22 de jun de 2018

O NEYMAR FOI BEM. MAS O TIME SE MEXEU O QUE NÃO TINHA MEXIDO CONTRA A SUÍÇA

Douglas Costa tem pequena lesão confirmadaNão foi resultado só das substituições. De fato, Douglas Costa entrou muito bem, fez o time mais agressivo. Observe-se, entretanto, que, em vários momentos, foi visto pelo meio, desde o seu campo, enquanto que Philippe Coutinho fazia o lado direito. Nessa onda, até Neymar deslocou-se mais para o centro, de onde chutou algumas vezes.
Tudo diferente do que ocorrera contra a Suíça: Neymar correndo no mesmo setor do campo, sem sucesso.
Voltei a lembrar-me do bordão de Fernando Sasso: "quem pede recebe; quem desloca tem preferência". Devia ser considerado uma máxima do futebol bem jogado.

Imagem: O DIA.
https://odia.ig.com.br/esporte/2018/05/5542784-alem-de-fagner-douglas-costa-sente-a-coxa-e-e-duvida-para-amistoso-contra-croacia.html

21 de jun de 2018

QUAL NEYMAR TEREMOS AMANHÃ?

Pinimba com o Neymar? Tenho sim, uai! Não vou desfiar aqui, mas penso que
desde aquele ato público de indisciplina com Dorival Júnior, por causa de um pênalti que o treinador não o deixou bater, culminando com a dispensa do treinador, porque queria punição, até agora, tenho visto comportamentos públicos em campo nada animadores de Neymar. Daí, penso que craque não é o cara que "sabe tudo de bola", mas aquele que sabe, além disto, tudo de futebol, de regras de disciplina, de convivência e de comedimento, etc, etc...
Nem vou discutir a atuação de Neymar nem o seu novo visual no jogo contra a seleção da Suíça. Acho que Tite tem um quê de responsabilidade na má atuação de Neymar. Todo mundo viu que nada estava rendendo e o atleta seguiu jogando do mesmo jeito por que começou. Mostrada a parte do campo em que foi registrada a maior frequência da passagem dele, durante o jogo, viu-se que andou sempre pelo lado esquerdo, entre área delimitada pela grande área brasileira e a zona de ataque. Não vi orientação que pudesse mudar as coisas.
Por que, então, a dúvida sobre "qual"?
Não vou cair na asneira de dizer que Neymar não sabe jogar muito bem. Mas, pelo que tenho visto dele, em campo e fora, penso que é instável. E acho que isto é determinante na seleção brasileira.
Mas não acho que a seleção joga mais com Neymar do que sem ele. Penso que Neymar tem potencial para os opostos: se joga bem, se é produtivo, o time ganha muito com a presença dele; se joga mal, se é improdutivo, o time perde muito com isto.
Para mim, a equação é esta. Tanto poderá ocorrer grande ganho quanto grande perda.
Vejamos qual Neymar teremos amanhã.


Imagem: TORCEDORES.
https://www.torcedores.com/noticias/2018/06/brasil-x-costa-rica-online?enable-feature=new_layout


20 de jun de 2018

UM ÁRBITRO DE RESPEITO. OU QUASE!

Uma cena inusitada, no jogo Alemanha x México: um jogador alemão foi reclamar com o juiz e "chegou junto". Peito com peito. O juiz, calmo, empalmou as duas mãos no peito do alemão e afastou-o, delicadamente, mas com firmeza, até uma distância mínima de respeito entre pessoas.
Não foi essa a cena. Mas dá para ver a frequência
das atitudes de reclamações. Andam reclamando
até do árbitro de vídeo!
Achei que, a partir dali, o juiz seria rigoroso com essas chegadas para reclamar, principalmente, "de turminha". Entendo que, quando avançam "de turminha", o juiz já deve receber todos com o amarelo no alto, fazendo sinal de geral, e com a mão no bolso do vermelho. Não posso conceber o futebol com essas atitudes de jogadores, para reclamações.
Mas não foi bem assim. Embora o jogo não tenha sido tumultuado, houve muita chegança de jogadores, algumas vezes em bolo.
No episódio, achei até que ficou barato: penso que o ato de afastar o atleta reclamão até a distância mínima de respeito deveria ter sido seguido de cartão amarelo. Não é fácil colocar o futebol em nível adequado de educação esportiva.

Imagem: YouTube.
https://www.youtube.com/watch?v=Q2mGBHDA-xE

18 de jun de 2018

O "EMPURRÃO" SOBRE MIRANDA

Zuber sobe de cabeça para empatar o jogo contra o BrasilComeço este comentário com a manchete que encontrei no UOL - COPA 2018 (https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/06/17/brasil-x-suica.htm): "Brasil leva empate da Suíça e deixa estreia reclamando do árbitro de vídeo".
Meu pensamento imediato: não basta um árbitro e dois ou quatro auxiliares. Arranjaram mais um árbitro para dele também reclamarem os jogadores. Como jogadores reclamam, sô! E os treinadores! Assisti, há alguns dias, em comentários esportivos, uma referência a Mano Menezes, dizendo que, segundo ele, os treinadores modernos preocupam-se muito com os árbitros. Logo o Mano Menezes?!!!! Mas ele não dá sossego a árbitros, uai! Não foram poucas as vezes em que foi advertido, cara a cara e, algumas delas, descartado.
Mas vamos ao tema.
O suíço empurrou Miranda? Empurrou. As repetições do lance mostraram claramente. Empurrão? Não! De leve. Muda tudo? Penso que aí fica polêmico. Miranda foi deslocado. Então o gol não poderia ter sido confirmado? Há controvérsias, pelo menos comigo. As repetições mostraram mais: uma ação de Miranda, antes de ter sido empurrado.
Todos os comentaristas que ouvi só falaram no "empurrão" do suíço. Exceto um: Maurício Noriega, que tratou do que também observei. Disse mais ou menos o seguinte: Miranda fez o certo e colocou o braço para trás, para "medir distância". Se aquilo é "para medir distância", então o futebol está definitivamente na era da "disputa por espaço", qualquer que seja o modo de disputar espaço. Parece uma expressão mágica, para excluir a possibilidade de falta.
Vejamos: a repetição do lance mostrou o suíço Zuber caminhando "sorrateiramente" entre brasileiros, parecendo que estes não o notaram. Uns quatro, até chegar atrás de Miranda. Enquanto Zuber movimentava-se, Miranda fazia o mesmo, olhando para trás, parecendo orientar os colegas. Quando Zuber aproximou-se de Miranda, este estendeu o braço para trás e colocou a mão no peito do adversário. Para mim, não estava "medindo distância" mas obstruindo o adversário. Não me pareceu pênalti, mas poderia ter evoluído para tal, se Zuber tivesse insistido no avanço. Mas merecia, pelo menos, um tiro indireto: obstrução. Só que, na prática, isto não existe mais. A tal de "disputa por espaço" (invenção não sei de quem) justifica todo "agarra-agarra", toda imposição de braço para impedir que o adversário chegue à jogada... Mas, se o juiz tivesse dado obstrução, teria beneficiado o infrator. O que vi, então? O Zuber, provavelmente sabendo que a obstrução de Miranda daria em nada, preferiu afastá-lo para a frente, com as duas mãos. Só o suficiente para eliminar a obstrução. Pela mesma forma com que, na famosa zona do agrião, atletas se empurram quando um adversário, "amorosamente", passa-lhes as mãos nas costas, pela cintura, uma prévia de puxar-largar camisa ou calção.
Deu no que deu: o deslocamento foi pouco e ficou por isso mesmo. Como havia ficado por isso mesmo a obstrução. E o gol acabou valendo.
Mas.. e o pênalti em Gabriel Jesus? Acho que foi. Mas é a mesma estória: "disputa por espaço". Vi mais de dois "agarrões" como aquele, nestes poucos dias de copa. Todos passaram de liso. Como têm passado de liso os muitos "agarrões" que pululam nas telinhas e nas telonas.
No mais, o Brasil jogou muito abaixo do que todo mundo esperava. E não sei se está no nível em que muitos o colocam. É preciso provocar euforia, uai! E vamos torcer!
Ainda gosto muito de futebol. Mas acho que o que temos por aí é outro jogo.


Imagem: R7 NA COPA.
https://esportes.r7.com/copa-2018/brasil-so-empata-com-suica-em-estreia-na-copa-da-russia-17062018


16 de jun de 2018

COPA DO MUNDO: COMEÇO POR NÃO GOSTAR DA ARGENTINA

Argentina - Islândia, Grupo D, sábado, 16. Junho, futebol, Copa do mundo, Rússia 2018, bandeiras nacionais na grama verde, branco bola de futebol no chão. foto royalty-freeNem vou falar do futebol. Penso que, jogando contra a seleção da Islândia, os argentinos tinham de ter mostrado mais. Nem técnica apurada, nem tática e - fator positivo - nem violência. Um empate que deve ter incomodado muito os argentinos. Penso que ficaram naquela de esperar Messi resolver. Não resolveu. Para mim, mais por mérito do goleiro da Islândia - Halldórsson - que defendeu o pênalti cobrado por Messi. Não foi bem batido, nem foi em cima do goleiro que, afinal, viu-se na contingência de manter um equilíbrio extra, superar a expectativa de uma cobrança de um dos melhores do mundo. Saiu vencedor.
No entanto, o que me incomodou no jogo foi a atitude do técnico da seleção argentina Jorge Sampaoli, ao término do jogo: foi saindo rápido e de fininho, esquivando-se e acabando por quase não receber o aperto de mão que lhe dirigiu o técnico da seleção da Islândia H. Hallgrimsson, quando este se aproximou para cumprimentá-lo.
Não vi comentário sobre a cena, pode ser que, por interesses de reportagem, tivesse passado despercebida. Para mim, pegou muito mal.

Imagem: iStock
https://www.istockphoto.com/br/foto/argentina-isl%C3%A2ndia-grupo-d-s%C3%A1bado-16-junho-futebol-copa-do-mundo-r%C3%BAssia-2018-bandeiras-gm946521252-258476279

10 de jun de 2018

NEM FANTASMA!

Chico XavierEra o jogo da seleção brasileira com a austríaca. Estava eu deitado, assistindo. Minha mulher fuxicando o celular, de costas para a televisão. A cada narrativa de lance que poderia resultar em gol, emitia um som quase de susto. Não me agüentei:
_ De costas para a TV e reagindo?
_ Sim, ora. Estou sentindo o que acontece.
_ De costas para a TV? Nunca vi isso na minha vida. Olha: nem o Chico Xavier!


Imagem: UOL educação/Biografias.
https://educacao.uol.com.br/biografias/chico-xavier.htm

SERÁ O FIM DA PATRIOTADA? GABRIEL JESUS ESTAVA IMPEDIDO, SIM!

Duas borboletas com bandeiras da Áustria e Brasil nas asas — Fotografia de StockOs melhores comentaristas de futebol costumam não escapar da patriotada. Hoje, no jogo as seleções do Brasil e da Áustria, quando Gabriel Jesus marcou o primeiro gol, veio logo a dúvida: estava em posição irregular? Aí começaram as repetições do lance e os comentários. Lédio Carmona - que me parece o guru dos comentaristas da SporTV - argumentou que ocorrera um desvio da bola, tocando em um austríaco e que, por isto, o brasileiro não estava impedido. O narrador Luiz Carlos Jr. fincou pé e disse que estava sim. Seja porque o desvio não criou uma nova jogada (argumento de Lédio), seja porque, mesmo que tivesse criado, a posição de Gabriel ainda assim era irregular.
Para mim, pura patriotada do Lédio. Como é costume acontecer no ambiente. Mas o Luiz Carlos insistiu e demonstrou. Quase desenhou.
Costumo dizer que profissionais da imprensa futebolística costumam concorrer para feiura que anda assolando o futebol, em várias circunstâncias. Alguns conseguem evitar esse caminho. Mas isto é outro papo.
Penso que, com o advento do "desafio" (penso que irá valer para impedimento), as patriotadas tenderão a diminuir. Afinal, os patriotas acabarão tendo de encarar as realidades.
No entanto, uma coisa que considero muito mais importante, para buscar um futebol mais eficiente, não foi comentada: na jogada anterior àquela, três jogadores da seleção brasileira acabaram muito próximos da linha de fundo. A volta foi muito lenta, de modo que, tendo um brasileiro recuperando a bola, ainda próximo, os três ficaram impedidos. Isto não é raro.
Penso que a análise técnica desse fato é muito mais importante, para um puxão de orelhas do Tite: voltar logo, para não ficar impedido.


Imagem: depositphotos.
https://br.depositphotos.com/39862183/stock-photo-two-butterflies-with-flags-of.html

9 de jun de 2018

TENENTE MARÇAL NÃO FALAVA MAL DE SUPERIOR

A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Débora Rodrigues Ramos, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e área interna
Tenente Marçal e Débora, pouco tempo
antes de termos trabalhado juntos.
Trabalhamos juntos no 15º BPM, em Patos de Minas, no início da década de 1980. Era, dentre os  companheiros de trabalho, o que mais me puxava as orelhas (penso que todo comandante precisa de pelo menos um puxador de orelhas; tive vários e penso que isso me foi favorável; viu Bosco?).  Marçal era de pouco falar e de muito ouvir: especialista em informações, claro. Quando o conheci, era Primeiro Tenente. Costumava ser muito engraçado, falando.
Uma das prescrições regulamentares mais sérias era "dirigir-se ou referir-se a superior de modo desrespeitoso". Mais ou menos isso, o que significava, para nós "é proibido falar mal de superior".
Marçal não falava. Se alguém lhe perguntasse, por exemplo: "conhece o Major Fulano?", e tivesse resposta afirmativa, vinha com a segunda pergunta: "o que você acha dele?". Marçal respondia, sem titubear: "Até quando ele era Primeiro Tenente, era muito ruim de serviço". E mais não dizia. Nem no pau de arara.



8 de jun de 2018

ACHO CADA VEZ MAIS CONFUSO O FUTEBOL. DO JOGO AOS COMENTARISTAS.

Assisti a uma cena do Fla x Flu, ontem, de modo de comemoração de gol, que já comentei antes, achando negativo, por incompatível com reiteradas declarações de vontade de ter paz no futebol (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com/2017/08/comemoracoes-de-gols-nao-sao-de-paz.html).
Foi no gol de pênalti do Henrique Dourado. Os narradores e até comentaristas já se acostumaram a chamá-lo de "Ceifador". Ontem, após o gol, Henrique dirigiu-se à linha de fundo "amolando" a "cimitarra" no braço esquerdo. Em seguida, juntaram-se a ele uns seis jogadores do Flamengo, em comemoração, todos fazendo o gesto de degolar alguém.
Hoje, assistindo ao programa "Seleção", ouvi comentários sobre certas firulas que a "garotada do Flamengo" andou fazendo ontem, sem objetividade, alguns achando que é abuso e que pode transmitir à torcida a mensagem de que esse abuso merece "dedo na cara". Parece, pois, que tenho alguma razão no achar que a imitação de degolas possa transmitir à torcida ideia de violência. Depois, falaram pouco, sobre a "degola". Realmente não acompanhei, porque me incomoda. Penso que, se quisermos paz no futebol - e de um modo geral - não devemos ouvir nem falar em "matador", "ceifador" e coisas que tais. Não fica bem o jogador, depois de comemorar assim, ajoelhar-se no gramado e levantar os dedos para o céu, em sincera prece.
Na seqüência, os comentaristas abordaram um fato deveras curioso acontecido no jogo América Mineiro x Atlético Mineiro: o juiz autorizou o início do segundo tempo, com a falta de dois jogadores do Atlético. O treinador do Atlético exasperou-se com "a falha do juiz", ficou macho, deu um chutão na bola e acabou expulso. Os comentaristas, à unanimidade, acharam que faltou bom senso ao juiz; que a regra permite o jogo com oito ou mais jogadores em campo, mas ele deveria ter tido - repito - bom senso e contado os jogadores e, dando pela ausência de dois, esperado. Ora bolas! Por que é que se acusa o juiz de falta de bom senso, quando cumpre o regulamento? Bom senso deveria ter tido o treinador do Atlético, primeiro conhecendo a regra (a ignorância é a mãe da coragem), posto que se trata de obrigação profissional, e segundo, por outro dever de ofício, ver se sua equipe chega inteira ao início do jogo. Não pode transferir essa obrigação. Nem os comentaristas poderiam ter apontado o dedo para o juiz, mesmo afirmando que o mesmo agiu conforme o regulamento (sopraram e bateram). Quero ver é no dia em que um juiz deixar de apitar um pênalti a favor de seu clube, ou apitar contra, e depois alegar que agiu com bom senso.


Notas do cadikim:
1) Penso que se o Brasil for desclassificado na primeira fase, esse povo todo vai gastar programas apontando os erros que estão impedindo o progresso do nosso futebol. Mas enquanto é "um dos favoritos ao título", podem promover erros à vontade.
2) Estou certo de que um certo parafuso meu está (ou é, definitivamente) desregulado. Três vezes, escrevendo o nome do clube da gávea, digitei "flamento". Não sei se lamentando a cena que reprovei. Do mesmo jeito com que, várias vezes, escrevendo o nome do Banco do Brasil, digitei, "Bando" do Brasil. Não sei por quê, mas os dedos se trocam, sem que eu consiga dominá-los.

Imagem: Viajo Nas Idéias.
https://viajonasideias.wordpress.com/2011/03/11/rivalidade-no-futebol/