21 de fev de 2018

MILLÔR EM PEDACINHOS - DE REPENTE...


"De repente, eu me dei conta de que todas essas perguntas podem ser comigo. Sempre olhei os anúncios de jornal, as propostas pararreligiosas e os panfletos que me entregam na rua como coisas destinadas aos outros. Subitamente, percebi que estava pensando nelas e... "respondendo".

P - Você quer perder dez quilos em quatro semanas? Será um novo homem.
R - Por quê? Com minha altura e 58 quilos de peso pode ser que eu fique um novo homem, mas vai ser muito pior. Não, obrigado.


14/04/1982"

Pág 176 do livro



20 de fev de 2018

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES (EU AVISEI, HEIN? POR QUE NÃO ESCUTA SAMBA?) - O DIA EM QUE O MORRO DESCER E NÃO FOR CARNAVAL


O compositor predileto do blogueiro é Adoniran Barbosa, que cantou as pessoas pobres de São Paulo e suas condições de vida. Penso que são raros os que conhecem sua obra (três ou quatro músicas apenas são conhecidas de muita gente). Penso que o conjunto da obra poderia ser objeto de estudo político-social. Mas vai cair no esquecimento, se já não caiu. Agora, o blogueiro acabou, por acaso, conhecendo parte da obra autoral de Wilson das Neves. Sabia-o baterista da maior qualidade e com trânsito em casas e cenas muito especiais, mas não conhecia o cantor e compositor. Cadikim traz a canção, com a qual ficou muito impressionado, e que poderia ter servido como alerta. Foi lançada por Wilson das Neves em 1996, lá se vão mais de vinte anos. Mas tem gente que não escuta samba, ou que tem um dispositivo de censura nos ouvidos.
Pensa o blogueiro que o momento é oportuno para ouvir e pensar sobre um lado obscuro das raízes da violência (sem mi-mi-mi, mas pensando).





Wilson das Neves


Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro em "O dia em que o morro descer e não for carnaval."




Para ouvir com Wilson das Neves: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=mr0ZUETRnJk

Imagem: 

http://www.portalsplishsplash.com/2017/08/sambista-wilson-das-neves-morre-aos-81-anos-rj.html

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - SE PAPAI FOSSE ELEITO



"Aí, vai haver disse-me-disse
e uma nega vai ser vice
com faixa, coroa
com tudo legal."






Billy Blanco, em "Se Papai fosse eleito".





Para ouvir com o compositor e Radamés Gnattali: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=NokNCxNk4Xk


Para ouvir com Dolores Duran: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=hnufTqyyGWQ



Imagem: Blog do Ronaldo Evangelista.
https://ronaldoevangelista.blogosfera.uol.com.br/2011/07/08/billy-blanco-1924-2011/

7 de fev de 2018

AFINAL, QUAL É O TEMOR DE TERMER?

Poderá ser o de perder dezesseis votos do PTB para a reforma da previdência. Afinal, anuncia-se que o partido optou por fechar questão e até punir deputados, caso venham a votar contra a reforma. Para mim, um constrangimento que, em Democracia com "D" maiúsculo, não deveria ser permitido.  Serão 16 deputados que poderão (ou terão de) abdicar do direito de liberdade para votar. Evidentemente interessados em salvar o Brasil! Como deve ter sido o objetivo de Roberto Jeferson, quando denunciou o mensalão.
Poderá, também, ser o de perder o apoio de Roberto Jeferson, caso a filha deste não possa tomar posse do cargo para o qual foi nomeada. Penso que é gastar uma energia enorme para realizar seu sonho de governo - a reforma da previdência - com o risco de o gigante - o todo poderoso presidente da república - vir a perder para o anão - um grupo de advogados trabalhistas que foi a juízo buscando impedir que a filha do Roberto Jeferson seja ministra, briga que acho ruim, como está em http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/03/anao-x-gigante-briga-ruim.html.
É claro que não vi o presidente, nem ninguém do governo, ou da base aliada, dizer que a nomeação da filha do presidente do PTB é a antecipada contrapartida da oferta (garantia?) de dezesseis votos. Também não vi ninguém da base aliada negar isso que a imprensa tem noticiado, a barganha votos x nomeação.
Como não está explícito, a gente pode pensar o que der na telha.
Agência do Ministério do Trabalho em Zona Norte Parada InglesaNeste caso, não conseguindo entender os motivos por que o presidente obra tanto no afã de atender interesses do Roberto Jeferson - mensaleiro confesso declarado, condenado e cassado, e delator de comparsas - a gente pode pensar que uma das possibilidades de temor do presidente - e aí considera-se a enorme energia que está sendo gasta para segurar a nomeação da moça - é a hipótese de, em vindo a ser barrada na justiça a alçada da dita moça ao cargo de ministra, o Roberto Jeferson vir a deitar falação sobre assuntos que não interessam ao presidente nem à sua base aliada.
Incógnita? Uma das três hipóteses? Todas três? Aguardemos os próximos capítulos.

Imagem: IAPEB.
http://iapeb.com.br/agencia-do-ministerio-do-trabalho-em-volta-redonda/

5 de fev de 2018

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - TODO SENTIMENTO




"Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza"


Chico Buarque e Cristovão Bastos em "Todo Sentimento".





CHICO BUARQUE E O PIANISTA CRISTOVÃO BASTOS

http://cristovaobastos.blogspot.com.br/p/biografia.html

Para ouvir com os autores:
YouTube, link acima.


A URT NÃO MERECEU!


Não é só por causa de um gol aos 45 minutos do segundo tempo, não! A URT foi combativa todo o tempo, jogou bem, foi mais efetiva no ataque do que o Atlético. Sem chorôrô! Comentário, apenas, para valorizar a organização do time em campo, o empenho dos jogadores, a disciplina de jogo, enfim tudo o que o torcedor gosta de ver.
Resultado de imagem para patinhos da urt patos de minasUm detalhe interessante: um "pato" adulto e um "pato" que me pareceu um garoto fizeram as alegorias do jogo. Muito bacana! Gostei muito de quando atiraram balas (guloseimas) para a torcida. Pareceu-me uma cena de patos jogando milho para humanos.

Imagem: chamada do "Patos Hoje".
https://www.patoshoje.com.br/noticia/centenas-de-criancas-se-divertem-no-estadio-zama-maciel-em-festa-realizada-pela-topa-35137.html

4 de fev de 2018

NESTE MUNDO CHEIO DE POPULISMO... PRECISAVA DIVULGAR QUE FICOU SEM A APOSENTADORIA?

A ordem é marketin a qualquer custo. Do ridículo, inclusive.
Pois não é que o presidente da República ficou sem seus proventos porque não fez a tal "prova de vida" - uma coisa simples que se faz apenas uma vez por ano?
Primeiro, não consigo crer que um presidente da República não tenha um servidor qualquer a organizar sua agenda. Nem sei se precisaria mesmo ir ao banco, porque atualmente é possível mostrar a própria imagem em tempo real. Não sei se a burocracia já foi vencida.
Normalmente, as pessoas não alardeiam as suas falhas. É muito mais frequente ficarem caladinhas. Ah! Mas o presidente tinha de alardear. Afinal, dava dois recados: o primeiro é de que a previdência está organizada (o que não é muito fácil de crer, em face de notícias de desvios de dinheiro, maus negócios atuariais...); o segundo é no sentido de que o presidente da República é um cidadão como qualquer outro. Se não cumprir o dever da "prova de vida", fica sem o tutu.
Esse segundo recado fez-me lembrar uma anedota daquelas do tempo da ditadura: dizia que o presidente da República foi ao caixa do banco para receber seu PASEP. Ao vê-lo, o gerente descabelou-se! Chegou-se a ele e disse: presidente, o senhor não pode ficar na fila! O presidente, com delicadeza, disse que se estava comportando como qualquer cidadão, que era como deveria ser. Iria enfrentar a fila. O gerente: presidente, se um inspetor do banco passar por aqui, estarei frito! Presidente: não se preocupe, falarei com ele da sua solicitude.
O presidente ficou na fila e o gerente, de sua mesa, observando. Viu que deu um probleminha e foi ao caixa. O presidente havia esquecido o documento de identidade. Disse que voltaria mais tarde ao banco, com o documento. O gerente insistiu: nós todos o conhecemos, presidente! Tem até o retrato do senhor aqui no banco. O presidente estava inflexível: iria retornar com o documento. O gerente insistiu: presidente, acontece de pessoas muito conhecidas (as tais famosas) chegarem aqui sem documento de identidade. Pedimos que faça alguma coisa através da qual mais de três pessoas pudessem reconhecê-las. Exemplificou: chegou um cabeludo aqui, querendo sacar, e disse que era o Roberto Carlos, sem documento. Pediram-lhe, então, para fazer alguma coisa que pudesse identificá-lo. Não se fez de rogado: com aquele gesto de pegar no microfone, disse: "são tantas emoções". Pronto: pagaram. Esteve aqui um cidadão preto, muito forte, também querendo sacar, e, no que viu que esquecera de trazer documento, disse que era Edson Arantes do Nascimento - o Pelé. O gerente mandou buscar uma bola, entregou-a ao cliente e pediu que fizesse alguma coisa com ela. Foi o bastante para o cara fazer embaixadas, controle de bola com a cabeça, acabando por, com um chute leve, lançar o caroço em uma cesta de lixo. Reconhecido, fez o seu saque. Foi nesse ponto que o gerente falou: presidente, faça para nós alguma coisa através da qual possamos identificá-lo como presidente da República. O presidente ficou pensando, pensando, pensando,... uns quinze minutos. O gerente virou para o caixa e ordenou: é ele mesmo! Pode pagar!
















Imagem: Folha Rondoniense.
http://www.folharondoniense.com.br/noticias/clientes-que-ficarem-mais-de-30-minutos-em-fila-de-banco-de-rondonia-podem-ser-indenizados/

3 de fev de 2018

MILLÔR EM PEDACINHOS - VAI PRA ONDE O GOVERNO? COMO?






Final de 1980 (não consta data na página).


Pág. 27 do livro


QUE NEM O BARRICHELLO (ZOAÇÃO DE HUMORISTAS), JUNGMANN CHEGA ATRASADO

Raul Jungmann deu uma de "Barrichello": durante uma palestra no Rio de Janeiro ("O futuro começa hoje"), "...sobre novas ações para a Polícia Militar do estado, no Rio de Janeiro, o ministro disse que há certo 'masoquismo' em relação à divulgação da violência no Rio. Confrontado, ele disse que é preciso haver um 'equilíbrio narrativo'." (G1 RIO DE JANEIRO - https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/ministro-da-defesa-diz-que-sistema-de-seguranca-do-brasil-esta-falido.ghtml). Na oportunidade, segundo está no G1, o ministro falou que o sistema de segurança do Brasil está falido.
Meu Deus! Muito atrasada a constatação do Sr. Ministro! As atividades de segurança pública estão capengando há décadas.
Eu "cá consigo" penso que Jungmann não poderia ter falado a mesma coisa que falou, quando de uma "mega mobilização", em julho do ano passado (noticiada  no mesmo G1 - https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/exercito-marinha-e-aeronautica-se-dividirao-durante-operacoes-no-rj.ghtml):

"Em coletiva no Comando Militar do Leste nesta tarde, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o foco das ações será a inteligência no enfrentamento para desarticular as quadrilhas, principalmente, de tráfico de drogas e roubo de cargas. § 'As Forças Armadas vão atuar sob demanda, segundo as informações que forem levantadas pela Secretaria de Segurança. O cardápio é toda e qualquer ação que seja necessária para golpear e tirar a capacidade do crime organizado', explicou Jungmann."

Fui dar uma olhadinha no currículo do ministro. Está na página da FGV (http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/raul-belens-jungmann-pinto). Filiou-se ao MDB em 1974 e, em 1976, ingressou no curso de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco, não tendo chegado a completar o curso; iniciou vida pública em 1977, e, de lá para cá, exercício de vários cargos públicos, deputado federal inclusive. Os mais curiosos e pacientes poderão recorrer ao currículo na página acima. Muito longo, com passagens mais demoradas em atividades ligadas ao INCRA, Meio Ambiente, questões fundiárias, e algumas incursões na área de segurança pública. Não consta ser bacharel em Direito, nunca foi Delegado de Polícia, nem membro do Ministério Público, nem Juiz (circunstâncias que permitem conhecer mais intimamente a segurança pública). Nem que seja especialista no objeto da pasta que dirige.
No evento "O futuro começa agora", "Jungmann acrescentou que nos próximos dias será divulgada as diretrizes (sic) de um novo Plano Nacional de Segurança Pública, o segundo lançado pelo governo Michel Temer desde que assumiu a presidência. A primeira versão é de janeiro de 2017 e boa parte das propostas ficaram no papel..." (O GLOBO - https://oglobo.globo.com/rio/forcas-armadas-farao-patrulhamento-aereo-pelo-mar-no-rio-diz-jungmann-22349665).
Parece-me que o governo finge que resolve os problemas da segurança pública: um plano em janeiro 2017 e a promessa de outro, "para os próximos dias".
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Pior: muita gente pensa que segurança
pública é isso aí. Isso é defesa, depois que a insegurança
está instala. A segurança
vai muito além.
Acorde, ministro! Não merece o mínimo grau de credibilidade qualquer afirmação de um novo plano. As dificuldades para equacionar a segurança pública são tão grandes e tão complexas que - penso - se vier a ser elaborado um plano, em que todas as propostas sejam acertadas, todas sejam experimentadas e todas resultem em 100% de aproveitamento, o prazo mínimo para execução desse plano será de entre 20 e 30 anos. Qualquer proposta para tempo menor é só jogo para a torcida (que já não está gostando nem do time, nem do jogo).

Imagem: Revista Elos.
https://revistaelos.wordpress.com/2015/01/13/seguranca-publica-uma-politica-de-estado/

1 de fev de 2018

ISSO É QUE É ORIENTAÇÃO! NÃO ADIANTE MUDAR O NÚMERO!

Andando por BH, passei pela Rua dos Guaranis, no centro, ali perto da rodoviária.
Ninguém deixaria de encontrar o endereço, mesmo se tivesse anotado havia muito tempo. A orientação é precisa e muito caprichada.