17 de mai. de 2020
16 de mai. de 2020
NÃO E NÃO! NÃO É PALAVRÃO!
Dentre as notícias que vejo sobre a tal reunião de 22 de abril, está aquela na qual se diz que houve emprego de palavrões. Quando os comentaristas de Tv liam um das frases, evitavam o palavrão e a técnica emitia um sinal sonoro.
Assistindo ao "Em Ponto" da Globo News, naquela hora em que a comentarista Júlia Duailibi faz a "ronda dos jornais", lendo as notícias, chegou a hora de ler uma manchete da Folha, em que estava escrito: "Não vou esperar foder minha família...". Penso que muita gente "pro" e "contra", além de "neutra", incluindo crianças, viu essa palavra exibida na Tv. Mas a Júlia preferiu evitá-la e disse que o presidente falara um palavrão, enquanto aquele sinal sonoro aparecia.
Não vi sentido em esconder a palavra falada, já que estava escrachada na primeira página, "pra surdo ouvir, pra cego ver" (Xote dos Milagres, de Dorgival Dantas, segundo o Vagalume). Quando a gente vê nas rodinhas de amigos, meninas e meninos das melhores famílias falando tudo aquilo que era proibido quando eu era rapaz; quando a gente vê e ouve jogadores de futebol fazendo a mesma coisa, os microfones dentro dos campos captando tudo e jogando para dentro da casa da gente, penso que não há mais espaço para pudicícia conveniente e políticamente correta.
Não sou filólogo nem latinista, mas o Professor Sardinha (1950 a 1953), no Colégio Municipal de Belo Horizonte, e o Professor Altimiras (1955), no Colégio Estadual, em Belo Horizonte, ensinaram-me algumas coisinhas de latim, conhecimento que o tempo já levou. Também recebi alguns parcos conhecimentos de etimologia, com o Cônego Siqueira (nome de Escola Municipal em BH). Devo ter ficado metido à beça, porque, lendo o termo foedere, em latim, que pensava significar cavar, e podendo ser imaginada uma comparação de movimentos entre o ato de cavar e o ato sexual, imaginei que da palavra foedere poderia ter derivado a palavra foder. Achei o máximo ter pensado assim. Ledo engano!... A fala do presidente veio em meu socorro, levando-me a pesquisar. Achei coisas interessantes sobre a palavra foedere: vinculo, afeição natural, pacto, aliança... Não vi qualquer referência a "cavar", como pensara. Afinal, o ato sexual pode envolver tudo isso que vi no dicionário, abstraindo-se aquela imaginada semelhança de movimentos e pensando mais nos aspectos sociais, amorosos e românticos. Achei melhor. Mas não fiquei satisfeito. Segui na pesquisa, agora sobre a palavra "cavar" em latim. Encontrei a palavra fodere, significando cavar. Ah, então é isso? Penso que sim mas não é tudo. Outros significados não muito diferentes, encontrados em dicionário, poderão estimular a imaginação de um sexólogo a explorar mil mundos.
Ficar só por aqui? Não! Não me contento. Tenho de pensar em aspectos sociais.
Vê-se que, analisando o lado romântico (que não tem a ver com a etimologia, mas suscita pensamentos afetivos e românticos), imagino que, se foder fosse um desenvolvimento linguístico de foedere, então o ato sexual seria uma coisa romântica, amorosa, vínculo, aliança, afeição natural... Encontrei mesmo uma citação - ut transeas in foedere... - que, de maldade deixei para atiçar suas imaginações pecaminosas, porque o texto refere-se a "pacto do Senhor nosso Deus". Afinal, o tal transeas poderia remeter (cuidado!) à palavra mais usada modernamente para referência a ato sexual. Não sejam apressadinhos. Seguindo no raciocínio, imaginei que fodere poderia ter-se transformado, pela evolução da lingua, em foder. No dicionário, "designação vulgar para relação sexual". O sentido de cavar poderia estar presente., Acho-o grosseiro, enquanto que pacto, aliança, afeição natural pareçam-me guardar algum sentimento afetivo melhor.
Não importa se o sentido da palavra possa ser um ou outro. Mas nenhuma das duas palavras latinas poderia ter dado origem aos sentidos de "causar mal ou sair-se mal", "arruinar-se", "desgastar-se", "desejar que algo ou alguém não tenha sucesso" e muitos sentidos em que é usada vulgarmente.
Avançando em pensamentos, imaginei que o homem - e penso apenas em ser um homem, porque tenho visto, parece que só homem fode, mulher é fodida - um homem, em algum lugar e algum tempo, tenha imaginado que, praticando o ato sexual com uma mulher, estaria fodendo-a e que, com isto, fazia e/ou desejava grande mal a ela. Não gostei do pensamento. Maldade do homem? Machismo?... Se houver homem que pense assim, não merece qualquer mulher.
Por isto, vou reduzir a expressão foder só no sentido de praticar relação sexual, relacionando-a a transar... tudo de bom, não mais de fazer mal, desejar a desgraça... tudo de ruim.
Imagem: Foder - Forêts e Developpement Rural - Pour un monde meilleur.
https://forest4dev.org/foder/organigramme/
Assistindo ao "Em Ponto" da Globo News, naquela hora em que a comentarista Júlia Duailibi faz a "ronda dos jornais", lendo as notícias, chegou a hora de ler uma manchete da Folha, em que estava escrito: "Não vou esperar foder minha família...". Penso que muita gente "pro" e "contra", além de "neutra", incluindo crianças, viu essa palavra exibida na Tv. Mas a Júlia preferiu evitá-la e disse que o presidente falara um palavrão, enquanto aquele sinal sonoro aparecia.
Não vi sentido em esconder a palavra falada, já que estava escrachada na primeira página, "pra surdo ouvir, pra cego ver" (Xote dos Milagres, de Dorgival Dantas, segundo o Vagalume). Quando a gente vê nas rodinhas de amigos, meninas e meninos das melhores famílias falando tudo aquilo que era proibido quando eu era rapaz; quando a gente vê e ouve jogadores de futebol fazendo a mesma coisa, os microfones dentro dos campos captando tudo e jogando para dentro da casa da gente, penso que não há mais espaço para pudicícia conveniente e políticamente correta.
Não sou filólogo nem latinista, mas o Professor Sardinha (1950 a 1953), no Colégio Municipal de Belo Horizonte, e o Professor Altimiras (1955), no Colégio Estadual, em Belo Horizonte, ensinaram-me algumas coisinhas de latim, conhecimento que o tempo já levou. Também recebi alguns parcos conhecimentos de etimologia, com o Cônego Siqueira (nome de Escola Municipal em BH). Devo ter ficado metido à beça, porque, lendo o termo foedere, em latim, que pensava significar cavar, e podendo ser imaginada uma comparação de movimentos entre o ato de cavar e o ato sexual, imaginei que da palavra foedere poderia ter derivado a palavra foder. Achei o máximo ter pensado assim. Ledo engano!... A fala do presidente veio em meu socorro, levando-me a pesquisar. Achei coisas interessantes sobre a palavra foedere: vinculo, afeição natural, pacto, aliança... Não vi qualquer referência a "cavar", como pensara. Afinal, o ato sexual pode envolver tudo isso que vi no dicionário, abstraindo-se aquela imaginada semelhança de movimentos e pensando mais nos aspectos sociais, amorosos e românticos. Achei melhor. Mas não fiquei satisfeito. Segui na pesquisa, agora sobre a palavra "cavar" em latim. Encontrei a palavra fodere, significando cavar. Ah, então é isso? Penso que sim mas não é tudo. Outros significados não muito diferentes, encontrados em dicionário, poderão estimular a imaginação de um sexólogo a explorar mil mundos.
Ficar só por aqui? Não! Não me contento. Tenho de pensar em aspectos sociais.
Vê-se que, analisando o lado romântico (que não tem a ver com a etimologia, mas suscita pensamentos afetivos e românticos), imagino que, se foder fosse um desenvolvimento linguístico de foedere, então o ato sexual seria uma coisa romântica, amorosa, vínculo, aliança, afeição natural... Encontrei mesmo uma citação - ut transeas in foedere... - que, de maldade deixei para atiçar suas imaginações pecaminosas, porque o texto refere-se a "pacto do Senhor nosso Deus". Afinal, o tal transeas poderia remeter (cuidado!) à palavra mais usada modernamente para referência a ato sexual. Não sejam apressadinhos. Seguindo no raciocínio, imaginei que fodere poderia ter-se transformado, pela evolução da lingua, em foder. No dicionário, "designação vulgar para relação sexual". O sentido de cavar poderia estar presente., Acho-o grosseiro, enquanto que pacto, aliança, afeição natural pareçam-me guardar algum sentimento afetivo melhor.
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Avançando em pensamentos, imaginei que o homem - e penso apenas em ser um homem, porque tenho visto, parece que só homem fode, mulher é fodida - um homem, em algum lugar e algum tempo, tenha imaginado que, praticando o ato sexual com uma mulher, estaria fodendo-a e que, com isto, fazia e/ou desejava grande mal a ela. Não gostei do pensamento. Maldade do homem? Machismo?... Se houver homem que pense assim, não merece qualquer mulher.
Por isto, vou reduzir a expressão foder só no sentido de praticar relação sexual, relacionando-a a transar... tudo de bom, não mais de fazer mal, desejar a desgraça... tudo de ruim.
Imagem: Foder - Forêts e Developpement Rural - Pour un monde meilleur.
https://forest4dev.org/foder/organigramme/
15 de mai. de 2020
MEDIDA PROVISÓRIA: DESCRIMINALIZAÇÃO NA PANDEMIA
Vem de ser editada a MP 996, de 13 de maio de 2020. Na ementa:
"Dispõe sobre a responsabilização de agentes públicos por ação e omissão em atos relacionados com a pandemia da covid-19".
No texto:
Adiante, a MP indica condições que deverão incidir em ato que possa ser definido como delituoso, para que possa ser enquadrado na exceção a que se refre o art. 1º.
A primeira observação que faço é no sentido de que é uma medida discriminatória. Há hospitais e profissionais de saúde particulares envolvidos nas ações de enfrentamento da covid-19, além de várias outras categorias. Atuam na mesma atividade dos servidores públicos referidos, sujeitos aos mesmos riscos e não estão enquadrados na lei, que se refere exclusivamente a estes.
Verifico, também, que o Ministro da Saúde não assinou a MP, que envolve a respectiva área, enquanto que, no que tange à economia, o Ministro da Economia assinou com o Presidente.
Vi e ouvi o ministro Paulo Guedes dizendo que, no passado, houve roubalheira envolvida em atividades de servidores e empresas privadas, o que está inibindo atuais servidores de executar tais atividades, temerosos de serem envolvidos em algo negativo. Não vi qualquer exposição de motivos sobre a participação de pessoal da Saúde, mesmo porque o Ministro correspondente não estava dentre os entrevistados.
Não houve explicação para a ausência do Ministro da Saúde na MP. Dentre alguns conceitos que absorvi de Deepak Chopra, aquele afirmando que o não manifesto é o campo de todas as possibilidades e da criatividade infinita. Passei a pensar, então, que fatores teriam determinado a edição da MP. A primeira coisa que me veio à mente foi a Cloroquina. Controvérsias sobre a viabilidade do uso, no tratamento da covid-19, eis que não há prova científica da eficácia e que efeitos colaterais podem piorar a situação do doente. Ora direis: mas a MP nem fala de Cloroquina. Concordo. A MP não, mas Bolsonaro tem falado com grande frequência, com afirmações da probabilidade de efeitos positivos, quase como se estivesse receitando. Circunstâncias que estão dando ensejo a referências várias a que Bolsonaro incide na prática de crime de "exercício ilegal da medicina", art. 182 do Código Penal.
Ah! Então é isso? S. Exa. insiste em implantar o uso mais amplo da droga no tratamento da covid-19. Se conseguir e der zebra, estará fora do alcance da lei penal.
Só isso? Não! Já se pensa em judicializar o assunto (não sei se já está feito). Isto irá provocar muito trabalho de setores do governo que têm um problema muito grande pela frente. Este advogadim de província acha que essa MP é absolutamente desnecessária e pensa que o que está sendo feito é para "balançar moita", causar desassossego e desvio de atenção do foco principal. Explico.
O Código Penal, em seu art. 23, prescreve que não há crime quando o agente pratica o ato: I - em estado de necessidade: II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Ora, todos os profissionais, públicos ou privados atuando no enfrentamento da covid-19 estarão protegidos, desde que estejam exercendo o dever legal de atender doentes, considerando o rol das atividades envolvidas. A restrição é uma só: há que ser no estrito cumprimento. Atuar conforme os protocolos das respectivas profissões.
Penso que esse dispositivo envolve os profissionais, sem discriminação dos trabalhadores do setor privado. E penso que, de pronto, deixa fora do guarda chuva o Presidente da República, que alardeia o uso de droga não indicada nos protocolos, a não em casos gravíssimos, que penso envolver a escolha "ou toma e pode ser que não morra, ou não toma e morre". Mas decisão deste tipo é da competência exclusiva de médicos que, na generalidade dos casos, pedem a autorização da família.
Imagem: https://www.tudocelular.com/seguranca/noticias/n155037/coronavirus-testes-cloroquina-interrompidos-mortes.html
"Dispõe sobre a responsabilização de agentes públicos por ação e omissão em atos relacionados com a pandemia da covid-19".
No texto:
Art. 1º Os agentes públicos somente poderão ser responsabilizados nas esferas civil e administrativa se agirem ou se omitirem com dolo ou erro grosseiro pela prática de atos relacionados, direta ou indiretamente, com as medidas de: I - enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia de covid-19; e II - combate aos efeitos econômicos e sociais decorrentes da pandemia da covid-19.
A primeira observação que faço é no sentido de que é uma medida discriminatória. Há hospitais e profissionais de saúde particulares envolvidos nas ações de enfrentamento da covid-19, além de várias outras categorias. Atuam na mesma atividade dos servidores públicos referidos, sujeitos aos mesmos riscos e não estão enquadrados na lei, que se refere exclusivamente a estes.
Verifico, também, que o Ministro da Saúde não assinou a MP, que envolve a respectiva área, enquanto que, no que tange à economia, o Ministro da Economia assinou com o Presidente.
Vi e ouvi o ministro Paulo Guedes dizendo que, no passado, houve roubalheira envolvida em atividades de servidores e empresas privadas, o que está inibindo atuais servidores de executar tais atividades, temerosos de serem envolvidos em algo negativo. Não vi qualquer exposição de motivos sobre a participação de pessoal da Saúde, mesmo porque o Ministro correspondente não estava dentre os entrevistados.
Não houve explicação para a ausência do Ministro da Saúde na MP. Dentre alguns conceitos que absorvi de Deepak Chopra, aquele afirmando que o não manifesto é o campo de todas as possibilidades e da criatividade infinita. Passei a pensar, então, que fatores teriam determinado a edição da MP. A primeira coisa que me veio à mente foi a Cloroquina. Controvérsias sobre a viabilidade do uso, no tratamento da covid-19, eis que não há prova científica da eficácia e que efeitos colaterais podem piorar a situação do doente. Ora direis: mas a MP nem fala de Cloroquina. Concordo. A MP não, mas Bolsonaro tem falado com grande frequência, com afirmações da probabilidade de efeitos positivos, quase como se estivesse receitando. Circunstâncias que estão dando ensejo a referências várias a que Bolsonaro incide na prática de crime de "exercício ilegal da medicina", art. 182 do Código Penal.
Ah! Então é isso? S. Exa. insiste em implantar o uso mais amplo da droga no tratamento da covid-19. Se conseguir e der zebra, estará fora do alcance da lei penal.
Só isso? Não! Já se pensa em judicializar o assunto (não sei se já está feito). Isto irá provocar muito trabalho de setores do governo que têm um problema muito grande pela frente. Este advogadim de província acha que essa MP é absolutamente desnecessária e pensa que o que está sendo feito é para "balançar moita", causar desassossego e desvio de atenção do foco principal. Explico.
O Código Penal, em seu art. 23, prescreve que não há crime quando o agente pratica o ato: I - em estado de necessidade: II - em legítima defesa; III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Ora, todos os profissionais, públicos ou privados atuando no enfrentamento da covid-19 estarão protegidos, desde que estejam exercendo o dever legal de atender doentes, considerando o rol das atividades envolvidas. A restrição é uma só: há que ser no estrito cumprimento. Atuar conforme os protocolos das respectivas profissões.
Imagem: https://www.tudocelular.com/seguranca/noticias/n155037/coronavirus-testes-cloroquina-interrompidos-mortes.html
NÃO SEI O QUE O MINISTRO CELSO DE MELLO ESTARÁ DECIDINDO SOBRE A GRAVAÇÃO
Há muito tempo, quando tiveram de fazer uma varredura no gabinete do presidente Fernando Henrique Cardoso, aonde alguém "plantara" aparelhos de gravação, manifestei-me (não me lembro se escrito público; não havia blog nem feicibuque) no sentido de que, determinando a Constituição que um dos princípios da administração pública é a publicidade, deveria haver um número de telefone que ligasse aos terminais (não havia celular) usados pelo Presidente da República, com possibilidade de conexão múltipla, para o povo saber o que a autoridade estava falando. Assinalei que a intimidade dele é indevassával. Então, que a comunicasse pelo seu telefone particular. O do gabinete é público e o povo que paga tem o direito de saber por que está pagando. Não sabia que, num futuro não muito próximo, passaria a existir um "Portal da Transparência", que ainda não acho o mais eficaz.Agora, estamos em face do dilema de dar ou não dar transparência à gravação das falas havidas na reunião ministerial de 22 de abril.
Não vou tentar dar uma de profeta, porque não sou. Nem vou relacionar as possibilidades a qualquer dos implicados, isso será feito com competência e autoridade pelo Ministro.
Mas como qualquer brasileiro e advogadim de província que sou, posso emitir opinião, pensando no povo.
De que é, afinal, que o PGR e a AGU têm medo? De serem escrachadas referências desairosas que a imprensa diz terem sido feitas aos chineses? Acho que os chineses estarão olhiabertos*, porque devem saber de tudo, uai! Na postagem "SIGILO", aqui no cadikim, há referência às atuais dificuldades para manter sigilo (https://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2020/05/sigilo.html).
Parece que as autoridades e as pessoas que preferem divulgação parcial daquela gravação vêem impropriedades em formas verbais usadas durante uma reunião ministerial e não querem que sejam conhecidas pelo povo**. Penso, primeiramente, que não é argumento plausível. Afinal, esse tem sido o nosso cotidiano. Veja-se em "NÃO CONSEGUI ME VER NAQUELE AMBIENTE FÍSICO. ERA PURA FICÇÃO!" (https://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2020/02/nao-consegui-me-ver-naquele-ambiente.html) que, no final, o ambiente em que o fato ocorreu, "...a tela da tv passou a mostrar-me era um boteco de copo sujo...". Quem se dá a assistir sessões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal está habituado a ver discussões sobre problemas nacionais e até internacionais transformadas em altercações graves, muitas vezes com insultos e acusações de parte a parte. O Poder Executivo mostra-nos em menor quantidade esse ambiente, porque as reuniões de Ministros e mesmo aquelas tratativas pessoais entre poucas pessoas não são transmitidas para a população.
Divulgar integralmente a tal gravação será oferecer à Nação - reduto dos eleitores - uma oportunidade única de conhecer o que e como são tratados os problemas que a atingem.
Ah! Mas isto poderá comprometer até as eleições!
Imagem: tecnoblog.
https://tecnoblog.net/266698/gravar-a-tela-do-pc-e-do-mac/
Notas do cadikim.
* Neologismo inventado por meu irmão Marco Aurélio, há mais de 50 anos, a qual não vingou.
** Cadikim trata de experiências remotas (Séc, V a.C, Asterix, o Gaulês), em
https://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2020/05/segredos-de-estado-e-protocolos.html.
12 de mai. de 2020
SIGILO
O assunto voa por aí. A gravação das discussões havidas na reunião do Presidente da República com seus Ministros, requisitada no Inquérito STF, não pode ser divulgada integralmente, porque o conteúdo irá mostrar intervenções que poderão causar dano à Soberania Nacional.
Meu Deus! Mas não é que esse Ministros, com o Presidente, estão obrando em conduta que põe em risco a própria Soberania? Por isto essa ação de administração pública, que se apoia no princípio da publicidade (Constituição Federal, art. 37) tem de ficar escondida? Não! Não pode ser! Não acredito!
Vários jornalistas dizem que aconteceu. Referem-se a fontes, que não revelam, claro.
Se alguém achar de identificar o fofoqueiro, não haverá muita gente a investigar. Tenho pena do cinegrafista. Vai falar guarany nas mãos do investigador.
Mas, vamos lá: o que aconteceu, afinal, de tão perigoso para nossa cidadania?
O mais explícito que ouvi, até agora, é que, além de uma altercação acalorada entre ministros, alguém se referiu à China de maneira nada recomendável.
Uai, sô! Só isso! Cês pensam que a China ainda não sabe? Pode ser até que saiba de outras coisas.
Depois da invasão do Pentágono por rackers; depois das alegadas incursões de Putin pela campanha eleitoral nos Estados Unidos... essa coisa de sigilo é conversa pra boi dormir.
Imagem(charge de Pelicano): CUIDE BEM DO MEIO AMBIENTE.
http://cuidebemdomeioambiente.blogspot.com/2009/01/conversa-para-boi-dormir.html
Meu Deus! Mas não é que esse Ministros, com o Presidente, estão obrando em conduta que põe em risco a própria Soberania? Por isto essa ação de administração pública, que se apoia no princípio da publicidade (Constituição Federal, art. 37) tem de ficar escondida? Não! Não pode ser! Não acredito!
Vários jornalistas dizem que aconteceu. Referem-se a fontes, que não revelam, claro.
Se alguém achar de identificar o fofoqueiro, não haverá muita gente a investigar. Tenho pena do cinegrafista. Vai falar guarany nas mãos do investigador.
Mas, vamos lá: o que aconteceu, afinal, de tão perigoso para nossa cidadania?
O mais explícito que ouvi, até agora, é que, além de uma altercação acalorada entre ministros, alguém se referiu à China de maneira nada recomendável.
Uai, sô! Só isso! Cês pensam que a China ainda não sabe? Pode ser até que saiba de outras coisas.
Depois da invasão do Pentágono por rackers; depois das alegadas incursões de Putin pela campanha eleitoral nos Estados Unidos... essa coisa de sigilo é conversa pra boi dormir.
Imagem(charge de Pelicano): CUIDE BEM DO MEIO AMBIENTE.
http://cuidebemdomeioambiente.blogspot.com/2009/01/conversa-para-boi-dormir.html
MELINDRES DOS SENHORES MINISTROS
Noticia a imprensa e fofocam as redes sociais sobre a intimação de Ministros de Estado para prestarem depoimento, como testemunhas, em Inquérito instaurado no STF, a cargo do Ministro Celso de Mello. A primeira fala de melindres da parte dos senhores Ministros, em face da advertência de condução coercitiva, na hipótese de falta de atendimento à intimação. Nas segundas, encontrei observação, dentre outras opiniões, de que o Ministro decano deveria pedir desculpas aos Ministros intimados.Parece-me que estamos muito longe de uma Democracia. Por definição (embora a realidade contradiga), todos são iguais perante a lei. E o que diz a lei? Perpassemos o Código de Processo Penal, sem precisar ir a fundo:
Art. 218. Se, regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública.
Pois bem. Os senhores Ministros foram intimados na qualidade de testemunhas; a condução coercitiva - medida legal - poderá causar estranheza e até constrangimento entre auxiliares e/ou familias. O procedimento padrão há muito adotado é constar sempre do Mandado de Intimação a advertência de que esse procedimento será operacionalizado, se a testemunha faltar, sem motivo justificado.
Trata-se de formalidade legal.
Vale para todo mundo.
Vamos ponderar as críticas e as opiniões?
Se não for assim, alguém poderá pensar que não somos democratas.
Se não for assim, alguém poderá pensar que não somos democratas.
Imagem: AMANHÃ.
10 de mai. de 2020
MÃE
Vou enfeitar seu ventre com uma flor,
cobrir de beijos seu regaço ungido
que abriga, com carinho, o fruto de um amor
que se fez vida, em um momento lindo.
Momento em que dois ansiosos corpos se estreitaram
no fragor do gozo, em institintivo ato
que, em sentimento e ternura, sublimaram,
num intenso querer, mesmo insensato.
Nem pensou você que poderia ver
modificados seu corpo, seus humores,
privados do feitiço seus encantos,
nem pensei eu que me pareceriam tantos,
totalmente inúteis, portanto, seus pudores
que mãe nenhuma os deveria ter.
Uberlândia, 31 mar 1987
8 de mai. de 2020
SEGREDOS DE ESTADO E PROTOCOLOS
Acordei hoje com várias notícias que merecem comentários. Aliás, estamos com muita coisa que merece, mas ausente o princípio da isenção, fica difícil.
O General Braga Neto, ministro da Casa Civil, interpelado por uma pessoa (não sei se é jornalista), a respeito das controvérsias sobre a reunião ministerial a que se referiu Sérgio Moro, no inquérito que apura circunstâncias de sua saída do governo, ofereceu uma resposta da qual extraio o seguinte excerto, colhido em vídeo publicado pelo UOL:
Disse, também, que muitas reuniões ministeriais acabam tratando de assuntos de segurança nacional, que não devem ser divulgados. Considerando simplesmente assim, poderá alguém objetar que um dos princípios constitucionais da administração pública é a publicidade. Não conheço disposição constitucional que excepcione esse princípio (não estou afirmando que não há, digo só que não conheço, não tenho a Constituição de cór). Acho que não interfere aqui.
Penso que, nos dias de hoje, não há mais que falar em "segredo de Estado". Pode haver conveniência em termos de necessidade transitória. Só acho que não faz sentido falar em segredo de Estado, desde que hackers introduziram-se no Pentágono até a recente intromissão de Putin nas eleições para presidente dos EEUU.
No meio das contradições sobre a tal reunião, a imprensa, sempre usando o sagrado dever de omitir a fonte (penso ser mais uma necessidade de conservá-la do que de protegê-la) informa que, na tal reunião, além de altercação entre dois ministros, palavrões, mau humor do presidente, etc., houve também críticas à China. Alguém objetou que a divulgação disso poderia causar mal estar ou coisa semelhante.
Ora! Todo mundo já sabe, agora, que alguém afirmou ter havido críticas à China. Então, não precisa de segredo mais. Deepak Chopra refere-se a um princípio, mais ou menos assim: "o não revelado é o campo de todas as possibilidades". Entendo: se se conta o santo, mas não conta o milagre, cada um pode pensar o que quiser e imaginar o milagre, por mais doida que seja a imaginação.
Bom, gente! Vou parar por aqui. Não sei por que resolvi esvaziar o saco. Meu objetivo principal era caracterizar que todos os homens públicos praticam bizarrices a portas fechadas - quaisquer que sejam as portas - e não gostam que essas bizarrices sejam conhecidas de pobres mortais. Protegem-se atrás do Poder.
Isto remete-me a René Goscinny, autor dos textos das aventuras de Asterix, o Gaulês. Fiz releitura recente e trago duas páginas que podem ilustrar perfeitamente a tal reunião.
Vídeo: UOL NOTÍCIAS.
https://noticias.uol.com.br/videos/2020/05/07/braga-netto-diz-que-reuniao-da-discordia-pode-nao-ter-sido-100-filmada.htm
Imagens: "Asterix entre os Belgas".
René Goscinny (Textos) e Albert Uderzo
(Desenhos).
O General Braga Neto, ministro da Casa Civil, interpelado por uma pessoa (não sei se é jornalista), a respeito das controvérsias sobre a reunião ministerial a que se referiu Sérgio Moro, no inquérito que apura circunstâncias de sua saída do governo, ofereceu uma resposta da qual extraio o seguinte excerto, colhido em vídeo publicado pelo UOL:
"A reunião ela não necessariamente ela é filmada... às vezes não filma, o Presidente fala lá: 'não quero que filme'...".
Penso que, nos dias de hoje, não há mais que falar em "segredo de Estado". Pode haver conveniência em termos de necessidade transitória. Só acho que não faz sentido falar em segredo de Estado, desde que hackers introduziram-se no Pentágono até a recente intromissão de Putin nas eleições para presidente dos EEUU.
No meio das contradições sobre a tal reunião, a imprensa, sempre usando o sagrado dever de omitir a fonte (penso ser mais uma necessidade de conservá-la do que de protegê-la) informa que, na tal reunião, além de altercação entre dois ministros, palavrões, mau humor do presidente, etc., houve também críticas à China. Alguém objetou que a divulgação disso poderia causar mal estar ou coisa semelhante.
Ora! Todo mundo já sabe, agora, que alguém afirmou ter havido críticas à China. Então, não precisa de segredo mais. Deepak Chopra refere-se a um princípio, mais ou menos assim: "o não revelado é o campo de todas as possibilidades". Entendo: se se conta o santo, mas não conta o milagre, cada um pode pensar o que quiser e imaginar o milagre, por mais doida que seja a imaginação.
Bom, gente! Vou parar por aqui. Não sei por que resolvi esvaziar o saco. Meu objetivo principal era caracterizar que todos os homens públicos praticam bizarrices a portas fechadas - quaisquer que sejam as portas - e não gostam que essas bizarrices sejam conhecidas de pobres mortais. Protegem-se atrás do Poder.
Isto remete-me a René Goscinny, autor dos textos das aventuras de Asterix, o Gaulês. Fiz releitura recente e trago duas páginas que podem ilustrar perfeitamente a tal reunião.
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Vídeo: UOL NOTÍCIAS.
https://noticias.uol.com.br/videos/2020/05/07/braga-netto-diz-que-reuniao-da-discordia-pode-nao-ter-sido-100-filmada.htm
Imagens: "Asterix entre os Belgas".
René Goscinny (Textos) e Albert Uderzo
(Desenhos).
75º ANO DO FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL TEM COMEMORAÇÃO ADAPTADA
"Uai, sô!
a segunda guerra mundial
cabô?"
O redador, ao pensar nessa pergunta que Minerim lhe fez (voz da consciência, provavelmente), remeteu-se a abril de 2012, lembrando-se de uma frase que publicara. Imaginou que fosse de Stanislaw Ponte Preta. Um dos muitos vacilos do redator. Foi pesquisar e verificou que era coisa do Leon Eliachar, publicada em 1967. A ajuda da filha Fifi, puxando a orelha do redador, serviu para arredar um outro vacilo: referências à premiação de Leon Eliachar, na Europa, pela definição de humorismo que formulou e uma outra coisa de que não me lembro. Se curiosos quiserem ver a definição de humorismo de Leon e saber por que a Fifi habilita-se a ser consultora do redator, vão à página do cadikim em 2012. Vou transcrever aqui só a frase que Eliachar achou de publicar, há mais de 20 anos, relacionada à pergunta do Minerim aí em cima:
"ONU Tudo pronto para a terceira paz mundial."
Passo o link da publicação, para eventuais curiosos. Vale a pena ler Leon Eliachar.
| Leon Eliachar frasesfamosas.com.brhttps://www.frasesfamosas.com.br/frases-de/leon-eliachar/ |
Referência: cadikimdicadacoisa, "Hoje, como ontem...".
http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2012/04/hoje-como-ontem.html
1 de mai. de 2020
NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - BANDA DA ILUSÃO
"Eu disse sim e a vida disse não."
Alberto Luiz em "Banda da Ilusão".
Para ouvir com Ronnie Von: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=1jF30nvL9rE
Imagem: Alberto Luiz Fan Club.
https://www.facebook.com/AlbertoLuizFanClub/?locale=pt_BR
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