25 de dez de 2015

LUA CHEIA DE NATAL

O parto foi difícil! Com muitas nuvens, fez-se tímida; mostrou-se devagar, ganhou coragem e foi avançando. Até que apareceu esplendorosa!



Tímida! Só iluminando nuvens, ameaçando sair.



Curiosa, no olho da noite.



Atrevida, na boca da noite.



Esplendorosa!

5 de dez de 2015

AUTORIDADE SEMPRE TEM A ÚLTIMA PALAVRA! E SAI CADA UMA!!!! QUE O DIGA O MINISTRO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA QUE DEVE PENSAR QUE NOSSA CABEÇA É DEPÓSITO DE PORCARIA.


Encontrei no Jornal "O Globo" de 05/12/2015, página 4, a pérola seguinte:


"Sempre fui contra o impeachment, sempre fui. Acho que o Brasil tem que aprender a conviver com crises e sobreviver a elas."

Dito atribuído a Celso Pansera, Ministro da Ciência e Tecnologia. Se não é, que reclame no jornal "O Globo".

Pois é. Como em todos os eventos, a última palavra pertence à autoridade, pode essa autoridade falar o que quiser. Mesmo que seja besteira. Deitando citação dá na mesma: ninguém pode contestar, só ler.
Empregos com carteira assinada caíram 3,1% no ano Ei! Você aí, desempregado! Por acaso brigou com o patrão e ele o despediu? Foi você quem criou a crise de seu desemprego? Ou ela chegou ao seu colo sem que você tivesse feito qualquer coisa?
Ações da Vale têm forte perda na Bolsa por conta do acidente em Samarco, empresa na qual a mineradora é sócia

Ei! Você aí que permanece em Mariana ou em qualquer cidade das que foram assoladas pelo grande desastre ambiental! Foi você quem soltou a avalanche? Foi você quem provocou o desastre? Ou ele foi arremessado sobre você, matando pessoas e destruindo um mundão de coisas?
Ei! Você aí, operário da Petrobras! Foi você quem desviou dinheiro, quem comprou ativos duvidosos (ou certamente impróprios), quem fez aquilo tudo que até levou gente a devolver centenas de milhões de reais, o que indica aceitar a acusação? Não? Então, como é que você tem que aprender a conviver com crises e superá-las, como quer o ministro?
Não, senhor ministro! O Brasil não precisa aprender nada disso aí. Os administradores públicos e seus chegados é que têm de parar de gerar crises. Aí, ninguém terá de aprender a conviver, nem a superar.

1 de dez de 2015

AH, CORNETEIRO!!!!

Policial Militar corneteiro, em solenidade da Polícia Militar do Estado de São PauloMeu colega Barbosa detestava acordar cedo. Mas não escapava de enfrentar o corneteiro com seu toque de alvorada, às cinco e meia da matina. Afinal, um cadete tem de levantar cedo.
Havia, à época, uma figura esdrúxula - o ordenança - que era um soldado que servia pessoalmente a um oficial (normalmente do posto de capitão ou acima), até mesmo em residência. Prestava-se, pois, a várias espécies de serviço (manter limpas as botas, o cavalo bem tratado e escovado - o Barbosa era cavalariano de origem - a espada brilhando e outros que tais). Os "que tais" ficavam sempre por conta do oficial beneficiário do instituto.
Pois não é que o Barbosa, um mero cadete, sonhava com o posto de capitão e, mais ainda, com um ordenança. E bradava, muitas das vezes em que o toque de alvorada o tirava, violentamente, dos braços de Morfeu:
- Quando eu for capitão, terei um ordenança e será corneteiro! Vai ter uma única missão: todos os dias, às cinco e meia da manhã, chegará à minha janela e dará o toque de alvorada. Levantar-me-ei (o Barbosa falava como um clássico que era), abrirei a janela e gritarei: corneteiro efedapê, vai tocar alvorada na pequepê! E enfia essa corneta no...! Depois, fecharei a janela e, placidamente, voltarei ao leito.


Imagem: Abordagem Policial.
http://abordagempolicial.com/2013/09/uma-policia-68/