28 de nov. de 2019

A COISA DEVE ESTAR FEIA DEMAIS NO CHILE! CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA REDUÇÃO DE 50% DOS SALÁRIOS DOS DEPUTADOS. SE A MODA PEGA...

bandeira do chile em tecido  países frete grátisAcordo hoje com uma notícia absolutamente insólita. Acho que é a primeira vez (aos 80 anos!) que ouço coisa desse tipo: Câmara dos Deputados do Chile aprovou a redução de 50% dos salários dos deputados, estendendo a medida ao presidente, aos ministros, aos subsecretários e aos governadores.
Que coisa linda!
Ah! Ao ampliar a notícia, encontrei-a na página do G1 (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/11/27/deputados-do-chile-aprovam-reduzir-salarios-de-presidente-e-de-parlamentares.ghtml). Com um picilone, entretanto: segundo o texto, a medida tem caráter transitório e não cortará os benefícios extras.
Assim, até eu, ai!
Parece-me que os tais "extras" é que encarecem o custo do nosso Congresso e adjacências.
E se a moda pega? Como muitas das maldades que chegam ao Brasil, como o petróleo em viagens ultramarinas, poderão os nossos parlamentares ser "contaminados" pela ideia, se a coisa vier a ficar fora de controle (vejo-me obrigado a admitir a hipótese, em face de até andarem falando em AI-5 por ai).
Quanto à transitoriedade da medida, ponho-me de acordo. Melhorando a situação, a medida poderá ser revogada. Poderá até ser pensada uma espécie de restituição. Como se poderia pensar em restituição sobre a reforma da Previdência, concordando todos os especialistas que se manifestaram com que a Nação - o trabalhador - está perdendo (ninguém fala em Nação, só no Estado, que é mero instrumento para ordenamento das coisas nacionais). Poderá tambem ser como fez Collor, que meteu a mão do Estado na grana da Nação, com prazo para devolver. E devolveu.
Solitária manifestação semelhante ouvi do ministro Paulo Guedes: falando do projeto de economizar um trilhão para o Estado, disse que, se houver melhora, poderá melhorar também a vida do trabalhador "por solidariedade".
O povo precisa de solidariedade do governo não, senhor Paulo Guedes. Quer que se governe para a Nação e não para o Estado, como qualidade de fazer.


NOTA ALEATÓRIA: Utilizei a palavra "picilone", que conheço como alguma coisa indefinida que se quer dizer. Fui pesquisar a existência do termo, porque parece-me uma corruptela de ípsilon (Y), aprendendo na busca que é a quinta letra do alfabeto latino.
Quem encontro? Noel Rosa (tinha de ser ele), com o samba "Picilone", palavra que rima com Yvone, que parece ser nome alternativo da música.
A eventuais curiosos que pretendam rever ou conhecer Noel, adiciono o link: https://www.youtube.com/watch?v=9uKcVDuO7iA



IMAGEM: MERCADO LIVRE
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25 de nov. de 2019

MILLÔR EM PEDACINHOS - MORALIZADOR-MOR

"Ontem mesmo apreciei um caso extremo de apreço por essa campanha. Aqui em frente à minha casa dois baitas crioulos abriam um buraco no asfalto. Um deles segurava com as duas mãos uma haste de ferro pontiaguda fincada no asfalto. O outro, brandindo um malho com absoluta perícia, dáva sólidas porradas - perdão, pancadas! - no ferro que o outro segurava. De repente, o malho do primeiro crioulo resvalou e atingiu a mão do segundo, fazendo sair faíscas. Ele, como um animal, se voltou para o outro quando viu, atravessando a rua, um grupo de pequenos escolares orientados por uma freirinha. Gemendo, berrou: "Caro colega, peço-vos que de outra feita tenhais mais cuidado ao brandir essa vossa ferramenta de trabalho pois do contrário podereis vir a me machucar seriamente."
05/05/1982


Millôr Fernandes, no livro "O MUNDO VISTO DAQUI (PRAÇA GENERAL OSÓRIO)", pág. 181.




23 de nov. de 2019

"...É CULTURAL!" - A EXTENSÃO DA PALAVRA PROFERIDA


"Você não vai acabar com desmatamento nem com queimadas, é cultural..."

Ouvi, de corpo presente ante a TV, o Presidente da República proferir essas palavras, quando indagado sobre o crescimento do desmate na Amazônia, desde agosto/2018 até julho/2019. Estão transcritas na página do G1 POLÍTICA, com data de 20/11/2019 (https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/11/20/voce-nao-vai-acabar-com-desmatamento-nem-com-queimadas-e-cultural-diz-bolsonaro.ghtml). 
Dizem por aí que a palavra proferida ganha o mundo e todas as circunstâncias que o cercam. Suscitaram-me, então:

- Você não vai acabar com a violência nem com a criminalidade, em qualquer de suas manifestações, é cultural...

- Você não vai acabar com a corrupção, é cultural...

- Você não vai acabar com o abuso de poder político, é cultural...

- Você não vai acabar com as mutretas no futebol, é cultural...

- Você não vai acabar com as mutretas, é cultural...

- Você não vai acabar com os exorbitantes lucros dos bancos, é cultural...

- Você não vai acabar com o mau atendimento das concessionárias de telecomunicações, é cultural...
-
-
-
-......
- Corolário: Você não vai acabar com porcaria nenhuma, é cultural...




Imagem: Almocreve das Petas.

21 de nov. de 2019

ESCÂNDALO!


Mas vejam se não é mesmo um escândalo esse flamboyant, que vejo da minha janela!
(não era por causa de pandemia,
que não existia ainda).





19 de nov. de 2019

16 de nov. de 2019

VASCO X FLAMENGO PODERIA TER SIDO UM LINDO

Desmancha prazeres? Poder ser. Mas não consigo ver só o lado positivo das coisas. Foi um jogão, com alternância no placar, muitas jogadas espetaculares, muita emoção. Ótimo!
Mas estiveram presentes também alguns fatores, que acho terem vindo de vagar e crescido com o tempo, e que, penso, só servem para macular a beleza do futebol.
Primeiro, falo de uma puxão no braço, de Rafinha sobre um vascaíno (Rossi, se não me engano). Este encarou Rafinha que fingiu ter tomado uma cabeçada. O juiz deu cartão amarelo só para o vascaíno (pode ser que não tivesse visto o puxão do Rafinha, mas auxiliares serem para chamar a atenção do árbitro).
Vi no puxão de Rafinha a evidente intenção de interromper um contra ataque. Foi mais longe: começou a criar conflito. Só depois de muita insistência do Rafinha em reclamar não sei o que para o árbitro foi que lhe sobrou um cartão amarelo.
Esse tipo de comportamento é muito frequente. Tenho pensado que não é mais necessário saber jogar futebol (o Rafinha sabe e não precisa desses expedientes). Basta saber puxar uma camisa, um calção, chutar a bola para longe do local da falta, retardar a partida... Jogar bola é um detalhe.
Pode ter nada a ver com o desempenho recente da seleção brasileira.
O outro fato - este incomoda-me muito mais - é o da comemoração de gols. Há algum tempo atrás surgiu Henrique Dourado comemorando gols com o gesto de "degola", exatamente em um tempo em que a tv mostrava cenas reais de degola, no oriente médio, condenados enfileirados e carrascos com as adagas nos respectivos pescoços. Sempre achei que gestos violentos de jogadores transmitem sentimentos violentos para a torcida. Mas a própria crônica esportiva, narradores e comentaristas referiam-se a Henrique Dourado como "o ceifador".
Pois não é que o Bruno Henrique, ótimo jogador, com desempenho ótimo tanto em assistências quanto em finalizações, resolveu incorporar o tipo que acho pernicioso? Aperfeiçoou! Após os gols que marca, o atleta passa a palma da mão direita sobre o antebraço esquerdo (como se estivesse afiando a cimitarra). Em seguida, repete o gesto da degola. Já vi, também, Gerson e o mesmo Bruno Henrique cruzando as duas mãos no pescoço e simulando uma degola com duas lâminas.
Acho de péssimo gosto, podendo ser um catalizador de violência.
Tenho visto muito jogador comemorar gols com expressão de ódio. E dizem que é momento de alegria!
ReproduçãoMuita saudade das comemorações de Viola, com seus "trenzinho", "telefonema", "porco", "dancinhas" e outras demonstrações de alegria!

Imagem: UOL ESPORTE.
https://www.uol.com.br/esporte/top5/top-5---comemoracoes-com-aderecos-no-futebol.jhtm

15 de nov. de 2019

PENSANDO UM NOVO MÉTODO DE ELEIÇÃO (EDITANDO EM 05 NOV 2020, CONSIDERANDO AS ELEIÇÕES DO TIO SAM. NÃO SERIA MENOS COMPLICADO COMO NA CÓRSEGA, ANO 50 a.C?)


Parece que virou mania políticos se autodeclararem presidentes. Assim rola na América Latino Espanhola.
Sempre relendo minhas revistas de Asterix o Gaulês, encontrei uma experiência que poderá vir a fazer sucesso, conforme o andar da carruagem.
Colo os quadrinhos:





IMAGEM: Asterix na Córsega.
Texto: René Goscinny.
Desenhos: Albert Uderzo.


31 de out. de 2019

SARGENTO BRAZINHA VOLTA A ATACAR - EDIÇÃO EM 05 MAI 2020

Nota do cadikim: Por via das dúvidas, fomos conferir o link da fala do Deputado Delegado Waldir. Assiti, agora, ao vídeo referido no texto.

Quem achar que deve saber quem é e o que fez o Sargento Brazinha, pode reportar-se a este mesmo cadikim, em "SARGENTO BRAZINHA" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2012/05/sargento-brazinha.html), crônica publicada em 27 de maio de 2012, quando me lembrei do fato por causa de idas e vindas políticas (o Brasil também se repete, uai!).
Muito bêbado, o Sargento Brazinha "interditou" uma boate, na zona boêmia, em Passos-MG, "causdequê" a dona do estabelecimento, considerando o lastimável estado de embriaguês do sargento, recusou-se a servir-lhe uma pinga; em face da ordem de interdição, madame resolveu servir a bebida e o Sargento Brasinha apressou-se a "desinterditar" a boate.
Então o fato repetiu-se? Não exatamente. Para mim, no mesmo diapasão, mas muito pior e em tom mais exasperado.
O Presidente da República achou de intervir (em bastidores, conforme relatos jornalísticos, mas tudo escrachado durante a briga que se formou depois), para  colocar o Deputado Eduardo Bolsonaro na liderança do PSL na Câmara dos Deputados, (substituindo o Delegado Waldir, PSL-GO). Em represália, o Delegado Waldir contra-atacou e acabou se referindo ao Presidente da República como "vagabundo" e afirmando, alto e bom som, que vai "implodir" o Presidente, mostrar gravações que possui do mesmo (é só rodar na rede e ver muitos registros).
Olha que estou habituado a ver Deputados Federais e Senadores ofenderem-se mutuamente, via Embratel, em TV fechada (TV Câmara e TV Senado). Mas nunca vi nem ouvi tais referências ("vagabundo" e "vou implodir"), estando o outro ausente, dando ensejo às publicações na mídia. Também nunca vi uma autoridade mencionada como "vagabundo" quedar-se sem reação imediata. Aliás, aos oitenta anos de idade, nunca ouvira uma autoridade qualquer referir-se ao Presidente da República como "vagabundo", pela televisão.
Pois não é que, lista pra cá, lista pra lá, reuniões e xingamentos, parecia que voltara a ser tudo como antes no quartel de Abrantes? Eduardo Bolsonaro conduzido à liderança; Delegado Waldir, reconduzido em breve "dança de cadeiras", instado a falar sobre o que tem para implodir o Presidente, respondeu que "...nada é só questão de... é uma fala de emoção, né?... um momento de sentimento..." - declaração que, acontecida em Goiás, ficaria mais própria em canção com dupla sertaneja (http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos/v/delegado-waldir-lider-do-psl-na-camara-volta-atras-apos-falar-em-implodir-bolsonaro/8012701/).
Idas e vindas, a briga continua na Justiça, bivaristas querendo suspender bolsonaristas. Não se sabe em que vai dar.
Relação com Antônio Carlos Magalhães? À época da intervenção no Banco Econômico, ACM ameaçou apenas dizer "quem era e o que faziam" diretores do Banco Central. Não passou disso.
Relação com o Sargento Brazinha?
A mim mais parece um bando de bêbados a quem se negou um gole de pinga.

Imagem: Recorte (edição) de imagem enviada ao YouTube por Hélio Reis, em 15/10/2019, em seu canal (https://www.youtube.com/channel/UCBmrC88BZ56Fq8qnWXDbFIQ)


10 de out. de 2019

MILLÔR EM PEDACINHOS



"Mas me inverto. Falo de fracassos quando queria falar de uma vitória. Há poucos meses, numa das primeiras reuniões do Conselho Superior de Censura, alguém teve o bom humor de me levar a sério quando declarei que um conselho de censura não pode ser superior. E propôs a mudança do nome do órgão censor. Ainda há, sem trocadilho, bom senso em Berlim."


Millôr Fernandes, em "Censura livre?", no livro "O MUNDO VISTO DAQUI", pág. 95.