22 de nov de 2017

QUE PANELAS?

Estava eu hoje, por acaso, assistindo ao programa da Ana Maria Braga. Estava em foco um chef que iria preparar um almoço para o D. Pedro II (que, infelizmente, não poderia comparecer ao ágape).
Não mais que de repente, entra aquela chamada jornalística: o âncora do Jornal Hoje aparece dando a notícia de que Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho foram presos pela Polícia Federal no início da manhã de hoje.
Dada a notícia, Ana Maria Braga reaparece e diz: "Voltemos às nossas panelas"?
Para que?, perguntei-me.
Para cozinhar, ora!

Imagem: Temperos & especiarias.
http://temperoseespeciarias.blogspot.com.br/2012/05/ana-maria-braga-lanca-linha-exclusiva.html

20 de nov de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - ALGUMAS PALAVRAS DA MODA (PÁG. 215/218)


Nessa seção do livro, Millôr emite conceitos sobre algumas de nossas evidências.


"VOTO SECRETO


Coisa de australiano - usado a primeira vez na Austrália em 1856 -, só chegou à Grande Democracia dos Isteitis em 1888, quando nós, humanisticamente, estávamos preocupados em libertar os escravos, coisa da qual nos arrependemos até hoje. O voto secreto é a esmola que a democracia dá ao cidadão-contribuinte."

Do livro abaixo, página citada, com data, ao final dos vários conceitos, de 20/10/1983.




16 de nov de 2017

AMÉRICA MINEIRO DE VOLTA À SÉRIE "A" DO BRASILEIRÃO

Em 22 de novembro de 2015, o cadikim louvava o América Mineiro, pelo acesso à série A do Brasileirão (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2015/11/america-mineiro-na-serie-do-brasileirao.html). Manifestei minha simpatia pelo Clube, falei das minhas andanças por lá e deitei conhecimento sobre craques dos quais há muito não se ouve falar. O América foi berço de grandes craques. Dois anos depois, volta a repetir o feito. Lamentavelmente, depois de subir para disputar série A em 2016, foi novamente rebaixado e disputou série B em 2017. Neste ano, faz campanha muito boa e pode até terminar como campeão. Foi campeão da Série C, em 2009, quando teve acesso à Série B.
Muito sobe desce. No período entre 1959 e 2017 (58 anos), o América Mineiro participou 15 vezes do brasileirão, na série A. Muito pouco, para um clube com a tradição do América.
Vejo, também, que muitos - muitos mesmo - clubes de outras cidades participaram no mesmo período, 1, 2, 3 e 4 vezes da Série A. Uma vez só, mais de 30. Um jogo de sobe e desce, ou seja, muitos times que conseguem o acesso não duram muito tempo. Sempre pensei que poderiam mudar o modo de subir (se o calendário permitir): fazer um octogonal rápido, mata-mata, entre os quatro últimos da série A e os quatro primeiros da Série B. Acho que o fato de ser o primeiro na Série B pode não significar ser melhor do que o último da Série A. Penso que poderia pelo menos reduzir o sobe-desce.

Imagem: TVONLINE GRATIS 1
https://tvonlinegratis1.com/assistir-america-mg-x-nautico-ao-vivo-online/

15 de nov de 2017

13 de nov de 2017

ACHEI QUE O JUIZ IRIA REALIZAR MEU SONHO

Tenho dito que um de meus sonhos é ver um jogo de futebol terminar mais cedo, por falta de jogadores, causada por expulsões que deixarem em campo número menor do que o admitido . Ainda gosto de assistir aos jogos mas estou ficando sem paciência. Qualquer falta que um juiz apita - certo ou errado - correm para cima dele vários jogadores do time penalizado. Muitas das vezes, penso eu, é para "engordar tempo", depois que começa a contagem dos descontos. Mesmo durante o tempo normal, quando um time está ganhando apertado, muitos dos movimentos dos jogadores são para "enrolar". Mas na maioria das vezes é para peitar o juiz, mesmo. Constrangê-lo.
Penso que, no caso de jogadores correrem para cima do juiz "de turminha", o juiz deveria recebê-los - a todos - com o cartão amarelo em uma das mãos, com a outra no bolso do vermelho.
Só que, por motivos que "a própria razão desconhece", os juízes não têm coragem de fazer isto.
Num jogo do Corinthians, um jogador "machucou" e, depois de atendido no campo, teve de sair. Voltou sem autorização do juiz. Como já estava amarelado, era caso de cartão vermelho. Os jogadores do Corinthians correram "de turminha" para cima do juiz, que foi recorrer ao auxiliar, para que informasse se havia autorizado. A "turminha" toda correu atrás, reforçada pela "turminha" adversária. O juiz fez sinal, mais de uma vez, para que se afastassem. Afastaram-se? Aqui, oh! Ora, quem pode autorizar é o juiz (costumo dizer que o juiz não é a maior autoridade em campo; é a única). Mas inventaram um pissilone de que o juiz fizera um sinal com o braço direito. Fizera, sim, mas era para o Cássio recolocar a bola em jogo (estava fazendo cera). Estava de frente para o Cássio e não voltou a frente para o jogador que estava fora do campo. Ficou tudo como d'antes no quartel de Abrantes. A volta do jogador foi referendada.
Em um dos últimos jogos do Atlético, o juiz mostrou o amarelo para o Adilson, do Galo. Acho que se enganou. A "turminha" também achou e partiu para cima. Só que o juiz, recuando depressa, claro, ato contínuo, já mostrou o cartão também para o Robinho, um dos mais próximos. Achei que iria realizar meu sonho: amarelar a "turminha" inteira. Só que o mais próximo era o Fred, que já estava amarelado. O juiz não teve coragem. Seguiu recuando e deixou como estava.
Penso que as pessoas que dizem gostar de futebol e que ganham dinheiro com ele - dirigentes, jogadores, narradores, comentaristas... - deveriam decidir se preferem juízes com autoridade ou juízes sem autoridade. Na segunda opção, é só deixar como está. Se optarem pela primeira, meditarem, com sinceridade, sobre as possíveis causas dessa perda de autoridade, que eu vi em um Mário Vianna, um Armando Marques... Não vou nomear mais porque posso me enganar, já que comentei o Arnaldo César Coelho (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/01/como-ficam-os-juizes-de-futebol.html). Além do comentário no texto indicado, já vi o mesmo comentarista de arbitragem dizer que, para aplicar amarelo, naquele "empurra-empurra" na área, o juiz deve advertir os jogadores antes. Ficaria lindo um policial dizer para um indivíduo, com arma na mão, ameaçando atirar em outro, dizer-lhe: olha, se você atirar eu vou prendê-lo e você será processado, viu?
Penso que é preciso escolher o que se quer: um futebol limpo, desembaraçado, técnico, ou essa bagunça que nos aparece em cada jogo.

Imagem e texto abaixo: UOL esporte
Manual prático de como fazer cera no futebol (contém humor).

12. Quando algum companheiro arrumar confusão com um adversário, todos os outros jogadores deverão se dirigir à cena do desentendimento para fingir apaziguar... - Veja mais em https://cornetafc.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/manual-pratico-de-como-fazer-cera-no-futebol/?cmpid=copiaecola

Na verdade, é para arrumar mais confusão...




Fernando Donasci/UOL... - Veja mais em https://cornetafc.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/manual-pratico-de-como-fazer-cera-no-futebol/?cmpid=copiaecola

10 de nov de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - US FORA DA LEI NUM TÃO CUM NADA

Já deve estar bastante claro que Millôr está entre os meus preferidos. Leio e releio a mesma coisa.
Resolvi, então, criar uma seção neste blog, dedicada a compartilhar excertos de textos e alguns quadrinhos. A fonte comum dos pedacinhos que pretendo compartilhar é o livro "O MUNDO VISTO DAQUI (PRAÇA GENERAL OSÓRIO) 1980 - 1983, autoria de Millôr, claro. A atualidade dos textos justifica revê-los, ainda que parcialmente.
Mas os curiosos, os admiradores provavelmente poderão encontrar o livro, para conhecerem a íntegra: AGIR EDITORA LTDA, Rua Nova Jerusalém 345 - Bonsucesso - Rio de Janeiro - CEP 21042-235 - Fone (21)3882-8200 (dados constantes do livro, não sei se atuais).
Poderia ter adotado o título da seção como "Millôr em Excertos". Ficaria muito pedante e o Millôr quase que só transita por esse terreno quando parte para a ironia.
Outro fator que me levou ao título é a freqüência com que Millôr fala do episódio do Riocentro, durante a ditadura, em que dois militares agentes do DOI-Codi do 1º Exército, dentro de um carro no estacionamento, planejavam detonar uma bomba no auditório do pavilhão, onde 20 mil pessoas assistiam ao show comemorativo do 1º de maio, com o objetivo de criar pânico na plateia e responsabilizar um grupo de esquerda pelo atentado. A bomba explodiu acidentalmente, tendo morrido os dois militares.
Preferi, então, "Millôr Em Pedacinhos".
Inaugurando a seção:

"Us fora da lei num tão cum nada"

O pessoal anda meio escandalizado com os out-law, os fora da lei, que podem acabar dominando a sociedade com o jogo, seu lenocínio, sua droga. Mas eu, que sou rendeiro e como carne de carneiro, não estou tão assustado assim. Acho até que eles têm direito a seu quinhão de glória, poder, dinheiro. Lutam por isso desde que nascem, geralmente na mais absoluta miséria, não contam com o Estado para nada e vão lá, no buraco da onça, cutucar a fera, arriscando a vida. Muitos morrem.
......................................................................
O que me preocupa são os novos donos do poder, a máfia do "social", caminho suave, atapetado, amplo, limpo, universitário. Tão limpo que ninguém morre e ninguém mata, nessa área. No máximo, se xingam. Tutto buona gente.
Vocês já moraram: mais uma vez estou falando dos socialistas de direita, perto de quem os malfeitores comuns são sujos diletantes disputando migalhas econômicas.
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A ascensão é suave. O cara, lá em sua universidadezinha, ...............................
Depois começa a participar de simpósios, assume assessorias e logo domina as imensas salas das imensas autarquias. Aí tem à sua disposição exclusivos meios de transporte (uma fixação!), cujos símbolos máximos são o jatinho lá no alto e o transporte vertical, no mais amplo sentido da palavra - o elevador privativo. Aí está no trono do poder do século - a tecnoburocracia.
Até que é um empreguinho modesto. Ninguém ali, no papel - podes crer -, ganha mais de 300, 200 picos, depois do IR, INPS, etc. Mas, como são todos gênios da multiplicação econômica, têm casas suntuosas, aparecem na TV sempre de ternos brilhantes, ................................. porque só participam dos lucros, e não arriscam nada porque o nirvana é vitalício. Se saem do escalão dos mil mais poderosos e caem em "desgraça", essa desgraça é o escalão dos dez mil mais poderosos, altamente paparicado pelo escalão dos mil, pois os que estão no primeiro hoje estarão no segundo amanhã e vice-versa. São mágicos do monopólio de tudo ...................................
e têm sempre na boca a última verdade econômica e social, naturalmente completamente diversa da verdade apregoada no dia anterior.
Esses, sim, amigos, os verdadeiros e elegantes godfathers do nosso piccolomondo. Portanto, por que temer os fora da lei? No Brasil, temos que temer é os que estão acima da lei, ou melhor, os que, quando a lei não lhes serve, fazem outra."

04/11/1981
Pág. 45/147.



8 de nov de 2017

CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: OS FORNECEDORES CONHECEM BEM? CUMPREM?

Passo diariamente pelas portas do Supermercado Bretas, no PÁTIO CENTRAL SHOPPING. Pela porta da frente e pela dos fundos.
Tenho o péssimo hábito de observar. Foi por isto que, durante os dias de novembro, até hoje, observei uma mensagem publicitária, fora da porta dos fundos, que dá acesso ao supermercado: "COBRIMOS A OFERTA DO CONCORRENTE NA HORA, NO CAIXA". Em baixo, em letras menores: "*Limitado às condições do regulamento disponível nas lojas e no site www.bretas.com.br. Campanha válida entre 04/10/2017 e 30/10/2017.". Assim como poderá ser visto na foto.
Ora, se conforme o conteúdo da mensagem vou tentar que proposta alheia seja coberta, não me assustarei se ouvir que o prazo da campanha já se encerrou. Reclamar adianta? Ir à Justiça por causa disto e amargar as demoras e a incerteza dos processos? O cliente acaba se acomodando.
Não obstante, o Código de Defesa do Consumidor estabelece, no artigo 4º, princípios da Política Nacional das Relações de Consumo, cujos objetivos, dentre outros, são o respeito à dignidade do consumidor e a transparência e harmonia nas relações de consumo.
Um desses princípios (inciso III do art. 4º) é 

"...a harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica, sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores".

Vê-se, claramente, que a maioria dos fornecedores não quer a coisa às claras.
Quando observo, nos estabelecimentos comerciais, aquele livrinho bem à vista - o Código de Defesa do Consumidor - comento, invariavelmente, que quem deve ler muito aquele livrinho é o fornecedor, mais do que o consumidor. Não é a lei que impõe ao fornecedor a clareza nas mensagens e a segurança do consumidor quanto às mesmas. É o princípio da boa-fé, que nem sempre estando presente do lado do fornecedor, a lei quer impor ao mesmo.
Por isso é que o Judiciário está cheio de demandas de consumidores contra fornecedores.



7 de nov de 2017

O COMPLÔ DE JANOT

Não pretendia falar disso agora. Programara escrever algo sobre o que chamo de "Relatório Andrada" - o que considerei mais uma peça de defesa do que um relatório. Mas os relatores são assim mesmo...
Não pretendia falar agora, porque me programara para ler a denúncia de Janot, para poder entender a defesa, se consegue esgotar a denúncia. Só que a denúncia de Janot está em 245 páginas e, por enquanto, só li 30. Não tenho pressa porque sei que nada resolverei. Apenas revolverei.
Pretendia colher informações para publicar em capítulos seguidos, porque só uma postagem não poderá abarcar sequer o Relatório Andrada.
Mudei de ideia, para a de comentar um tópico apenas, imediatamente. E se mudei foi porque vi e ouvi, ontem, o Temer declarando que " '...foi denunciado criminalmente duas vezes porque o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, autor das acusações formais, queria impedir sua influência na escolha do novo chefe do Ministério Público...' e que 'Urdiram muitas tramas, na verdade, para derrubar o presidente da República, derrubar o regime posto. As duas denúncias que foram desautorizadas pela Câmara, hoje está robustamente, relevantemente, fortemente demonstrado, era uma articulação que tinha um objetivo mesquinho, minúsculo, menor, de derrubar o governo para impedir o presidente de indicar o sucessor daquele que ocupava a PGR', disse o peemedebista". NOTA: vi e ouvi - pela TV, óbvio - essa declaração de Temer. Mas fui pesquisar e colhi o texto - que corresponde ao que ouvi - no ESTADÃO (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-diz-que-foi-denunciado-porque-janot-queria-impedir-nomeacao-de-novo-chefe-do-mp,70002074186)
A fala de Temer remeteu-me à defesa - entenda-se Relatório Andrada - a que me referira, da qual transcrevo tópicos que selecionei.


"É importante também, fazer referencia à Policia Federal, que
hoje é indiscutivelmente a atração principal dos noticiários de televisão,

mas à época, era um simples braço do Ministério da Justiça para apoiar o
Poder Executivo, em face de questões judiciais e de segurança.

..................................................................

Ao Supremo Tribunal Federal foram dadas novas

competências, entre elas, por exemplo, a possibilidade de retirar normas do 
mundo jurídico por meio de Ações Diretas, mesmo sem autorização do
Poder Legislativo, órgão legítimo para tanto.

..................................................................

Já em relação ao Poder Legislativo, constatamos um nítido

enfraquecimento, que além de se submeter às Medidas Provisórias, que é
providência autocrática do Presidente da República, teve reduzidas as
prerrogativas e as garantidas da imunidade parlamentar, consagrada em
todos os países do Ocidente. Dessa forma, os processos contra os
parlamentares deixaram de ser objeto de análise por parte dos colegiados da
Câmara ou do Senado, passando, automaticamente, na prática, para a
avaliação e julgamento judicial do Supremo Tribunal Federal.
Embora a Constituição ainda possibilite que a Câmara dos
Deputados ou que o Senado Federal, por maioria absoluta de seus
membros, possa sustar o andamento do processo no Supremo Tribunal
Federal, politicamente, isso constitui providência impossível, pois qualquer
tentativa nesse sentido provocaria protestos e críticas dos meios de
comunicação, com repercussão na opinião pública. Portanto, o Poder
Legislativo, na prática, perdeu as suas imunidades parlamentares, embora a
Constituição de 1988 permita a figura anteriormente citada da técnica da
sustação do processo.
Além dessas distorções que citamos, resultou que o Poder Legislativo muito perdeu na sua eficiência institucional com a falta das
imunidades parlamentares que existiam no passado brasileiro. É curioso que essa perda de garantias do Parlamento submete o Legislativo às pressões judiciais e à descaracterização das funções parlamentares dentro da sociedade. Essa situação cresceu de tal maneira que o Ministério Público, hoje órgão poderoso no nosso sistema que, aliás, se utiliza e

domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário, trouxe para o

país um desiquilíbrio nas relações entre os poderes da República.
Também é nítido o que ocorre com o Ministério Público. Este,
que nas constituições anteriores, era um órgão de autonomia limitada,
passou a ter plena independência, podendo ser considerado, indiscutivelmente, como um novo Poder, com atribuições fortalecidas.
Hoje, as acusações que o Ministério Público propõe contra qualquer pessoa, qualquer entidade, e mesmo órgãos públicos, passam a constituir providências de consequências muito sérias, ficando, de certa forma, dentro
da política do processo judicial, com uma força sobre certo aspecto até
maior do que o próprio Juiz, sobretudo quando focaliza questões
escandalosas ou de interesse coletivo, com apoio no noticiário telejornalístico, que fortalece estas atuações espetacularizadas pelos meios de comunicação.
Aliás, é curioso verificar como o Ministério Público de ontem é bem diferente do atual, com o poderio que hoje alcançou. Percebese que na Constituição da República de 1988 reservou-se a este órgão mais dispositivos do que todas as Constituições anteriores somadas.

..................................................................
Já em relação ao Poder Legislativo, constatamos um nítido enfraquecimento, que além de se submeter às Medidas Provisórias, que é providência autocrática do Presidente da República, teve reduzidas as prerrogativas e as garantidas da imunidade parlamentar, consagrada em todos os países do Ocidente. Dessa forma, os processos contra os

parlamentares deixaram de ser objeto de análise por parte dos colegiados da

Câmara ou do Senado, passando, automaticamente, na prática, para a
avaliação e julgamento judicial do Supremo Tribunal Federal. Embora a Constituição ainda possibilite que a Câmara dos
Deputados ou que o Senado Federal, por maioria absoluta de seus membros, possa sustar o andamento do processo no Supremo Tribunal Federal, politicamente, isso constitui providência impossível, pois qualquer
tentativa nesse sentido provocaria protestos e críticas dos meios de comunicação, com repercussão na opinião pública. Portanto, o Poder Legislativo, na prática, perdeu as suas imunidades parlamentares, embora a
Constituição de 1988 permita a figura anteriormente citada da técnica da
sustação do processo. Além dessas distorções que citamos, resultou que o Poder
Legislativo muito perdeu na sua eficiência institucional com a falta das imunidades parlamentares que existiam no passado brasileiro. É curioso que essa perda de garantias do Parlamento submete o Legislativo às pressões judiciais e à descaracterização das funções  parlamentares dentro da sociedade. Essa situação cresceu de tal maneira que o Ministério Público, hoje órgão poderoso no nosso sistema que, aliás, se utiliza e
domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário, trouxe para o
país um desiquilíbrio nas relações entre os poderes da República.
Também é nítido o que ocorre com o Ministério Público. Este, que nas constituições anteriores, era um órgão de autonomia limitada, passou a ter plena independência, podendo ser considerado,
indiscutivelmente, como um novo Poder, com atribuições fortalecidas. Hoje, as acusações que o Ministério Público propõe contra qualquer pessoa, qualquer entidade, e mesmo órgãos públicos, passam a constituir providências de consequências muito sérias, ficando, de certa forma, dentro
da política do processo judicial, com uma força sobre certo aspecto até maior do que o próprio Juiz, sobretudo quando focaliza questões escandalosas ou de interesse coletivo, com apoio no noticiário telejornalístico, que fortalece estas atuações espetacularizadas pelos meios
de comunicação.


.........................................................................


É importante apontar também, que ao lado do Ministério Público, outra instituição vem ganhando expressiva notabilidade nacional,

com certa independência, não chegando a ser um novo poder, mas transformando-se em um órgão de muita predominância na vida social, que é a Policia Federal. Cumpre neste tópico afirmar que a Polícia Militar
diferencia-se daquela, porque obedece a uma estrutura legal que é inspirada no comportamento das Forças Armadas. Mas a Polícia Federal, atuando à mercê do Ministério Público, compactuada com setores do Judiciário, às vezes tomando posições exageradas e mesmo exóticas, chega ao ponto de fiscalizar a Presidência da República, seus Ministros de Estado e outros
órgãos de destaque institucional, como vemos nessa denúncia agora apresentada.
Por outro lado, em face de tudo isso, a Presidência da República e os Ministérios, ficam bem enfraquecidos e fragilizados
institucionalmente nas respectivas competências. Basta verificar que nestes
autos a Presidência não é tratada com a devida reverência que o cargo requer. Por outro lado, o Ministro da Justiça, está hoje sob a dependência das exigências da própria Polícia Federal, que se articula com o Ministério Público para levar ao povo as questões que são de interesse do noticiário pelos aspectos atraentes ocorridos entre nós."


Logo que li o Relatório Andrada, imaginei que a conclusão possível era a de que se deveria processar, imediatamente, o Janot, membros da Polícia Federal e membros do Poder Judiciário (que, provavelmente por cautela, o relator não identificou). Processar por formação de quadrilha e por prevaricação, já que - segundo o relator - a Polícia Federal (subordinada ao Ministério da Justiça), "atua à mercê do Ministério Público, compactuada com setores do Judiciário, às vezes tomando posições exageradas e mesmo exóticas". Um saco de gatos, portanto, ora!
Mas o deputado Andrada não iria pôr o pé na peia. Identificou nenhum dos delinquentes. Acusou o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Federal.
Temer, não! Deu o nome ao boi - um único e solitário boi, ainda que escondendo a língua: não me lembro de ele ter declinado o nome. Mas falou, claramente, das duas denúncias, com minúsculo objetivo: derrubar o Presidente da República - o que reputo crime de lesa-majestade.
Em meu relato, livro a cara do deputado relator, porque, embora erradamente, estava fazendo a defesa do presidente. Mas Temer é Presidente da República e tem o dever de iniciar providências para que o gravíssimo crime de lesa-majestade seja objeto de investigação e, se confirmado, de punição.
Ou será que Temer não tem como fazer isso?

6 de nov de 2017

JOGADORES DO CRUZEIRO SÃO ALUNOS ATENTOS

Em 27 de agosto deste ano, cadikim publicou "Fábio imita Victor" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/08/fabio-imita-victor.html) quando, em jogo Cruzeiro x Grêmio, Fábio defendeu o quinto pênalti, quase no "mesmo modelo" de Victor, na Libertadores 2013. Foi muito parecido. Vê-se que Fábio (ótimo goleiro, no topo há cerca de dez anos) prestou atenção.
Gladyston Rodrigues/EM D.A PressOntem, no jogo Cruzeiro x Atlético Paranaense, Arrascaeta, aluno atento, imitou Robinho, do Galo: cortou para dentro e atirou enviezado, no canto oposto ao do goleiro (http://pldadepressao.com/gol-de-arrascaeta-cruzeiro-x-atletico-pr-0511-brasileirao-2017/). Praticamente no mesmo modelo do segundo gol do Robinho contra o Cruzeiro (https://www.youtube.com/watch?v=DCR3y_TpyKs), esse muito parecido com o primeiro, do mesmo Robinho, no mesmo jogo.
Esse tal jogo, dos dois gols de Robinho, pelo visto, não foi de todo perdido para o Cruzeiro, não.

Imagem: Cruzeiro.
http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2017/11/05/noticia_cruzeiro,439658/cruzeiro-vence-atletico-pr-e-segue-entre-os-primeiros-no-brasileiro.shtml