7 de out. de 2012

UM PATENSE NO TELECINE CULT HOJE ÀS DEZ E TRINTA

A grande maioria dos patenses não sabe.
ANÍSIO DIAS
 Muitos nem conhecem Anísio Dias - membro de uma família de músicos de muito prestígio no meio. Mas vale tentar conhecer, através da obra.

Pois não é que, hoje, seis de outubro, o telecine cult estará exibindo, às 10 horas e 30 minutos, o filme O Visitante (The Visitor), de 2007, Thomas Mc Cathy, Richard Jenkins (indicado para o Oscar de melhor ator), Hiam Abbas? E não é que, quem assistir, irá ver, nos créditos, "Lábios de Cetim, by Anisio Dias"?
Anísio Dias não tem assessoria de comunicação. Acho que nem pensa nisto. Daí, seu nome não aparece, a não ser em breves referências feitas nas páginas que tratam da carreira artística de Gláucia Nasser, que interpretou a música. Mas aparece nos créditos do filme, como autor.
Está lá um músico patense, com obra em trilha de filme estadunidense.
Dá tempo de assitir, gente! Deixa pra votar depois. Dá tempo.

Imagem: Patos Notícias.
https://www.patosnoticias.com.br/noticia/24134-trio-madeira-doce-se-apresenta-em-ii-sarau-musical-em-casas-historicas-patenses


ME DISSERAM...









"Um político pensa nas próximas eleições, um estadista pensa nas próximas gerações." (James Freeman Clarke).

"Boa parte do falar bem consiste em saber mentir com graça." (Erasmo).

"Quando o estado ético deixa de existir, resta apenas a lei." (George Friedrich Hegel).

"Quando o orgulho vai na frente, a vergonha e o dano vão atrás." (Provérbio Francês).

"As leis, como as teias de aranha, enredam os fracos mas são rompidas pelos fortes." (Sólon).

"Todo indivíduo que aspira ao poder já vendeu a alma ao diabo." (Johann Wolfgang von Goethe).

Fonte: Frases de Cabeceira - 3; seleção de Gerald Goodfrey; tradução de Geir Campos, Editora Record.


6 de out. de 2012

AMORES DESAMORES

Meu ouvido de tuberculoso captou hoje, em mesa
de lanchonete, conversa de duas moças, ou melhor, conversa de uma, ouvido de outra. Deu para pegar algumas coisinhas. A que falava mais (quase tudo do que ouvi) dizia que havia terminado. Deu para perceber que era namoro. Falou que até poderia voltar, mas que .... não ouvi a exigência para voltar. Depois, falou que, passando por "ele", trocou de calçada. Foi o bastante para lembrar-me de música muito antiga, composta por Denis Brean e Oswaldo Guilherme, e que foi gravada por Maysa, Nora Ney, Núbia Lafaiete, Lana Bittencourt, e que sobrevive na voz de Emílio Santiago. Vê só se não era para lembrar de letra:




Se você me encontrar pelas ruas
Não precisa mudar de calçada
Pense logo que somos estranhos
E que nunca entre nós houve nada.
Não precisa baixar a cabeça
Pra não ver os meus olhos nos seus
Passarei por você sem rancor
Sem lembrar que entre nós houve adeus.


Bem, o papo não ficou só por aí. A mocinha continuou falando de desamor e arrematou, mais ou menos assim: eu gosto dele, ele é companheiro, me estimula nos estudos, etc. ... mas...
Não deu para ouvir os "mas".
Fiquei pensando: o que quer a mocinha? O cara é companheiro, estimula-a para progredir (logo, não deve ter medo de ser ultrapassado por ela, nessa briga de foice que é a afirmação das mulheres - e que acho saudável). Será que não dá para agüentar uns defeitinhos? Ela deve querer um aparelho de televisão (de preferência com controle remoto) ou, então, um computador mesmo, com os programas que ela encomendar.
Amor ou desamor?

FALTA DE SENSIBILIDADE NA GLOBO


Estou assistindo ao jogo Atlético Goianiense x Vasco da Gama. No início do intervalo, uma chamada para a próxima luta do Anderson Silva. Retornando ao ar, o narrador Kleber Machado, no mesmo momento em que a câmera exibia uma morenaça das mais bem arrumadinhas, de biquininho dos mais biquinininhos, tudo aquilo para o telespectador ver, fala, entusiasmado: espetacular! imperdível! E, nem aí para a morenaça mostrada na tela, fala da próxima luta do Anderson Silva. Estou achando que tem gente demais admirando o tal de Anderson Silva, e até esnobando morenaças, loiraças, mulataças... tudo que tem de bom por aí, e que a tela da Globo costuma mostrar nos estádios.



Foto: de primeira
http://www.interney.net/blogs/deprimeira/2008/05/
PS: a foto não é da morenaça que está assistindo ao jogo; ainda não deu tempo de aparecer nas redes; mas o trem era tão bom que eu larguei o jogo e vim para o blog.

PS 2: Edição em 25/08/2025: Uma pena! A foto sumiu na fumaça! Quem viu viu, quem não viu, não vê mais!

4 de out. de 2012

COMENTARISTAS DE ARBITRAGEM: DE FORA É FÁCIL








Publicamos neste blog, em 22 de janeiro, um tema, "Como Ficam os Juízes de Futebol?" - http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/01/como-ficam-os-juizes-de-futebol.html.
Dizia que os comentaristas de arbitragem não sabem o que querem, dão pitacos e não pareceres. 
Os árbitros que procuram acompanhar os comentários devem ficar pressionados.
Pois não é que ontem, quando o árbitro do Argentina x Brasil não começou o jogo por causa de iluminação deficiente, o mesmo Arnaldo César Coelho (personagem da outra estória) disse que o árbitro poderia começar a partida, do jeito que estava, até que a iluminação ficasse completa.
Não faltou quem desse palpite semelhante. Mas umas duas vozes sensatas (sacanagem é que não sei ou não lembro os nomes dos donos dessas vozes) acharam que, para um futebol society aquela iluminação até serviria. Mas para um jogo internacional...
O árbitro só estava cumprindo o regulamento. Como continuou cumprindo, quando deu o jogo por encerrado.
É claro que queríamos ver o jogo. É claro que a TV Globo queria transmitir. Mais do que isto: precisava transmitir. Penso que os patrocinadores ficaram com algum haver. Não foi culpa da Globo, óbvio. Mas poderá ter ficado uma pendência. Por exemplo: se o jogo vier a ser realizado, a Globo poderá ter de transmitir, sem ônus para o patrocinador; ou dividindo os ônus. Não conheço o contrato. Estou só dando pitaco. Que nem eles.
O que penso ser pior que tudo é que, quando um comentarista de arbitragem, fora da arbitragem, dá um palpite no sentido de que o árbitro deveria ter dado início e andamento ao jogo, está o comentarista defendendo os interesses da emissora, mas sem ter qualquer grau de responsabilidade na decisão. Mais pior (como dizia Latricério, personagem de Stanislaw Ponte Preta): falando para milhões de brasileiros e, provavelmente, mijones de hermanos, que a responsabilidade era do árbitro. Disfarçadamente, na moita, o comentarista transfere a responsabilidade dos organizadores (que poderão ter um vínculo qualquer com a TV Globo) para o árbitro, que tem vínculo com o departamento de árbitros.
De fora fica fácil.

Foto: BLOG BRASIL
http://www.blogbrasil.com.br/piores-e-melhores-estadios-de-futebol-do-brasil/

2 de out. de 2012

CRÔNICA DE REPÓRTER - CIVUCA COSTA

O mês de setembro que passou, tempo de flores e primavera, também é marcado por fatos catastróficos.  Os ataques às torres gêmeas no país do Tio Sam é um exemplo que abalou o mundo. Dias atrás, para muitos, era o fim do mundo. A NASA jurava de pé junto que o mundo poderia acabar há 10 dias atrás. Um meteoro gigante iria bater na terra provocando a explosão do planeta terra. De quinta para sexta, passadas, passaram, e nada. Agora, vamos ver se o mundo acaba mesmo. Mas como? O fim do mundo já está aí. É o fim é da picada para cada coisa que acontece em cima da terra. Em cima desse planeta azul. Em cima dessa terrinha do milho. A Patos ou Paris? Muita coisa boa, muita coisa estranha. Muita esquisitice acontece por aqui. Vejam só...
A CPI da CEASA Regional foi instaurada há meses, em Patos de Minas. E só agora saiu o Relatório Final, registrando os detalhes da trama, da quadrilha que surrupiou o Município em mais de 240 mil reais. Mas a votação do documento que é bom mesmo foi adiada por 3 vezes. Agora é só em meados de outubro, após as eleições, para a votação do tal relatório da CPI da corrupção na CEASA. Está cheirando a pizza? Com azeite e com orégano, pronta entrega. Qual o sabor favorito dos três poderes?
Mas o réu que até agora é a única figura a assumir publicamente o roubo, a lesão aos cofres públicos, o dinheiro do povo, está inventando moda. Vejam só. Só acontece em Patos de Minas. Se contar ninguém acredita! O funcionário que assumiu toda culpa em vez de devolver o dinheiro desviado do povo e do Município, agora, está querendo inverter o jogo. Quer botar fogo no circo. Entrou na semana passada contra a Prefeitura pedindo indenização, direitos trabalhistas. Está querendo receber do Município cerca de 20 mil reais pelos dias trabalhados após a descoberta do rombo. Tem base um trem desse? Se contar ninguém acredita! Acredite se quiser...
É a tal da inversão de valores. O vilão virar mocinho em um filme real. Afana o dindim do patense, agora quer crescer as asas, botar as manguinhas de fora e tirar ainda mais proveito do coitado do dinheiro público. Onde já se viu! É brincadeira! Brincadeira de mau gosto! É o fim da picada. É realmente o fim do mundo!

LIBERDADE DE EXPRESSSÃO E RESPONSABILIDADE. AUTORITARISMO FORA!


Fiquei sabendo hoje, na academia (malho, sim, uai! tenho de cuidar deste corpinho...). No papo, alguém disse que o árbitro do jogo Náutico x Atlético GO recusara-se a iniciar o jogo enquanto a torcida não recolhesse uma faixa em que se lia "Não irão nos derrubar no apito". Em texto no Blog do Torcedor (http://jc3.uol.com.br/blogs/blogdotorcedor/canais/noticias/2012/09/29/torcida_encara_o_arbitro_com_categoria_e_nautico_bate_o_atleticogo_por_2x0_139105.phpe) está:

"O delegado do jogo junto a representantes da CBF e da Polícia Militar foram ao alambrado comunicar aos alvirrubros que sua liberdade de expressão seria tolhida. A torcida fez pé firme e começou uma queda de braço com direito ao estádio inteiro proferindo palavras nada agradáveis ao árbitro. Após 17 minutos os torcedores aquiesceram e recolheram a faixa. O jogo foi iniciado e menos de um minuto depois ela estava lá, desfraldada para quem quisesse ver."
 
 
Muito interessante agentes de autoridade avisarem que "a liberdade de expressão será tolhida". Provavelmente não concordam com Voltaire (afinal, esse era pensador) que disse:
 
Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la
 
Temos enfrentado, no futebol - e em muitas outras atividades - pessoas que vão além de sua capacidade legal e daquilo que devem e sabem fazer. Não raro, jogadores de futebol admoestam adversários que dizem estar simulando faltas. Com dedo em riste e tudo. Assumindo o papel de árbitros, nas caras destes. Durante a ditadura, delegados de polícia exerceram a censura, nomeados pelo Estado, decidindo coisas de que entendiam nada. Ouvi do cantor, músico e compositor Geraldo Azevedo, no último domingo, que foi torturado pela ditadura, porque o censor entendeu que a palavra "viagem", em sua música, queria dizer "uso de maconha". E arremata: "E eu ainda nem havia usado maconha!".
No caso específico do futebol, o assunto requeria um acordo, sem imposição, ou a intermediação de um juiz de direito. Afinal, liberdade de expressão é direito do cidadão, de natureza constitucional. Um árbitro de futebol não tem autoridade para decidir um conflito sobre isto. Logo, não pode invocar o auxílio da Polícia (chamamento que não passa de constrangimento do árbitro), nem a CBF tem capacidade legal para decidir.
Ah! Então estou defendendo a anarquia?
Não, senhores! A notícia não fala de violência. Estou defendendo a cidadania. Se o(s) dono(s) da faixa fincassem pé, a Polícia Militar poderia lavrar um Boletim de Ocorrência. Prisão em flagrante, acho que nem pensar. Penso que não havia injúria, nem calúnia, só uma afirmação sem endereço determinado. Dizer que não há mutretas em apito é ingenuidade. Temos vários casos já julgados. Desconfianças, um montão. As críticas ao Departamento de Árbitros da CBF são muitas. A torcida manifestava seu repúdio geral. "Não irão nos derrubar". Obviamente, não se dirigia àquele árbitro.
E a responsabilidade?
Vejo duas hipóteses, quanto ao juiz. Primeira: Se a Polícia Militar, atendendo a reclamos do árbitro e do delegado da CBF, apertasse o cerco e apreendesse a faixa, árbitro, delegado da CBF e o Estado poderiam ser chamados a responder, tanto por restrição do direito de liberdade de expressão, como por danos de mais de uma ordem, por eventual abuso de autoridade (que um juiz de direito iria decidir). Segunda: Se o árbitro fincasse pé, também, e não realizasse  jogo, poderia ser chamado a responder por abuso de poder e tornar-se responsável pelos danos econômico-financeiros-esportivos da não realização de um jogo programado. É claro que tudo isto seria objeto de decisão do Poder Judiciário, decisão que poderia favorecer os torcedores ou o árbitro, conforme entendimento dos juízes de direito.
Quanto aos torcedores: se estivessem abusando de seu direito de expressão, um Boletim de Ocorrência levaria o assunto ao Poder Judiciário e poderiam ser todos os envolvidos obrigados a pagar os mesmo prejuízos acima.
Direitos envolvem responsabilidades. Nem todo mundo procede pensando nisto. Se o objetivo é resolver conflitos, muita gente prefere usar o lema da Cavalaria: "depressa, ainda que mal feito".
No frigir dos ovos, a pendenga acabou resolvida à brasileira: os torcedores fingiram-se de bons cabritos e recolheram a faixa. Iniciado o jogo, menos de um minuto depois, lá estava a faixa. Se o árbitro quisesse, que interrompesse para recomeçar o furdunço, sujeitando-se às conseqüências decorrentes possíveis. Mas poderia, também, fingir que não estava vendo. Se não interrompeu, por que criou o caso antes de começar?
Penso que por isto cidadania é uma palavra vã, ou, pelo menos, muito difícil.
 
 
 
 
 
 
 


1 de out. de 2012

A ARTE POÉTICA DE CÍCERO CHRISTÓFARO - O VÔO DO GAVIÃO















No alto
Quase parado
Observa o campo
A presa
O fato
O gosto  
O ato
Desce num vôo lancinante
Satisfazendo seu desejo
O outro
Assim somos
















Foto ao alto: Galeria de Lívio Soares de Medeiros, no flickr do yahoo
http://www.flickr.com/photos/14025208@N05/page4/

Foto abaixo: Baraúna em Dia.
http://baraunaemdia.blogspot.com.br/2012/08/noite-do-gaviao.html

OLHEMOS A LUA

Enquanto pudermos fazê-lo livremente.
"Vai longe o tempo em que se a noite era de prata, violões em serenata enchiam o céu de amor. E a morena, da janela ou do balcão, se gostava da canção, sorria ao trovador.... Ante a força do progresso, meu violão silencia."  
Podem chamar de saudosismo. Mas já atravessei Belo Horizonte a pé, após as três horas da madrugada. Ônibus não havia mais. Taxi, nem se eu tivesse dinheiro. Tive de ir a pé, mesmo. Sozinho. Ninguém importunou. Cheguei ileso à casa.
As coisas estão mudadas. Menos a lua, que continua linda, convidativa, emocionante.
Será que, antes de morrer, vou poder rememorar minhas noites de lua? Ou minhas filhas? Ou meus netos?

Foto: Roberto Pinheiro Acruche
http://robertoacruche.blogspot.com.br/2011/03/confidencias-ao-luar.html

PATATIVA DO ASSARÉ - VERSOS ESPALHAFATOSOS.

Ciença é uma bobage,
não causa admiração,
eu nunca achei ser vantage
se fazê um avião,             
eu vejo com mais respeito
o que fazia um sujeito
parente de seu Elóia
chamado Joaquim Ferreira,
que passou a vida intera
incabrestando jibóia.

Foto: Biblioteca Patativa do Assaré.
http://bbpatativadoassare.blogspot.com.br/2009/10/blog-post_24.html