/sinho/index.html

14 de abr. de 2019

A "NOVA" PREVIDÊNCIA: A PEÇA DE MARKETING É SINCERA?

Definitivamente, não estou entre aqueles que se acham obrigados a fazer oposição sistemática e, às vezes, até desmotivada e ilógica ao governo. Nem sou daqueles que, não concordando com o mesmo governo, "é porque não amam o Brasil". Em verdade em verdade vos digo: aos quase oitenta anos de idade, ainda não sei bem quem é que ama o Brasil. Nem nunca estive enquadrado naquela "exortação": "Brasil - Ame-o ou Deixe-o" (início da década de 1970, quando deixá-lo era quase impossível; hoje, muitos estão deixando, Portugal que o diga).
Por que, então, estou implicando com a "nova" Previdência?
Primeiro que tudo, porque, como em toda peça publicitária, é preciso colocar alguém sorrindo, esbanjando felicidade. A Previdência que estamos esperando por aí não é de fazer ninguém sorrir (os próprios mentores dessa "Nova Previdência" dizem que a mesma incorpora "medidas duras".
Segundo porque implico com tudo que alguém faz questão de mostrar que é "novo". Começa, muitas vezes, por reles botecos em que um cara que o comprou bota uma faixa "SOB NOVA ADMINISTRAÇÃO". Vai daí que me reporto a muita coisa que rolou na minha vida: "Estado Novo", "Nova República", "Nova Administração Pública", "Cruzeiro Novo", "Cruzado Novo"... Deu no que está aí, que muitos - no governo inclusive - acham que é o caos. Tudo fracassado.
Daí não concordar, nem um tiquim, com a propaganda de uma "Nova Previdência". Que tal poupá-la, arranjando-lhe um novo nome verdadeiro?
"Previdência Real", por exemplo? Esse deu certo.