24 de mai de 2017

MIMOS NO SENADO FEDERAL


"Mais puxa-saco do que Vossa Excelência eu não conheço."

Senador Waldemir Moka, da tribuna, dirigindo-se, via Embratel (TV Senado) ao Senador Renan Calheiros, que, de pé no plenário, discutia com ele, acaloradamente (como não havia amplificação da voz de Renan, não consegui ouvir os argumentos).
(hoje, por volta das 19 horas).


Obs.: 1. Achei assaz interessante o tratamento respeitoso de "Vossa Excelência".
2. Pouco depois, a imagem mostrava os dois discutindo muito amigavelmente (pareciam estar discordando mas o tom anterior já se desvanecera).

Imagem: Blog do Valdir Cardoso.
http://valdircardosoms.blogspot.com.br/2016/04/moka-e-simone-tebet-sao-titulares-na.html

22 de mai de 2017

VIDA DE ÁRBITRO É MUITO DIFÍCIL - VIDE ATLÉTICO X FLUMINENSE

Não pretendo discutir mérito de quem ganhou e de quem perdeu. O Abel, do Flu, queixou-se pesado de "muitas inversões de faltas". Não vi queixas do Roger. MaS prefiro discutir as condutas de jogadores durante a partida, sabendo que muitas dessas condutas são orientadas pelo treinadores.
Vi gente do Flu com as unhas fincadas na camisa de atleticano, naquelas cobranças de falta ou de escanteio. Vi puxões de camisas, em ambos os lados. E vi que os puxões de camisa são treinados: uma agarradinha para desequilibrar e soltar imediatamente, para não ser flagrado. Vi mudanças de posições nas bolas, quando de cobranças de faltas, para retardar jogo. Vi jogadores lançando a bola para o lado contrário em que ocorreu falta ou lateral. Vi, muitas vezes - inclusive quando da marcação de pênalti a favor do Flu - vários jogadores partirem para cima do juiz, para reclamar (acho que seria muito saudável para o futebol se, logo após qualquer marcação, vários jogadores partissem para cima do árbitro, este os esperasse com o cartão amarelo em punho e a outra mão no bolso do vermelho). Vejo, em todos os jogos, que muitas condutas de jogadores indicam intenções inequívocas de retardar jogo, de iludir juiz, de enfrentá-lo, ou seja, de prejudicar a arbitragem. Muitas vezes, as reclamações de decisões marcando falta destinam-se exclusivamente à catimba, para retardar o andamento do jogo.
Ora bolas! Por que então ficar reclamando de arbitragem, se técnicos e jogadores conspiram contra as boas arbitragens, praticando atos diversos que só têm por objetivos iludir e procurar desequilibrar o árbitro? É preciso que técnicos e jogadores contenham-se, se quiserem arbitragens boas. Não entendo por que alguém disse que o árbitro daquele jogo não tinha capacidade para o "peso" do mesmo jogo. Mas que peso? As intenções de catimba, de violência, de práticas irregulares anti-esportivas? Acho que qualquer árbitro tecnicamente capaz terá condições de arbitrar uma partida cujo objetivo único seja o jogo de futebol, sem malandragens.
São condições de trabalho, que todo profissional merece.

Imagem: NETFLU.
https://www.netflu.com.br/atletico-mg-x-fluminense-tera-trio-de-arbitragem-gaucho/

19 de mai de 2017

TEMER EM PRONUNCIAMENTO: ESTÁ MUITO MAIS PRA LULA DO QUE PRA TEMER

Michel Temer, vice-presidente da República, durante coletiva de imprensa em fevereiro de 2016 (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)Acompanhando noticiário político (se é que se possa chamar isso de político), tenho prestado muita atenção no tom de voz e no gestual de Temer. Da voz, um tom brando, pausado. Do gestual, aquilo que chamo de "balé das mãos". Tenho visto as mãos de Temer à altura da cintura (quando está de pé) ou à altura do peito (quando está sentado), algumas vezes voltadas para baixo, movendo-se horizontalmente, às vezes fazendo pequenas voltas, às vezes finalizando unidas ou com dedos entrelaçados, junto ao peito.
Ontem, vi Temer em seu pronunciamento à Nação. O tom de voz já não era brando, desde o início, embora não chegasse a ser agressivo (ou incisivo, como preferirem). Mais para Lula, no enaltecer o que indicou ser o melhor dia, retorno do otimismo, avanço das reformas, etc. Partiu para o político, para amaciar seu pronunciamento. Chamou-me a atenção: "Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada. Portanto, todo o imenso esforço de retirar o país de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do país".
A intencional desqualificação da gravação "clandestina" parece-me inútil, porque o efeito que produziu afasta o argumento. Também não cabia recorrer àquilo que quis achar vantajoso para o país, levando o pronunciamento para o campo político. Portou-se como se portara Lula, quando interrogado.
Presidente Michel Temer
No mais, não repetiu o "balé das mãos", que me remete a um Temer melífluo. Preferiu os gestos firmes e, quando disse que não renuncia, falou com o indicador em riste, e de forma mais incisiva. Ainda aí foi mais Lula do que Temer.
Também fica devendo explicação sobre por que e para que, em curto espaço de tempo, viu-se na contingência de admitir que se encontrou, em duas oportunidades, com dois gigantes do financiamento de campanha.
Quem é Temer, afinal?

Imagem 1: ÉPOCA.
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/04/em-audio-com-discurso-no-caso-de-impeachment-de-dilma-temer-afirma-mudanca-pode-gerar-esperanca.html

EXAME.com
http://exame.abril.com.br/brasil/temer-assina-termo-de-posse-de-ministros-e-homenageia-marisa/

17 de mai de 2017

LIRA MARIANA PATENSE NA FENAPRAÇA

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas, show e área interna
Holmes Molinari à frente da Lira Mariana Patense
Evento que precede a Festa Nacional do Milho, a FENAPRAÇA (12 a 17 de maio) oferece espetáculos variados - uma Festa Cultural. Participam artistas da cidade, com ótimas apresentações.
Nesse ambiente, a Lira Mariana Patense apresentou-se no dia 15, regida por Holmes Avelar Molinari, Professor do Conservatório Municipal "Galdina Corrêa da Costa Rodrigues". Na execução instrumental, Valfrido e José Ricardo (saxes altos); Isis e Comini (flautas); Tatau, Paulo Márcio - Diretor do Conservatório - Valdir e Edson (trompetes); Artur (bombardino); Carlos (tarol): Henrique (bumbo) e Alexandre - Professor do Conservatório (bateria). Isis e Henrique são alunos do Conservatório Municipal.
A Banda e seu Maestro apresentaram ao público quatro dobrados: Treze Listras, Pequenino, Dois Corações e 4º Centenário.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas no palco e pessoas tocando instrumentos musicais
Com Holmes Molinari à frente. Da direita para a esquerda, da frente para o fundo: José Ricardo, Valdrido, Isis, Comini, Artur, Edson, Valdir, Paulo Márcio, Tatau, Henrique, Carlos e Alexandre.

14 de mai de 2017

SÉRVIO TÚLIO TAMBÉM ERA POETA


MÃE

Sérvio Túlio Comini Christófaro



mae menos egoista

És sublime
por teres gerado em teu ventre de rosas
um sonho materializado.

És perfeita
porque criaste num bebê de berço de fitas
a imagem da mamãe querida.
És feliz
porque foste a primeira,
porque és sorriso,
porque és doçura,
porque tens a pureza da água que na fonte se busca.
És amada
porque sempre deste
deste agasalho,
deste alimento,
deste calor, brinquedo, vida,
deste teus olhos, teu coração, tuas entranhas,
deste amor de menina quando brinca com boneca,
deste amor adolescente num sonho esperado,
deste amor mulher no filho que nasce.
És humana
porque é teu,
é teu o bracinho que te estendeu,
é teu o sorriso do retratinho,
é teu o olhar místico da primeira comunhão,
é teu o menino-homem,
é teu o homem-menino.
És divina
porque só dor recebeste,
dor da entrega,
dor da espera,
dor da concretização,
dor quando o choro de dor arrancava orvalho no olhar menino,
dor quando o choro menino arrancava sal do pranto do homem.
É beleza
porque só tu acalmas,
tu completas,
tu compreendes,
és a própria razão da vida.
És indispensável porque nasceste,
porque sem ti não haveria de existir teu filho.
E sem teu filho não existiria mais amor.


Imagem: MilDicasdeMãe, por Nívea Salgado.
http://www.mildicasdemae.com.br/2015/08/ser-mae-e-aprender-a-ser-menos-egoista.html

1 de mai de 2017

REINO UNIDO A PORTUGAL E ALGARVES - O RETORNO

Armas do Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarves
Vejo na Veja, edição 2527, de 26 de abril último, sob o título "O ELDORADO DA CLASSE MÉDIA", matéria informando que o novo destino da classe média brasileira é Portugal. No UOL - UOL educação - (https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/reino-unido-a-portugal-e-algarves-por-que-o-brasil-foi-elevado-a-reino-unido.htm), no título "História do Brasil", encontro referência a motivos por que, entre 1815 e 1822, o Brasil então colônia de Portugal, foi elevado à categoria de "Reino Unido a Portugal e Algarves", no frigir dos ovos para que D. João VI pudesse governar Portugal com sede em um reino, porque não ficava bem o rei governar Portugal não estando no seu reino e sim em uma colônia (penso que vale a pena acessar a página citada, para conhecer aspectos interessantes).
Na reportagem de Veja, vejo que o Governo Português vem oferecendo condições muito interessantes para a fixação de brasileiros na "terrinha": para entrada e visto de empreendedores, "... É preciso criar uma empresa e apresentar um plano de negócio e investimentos. Não há exigência de capital social mínimo."; para visto Gold, de Alto investimento, "... quem adquire imóvel acima de 350000 euros ou monta empresa com no mínimo dez postos de trabalho e com investimento inicial de 250000 euros. ..."; visto para "Aposentados ou titulares de rendimentos - É necessário comprovar rendimento estável (pensões, aplicações financeiras, imóveis), com ganhos em valor igual ou superior ao salário mínimo local (na casa de 1800 reais), ter lugar para morar e apresentar seguro médico internacional.".
Uma "pequena dificuldade", no caso, é o tal "lugar para morar", porque incide uma fama de maus pagadores, "...a tal ponto que muitos brasileiros têm dificuldade de alugar imóvel em seu nome", sendo comum, segundo citação da revista,  "ter de recorrer a um português para conseguir alugar uma casa".
Parece que os resultados têm sido favoráveis para Portugal, já que, ainda segundo a matéria, "...as remessas feitas do Brasil para Portugal passaram de 55,6 milhões de dólares, em 2014, para 71,1 milhões em 2016". Parece, também, que os brasileiros encontram-se satisfeitos, sendo mais evidentes os relatos de qualidade de vida, de segurança (podem sair à rua tranquilamente, a qualquer hora do dia ou da noite), e educação.
Não pude impedir que me ocorresse que, quando invadiram o Brasil, os portugueses vieram com objetivos de dominação ( com escravização e massacres progressivos de índios) e de exploração de riquezas naturais. Segundo ouço de estudiosos de História, foram mandadas para cá pessoas complicadas (encontro em Info Escola - http://www.infoescola.com/historia/imigracao-portuguesa-no-brasil/ - que "Neste momento inicial, contudo, os portugueses não tinham interesse em viver no Brasil, acarretando a emigração de indivíduos problemáticos, em maioria, como alternativa de Portugal se livrar dos indesejáveis, transferindo-os para o Brasil.").
É claro que, posteriormente, muitos portugueses vieram para o Brasil, com interesses desenvolvimentistas e, realmente, concorreram para o desenvolvimento do país. O que não se sabe é se, quando dessas transferências de gentes, foi exigida dos portugueses, que para aqui vieram, alguma condição financeira, econômica ou empresarial, e, de um modo qualquer, também social, como está impondo, agora, o Governo Português.
Inteligentes esse portugueses, não?

Imagem: http://www.laifi.com/laifi.php?id_laifi=3032&idC=57065#