23 de ago de 2017

LEMBRANÇAS DE AMIGO


Vinha eu distraidamente pela calçada, como que passeando, quando vejo, em uma lancheteria (as palavras mudam...) um fusca amarelo, sem capô, cuja base estava florida, flores plantadas na carcaça.
Lembrar-me de meu amigo Ausier foi um átimo. Quase tão rápido quanto o Brasileirinho, na palheta ágil de meu amigo.
A lembrança ornamentou minha alma. Só pensamento bom.
Obrigado, Ausier!


22 de ago de 2017

COMEMORAÇÕES DE GOLS NÃO SÃO DE PAZ

Preocupa-me, há algum tempo, ver jogadores de futebol comemorando gols com gestos de "matar". Pode ser consequência da criatividade de narradores e comentaristas esportivos, que passaram a chamar goleadores de "matadores". Pode ser porque, em alguns casos, significa "matar o jogo". E falam que dão a vida pela paz no futebol.
Penso que o primeiro que vi fazendo isso foi o Diego Tardelli, que encenava estar disparando seguidamente revólveres representados pelos dedos indicadores das mãos. Fato é que a moda pegou e não demorou muito para ver goleadores "manejando" metralhadoras. Dias atrás, vi o Malcom, ex-Corinthians, disparando uma metralhadora, após marcar seu segundo gol em uma partida (golaço, por sinal). Vi ontem, no jogo Fluminense x Atlético Mineiro, e tenho visto repetidas vezes, o Henrique Dourado - já devidamente cognominado "O Ceifador" - fazendo gesto de degolar alguém.
Acho isso tudo nada bom. Uns parecem comemorar a bandidagem disparando armas, indiscriminadamente, e o Henrique Dourado parece imitar agentes do Estado Islâmico degolando adversários. Estabelece-se um ambiente de violência e não sei se isso pode ser transmitido à torcida, ou, pelo menos, sugerido.
Tenho visto, também, jogadores marcando e comemorando com expressões de ódio.
Incomoda-me ver vários desses jogadores - de tudo o que está aí em cima - ajoelhando-se e apontando para o céu. Vejo incompatibilidade.
Gostei mais de ver o grande sorriso do Valdívia, ao fazer, no mesmo jogo, o seu primeiro gol com a camisa do Galo: um grande e demorado sorriso, bem escancarado. Vi a expressão como alegria, satisfação, jamais como deboche ou depreciação do adversário. Acho que isto não cria animosidade e ajuda mais o esporte.


Imagem: globo.com - g1
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/21-08-2017/fluminense-atletico-mg/

21 de ago de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - FAVORITA DO SULTÃO



"Todo grande amor tem a vida de uma flor."





Antônio Nássara
Nássara


Nássara e José Batista em "Favorita do Sultão".






Para ouvir com Déo: youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=xTJRrbQ3h1s

Imagem: EBC - TV BRASIL.
http://tvbrasil.ebc.com.br/musicograma/episodio/homenagem-a-nassara


NOTA DO BLOGUEIRO: Marchinha da minha infância, já carnavalesca.
Encontro na página do áudio, com foto de Déo, comentário de Samuel Machado Filho: "Marchinha do carnaval de 1949, de autoria de Nássara e José Batista. Gravação de Déo, feita na Continental em 6 de outubro de 48 e lançada um mês antes dos festejos momescos, em janeiro, disco 15976-B, matriz 1971."

19 de ago de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - COISAS DO CARNAVAL


"Quando falei com ela,
meu Deus, que decepção!
A tal morena se denominava
Quincas Peroba Xisto d'Assunção."


Arquivo Cultura homenageia Ary Barroso


Ary Barroso, em "Coisas do Carnaval".





Para ouvir com Quatro Ases e um Coringa.
https://www.letras.mus.br/ary-barroso/682477/

Imagem: PORTALCULTURA.

http://www.portalcultura.com.br/node/48146

17 de ago de 2017

REFORMA POLÍTICA: UM "SHOW" DE AUTO-AJUDA! MUITO DESAVERGONHADO, POR SINAL.

Fale quem quiser que há políticos honestos. Mas que esses também deixam passar "jabotis", deixam. Deve ser porque são em número muito menor (são precisos três quintos dos parlamentares para aprovar uma emenda constitucional). Logo, os pelo menos bem intencionados não devem chegar a dois quintos.
Para começar, repito o que disse há algum tempo: não precisamos de reforma política, mas de reforma dos políticos. Com esse pessoal que está aí, sem chance. Como não sei se publiquei, fui pesquisar se não estava plagiando. Encontrei em "Luiz Flavio Gomes.com" (http://luizflaviogomes.com/reforma-politica-ou-reforma-dos-politicos/): "Reforma política ou reforma dos políticos?". Li e achei o texto interessante, vale a pena ler. Mas não o plagiei nem ele me plagiou. Não sabia da existência dele. Nem ele da minha. E o importante mesmo é a ideia.
Estamos próximos de uma proposta de reforma política. Nem vou discutir os valores que pretendem aportar para a campanha de 2018, além do que já recebem do fundo partidário, mesmo às voltas com a proposta de fixação do novo déficit orçamentário. Chamo em meu socorro apenas um texto que fiz publicar no cadikim, em fevereiro de 2013 (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/02/vocacao-precoce.html), do qual apresento a conclusão, dita a um garoto:

"Você acaba de revelar uma evidente vocação para presidente da república, governador de estado, prefeito, deputado federal ou estadual, senador, até ministro: não sendo seu o dinheiro, vale fazer o que você quiser."

Mas acho que tem coisa "mais pior" (como dizia o Stanislaw Ponte Preta): além de muito dinheiro público (sacado das nossas misérias), querem "doações ocultas". Ô sô do céu! Já queriam oficializar o caixa dois. Agora arranjaram um nome palatável para ele! Nem lhes passa pela cabeça o dispositivo do art. 37 da Constituição Federal, recomendando que um dos princípios da administração pública é a publicidade. Também, sô, essa tal de Constituição é uma chata!
É! Com essa gente que está aí, é mato sem cachorro, com tigre, leão, jararaca, e jaboti, que também é elemento da natureza política.

Imagem: paraiba.com.br.
http://www.paraiba.com.br/2015/09/14/42788-mascarando-a-corrupcao-reforma-politica-oficializa-doacao-oculta

16 de ago de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - TEMPO DE DONDON


"Sutiã chamava-se porta-seios,
revista pequena gibi (i),
no tempo que Dondon jogava no Andaraí."




O sambista Nei Lopes


Nei Lopes em "Tempo de Dondon".






Para ouvir na versão original, com Zeca Pagodinho: Vagalume.
https://www.vagalume.com.br/zeca-pagodinho/tempo-de-don-don.html

Para ouvir na versão atualizada, com Nei Lopes e Dudu Nobre: letras.
https://www.letras.com.br/nei-lopes/tempo-de-dondon


Imagem: Jornal do Brasil.

http://www.jb.com.br/anna-ramalho/noticias/2012/01/20/nei-lopes-comeca-o-ano-com-pe-direito/

15 de ago de 2017

10 de ago de 2017

O QUE HÁ COM O GALO, AFINAL?

Clube Atletico MineiroA mídia qualificava o Atlético Mineiro como um dos candidatos ao título do Brasileirão 2017. Todos diziam que o time tem elenco. O Galo faturou o Mineiro deste ano. E parou por aí. Para animar a torcida, a mídia anunciava que o time fez a melhor campanha da fase de grupos, na Libertadores. Verdade. Mas desandou no Brasileirão. Tem muito pouco daquele time que conquistou a Libertadores, cuja tática, a meu ver, era mais de ligação direta, com Victor mandando a bola da meta ao ataque, o Jô ganhando as bolas altas que amaciava para Ronaldinho Gaúcho, Tardelli e Bernard, um ataque pra lá de ágil. O restrito repertório era muito bem executado pela habilidade e a juventude, além do enorme talento de Ronaldinho.
Como mais de duzentos milhões de brasileiros, sou metido a entender futebol. Penso, há muito tempo, que qualquer time de futebol deve ter no elenco - e em campo, principalmente - um percentual pequeno de jogadores muito experientes, um percentual médio de experientes e um percentual maior somando inexperientes e pouco experientes. Teoria pura, porque não vi isto aplicado. Mas vi muito time jovem com um só "velhinho" no meio jogando muito bem, porque, se fosse craque com "C" o "velhinho", a experiência pesaria muito a favor do time, aliada à juventude dos companheiros. Penso, também, que um meio de campo deve ser composto por um volante que tenha velocidade, um "armador" inteligente e habilidoso, com visão ampla de campo (elemento praticamente extinto, atualmente), e um ataque rápido. Volto a 1958 e encontro Didi comentando que "no futebol moderno, quem corre é a bola", o que me incomodou, mesmo jovem para entender, porque achei que Didi esqueceu-se de completar: "...a bola e Pampolini, Garrincha, Paulo Valentim, Amarildo e Zagalo (havia, ainda, Edson e Quarentinha), no Botafogo, e Zito, Garrincha, Pelé, Vavá e Zagalo, na seleção brasileira". Todos voando rasteiro. Em 62, quase repeteco; em 70, fórmula parecida, com Piaza, Clodoaldo, Gerson, Tostão, Rivelino e Jairzinho - o Furacão da Copa. Não estou comparando jogadores, mas analisando a formação de um time.
Volto à realidade, ao time do Galo. Não tem um ataque ágil como o da Libertadores de 2013. E não tem um meio de campo dinâmico. Não há jogadas de transição com a frequência que qualquer jogo requer. Vejo um outro fator, que já se arrasta há algum tempo e que, neste ano, agravou-se. O time do Galo está velho. Preconceito? Jeito nenhum! Encontro em globo.com, dezembro/2016,(http://globoesporte.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2016/12/media-de-idade-do-time-e-desafio-para-o-atletico-mg-na-proxima-temporada.html) que "Média de idade do time é desafio para o Atlético-MG na próxima temporada". Fala da média de idade de 30 anos do time titular.
Faço uma consulta rápida na rede encontro, no time que entrou jogando ontem: um jogador com mais de 35 anos; dois com mais de 32; três com mais de 30; três com mais de 25 e dois com menos de 25. Gabriel - único aproveitamento da base - está com 22. É quem deixa a média de idade do time em 29,27. Se excluirmos Gabriel, a média irá para os 30. Mais da metade do time está acima dos 30 anos. Tenho comentado com amigos (atleticanos às vezes desencantados), que o time tem sofrido e até perdido jogos nos últimos quinze minutos.
A esperança, agora, é o Brasileirão, a busca do G6, para a próxima edição da Libertadores. Mas o time é o mesmo.

Imagem: clickgrátis - fotos & imagens.
http://www.clickgratis.com.br/fotos-imagens/search/?q=clube+atletico+mineiro

9 de ago de 2017

A EQUAÇÃO PERFEITA

Debatemo-nos em discussões infindáveis, uns tomando o partido do governo, outros o da oposição. Uma equação que não fecha, porque não se entendem.
Prefiro a equação que me foi transmitida por um conhecido: um japonês trabalhador, em Carmo do Paranaíba, comentando os conflitos políticos:



Dilma fica, Nakao trabalha. Dilma sai, Nakao trabalha. Temer fica, Nakao trabalha. Temer sai, Nakao trabalha.

Imagem: CANAL RURAL.
http://www.canalrural.com.br/noticias/noticias/fpa-diz-que-trabalhador-rural-nao-podera-ser-pago-com-casa-comida-67200