18 de abr de 2018

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - TIRONE POVÉR


"Mulher é que se enfeita como pode.
Enfeite de homem é bigode."





Armando Cavalcanti (esquerda) com Klécius Caldas


Klécius Caldas e Armando Cavalcanti em "Tirone Povér".







MetrossexualNOTA DO CADIKIM: o blogueiro lembrou-se dessa marchinha carnavalesca - um tempo que homem só usava camisa branca ou xadrez, azul clara era uma concessão; cabelo era bem aparadinho; e enfeite mesmo era só bigode - e observou que os tempos mudaram muito e que o homem moderno enfeita-se bastante, sem cerimônia. Quem cuida muito de sua aparência  é metrossexual - ambos os gêneros do bigodudo de tamancos, o português. Foi pesquisar e encontrou coisas interessantes. No caso de Tyrone Power, consta que era bissexual, segundo o sítio "biografiasgls - um espaço aberto para a diversidade (http://biografiasgls.blogspot.com.br/2018/02/o-gala-era-gay-parte-2-tyrone-power.html). Buscando mais, surgiu um sítio com músicas carnavalescas de vários carnavais e lá estava "Tirone Povér" gravada por Dyrcinha Batista para o carnaval de 1955 (http://cesargravier.zip.net/arch2013-08-11_2013-08-17.html).
Verifica o blogueiro que, apesar de grande abertura e sensíveis modificações no ambiente social, ainda correm preconceito acentuado e atitudes homofóbicas, envolvendo violência física, inclusive, em um tempo que se pretende seja civilizado. Não entende atitudes de ódio e violência por uma coisa que é pessoal e que só pertence a cada um - @ verdadeiro interessad@ (como se vê grafado por aí). Tanto preconceito que o blogueiro cuida que poderá ser considerado um defensor de gays e até como se estivesse aproveitando o blog para sair do armário.
Muito a melhorar, ainda.


Imagem dos Autores: PORTAL LUIZ NASSIF - CONSTRUINDO CONHECIMENTO.


Imagem metrossexual: Metrossexual.



17 de abr de 2018

SUBIU A SENHORA DA CANÇÃO!

Resultado de imagem para ivone laraFoi como a descreveu Nei Lopes, no samba "Senhora da Canção", referindo-se a Ivone Lara. Não é necessário falar muito sobre ela. Quem conhece não precisa. Quem não dá notícia, basta procurar na rede, muita informação.
Melhor mesmo é ouvir "Senhora da Canção", com Nei Lopes, Alcione e a homenageada. Homenagem que tem seu ponto alto no final da letra:

"Meu samba te pega na palma e beija tua mão."

Imagem: google.
https://www.google.com.br/search?q=ivone+lara&oq=ivone+lara&aqs=chrome..69i57j0l5.2464j0j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8


Para ouvir com Nei Lopes, Alcione e Dona Ivone Lara:
https://www.youtube.com/watch?v=7c6sVpgWPpU

11 de abr de 2018

MILLÔR EM PEDACINHOS - DE REPENTE


"De repente, eu me dei conta de que todas essas perguntas podem ser comigo. Sempre olhei os anúncios de jornal, as propostas pararreligiosas e os panfletos que me entregam na rua como coisas destinadas aos outros. Subitamente, percebi que estava pensando nelas e... "respondendo".

P - Você está preparado para discutir o Tratado do Atlântico Norte, o estilo de James Joyce ou as causas da Revolução Comunista?

R - Não! Precisa? Quando eles falam do James Joyce eu não posso mudar de assunto? Pra explosão do Riocentro, por exemplo? Disso eu sei tudo.


14/04/1982.

Nota do cadikim: Foi por causa de Millôr saber tudo do Riocentro que esta seção foi denominada "Millôr em Pedacinhos".

Fonte: pág. 176 do livro



8 de abr de 2018

NÃO VEJO MOTIVO PARA COMEMORAÇÃO. SÓ DE DESENCANTO E TRISTEZA!

Costumo andar na contra mão: não vejo motivo para comemorações, nem para alvíssaras, nem para esperança. Não vejo tristeza só no último ato (penso que poderemos vir a enfrentar outros). Aos 78 anos, vi tramóias de Getúlio; vi o maluco do Jânio Quadros querendo governar com uma vassoura; vi a construção de Brasília (na base do rouba mas faz); vi a ditadura com corrupção (veja-se o "caso Lutfalla"); vi Collor de Mello fazendo experiência em economia, bloqueando ativos dos cidadãos, levando muitos à falência e até grandes decepções e, de quebra, vi a "morte" de PC Farias (as indenizações respectivas, no judiciário há mais de vinte anos, ainda não foram solucionadas, dependem de um "acordo" para receber); vi (quase que de corpo presente) pelo menos um ato irregular e desonesto de FHC, como justificativa para o "enxugamento" da máquina; ainda vejo o cadáver de Celso Daniel andando por aí, provavelmente querendo contar coisas que ninguém quer contar; vi os anõezinhos do orçamento (tive um colega que virou anão); vi o mensalão; vi o petrolão; vi o Joesley (antes, um grande industrial; depois, um bandido desclassificado), sendo recebido à socapa pelo presidente da república, em seu palácio, e, depois, contando - ele, Joesley - uma estória de corrupção; vi a mala do Loures (o mesmo que o presidente da república, naquele encontro, indicara ao grande industrial-bandido desclassificado - então de sua inteira confiança - como intermediário de negócios com o governo); vi a tentativa de Gedel, junto ao Meio Ambiente, querendo que modificasse posturas especialmente para um prédio na Bahia (o ministro, constrangido, pediu as contas); vi os 51 milhões do mesmo Gedel, escondidos em um apartamento; vi o presidente da república distribuindo emendas orçamentárias para quem o livrasse de ser processado; vi a mesma coisa, depois, só que com "sugestões" dos beneficiários de que pretendiam bufunfa na mão, quando a dádiva era só orçamento (uma tergiversação), sem o vil metal na materialidade (já vira esse expediente de comprar "base aliada", em governos anteriores)... Ah! E os desastres das previdências do AEROS, dos CORREIOS, da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL...? Não foi coisa arrumada em um dia, não. E a toda hora pipoca uma nova. Vejo a insegurança pública tomando conta do Brasil, descontrolada e progressiva, desde há mais de trinta anos. Não vejo nos que odeiam Lula qualquer motivo real para comemoração, sem pelo menos rememorarem ou procurarem conhecer nossa história de desgovernos. E não vejo nos que o rodeiam motivos para achar que a presença dele durante oito anos em governo, e nos demais como partícipe de articulações governamentais, que a presença dele - repito - tenha evitado efetivamente qualquer dessas mazelas. Não será em pouco tempo que teremos paz. E, pelo andar da carruagem, não conseguiremos viver em paz entre nós, durante muito tempo ainda. Abraço, assim mesmo! Tudibom sempre procês tudo aí!





Imagem: Blog do Prof. Osmar Fernandes.
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3909210118884130113&pli=1#editor/target=post;postID=2845827744962423658

INSUBSTITUÍVEIS


Às vezes, penso que sou insubstituível. Aí, olho para a beira do campo e lá está o técnico dando instruções para meu substituto.



Foto: Blog do Júlio Gomes.

7 de abr de 2018

4 de abr de 2018

AS DÚVIDAS JURÍDICAS DE UM POBRE ADVOGADIM DE PROVÍNCIA: PRISÃO APÓS CONDENAÇÃO EM SEGUNDO GRAU

O Supremo Tribunal Federal encontra-se em uma encruzilhada que nem Exu domina (e, pelo pouco que sei, Xangô não frequenta encruzas): a discussão sobre a prisão de pessoa condenada em segundo grau de jurisdição. Os Ministros precisam enfrentar a última decisão tomada a respeito, pelo próprio STF, em outubro de 2016: deve ser executada a pena de prisão, quando o denunciado tenha sido condenado por um Tribunal, em segundo grau de jurisdição.
Não pretendo discutir aqui se deve ser "sim" ou "não". Advogadim de província, tenho "cá consigo" (no dizer de um passaquatrense) que quem sabe direito é juiz. Posso pensar o que quiser, posso argumentar o quanto possa, mas quem dá a sentença é o juiz. E vale a sentença, que nem no jogo do bicho, em que "vale o escrito". E mais: como posso ter certeza sobre qualquer questão de direito se os onze magistrados da Excelsa Corte não chegam a um acordo? Discussão inútil, pois.
As questões que abordo são duas: a primeira refere-se aos aspectos da segurança jurídica. Em 2016, cinco ministros votaram em um sentido, seis em outro. Isto, por si só, já enche de dúvidas o cidadão. A segunda é "mais pior" (Latricério, personagem de Stanislaw Ponte Preta - Sérgio Porto): como é possível, em dois anos de vida daquela decisão, sem que tivesse havido modificação em qualquer norma, que algum(uns) dos Ministros que votaram possa(m) mudar de ideia? Qual a segurança do cidadão? Pensará estar sujeito ao sabor do vento? E, na sua santa ignorância jurídica - perfeitamente cabível - poderá pensar o que quiser, em face das incertezas de juristas do mais alto jaez, de ilibada conduta e notório saber jurídico.
Não é para entrar na onda do povo (mesmo porque vi ninguém do povo, de qualquer crença política, religiosa ou filosófica - vi ninguém, repito - assomar à imprensa ou à tribuna para opor-se ao encarceramento de quantos - e são muitos, de colarinho branco - com canetas - e de colarinho sujo - com armas de fogo - tiveram as ordens de prisão sustentadas pela decisão de 2016), mas vou analisar aqui o voto do Ministro Gilmar Mendes, em 2016, seja por sua segurança ao proferir aquele voto, seja porque ouvi outras pérolas, uma contemporânea, outra atual do mesmo Ministro. Transcrevo o que li em G1 (http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/supremo-mantem-prisao-apos-condenacao-em-segunda-instancia.html):


"Presidente, a mim me parece que aqui encerrando, não há nenhuma dúvida de que a realidade mostra que nós precisamos, sim, levar em conta não só o aspecto normativo que, a meu ver, legitima a compreensão da presunção de inocência nos limites aqui estabelecidos a partir do voto do Relator, como também - e aqui estou acompanhado - como também levar em conta a própria realidade que permite que exigir o trânsito em julgado formal transforme o sistema num sistema de impunidade. Portanto, Presidente, com todas as vênias ao voto do Ministro Marco Aurélio, do Ministro Lewandowsky, da Ministra Rosa, eu acompanho na íntegra o pronunciamento do Ministro Fachin, destacando que talvez, se formada a maioria, nós devêssemos, na linha do que já fizemos em outro momento, também converter este julgamento em julgamento de mérito, até porque senão vamos ter um outro debate sobre a eficácia deste julgamento, uma vez que estaremos apenas indeferindo a liminar. A mim me parece que coloco esta questão como uma questão de ordem para que possamos definir a mim me parece que se estamos até tarde hoje é em razão de termos uma definição e é importante então que esta decisão tenha eficácia geral, efeito vinculante. Com as vênias devidas ao eminente Relator, acompanho às inteiras o voto do Ministro Fachin.".

Naquela oportunidade, outra parte da fala do Ministro Gilmar foi reproduzida em G1 (link):


"Em seu voto, também pela prisão depois da condenação em segunda instância, Gilmar Mendes argumentou que as etapas do processo penal indicam uma gradação que permite formar convicção sobre a culpa do suspeito, após a condenação.
'Uma coisa é termos alguém como investigado. Outra coisa é termos alguém com condenação. E agora com condenação em segundo grau. O sistema estabelece uma progressiva derruição da ideia de presunção de inocência', defendeu Gilmar Mendes.".

Fui colher também um pronunciamento recente do Ministro Gilmar, em Portugal (visto e ouvido pela TV, ontem, e lido agora, em O GLOBO (https://oglobo.globo.com/brasil/gilmar-ter-um-ex-presidente-condenado-muito-ruim-para-imagem-do-brasil-22550215):


"- O Supremo tem que se preocupar com o didatismo, mas não sei se terá êxito. O Supremo tem que explicar a decisão e como ela se aplica. Nesta questão da segunda instância, por exemplo, o meu entendimento, e eu acompanhei a maioria formada então, é que nós estávamos dando uma autorização para que, a partir do segundo julgamento, pudesse haver a prisão. Era um termo de possibilidade que na prática virou ordem de prisão. Para mim, é uma grande confusão e temos que esclarecer nesta decisão. Se o juiz, a partir da segunda instância, pode prender, ele tem que fundamentar, dar causa. Se há automaticidade, nós já temos outro quadro. Há uma grande confusão e é importante o tribunal esclarecer - declarou."

Data venia, Ministro Gilmar, que confusão Vossa Excelência acha - declarando - que "é importante o tribunal esclarecer"? A que Vossa Excelência deitou sobre o assunto? A dúvida sobre se o STF poderá ter êxito, no se preocupar com o didatismo (mas não sei se terá êxito)? Vossa Excelência pode afirmar que tem sido didático? O dizer que "não há nenhuma dúvida" de que "exigir o trânsito em julgado formal transforme o sistema num sistema de impunidade"? Esclarecer a dúvida se há, no sistema jurídico brasileiro, hipóteses de "trânsito em julgado formal" e "trânsito em julgado informal"? Esclarecer dúvida sobre as falas "é importante então que esta decisão tenha eficácia geral, efeito vinculante" e a fala mais recente de que "Era um termo de possibilidade que na prática virou ordem de prisão"? Esclarecer para nós - pobres mortais - se "eficácia geral" e "efeito vinculante" podem significar "termo de possibilidade"?
Na minha santa ignorância, Ministro Gilmar, penso que é Vossa Excelência - e não qualquer tribunal - quem tem de esclarecer essa confusão que pessoal e explicitamente deitou sobre o assunto.
Data venia, senhor Gilmar, não me venha com seus borzeguins ao leito!

Imagem: PONTO DE VISTA COM NELSON FREIRE
https://www.pontodevistaonline.com.br/principio-de-incendio-atinge-anexo-stf/

2 de abr de 2018

DEU GALO! ÓTIMO JOGO. LIMPO, SEM CERA OU CATIMBA. SÓ FUTEBOL, COMO DEVE SER

Certamente, o resultado não era o esperado, pelo menos quanto aos números. O Cruzeiro vinha melhor durante todo o campeonato. Invicto. Melhor ataque, melhor defesa. Treinador estável, o que é raro. Tudo para ganhar. O Atlético crescia "sob nova administração", técnico interino, campanha muitos pontos abaixo da do Cruzeiro, objetivamente.
Mas - como me falou um cruzeirense uniformizado, pela manhã - clássico é clássico! Tão clássico quanto este jargão.
Acabou acontecendo uma coisa que sempre comento, quando um time grande aplica uma goleada em outro grande (não era o caso, apenas um placar chamado elástico), penso que aconteceu até naquele Brasil x Alemanha: quando isto acontece, tudo deu certo para um e tudo deu errado para o outro. No nosso clássico, não foi bem assim, mas foi parecido. No primeiro gol, Ricardo Oliveira entrou com tudo na bola alta, acertando-a com o joelho. No atabalhoado da jogada, poderia ter jogado para fora, por cima. Mas acertou as redes. No segundo, aquela cabeçada para trás do Adilson pareceu-me que tinha mais o objetivo de jogar a bola cruzando a área, paralela à linha de gol. Acho que, conscientemente, sabia que sairia fraca e Fábio poderia defender sem problema, como alguém poderia chutar para longe, ou para dentro do gol, até contra. Mas a bola seguiu em linha reta, várias pernas no caminho sem tocar nela, mas atrapalhando a visão do Fábio que acabou deixando passar entre as pernas. Sorte? Não! Se pensarmos assim, a hipótese de algum adversário, no caminho, tocar nela no susto, afastando, também poderia ser considerada sorte. O jogo é jogado e assim foi. Ora direis: mas e o terceiro gol? O Ricardo Oliveira fez falta no Egídio. Vi o jogo pela tv. Procurei ver o lance na passagem de Ricardo Oliveira. Pareceu-me que levou o braço para frente, podendo ter tocado em Egídio, naquilo que estão chamando de "disputa por espaço". Acho que se houve toque, não teria sido suficiente para derrubar Egídio. Penso que este "deu Migué", apesar de ter achado o jogo limpo. Fica um tiquim de jogo para discussão "foi não foi".
Bom de tudo é que o jogo foi muito corrido, com técnica. Cheguei a pensar, no segundo tempo, que os descontos não passarias de um minuto. Esquecera-me das substituições, por isto foram quatro minutos. Excluídas as paradas para substituições, o jogo foi corrido todo o tempo
No mais, belas defesas de ambos os goleiros, o que era de se esperar, em se tratando de Victor e Fábio.
Praza aos céus - como gostam os puristas - que no próximo domingo tenhamos um jogo com as mesmas emoções.


Imagens no cadikim, Galo Forte - Cruzeiro Terror.
http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2015/04/atletico-mineiro-e-cruzeiro-um-dos-dois.html

30 de mar de 2018

PUXA-SACO BEM SUCEDIDO, SEGUNDO TIÃOZIM ADM


Quem? Tiãozim ADM meu colega na PMMG, amigo, inteligência brilhante, poeta, orador contido, humor refinado, às vezes mordaz. Deu-me uma definição do puxa-saco bem sucedido. Precisa ter dois atributos fundamentais: 1) se não tiver mãos de veludo, pelo menos não as tenha lixentas; 2) tem de ser capaz de escolher o saco certo.
Sábio Tiãozim ADM. Lembro-me dele quando vejo, via Embratel, o Marum defendendo o Temer, sem se tocar para as impropriedades que fala. Se o Temer concorrer e for reeleito, o Marum ficará muito bem, com certeza. Mas se não ocorrer a reeleição, o Marum terá escolhido o saco errado.





Tiãozim ADV partiu há muito. Não há como postar foto. Fica o quepe, como homenagem de boa lembrança ao Coronel PM Benedito Sebastião dos Santos.