31 de out. de 2019

SARGENTO BRAZINHA VOLTA A ATACAR - EDIÇÃO EM 05 MAI 2020

Nota do cadikim: Por via das dúvidas, fomos conferir o link da fala do Deputado Delegado Waldir. Assiti, agora, ao vídeo referido no texto.

Quem achar que deve saber quem é e o que fez o Sargento Brazinha, pode reportar-se a este mesmo cadikim, em "SARGENTO BRAZINHA" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2012/05/sargento-brazinha.html), crônica publicada em 27 de maio de 2012, quando me lembrei do fato por causa de idas e vindas políticas (o Brasil também se repete, uai!).
Muito bêbado, o Sargento Brazinha "interditou" uma boate, na zona boêmia, em Passos-MG, "causdequê" a dona do estabelecimento, considerando o lastimável estado de embriaguês do sargento, recusou-se a servir-lhe uma pinga; em face da ordem de interdição, madame resolveu servir a bebida e o Sargento Brasinha apressou-se a "desinterditar" a boate.
Então o fato repetiu-se? Não exatamente. Para mim, no mesmo diapasão, mas muito pior e em tom mais exasperado.
O Presidente da República achou de intervir (em bastidores, conforme relatos jornalísticos, mas tudo escrachado durante a briga que se formou depois), para  colocar o Deputado Eduardo Bolsonaro na liderança do PSL na Câmara dos Deputados, (substituindo o Delegado Waldir, PSL-GO). Em represália, o Delegado Waldir contra-atacou e acabou se referindo ao Presidente da República como "vagabundo" e afirmando, alto e bom som, que vai "implodir" o Presidente, mostrar gravações que possui do mesmo (é só rodar na rede e ver muitos registros).
Olha que estou habituado a ver Deputados Federais e Senadores ofenderem-se mutuamente, via Embratel, em TV fechada (TV Câmara e TV Senado). Mas nunca vi nem ouvi tais referências ("vagabundo" e "vou implodir"), estando o outro ausente, dando ensejo às publicações na mídia. Também nunca vi uma autoridade mencionada como "vagabundo" quedar-se sem reação imediata. Aliás, aos oitenta anos de idade, nunca ouvira uma autoridade qualquer referir-se ao Presidente da República como "vagabundo", pela televisão.
Pois não é que, lista pra cá, lista pra lá, reuniões e xingamentos, parecia que voltara a ser tudo como antes no quartel de Abrantes? Eduardo Bolsonaro conduzido à liderança; Delegado Waldir, reconduzido em breve "dança de cadeiras", instado a falar sobre o que tem para implodir o Presidente, respondeu que "...nada é só questão de... é uma fala de emoção, né?... um momento de sentimento..." - declaração que, acontecida em Goiás, ficaria mais própria em canção com dupla sertaneja (http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos/v/delegado-waldir-lider-do-psl-na-camara-volta-atras-apos-falar-em-implodir-bolsonaro/8012701/).
Idas e vindas, a briga continua na Justiça, bivaristas querendo suspender bolsonaristas. Não se sabe em que vai dar.
Relação com Antônio Carlos Magalhães? À época da intervenção no Banco Econômico, ACM ameaçou apenas dizer "quem era e o que faziam" diretores do Banco Central. Não passou disso.
Relação com o Sargento Brazinha?
A mim mais parece um bando de bêbados a quem se negou um gole de pinga.

Imagem: Recorte (edição) de imagem enviada ao YouTube por Hélio Reis, em 15/10/2019, em seu canal (https://www.youtube.com/channel/UCBmrC88BZ56Fq8qnWXDbFIQ)


10 de out. de 2019

MILLÔR EM PEDACINHOS



"Mas me inverto. Falo de fracassos quando queria falar de uma vitória. Há poucos meses, numa das primeiras reuniões do Conselho Superior de Censura, alguém teve o bom humor de me levar a sério quando declarei que um conselho de censura não pode ser superior. E propôs a mudança do nome do órgão censor. Ainda há, sem trocadilho, bom senso em Berlim."


Millôr Fernandes, em "Censura livre?", no livro "O MUNDO VISTO DAQUI", pág. 95.




A INTOLERÂNCIA NÃO ESTÁ SÓ DE UM LADO

Bandeiras dos países de língua oficial portuguesa.
Bandeiras dos países de
língua oficial portuguesa
Não me quero envolver em politicagem. Mas a políticagem me envolve, ainda que eu preferisse que a política fosse tratada como coisa séria. Não me esqueço de um ensinamento que me foi passado por René Goscinny, no episódio "O Caldeirão", da série "Asterix o Gaulês". A aldeia dos indomáveis gauleses recebia a visita de um chefe vizinho, com quem os irredutíveis não se relacionavam bem, porque esse chefe negociava com os romanos de Júlio César, que tinha como ideia fixa conquistar toda a Gália, mas esbarrava na bravura dos habitantes daquela aldeia e na poção mágica de Panoramix - druida mega campeão do Festival de Druidas que era realizado anualmente, na Floresta dos Carnutes. Pois bem: os súditos de Abracoursix - o colérico e bravo chefe - torceram os narizes (grandes, como narizes gauleses) à visita e não queriam receber o chefe visitante. Abracoursix foi taxativo: "quando um chefe gaulês recebe outro chefe gaulês, o protocolo deve ser observado" (mais ou menos isso, este sentido).
Ainda como introito, digo que, em minhas lides militares, observava que, se o comandante gostava de determinada atividade, a unidade que comandava ia bem naquele quesito; se não gostava, ia do jeito que Deus provia. Costumava eu dizer que "comandante não tem gostar", tem de "pegar geral as atividades submetidas a seu comando".
Mas por quê e pra quê essa lereia toda?
Acontece que acordei com a notícia de que o Presidente da República disse que não assina (agora, pareceu-me) o diploma relativo ao Prêmio Camões de Literatura, outorgado a Chico Buarque de Hollanda. Assustei-me com que o Sr. Presidente entenda de ignorar o "chefe gaulês" da terra de Camões e mesmo a comissão mixta encarregada da outorga do prêmio que consagra autores da língua portuguesa, composta por representantes do Brasil (2), de Portugal (2), de Moçambique (1) e de Angola (1). Susceptibilidades e idiossincrasias à parte, vejo que cada vez mais as simpatias e antipatias políticas estão atravessando fronteiras da convivência (o facebook está cheio!). Nem vou discutir isto!
Mas o cadikim tem um título, pô! "A intolerância não está só de um lado".
Pois não é que, fuçando a rede para tentar entender o assunto, encontro: "Morrissey expulsa manifestantes de esquerda de seu show" (https://www.diariodocentrodomundo.com.br/entretenimento/morrissey-expulsa-manifestantes-de-esquerda-de-seu-show/). Ora direis: mas esse tal Morrissey é de direita, uai! Não é a mesma coisa? Não está do mesmo lado do Presidente?
Penso na contramão: o Presidente, de direita, abominando os artistas de esquerda, recusa o aperto de mão a Portugal, Moçambique e Angola, contrariando a máxima de Abracoursix. O artista - que pertence a uma classe que ordinariamente se alinha à esquerda - pode também ser um radical de direita e não só abominar a esquerda, mas agir de modo a expulsá-la de um espetáculo artístico.
Por fim, penso que o mundo poderia ficar um pouquinho menos ruim se Chico Buarque abstraísse a pessoa de Jair Messias Bolsonaro e fizesse baixar neste o Presidente da República, que representa a Nação que adora Chico e que o estaria homenageando.
É! Acho que vão ser necessárias muitas encarnações para que eu consiga inserir-me no contexto. Sou um "sem turma"!


Imagem: Biblioteca Nacional.
https://www.bn.gov.br/acontece/eventos/2017/06/divulgacao-vencedor-premio-camoes

27 de set. de 2019

UM NÃO PERCEBER QUE NÃO CONSIGO ENTENDER



Um detalhe da fala do Presidente da República na ONU remeteu-me a Nelson Sargento, compositor de "Agoniza mas não morre". Vou transcrever a fala, colhida em 
https://www.youtube.com/watch?v=7OfUQd45ETw e https://www.youtube.com/watch?v=qrdbc5vdA4M, minutos 28.03 e 28.09, respectivamente:


"Durante as últimas décadas, nos deixamos seduzir, sem perceber, por sistemas ideológicos de pensamento que não buscavam a verdade, mas o poder absoluto.".



veja Rio
https://vejario.abril.com.br/beira-mar/nelson-sargento-disco-exposicao/

Nelson Sargento paramentado de Verde e Rosa










"...A fidalguia do salão
te abraçou, te envolveu.
Mudaram toda a sua estrutura,
te impuseram outra cultura
e você nem percebeu.".

Penso que é um muito não perceber, meu Deus! Estamos mesmo deitados eternamente em berço esplêndido?
Não me cai bem um político que militou como Deputado Federal durante 28 anos ter nada percebido e vê-lo admitindo isto publicamente, em face de políticos internacionais. Como não me conformo com outros não perceberes desse mesmo político. Mas não fico só nele. Aos 80 anos de idade, tenho visto muitos políticos profissionais cochilões de todas as "bandeiras" por aí, que não identificaram corrupção, roubalheira, decadência nas principais funções republicanas do Estado... Estou pagando geral!
Não é uma oposição partidária, doutrinária ou qualquer "ária". É uma oposição cidadã, inconformismo com a política em geral, que se arvora em reformadora (vide planos Collor, Sarney e outros cujas "vítimas" debatem-se na Justiça há mais de trinta anos, muitas delas já mortas).
É! Não dá para perceber mesmo.
Ou terá razão Teresa Cristina, que gravou com Nelson Sargento, quando observou, ironicamente: "será que não perceberam mesmo?" (https://www.youtube.com/watch?v=XwRrftn30bM min 3.34).






24 de set. de 2019

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - BAILE NO ELITE


"O papo é pop e o rip-rop
já chegou e dominou.
A Tabajara é muito cara
e o velho tempo já passou."






Nei Lopes






Ilustração: Lina Costa




e João Nogueira, em "Baile no Elite".









Para ouvir com Nei Lopes: YouTube.

Para ouvir com João Nogueira: YouTube.


Imagens:

Nei Lopes: Pesquisa.

João Nogueira - Vila de UTOPIA.



19 de set. de 2019

UMA CARTA DE CÍCERO (O CONTROLE ESTATAL DO COCÔ)

Chegou em um e-mail. Simples, direta, nem era um anexo. Tão coloquial e tão íntima, que mais me pareceu uma carta. Daí o título.
Sei que meu irmão - Cícero Christófaro, arquiteto por formação, vive arquitetando escritos em diversas formas e gêneros, algumas composições musicais, estudos e cultivos vegetais (viaja entre orquídeas e outras belezas) e cismou de promover o "Sarau da Lua Cheia ou Quase" (https://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2019/09/cadikim-convida-voce-para-curtir_15.html) - como ia dizendo, meu irmão Cícero irá entender a transcrição que faço da carta que me enviou, nada sigilosa, como convém. Vamos lá, sem aspas; o conteúdo adiante e dele:

Irmão, como vê hoje é meu aniversário certeza absoluta que você não esqueceu, sempre lembrou enviando carinho e paz. Desde logo se vê que não tenho por que lembrá-lo. Acontece é que hoje, exatamente hoje, dia deste aniversário, aconteceu algo que preciso dizer para você. Há dias atrás, presidente bolsonaro disse, na TV, acho que foi ali mesmo, que a partir de agora, o brasileiro terá que fazer "cocô" dia sim dia não. Apesar de não entender por que, e você sabe muito bem por ser o irmão mais próximo, apenas três anos de diferença, que durante toda minha vida não desobedeci ordens, aprendi com "La Mamma" que não era pessoa fácil. O que vou dizer poderia fazê-lo para outra pessoa mas você é a mais indicada: primeira e segunda infâncias, adolescência e idade adulta. Acredito não ser necessário justificar mais. Estou obedecendo com rigor as ordens do homem, mesmo ainda não sendo lei ou ato provisório. Para mim é coisa definitiva pois, menos comida, menos água na descarga, menos dor na saída. Seguindo esta regra percebi que o tamanho e diâmetro do coco ficaram menores, 3,5 cm de comprimento por 1,9 cm de diâmetro, fiz questão de medir. Sem quê nem pra quê, ontem, 7 de setembro aniversário da independência do Brasil, seria o dia SIM, não deveria faltar compromisso do cocô, feito às 8:45 horas, ouvindo o hino nacional brasileiro. Passei o dia em paz, dever cumprido, cumpridíssimo (não confundir com "compridíssimo", lembrando que a medida de comprimento é de apenas 3,5 cm).
Acontece que hoje, 8 de setembro, dia do meu aniversário, comecei a jogar água no jardim, calmamente, vendo as lindas plantas e algumas flores dando boas vindas ao início da primavera. De repente, sem mais nem menos, senti algo pesando no intestino. Esse algo foi pesando, pesando, pesando, até que... minha Nossa Senhora das Dores, lembrei-me, será que foi o doce de leite com coco que ganhei de presente ontem? Acredito ter comido umas dez colheradas, adoro. Pois meu amigo, não deu outra, cheguei no vaso num estado lastimável, foi uma verdadeira CAGADA, enorme. No momento do alívio, nada pensei. Depois, quando voltei ao jardim veio aquele remorso do dever não cumprido. Foi passando o tempo, eu tentando minimizar as faltas, até que meu vizinho chegou. Pra tentar aliviar de vez, contei tudo pra ele. Sem pestanejar disse o sertanejo: apoquente não, irmão, tô vendo gente dando CAGADAS muito maiores e ó! quer nem saber.
Olhe bem, não sou pessoa com intimidades com as redes sociais. Gostarei, se possível, dividir com outras pessoas, além de você, para minimizar ainda mais minha culpa. Caso possa e queira fazê-lo vou agradecer muito e aos poucos me eximindo de possíveis vergonhas perante esta linda nação brasileira.

15 de set. de 2019

POR QUE NÃO PENSARAM NISSO ANTES?


Leio no jornal "Estado de Minas" (https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/09/12/interna_internacional,1084560/suprema-corte-permite-restricoes-de-trump-a-imigrantes.shtml), postado em 12 de setembro:


"Suprema Corte permite restrições de Trump a imigrantes".



Não pude deixar de pensar: por que foi que apaches, comanches, sioux, cherokees e outros indígenas não pensaram nisto, antes 
quando chegava à praia do novo mundo o Mayflower?





Imagens:
Mayflower: WikipédiA.
https://en.wikipedia.org/wiki/Mayflower

Touro Sentado: gratispng.
https://www.gratispng.com/png-1uxrk0/

CADIKIM CONVIDA VOCÊ PARA CURTIR...


... o "III Sarau da Lua Cheia ou Quase", a que compareci ontem, a convite do palhaço "Mundico Gargalhada", porta voz de meu irmão Cícero (arquiteto, escritor em prosa e verso, paisagista,... nem sempre ele conta tudo).
Ambiente bonito e agradável, sob direção de Raquel Christófaro e de Cícero Christófaro, música por Daniel Córdova Christófaro e amigos (os quais, certamente, irão desculpar o cadikim por não dar os créditos que merecem, porque não cuidou de reportar corretamente). O tema era "alegria" e o mote era "cultura". Muito bacana, pessoas declamando e trocando figurinhas. Destaque: comparecimento de casal que foi o primeiro a ter seu casamento celebrado naquele espaço (foi feita apenas a referência, com muita simpatia, mas sem muitos salamaleques, como convém).
Irei no próximo, com certeza!




O fotógrafo não é bom. Mas a lua estava linda!



13 de set. de 2019

CADIKIM CONVIDA VOCÊ PARA CURTIR...


... a entrada da casa de Dona Zilda, mãe dos músicos Soninho, Anísio, Aloísio (in memoriam), Adelino, Martinha e Castor, e avó de Sávio e Luana, que seguem pelo mesmo caminho.



Por fora, a beleza das plantas (um viva para a Martinha)! Pelo lado de dentro, a paz e a delicadeza de Dona Zilda e a arte musical de sua prole!

12 de set. de 2019

CADIKIM CONVIDA VOCÊ PARA CURTIR...

... a florzinha de mato solitária nascida em uma rachadura do passeio.

Data/Hora: Hoje/qualquer hora.
Local: rua Major Jerônimo, Patos de Minas, ou em qualquer lugar em que a plantinha tenha posto a cara para fora e esteja resistindo ao calor e à secura.
Acesso: é só correr atrás.