25 de dez de 2015

LUA CHEIA DE NATAL

O parto foi difícil! Com muitas nuvens, fez-se tímida; mostrou-se devagar, ganhou coragem e foi avançando. Até que apareceu esplendorosa!



Tímida! Só iluminando nuvens, ameaçando sair.



Curiosa, no olho da noite.



Atrevida, na boca da noite.



Esplendorosa!

5 de dez de 2015

AUTORIDADE SEMPRE TEM A ÚLTIMA PALAVRA! E SAI CADA UMA!!!! QUE O DIGA O MINISTRO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA QUE DEVE PENSAR QUE NOSSA CABEÇA É DEPÓSITO DE PORCARIA.


Encontrei no Jornal "O Globo" de 05/12/2015, página 4, a pérola seguinte:


"Sempre fui contra o impeachment, sempre fui. Acho que o Brasil tem que aprender a conviver com crises e sobreviver a elas."

Dito atribuído a Celso Pansera, Ministro da Ciência e Tecnologia. Se não é, que reclame no jornal "O Globo".

Pois é. Como em todos os eventos, a última palavra pertence à autoridade, pode essa autoridade falar o que quiser. Mesmo que seja besteira. Deitando citação dá na mesma: ninguém pode contestar, só ler.
Empregos com carteira assinada caíram 3,1% no ano Ei! Você aí, desempregado! Por acaso brigou com o patrão e ele o despediu? Foi você quem criou a crise de seu desemprego? Ou ela chegou ao seu colo sem que você tivesse feito qualquer coisa?
Ações da Vale têm forte perda na Bolsa por conta do acidente em Samarco, empresa na qual a mineradora é sócia

Ei! Você aí que permanece em Mariana ou em qualquer cidade das que foram assoladas pelo grande desastre ambiental! Foi você quem soltou a avalanche? Foi você quem provocou o desastre? Ou ele foi arremessado sobre você, matando pessoas e destruindo um mundão de coisas?
Ei! Você aí, operário da Petrobras! Foi você quem desviou dinheiro, quem comprou ativos duvidosos (ou certamente impróprios), quem fez aquilo tudo que até levou gente a devolver centenas de milhões de reais, o que indica aceitar a acusação? Não? Então, como é que você tem que aprender a conviver com crises e superá-las, como quer o ministro?
Não, senhor ministro! O Brasil não precisa aprender nada disso aí. Os administradores públicos e seus chegados é que têm de parar de gerar crises. Aí, ninguém terá de aprender a conviver, nem a superar.

1 de dez de 2015

AH, CORNETEIRO!!!!

Policial Militar corneteiro, em solenidade da Polícia Militar do Estado de São PauloMeu colega Barbosa detestava acordar cedo. Mas não escapava de enfrentar o corneteiro com seu toque de alvorada, às cinco e meia da matina. Afinal, um cadete tem de levantar cedo.
Havia, à época, uma figura esdrúxula - o ordenança - que era um soldado que servia pessoalmente a um oficial (normalmente do posto de capitão ou acima), até mesmo em residência. Prestava-se, pois, a várias espécies de serviço (manter limpas as botas, o cavalo bem tratado e escovado - o Barbosa era cavalariano de origem - a espada brilhando e outros que tais). Os "que tais" ficavam sempre por conta do oficial beneficiário do instituto.
Pois não é que o Barbosa, um mero cadete, sonhava com o posto de capitão e, mais ainda, com um ordenança. E bradava, muitas das vezes em que o toque de alvorada o tirava, violentamente, dos braços de Morfeu:
- Quando eu for capitão, terei um ordenança e será corneteiro! Vai ter uma única missão: todos os dias, às cinco e meia da manhã, chegará à minha janela e dará o toque de alvorada. Levantar-me-ei (o Barbosa falava como um clássico que era), abrirei a janela e gritarei: corneteiro efedapê, vai tocar alvorada na pequepê! E enfia essa corneta no...! Depois, fecharei a janela e, placidamente, voltarei ao leito.


Imagem: Abordagem Policial.
http://abordagempolicial.com/2013/09/uma-policia-68/

27 de nov de 2015

A LUA VAI DORMIR ENCABULADA...


"A lua vai dormir encabulada
na passarela da madrugada.
Meus olhos vão sonhar sob a janela
dos olhos dela, dos olhos dela."

(Juca Chaves)








Ontem, flagrei a lua meio escondida entre nuvens. Hoje, pela manhã, encontrei-a esmaecida, dando adeus atrás de um prédio, para ir descansar do seu passeio noturno.


26 de nov de 2015

O POETA WANDER PORTO DÁ O AR DE SUA GRAÇA



Arte: WP



-MONÓLOGO-








Ensaio são desejos
Onde sonho teu corpo
E não mais me sinto;

Ensaio são miragens
Onde ouço teus olhos
E não mais me vejo;

Ensaios são cenários
Onde grito teu nome
E não mais me ouço;


Ensaio são conversas
Onde beijo tua língua
E mordo minha boca

Ensaio são sobejos,
Onde me resto ao chão
E sinto teus passos indo...

Estréia,
É o dia
Que não veio.

22 de nov de 2015

AMÉRICA MINEIRO NA SÉRIE "A" DO BRASILEIRÃO

Mascote do America_MGTenho um grande apreço pelo América Mineiro. Foi ali, na Alameda Álvaro Celso da Trindade, que dei minhas primeiras braçadas, orientado pelo Sargento Marino. Cheguei a participar de algumas competições no campeonato estadual, mas não era lá essas coisas. Frequentando a piscina, andei também pelas arquibancadas assistindo a treinos e jogos. Testemunhei a primeira rivalidade em Minas Gerais, que foi com América e Atlético. Vi um quinteto muito bom (que, num tempo em que não era politicamente incorreto, denominei "linha de costurar smocking": Ernane, Miguel, Gunga, Zuca e Dodô, os quatro primeiros negros, o último branco - a agulha).  Assisti ao surgimento de vários craques, como Osvaldo Mamão e Miltinho que, se não me engano, foram para Portugal (Osvaldo tenho certeza). Vi surgir Zuca, que fez dois gols no Atlético, no velho Independência, o primeiro empatando e o segundo virando. Acabou indo para a Argentina, como foi Eduardo, ponta direita. Vi "Baião de Dois" - Harvey e Otávio - uma dupla afinadíssima que foi para o Palmeiras. Para onde foi, também, o goleiro Edgar. Coisa muito da antiga. Foi o berço futebolístico de Tostão e de Fred, dentre outros. Fora de Belo Horizonte por muito tempo, acabei reduzindo o contato. Agora, vejo o velho América na série "A" do Brasileirão.
O que me sensibiliza mais é a presença, agora, de três mineiros na competição. Belo Horizonte terá um acréscimo de jogos com os grandes times  pelo torneio. Mais movimento, mais mídia, mais recursos financeiros.
Torço para que o Coelhão seja alvo de um trabalho eficiente, para garantir o trio mineiro. Acho que merecemos.


Imagem: AS MIL CAMISAS.
http://www.asmilcamisas.com.br/2014/10/07/174-camisa-do-america-mg/

16 de nov de 2015

O PRIMEIRO ARCO IRIS

Até que enfim, apareceu-me o primeiro arco-iris, diante de minha janela. Um pouco tímido, ainda, mas muito bonito. Vamos com fé que teremos outros.


11 de nov de 2015

O CHAPÉU DE NEYMAR

Foi um golaço! E logo apareceram os comentaristas para exaltar que foi o mais belo dos chapéus que Neymar já aplicou.
Tenho algumas pinimbas com o jogador Neymar, pinimbas que acho terem sido causadas por comentaristas exaltadíssimos e por algumas "lições" que  a Neymar não foram dadas. Para mim, o climax foi aquela cabeçada tola que afastou o jogador dos dois primeiros jogos das eliminatórias.
Mas voltemos ao jogo de bola: de bola, tenho tudo a favor de Neymar. E não acho que aquele chapéu, no jogo contra o Villarreal, tivesse sido especial, o melhor de todos. Neymar é o "dono do chapéu". Sempre achei que é perfeito, principalmente quanto ao lugar em que a bola vai descer. Vi-o, muitas vezes,
aplicando um chapéu e dando uma volta no adversário, para alcançar a bola na caída, sem volta para o adversário; já aconteceu de aplicar outro chapéu, em seguida (e levar falta, evidentemente).
Vejo em Neymar a noção perfeita do movimento elíptico da bola, e o movimento perfeito do jogador para chegar a ela.
Para mim, não se trata do "melhor chapéu de Neymar". Trata-se do chapéu de Neymar. Cada vez mais perfeito!
Um espetáculo!


Imagem: UOL Esporte (editada de vídeo).
http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/espanhol/ultimas-noticias/2015/11/08/neymar-faz-gol-antologico-em-vitoria-do-barcelona-contra-o-villarreal.htm

10 de nov de 2015

A ARTE POÉTICA DE CÍCERO CHRISTÓFARO - ATRÁS DE MONTANHA




Mundico Gargalhada












Por detrás daquela montanha
Havia um pé de manacá
Cheiroso
Branco e violeta
Por detrás daquela montanha
Que, de montanha
Quase mais nada há
A não ser 
Um serpentear temerário de luzes
A clarear homens e máquinas
Que rasgam o que havia
Sustentando o pé de manacá

7 de nov de 2015

A TERCEIRA BRONCA COM LULA

Logo no início do primeiro governo Lula, conversava com um amigo, Presidente de um Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores. Disse-lhe, então, que tinha duas broncas com Lula e com o partido. Primeiro, não concordava com a intervenção de Lula, buscando "convencer" o povo de Ribeirão Preto de que Palocci era mais importante em Brasília do que na Prefeitura daquela cidade paulista. Minha discordância emanava de dois pontos: se o povo votara em Palocci para Prefeito, fora para cumprir um mandato, e não para que impingisse a seus eleitores um Vice-prefeito, substituto natural. Não se sabia - e não se sabe - se o povo teria elegido Palocci, se conhecesse a intenção de cumprimento parcial do mandato e abandono do cargo para alçar voo a Brasília. De um certo modo, aquele ato de Lula, com o beneplácito de Palocci, óbvio, tornou prefeito um vice que para isto havia sido eleito. Ponderei, também, que não podia admitir que o PT, Lula e a base aliada não dispusessem de outro nome para o Ministério. Provou-se, exatamente, que tinham, quando circunstâncias desfavoráveis levaram Palocci Ministério afora. Foi substituído e o Governo seguiu sem percalços.
A segunda bronca que revelei a meu amigo petista: não podia concordar com as atitudes de Lula e do Partido dos Trabalhadores, de descapetizar muitas das pessoas que andaram endemoninhando durante vinte anos.
Foi quando meu amigo argumentou:
- Tem a questão da governabilidade.
Rebati, de sem-pulo:
- Governabilidade a qualquer custo gera desgoverno.
Temos atravessado tempos de desgoverno, desde antes do primeiro mandato Dilma, já que o atropelo do "mensalão" já existia e estava em julgamento. Não raro, emergia a cobiça de aliados por cargos, sempre negociando apoio. Tenho como e por que pensar que a tal "governabilidade a qualquer custo" estava por trás desses episódios de desgoverno, sendo certo que petistas importantes e membros da base aliada estavam envolvidos no "mensalão". Ocupantes de cargos, desde então, seguem enrolados, agora com outros problemas.
Não sei o que meu amigo acha das ações dos governos do PT, com a base aliada, merecedores de críticas desfavoráveis. Não me irão satisfazer os argumentos de que outros governos, outros políticos procederam da mesma forma. Não duvido. Só que Lula e seu partido prometiam, exatamente, acabar com as mazelas de seus antecessores, aqueles que andaram endemoninhando. Descapetizados que foram, podem ter influenciado os ânimos dos promitentes bons governantes, fazendo-os cair em tentação, podendo até ter contribuído com algum empurrãozinho e até transmissão de tecnologia. Só que os pecados dos predecessores não autorizam a remissão dos pecados petistas e aliados.
Ah! E a terceira bronca?
Deu-se que assisti a declarações do então Presidente Lula, tentando explicar mudanças de conceitos políticos, conforme estivesse na oposição ou no governo. Ouvi-o dizer:
-"Eu prefiro ser considerado uma metamorfose ambulante!"
Isto poderá ter agradado àquela parcela do nosso povo, muito sensível a frases de efeito - matéria em que Lula é especialista. Principalmente parodiando um artista muito querido.
A mim, teria agradado se tivesse dito que ponderara, estudara, reavaliara condições e resultados, ouvira especialistas,... coisas assim.
Do que disse, constrangeu-me muito constatar que estava sendo governado por um Raul Seixas cover. Artista por artista, sou muito mais o Raulzito!


Imagem: Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=gmuqHrhR0m8

5 de nov de 2015

ESOCIAL - AUTORITARISMO TERRORISTA

O que é o eSocialSerá que não bastaram as agruras vividas pela sociedade brasileira, com tantos escândalos, tantos desencontros político-administrativos, com tanta notícia ruim? Precisava de terrorismo também?
É como vejo o episódio do eSocial.gov.br, para cadastramento, emissão de guias, pagamento de tributos. Cidadãos querendo pagar, passando muito tempo diante do computador para emitir guia de pagamento e pagar. Do outro lado, o Estado que, através de seus representantes na área, reconhecia a incapacidade do sistema mas, mesmo assim, insistia na data fatal e na ameaça reiterada em cada noticiário - sim, ameaça mesmo! - de multa, caso ocorresse atraso de um pagamento que dependia de ações do credor e não do devedor. O (des)Governo conseguiu, por um prazo excessivamente longo, manter cidadãos em estado de insegurança e de forte pressão: se não conseguir emitir a tal guia e pagar na data fatal, será multado! Isto está inscrito na Cartilha do Terrorismo.
Em si, como instituto novo, o eSocial pode até ser excelente. Mas a experimentação e a gestão da mesma foram péssimas!
Campanha eSocial- Banner noticiaSó na ante-véspera do prazo fatal foi que o Governo - ah! quão generoso! - decidiu baixar a pressão, anunciando a prorrogação do prazo. O que deveria ter sido feito assim que o próprio (des)Governo admitiu as dificuldades na execução das ações necessárias à obtenção da tal guia - dificuldades que cabia a ele (des)Governo resolver, e não ao contribuinte.


Imagem alto da página: Grupo Fortes.
http://grupofortes.com.br/esocial/o-que-e-o-esocial/esocial-o-que-e-isso/

Imagem baixo da página: Grupo Fortes.
http://grupofortes.com.br/esocial/category/o-que-e-o-esocial/

25 de out de 2015

PRECE DE PELÉ PELA ALEGRIA DA MASSA: 0 X 0 NÃO!

Aniversário do Rei correndo e muitas matérias jornalísticas sobre episódios de sua vida. Chamou-me a atenção: Pelé declara que nunca orou para ganhar um jogo; que orava pedindo proteção, essas coisas. Mas orava, também para que, se tivesse de participar de um empate, que Deus tivesse pena dos torcedores e não deixasse ser por 0 x 0. Que fosse por 4 x 4, por exemplo. O resultado seria o mesmo mas o povo viveria alegria de oito gols. Só mesmo o maior artilheiro do mundo!


Imagem: BLOG MATEMÁTICA NUA & CRUA.
http://mathluiz.blogspot.com.br/2015/09/zero-e-natural.html

10 de out de 2015

O JOGO QUE EU VI SÓ PODE SER OUTRO...

bandeirasNão é malhar a seleção: é malhar quem eu penso que está viajando altíssimo, dizendo que a seleção brasileira teve domínio do jogo, que criou oportunidades que não se concretizaram, ... Brincadeira!
O que eu vi foram duas chances: uma incerta, com o Oscar (que jogou nada, o tempo todo e não foi substituído), em uma bola cruzada pelo alto, que ele pegou de sem-pulo, passando por cima do ângulo, até que não muito longe; a outra, com o Ricardo Oliveira, num cruzamento rasteiro, que ele não conseguiu pegar. Essa bola até poderia ter batido em um dos dois chilenos que estavam na jogada, e entrado. Mas foi só.
Já a seleção chilena teve pelo menos cinco oportunidades de gol, de que eu me lembre. Duas foram convertidas; outras duas, deram de cara com a trave; por fim, uma bola rasteira, que esbarrou em um brasileiro, com pequeno desvio, que o Jefferson defendeu fácil. Particularidade: todas as jogadas de perigo nasceram do lado esquerdo da defesa brasileira. Observei que um "ponta" chileno (dizem que não existe mais), que estava na posição específica, recebendo bolas longas, sem qualquer combate. O primeiro gol, bola parada (falta), do lado direito do ataque chileno; o segundo, avanço pelo meio, abertura na ponta (o lateral estava tentando cortar a abertura e não estava coberto, o Douglas Costas veio correndo mas nem chegou perto). Das duas bolas na trave, uma foi chutada do lado direito do ataque chileno, a outra do lado esquerdo, mas em jogada desenvolvida a partir do mesmo lado direito.
Não vi qualquer jogada de ataque da seleção brasileira. Vi um Douglas Costa muito voluntarioso, mas carregado muito a bola, em distâncias grandes (parece que estava substituindo o Neymar, até nisso). Ou seja: a seleção vai continuar dependendo das arrancadas de Douglas Costa e de Neymar, quando voltar.
E as substituições? Tentar virar um jogo com uma substituição aos 38 minutos do segundo tempo é contar com o imponderável. Só se o Dunga estivesse mudando para experimentar para o próximo jogo.
Por quê da malhação: enquanto acharmos que jogamos bem mas não conseguimos concluir jogadas que dizem termos preparado, a seleção não vai andar. Está mal e isto tem de ser introjetado nas cabeças: precisa melhorar e muito!

Foto: Carsale.
http://carsale.uol.com.br/ultimas/2014/06/26/brasil-x-chile-veja-quais-foram-os-modelos-mais-vendidos-em-2013/

7 de out de 2015

DESIMPORTÂNCIAS PARLAMENTARES (PRA LAMENTARES)

As votações no Congresso Nacional parecem-me não dependerem da necessidade e/ou da urgência, senão dos interesses partidários. Foi necessário fazer uma mexida grande nos Ministérios, para "convencer" parlamentares da necessidade e da urgência de votarem vetos da Presidente da República. Necessário mas não suficiente. Ontem, o quadro dos Deputados não apresentou quorum. A votação ficou para hoje.
O Deputado Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara, explicou que uma questão de logística pode ter determinado o fenômeno. Disse que os Deputados chegam a Brasília sempre depois das 11h 30 min - hora marcada para início da sessão - e que, por isto, não chegaram todos. Falou até em horários de voos.
Pois não é que Deputados Federais têm dificuldades logísticas para chegarem a Brasília? E não as têm os trabalhadores que cochilam no metrô de São Paulo, para chegarem aos respectivos locais de trabalho? Mas, quanto a esses, a alegação não seria válida. Perderiam o dia e, em caso de reincidência (a ausência de Deputados em Brasília é repetitiva), perderiam o emprego.
Penso que não era verdadeira a alegação do Deputado Picciani. Ainda havia cargos de segundo e de terceiro escalões voando. Será que a busca por eles não determinou nova pressão no Governo? Ou será que estou viajando? Por que é os Deputados costumam oferecer motivos para determinados fatos, motivos que muitas vezes não são compatíveis com a verdade?
Que logística que o que, sô! Pois não teria sido possível aos Deputados viajar na segunda feira (pelo menos quando a relevância e a urgência da matéria incidirem), para decidir sobre um assunto que todos reputam importantes?
Só me resta imaginar que, para os Deputados - e também Senadores, que deveriam estar todos lá, pois que para isso são pagos, suponho e, porque uma votação mais encorpada poderia dar credibilidade às decisões - só me resta imaginar, repito, que, para os deputados e senadores ausentes, a matéria a tratar é desimportante.
Apesar de tudo, gosto muito de assistir às sessões, pela TV Câmara e pela TV Senado. Foi de cara com a primeira que vi o Deputado Picciani explicando o inexplicável (não foi nem na Veja, nem na Isto é, nem na Exame, nem no facebook, não!). O Deputado estava com a cara mais séria deste mundo, como, de resto, todas as fisionomias que vejo pelas emissoras citadas parecem-me irretorquivelmente sérias. É um alívio vê-los assim!

NOTA: A falta de quorum repetiu-se hoje. E a votação foi novamente adiada. O assunto continua desimportante ou, quando nada, menos importante do que outros que andam pelo ar.


Foto: Política ao Minuto.
http://www.noticiasaominuto.com.br/politica/144793/apos-sessao-sem-quorum-deputados-aparecem-em-plenario

GAVIÕES VÃO À CAÇA ... COM UMA PAUSAZINHA IMPORTANTE


Por volta das nove horas de hoje. Cheguei à janela e olhei o céu. Alguns gaviões voavam a uma distância de trezentos metros, aproximadamente. Entendi que estavam caçando. Hora do café da manhã. De repente, dois deles pousaram sobre uma antena de tv. Ficaram juntos algum tempo e tive a impressão de que deram uma pausa para uma rapidinha. Mas não estava com a câmera. Quando voltei, um deles havia voado. O(a) outro(a) permaneceu por algum tempo sobre a antena, quem sabe ainda inebriado(a). Depois, alçou voo. Não os vi mais caçando. Acho que o papo era outro, mesmo.













2 de out de 2015

SUPOSTAS SUPOSIÇÕES

Parece que os órgãos de imprensa aprenderam: já não se refere a pessoas
envolvidas em escândalos quaisquer (mormente político-financeiros) como pessoas que tivessem praticado, efetivamente, os atos que lhes são imputados. Prevalece - acho - o medo do tal "dano moral". Demorou porque alguns juízes entenderam que a pessoa pública tem a vida pública. Entendo que "pública" não significa "publicável" levianamente, como vi acontecer várias vezes, em um só caso, sendo que um único desembargador e a respectiva Câmara ousaram discordar de pares de outras Câmaras, esses entendendo que se pode invectivar outrem, livremente, pela imprensa. Agora, só se fala em "suspeito", "suposto" e quejandos. Penso, todavia, que estão exagerando. Vamos lá:
Hoje, pela manhã, ouvi notícia de que "supostos" aviões russos haviam bombardeado... sei lá que lugar. Supostos como, meu Deus, se os aviões foram filmados, línguas de fogo lamberam a tela... enfim, cena de evidente bombardeio, por aviões. Penso que teria ficado mais claro que "aviões, supostamente russos, bombardearam...". Afinal, o noticiarista não poderia ter afirmado, com certeza, que os aviões pertenciam à Rússia.
Depois, veio a notícia de que o Ministério Público Suíço remetera ao Ministério Público Federal, no Brasil, notícias da existência de contas, em banco daquele país, em nome do nosso Presidente da Câmara dos Deputados. Pois não é que o noticiário indicou que "supostas contas na Suíça, pertencentes ao sr...". Ficou meio sobre o oblongo (expressão muitas vezes utilizadas por Sérgio Porto - o Stanislaw Ponte Preta, para designar coisas e/ou situações esquisitas). As contas são "supostas", mas o titular é determinado? O entendimento poderia ser diferente, se tivessem escrito "contas existentes em banco suíço, supostamente em nome do sr.....". Afinal, Romário - que nem mesmo era "suposto" - demonstrou que tinha nenhuma conta em banco suíço.
Acho, mesmo, que prevalece o medo do tal dano moral: podem pegar o cara com a faca escorrendo sangue, diante da vítima, que será, sempre, "o suposto assassino"; mas se pegarem o cara (ou o Sr. Cara) com mala cheia de notas de dólares, serão as notas, sempre elas, as "supostas notas".











Nota: Oblongo, segundo a Desciclopédia, "seria uma forma oval que não quer ser chamada de ovo, então fica um ovo bem estranho e um pouco menos fácil de medir suas dimensões, e a coisa com esse formato costuma rir da cara de quem tenta classificá-la como tendo uma forma oval, já que ninguém tem muita certeza",

Estamos entendidos?

Imagem: Estrela dos Metais.

http://www.estreladosmetais.com.br/arquivo/ferroso/dados/tubo_oblongo/oblongo.php

1 de out de 2015

POLÍTICA IRÁ DAR SEMPRE NISSO...


Leio na revista Veja, edição 2444, na seção "Panorama . Radar"



"ELEIÇÕES 2016

Nas urnas

O Movimento Brasil Livre, um dos maiores impulsionadores das manifestações de rua e do impeachment, decidiu lançar um candidato a prefeito em São Paulo."





O Partido dos Trabalhadores começou de forma semelhante... devem ser os tais de ciclos...



Imagem: Rádio Universo DL
http://webradio.universodl.com/index2.php?option=noticia&value=10

16 de set de 2015

NÃO HÁ UM HOMEM-ARANHA APENAS...



...são dois, pelo menos. E podem ser vistos sobre telhados, disfarçados de operários da construção civil, consultando a internet e maquinando novas aventuras.




23 de ago de 2015

NA CONCEPÇÃO DE DONA EPHIGENIA, CRISE ERA TRATADA DE MODO DIFERENTE

Dona Ephigenia teve uma vida de muito trabalho. Muito, mesmo! Tinha de tomar decisões muito difíceis, em meio a uma rotina já difícil.
Uma de suas condutas, em particular, deixou marcas muito fortes: Dona Ephigenia não comia manteiga, ao passo que todos os seus filhos comíamos; Dona Ephigenia comia queijo mas sabia que, se comprasse um queijo inteiro, os nove filhos comeriam manteiga e queijo. A grana não dava para tanto. Havia queijo na mesa para todos, sim, mas só quando era possível, não para o cotidiano, situação em que D. Ephigenia comprava uma fatia de queijo para si, diariamente. Essa possibilidade não era sustentável como desejado, porque, como se disse, a grana não era muita e, não bastasse, variava de quantidade. Pois bem. Um belo dia, a manteiga sumia da mesa. Pude observar que, quando isso acontecia, o queijo já havia desaparecido havia muito tempo. Ou seja: para impor um sacrifício aos filhos, fazia-o para si, antes. Não sei se foi por causa desse comportamento que um certo capitão Comini, trabalhando em órgão de alto escalão, propôs que um lanche, que era distribuído somente a oficiais, fosse "empobrecido" em conteúdo e ampliado em quantidade, para que fosse servido também a subalternos. A justificativa para o modo de distribuição era que os subalternos tinham horários fixos para entrada e saída, enquanto que os superiores só tinham hora para entrada, sem certeza quanto ao momento de seu almoço (o que só denotava um tanto de desorganização no trabalho). O argumento da proposta, de ampliação do lanche, era de que os subalternos saíam de casa por volta das seis horas e, conforme seu regime de trabalho, só deveriam chegar de volta à casa às catorze horas, mais ou menos. Um tempo muito grande sem alimento. Além disso, qualquer pessoa normal saliva quando vê alimentos serem servidos, ainda que se tenha alimentado em um tempo anterior não muito distante. A pessoa encarregada de organizar o lanche disse que a verba era insuficiente. Foi aí que esse certo capitão Comini declarou que, se não houvesse lanche para todos, no dia seguinte, não aceitaria o seu. Pois no dia seguinte houve lanche para todos, sem redução no conteúdo. Havia verba, portanto.
Por que esta leréia toda? Porque o governo decidiu não antecipar a metade do décimo terceiro aos aposentados. A crise é braba, a verba é curta e a despesa muito grande, em torno de 18 bilhões. Além disso - argumentou o governo - a antecipação parcial do décimo terceiro não é uma obrigação. Só que o governo decidira, no tempo das vacas gordas, promover a antecipação, tendo conquistado a simpatia de muitos aposentados. É claro que a nova decisão gerou polêmica no próprio governo: o Ministro da Fazenda ou o do Planejamento, ou ambos, sei lá, justificavam com o impacto financeiro do pagamento. O Ministro da Previdência argumentou que era preciso pagar, porque os Ministros haviam recebido.
Se os Ministros receberam, é provável que Deputados e Senadores também tenham recebido. Este o segundo motivo da minha bronca.
Ora direis: mas o impacto financeiro desses pagamentos é muito, mas muito menor do que o impacto do pagamento aos aposentados.
Governo não vai antecipar primeira parcela do décimo terceiro de aposentadosDirei eu: a questão não é o impacto financeiro. É o impacto moral!
PS 1: Acabou havendo verba: o governo resolveu antecipar a metade do 13º aos aposentados, em três parcelas: setembro, outubro e novembro.
PS 2: Só um marqueteiro muito poderoso pode convencer-nos de que somos todos iguais e de que o Brasil é um país para todos.

Foto: Rádio Glogo RJ
http://radioglobo.globoradio.globo.com/noticias-sobre-economia/2015/08/14/GOVERNO-NAO-VAI-ANTECIPAR-PRIMEIRA-PARCELA-DO-DECIMO-TERCEIRO-DE-APOSENTADOS.htm

22 de ago de 2015

AÍ, EU TENHO DE ACREDITAR, UAI!

PF-Operação-Lava-JatoOperação Lava-jato rolando e muita gente dizendo que a crise que estamos atravessando nada tem a ver com os danos causados à Petrobras e outras coisas, como argumentos de que há excessos praticados pelo Juiz Moro.Entendem que estão sendo favoráveis à empresa.
Concordo com que isto pode até gerar dúvida.
Mas quando uma empreiteira envolvida na operação aparece, em tratativa de acordo, propondo devolver R$700.000.000,00 - setecentos milhões de reais mesmo, gente, que não são setecentos reais, acho que é dinheiro demais pra não ser verdade.


Foto: Polêmica Paraíba
http://www.polemicaparaiba.com.br/polemicas/executivos-presos-na-lava-jato-entram-com-habeas-corpus-na-justica-federal/

21 de ago de 2015

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - A FLOR E O ESPINHO




"Tire o seu sorriso do caminho
que eu quero passar com a minha dor."





Nelson Cavaquinho
com Guilherme de Brito





Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha em "A Flor e o Espinho".









Para ouvir com Nelson Cavaquinho (com imagens):
https://www.youtube.com/watch?v=qY7g_uSgysE

Foto: Portal Luis Nassif
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/nelson-cavaquinho-e-guilherme-de-brito-que-dupla

19 de ago de 2015

NO DIA DO FOTÓGRAFO, O ZÉ MAURO ME VEM COM ESSA!!!!!!!!!!




José Mauro Versiani, meu amigo, meu colega de escola. Trouxe-me, hoje, um causo interessantíssimo, vivido por seu avô, homenageando os fotógrafos, pelo seu Dia. Autorizado, reproduzo o texto e a imagem:
"Hoje é Dia do Fotógrafo - Vou homenageá-los com um causo do meu avô Chilon, o Pai da Fotografia em Patos. Antigamente, quando se perdia um ente querido, era costume da época fotografar o defunto. Verdade. Era a cultura da época este fato. Faleceu um membro de uma família tradicional e um dos filhos procurou o fotógrafo Chilon para que fosse lá no velório e batesse umas chapas de seu pai ali já no caixão. A família toda de pé atrás do caixão, o Chilon bate a foto. Tudo certo. Vem um dos filhos e diz: Sr. Chilon. Eu gostaria que o senhor batesse uma chapa de meu pai, mas só dele. Quero uma foto para colocar na minha carteira. E o Chilon:
- Perfeitamente.
Chega bem de frente ao defunto, olhando na lente da câmara por cima, ajusta o flash, olha no visor, ajusta o foco bem na face e diz para o morto:
- Atenção, atenção! Sem piscar...
Um dos filhos, entendendo aquilo como gozação, diz:
- Que que é isso sô Chilon? Sem piscar? Falando com o morto?
- Não se preocupe, meu filho. É a força do hábito.

18 de ago de 2015

I ENCONTRO DE BANDAS DE PARACATU - MG






Geral
Aconteceu no dia 16 último, domingo, o Primeiro Encontro de Bandas de Paracatu. É uma tradição que algumas cidades ainda insistem em cultuar: Encontros de Bandas, que propiciam a reunião de corporações musicais que existem espalhadas em algumas cidades brasileiras, sendo uma das mais antigas manifestações da cultura de Minas Gerais.
Lira Paracatuense

O evento foi promovido pela Prefeitura Municipal de Paracatu, Secretaria Municipal de Cultura, apoiado e organizado pelo Vereador Juscelino Carteiro, com a coordenação de Marilda.
Compareceram as Bandas de Música das cidades de Araguari, Paracatu, Patos de Minas, Unaí (Capim Branco) e Vazante, somando cerca de cem artistas, entre músicos e regentes.
Banda Municipal de Vazante
Pela manhã, as Bandas apresentaram-se em várias praças da cidade, levando a música aos vários bairros.
Araguari
À tarde, reuniram-se as cinco Bandas na Praça Firmina Santana. Cada uma apresentou-se com duas músicas populares e um dobrado. O público presente teve a oportunidade de ouvir dobrados - gênero praticamente só mostrado por Bandas
Militares e Bandas Civis que o adotam - Beatles, Música dos Anos 80 e valsas, dentre
Lira Mariana Patense
outras. A Lira Mariana Patense representou o Município de Patos de Minas. Regida pelo Professor Holmes de Avelar Molinari, do Conservatório Municipal, apresentou-se com os músicos Adriel M. S. Trigueiro, Artur Alan Bernardes, Carlos A. Bomfim, Carlos César da Fonseca, Edison C. Mota, Guilherme R. S. Alves, Isis Eduarda N. Gonçalves, José Ricardo de Oliveira, Marco Comini, Paula A. Silva, Paulo R. Silva, Valdir L. Fonseca e Valfrido A. Mundim. Executou as músicas
 "Yesterday", de Paul McCartney, a valsa "Sobre as Ondas", de Juventino Rosa, e o dobrado "Saudade de Minha Terra", autoria do Sargento Luiz Evaristo Bastos.
Unaí (Capim Branco)

17 de ago de 2015

AS INCONGRUENTES CONTAGENS DE PARTICIPANTES DE PROTESTOS

Ô gente! Uma diferencinha de até 20% (não estou falando de propina, não!) é aceitável! Mas é "demais pros meus sentimentos, tá sabendo?" essa de uma turma (a que se manifesta) apresentar um número de participantes, e a outra (autoridades, por voz da Polícia Militar ou da Guarda Municipal, conforme o município) apresentar outro número, correspondente à metade. Será tão difícil, assim estimar esse número de pessoas com um mínimo de aproximação?
Manifestações de 16 de agosto em Brasília (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)Só posso sugerir o método que um milionário, fazendeiro no Texas, informou (em inglês, claro! que um amigo traduziu para mim, também claro!). Era tanto gado, que o amigo perguntou quantas cabeças havia ali. O cara respondeu: 3.286. O amigo surpreendeu-se: como contou tão depressa? Resposta rapidíssima: contei as patas e dividi por quatro. Sorry!
Com gente fica mais fácil (já disse Vandré que "com gente é diferente"). Basta dividir por dois, uai!