Após a tal reunião ministerial, pensei: pôxa, sô, (palavra que o presidente poderia usar para substituir uma outra que usa abundantemente), será que em quarenta anos a tecnologia de administração pública não evoluiu, ou até regrediu? O tema programado não foi desenvolvido. E o que foi, foi mal.
Hoje, vejo, pela Tv, o presidente dizendo que não irá mais fazer reuniões ministeriais; que vai ser uma reunião para assistir ao hasteamento da Bandeira, depois um cafezinho coletivo e todo mundo liberado. Isso é que é patriotismo! Disse que doravante só irá conversar com ministros individualmente.
Birra? Incapacidade para mudança de rumo?
Pode ser que dê melhor resultado do que aquela de 22 de abril (terá sido a descoberta, pelos brasileiros, de um "brasil" até então desconhecido?). Qualquer outra forma teria oportunidade de dar, também. Mas poderá ocorrer de um ministro ser interpelado sobre um assunto e dizer que precisa conhecer as posições de outros ministros, sobre matérias das respectivas competências, para raciocinar sobre a amplitude do trabalho a realizar.Estamos, há muito tempo - e bota muito tempo nisto - em um Brasil que, quando uma coisa não está funcionando com vantagem (de qualquer natureza), a receita genérica é acabar com aquela coisa. Buscar reinventá-la, para colher melhores frutos é ideia rara. Principalmente em princípio de mandato, quando é absolutamente necessário desconstruir antecessores e colocar-se acima de tudo o que já terá sido feito antes (ex.: "nunca antes na história deste país").
Imagem: CP CANAL DO POVO.
https://www.canaldopovo.com/2018/11/opiniao-meninos-birrentos-podem.html
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