14 de dez de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - DE REPENTE

De repente, eu me dei conta de que todas essas perguntas podem ser comigo. Sempre olhei os anúncios de jornal, as propostas pararreligiosas e os panfletos que me entregam na rua como coisas destinadas aos outros. Subitamente, percebi que estava pensando nelas e... "respondendo".

P - Você já parou para pensar se trata seus filhos como eles merecem? Por que não mudar, hoje mesmo?

R - Eu já tratei meus filhos como eles merecem, mas isso há muitos anos. Hoje, o maior está com 25 anos e 1,90 metro e eu já não acho prudente.

14/04/1982


Pág. 176 do livro.



11 de dez de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS: - TÓPICOS ENTRE O MEDO E A CORAGEM


"Averiguação

As autoridades encarregadas da segurança do Rio repetem enfadonhamente sua impossibilidade de enfrentar aquilo que outrora se chamava crime. Por falta de homens, de material, de prisões. Quanto à falta de homens, não sei; nem quanto à falta de material. Mas nossas prisões, embora eu reconheça que estejam todas ocupadas, são muitas e as melhores do mundo. Nosso sistema carcerário pode mesmo ser considerado sem par. Estive em várias de nossas prisões ultimamente: são locais bem-protegidos, de guardas e vigilantes bem-armados e bem-pagos; boas instalações, portas pesadas e com os mais modernos sistemas de controle e segurança. As pessoas lá confinadas vivem bem, de modo geral não se queixam da alimentação. Reclamam apenas das saídas, cada vez mais raras; só lhes é permitido tomar um pouco de sol e fazer uns exercícios de manhã cedo e logo são obrigadas a voltar para os alojamentos. Quando tentam, porém, se afastar um pouco ou mesmo escapar ao confinamento, são agredidas, violentadas ou mesmo mortas, sem qualquer explicação ou julgamento. De qualquer forma, repito, as prisões são tão boas que, na Vieira Souto, Rio, o custo de uma delas, atualmente, vai de um mínimo de 20 milhões a um teto de 100 milhões.

11/02/1981"


Texto na página 121

Link da explicação de motivo:
http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/11/millor-em-pedacinhos-us-fora-da-lei-num.html

8 de dez de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - "COMO É, NEGA, ESSE FUTURO SAI OU NÃO SAI?"

"Nada como o passado pra você desacreditar do futuro (o contrário sendo natural) no presente. Folheiem a História ou qualquer revista velha. Parecia que ele estava ali, na esquina, se falava nele concretamente, no amanhã amanhã mesmo, não apenas maneira de dizer. E ele nem se dignou mandar dizer por que não veio. Mas continua a coisa mais prometida pelos homens públicos e mais manuseada pelos economistas que hoje, tantas vezes, até se autodeterminam futurólogos. Chegar não chega. O amanhã de ontem não se realiza hoje, e os conservadores, que esperam que o que vem seja igual ao que foi, se desiludem tanto quanto os renovadores, que pensam que o que vem será diferente de tudo que já foi. A nostalgia de uns é a angústia de outros - pois para ambos o futuro é um espaço impreciso mas concreto, que podem vender para si mesmos e pra outros crédulos, um futuro-imobiliário, onde será possível viver a vida plena que uns tiveram no passado, ou encontrar a purificação dos males que sempre nos envenenaram - no futuro cabemos todos e cabe tudo, pois, sempre futuro, não pode ser cobrado ou conferido. Que fim levou o 1950, futuro de 1940, e 1960, futuro de 1950, e como será 2000, futuro dos futuros, isto é, de todos os passados? Talvez esse não chegue mesmo jamais, não apenas no sentido filosófico mas também no material. Só um imenso bang. Ou um soluço. (Obrigado, Elliot!)


18/05/1983"

Livro abaixo, pág. 188.









PS.:
1 - Cadikim pretende usar essa memória em um dos tópicos de comentário que fará sobre a reforma da previdência.

2 - Primeira citação, com preâmbulo:
http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/11/millor-em-pedacinhos-us-fora-da-lei-num.html

6 de dez de 2017

"TERRORISMO INADEQUADO" (TEMER)

Durante o almoço em que Evo Morales ficou parecendo mais pretexto do que homenageado - segundo meu sentir - Temer não perdeu oportunidade para falar da reforma da previdência, e para desmerecer - e até execrar opositores. Disse:



"Eu digo isso porque de vez em quando espalham, né, 'olha, vão tomar a sua aposentadoria, vão tirar a sua aposentadoria' é um terrorismo inadequado e um terrorismo inadequado (articulação vocal ininteligível) terrorismo administrativo inadequado porque a essência da reforma -  este é outro ponto fundamental - é combater privilégios" (https://g1.globo.com/politica/noticia/temer-ve-terrorismo-inadequado-em-divulgacoes-equivocadas-sobre-reforma-da-previdencia.ghtml).

Execrar, sim, já que passou a considerar "terroristas" aqueles que ousam discordar de suas ideias - e, muito provavelmente, de seus interesses políticos.
Pode ser que esteja a caminho de um inferno astral o Deputado Rodrigo Pacheco, do PMDB/MG - o partido de Temer - que se manifestou, quando no mesmo quadro jornalístico (link acima), falou-sem em partidos fecharem questão quanto à reforma da previdência, para votarem a favor:

"Não considero ser recomendável o fechamento de questão nessa matéria, até pra permitir que os deputados possam decidir seu próprio voto, de acordo com as suas circunstâncias, a sua consciência e a sua reflexão."

Eu, que já pensara sobre a expressão usada por Temer, aproveito o pronunciamento de Rodrigo Pacheco, para indagar:
"Seu" Temer, se o senhor classifica as ideias opostas à sua como "terrorismo inadequado", certamente achará que é possível existir terrorismo adequado, não? E o que será, então, terrorismo adequado? Será, porventura, essa enorme pressão que o governo está fazendo sobre os deputados, com ameaças intercaladas com promessas de benesses e de ajuda nas próximas eleições, para aqueles que votarem a favor, excluindo e dificultando, óbvio, os "infiéis" (uma das faces mais cruéis do terrorismo)?
Ou será o estado psicológico em que se devem encontrar muitos deputados, que admitem o tal "fechamento de questão", alheios aos interesses dos seus eleitores - interesses que estão obrigados a conhecer, por dever de ofício? Pelo jeito, encontrarão dificuldades em votar "de acordo com as suas circunstâncias, a sua consciência e a sua reflexão", como apregoa o Deputado Rodrigo Pacheco? Por via das dúvidas, acho de bom tom esclarecer que não conheço o deputado, e nem tenho cor partidária. Principalmente porque estranho muito a forma por que os parlamentares "nos representam".
Finalmente: para "combater" (preferia que tivesse falado "excluir") privilégios, não precisa de uma reforma que atinja aqueles que nem passam perto de privilégios.


Imagem: Brasília De Fato.

4 de dez de 2017

DIA INTERNACIONAL DO COMBATE À CORRUPÇÃO E A CONTRA-INFORMAÇÃO

Foto: Ministério Público de GO
Vejo na Tv que é hoje. Segundo leio, o "Dia" foi
instituído em 09/12/2003. Será que até nisso?
Ouço, pela Tv, notícia de que hoje é o Dia Internacional do Combate à Corrupção. Primeiro que tudo, repito - acho que já disse por aqui - não gosto de "Dias". Em geral, quem tem "Dia" não está com muito (Dia do Índio, Dia da Árvore...). Quem está com muito não tem dia (nunca ouvi falar em Dia do Lula, Dia do FHC, Dia do Temer,... olha: nem Dia do Rodrigo Maia). "Dias" servem para engambelar alguém. Mais nada.
No mesmo momento em que recebo essa informação, recebo uma outra, nas tirinhas que correm em baixo, de que o Ministério Público de São Paulo investiga um esquema de corrupção - novidade bem atual - na Secretaria de Gestão Ambiental da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Nas mesmas tirinhas, leio que o Ministério Público Federal e o Conselho Nacional do Ministério Público assinaram um pacto contra a corrupção.
Procuro mas não vejo qualquer manifestação do STF ou de qualquer outro órgão do Poder Judiciário sobre este magnífico "Dia".
Procuro mais e encontro, na página da TRANSPARÊNCIA E CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO (http://www.cgu.gov.br/sobre/institucional/eventos/anos-anteriores/2016/dia-internacional-contra-a-corrupcao) que "O Dia Internacional Contra a Corrupção remete à data em que o Brasil e mais 101 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2003, na cidade mexicana de Mérida" (quase escuto um "ay, caramba! arriba compadre!").
Ô sô do céu! Então, assinamos essa tal Convenção em 2003, passamos pelo mensalão, ingressamos na Lava Jato e adjacências, com tentáculos evoluindo por aí, e mais "filhotes independentes" que foram surgindo em vários lugares, sem nunca termos ouvido sequer falar em Dia Internacional de Combate à Corrupção!
No ambiente que me circunda, penso que toda essa falação no tal "Dia", em pacto contra a corrupção, em investigação de um caso novo, no ABC paulista, tudo isso pode ter vindo à guisa de "contra-informação" (apesar do silêncio do STF, até agora).
Faz-me lembrar um episódio, que memorizei, da novela "O Bem Amado", texto de Dias Gomes, que, segundo ouvi dizer, foi o homem da contra-informação do Partido Comunista: o Dirceu Borboleta volta-se para Odorico Paraguaçu - encarnado no impagável Paulo Gracindo - e diz: "Prefeito, o senhor precisa marcar uma data para inaugurar o cemitério.". Odorico pergunta: "Por que?". Dirceu: "O povo está falando que o senhor nunca vai inaugurar o cemitério.". Odorico: "E o que é que adianta marcar uma data?". Dirceu: "Pelo menos, é uma contra-informação.". Odorico, peremptório:

"Contra-informação é providenciamento urgente!".

Por falar em urgente, a quantas andam as denúncias levadas ao STF pela PGR, relativas à Lava Jato?

Imagem: Sindifisco Nacional.
http://www.sindifisco-rn.org.br/2014/12/09/e-hoje-dia-internacional-contra-a-corrupcao/

26 de nov de 2017

AMÉRICA MINEIRO CAMPEÃO DA SÉRIE B. E AGORA?

COELHO 2018
Agora, encarar a série A, em 2018. Com que roupa? O elenco de 2017 está todo garantido para o próximo ano? É bastante? O orçamento comporta? São perguntas que os dirigentes do Coelho deverão estar fazendo, junto com várias outras.
Comentei, há alguns dias, o vai-e-vem de muitos times - o América inclusive - subindo e descendo (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/11/america-mineiro-de-volta-serie-do.html), o que acho desvantajoso não só para o América, mas para as Minas Gerais futebolísticas.
Penso no futebol mineiro como um dos polos importantes do brasileiro. E acho que isto pode melhorar, sendo de interesse geral.
Não torço mais para qualquer time. Mas gosto de ver o futebol mineiro em destaque. Por isto tenho a pretensão de pensar que se os clubes daqui se ajudarem, o futebol mineiro pode crescer - e muito.
Era costume os times de futebol emprestarem seus jogadores para outros de menor expressão, como oportunidade para crescimento dos atletas. Melhorar os "adversários pobres" era carona. Toninho Cerezo, quando esquentava as turbinas, andou pelo Nacional, de Manaus. E muitos outros.
Acho, então, que poderá ser interessante os dois grandes de Minas emprestarem jogadores em ritmo de promoção para o América, tanto para que este se apresente melhor na série A, quanto para dar a oportunidade a esses jovens de disputar o brasileirão. Já comentei aqui que o time do Atlético tem um grande contingente de atletas com mais de trinta anos. Além de impactar nas performances deles, impede que jovens em crescimento tenham oportunidade de desenvolvimento.
Esse empréstimo poderia ser com o menor custo possível, tendo como escopo colocar o América em melhores condições.
O que poderia resultar. Poderia resultar nada. Mas poderia, também, os dois de Minas passarem a ter uma eventual ajuda do América, tirando pontos de adversários, nas contingências do campeonato. Um aliado, sem marmelada, às claras. Quaisquer concorrentes poderão fazer a mesma coisa, se acharem interessante. Questão estratégica.
Sei que poderá não ser fácil, para aceitação das torcidas. Mas há que se considerar que o América é um clube muito simpático, podendo ser considerado o segundo de muitos atleticanos e cruzeirenses.
É só um sonho! Mas não é impossível.

Imagem: VOZ DO CLIENTE.
http://vozdocliente.com.br/noticiario/leartigo.php/14100015/?po=0

25 de nov de 2017

UM PRETO NO BONDE EM BELO HORIZONTE

6 Livros sobre Racismo que todo mundo deveria lerPenso que muito poucas pessoas já terão visto um bonde. Mas, na maioria, as pessoas ouvem falar em racismo e nem imaginam que, no tempo dos bondes (já lá se vão cerca de 65 anos), já se praticava o racismo, embora o assunto não figurasse nas pautas como figura hoje. O "causo" adiante acaba não encarnando o racismo mas - provavelmente por ironia - refere-se a isso.
Pois não é que um preto - muito preto - viajava no mesmo bonde em que estava Dona Ephigenia, que foi quem me contou. No meio da viagem, o preto começou a falar, não sei se para algum companheiro ou para todo mundo:
- Não gosto de preto! Esse bicho não presta! Não consigo gostar, mesmo! Podem falar o que quiserem, mas não passo com preto na mesma pinguela... E por aí adiante. Falava pelos cotovelos, alto e bom som, sempre depreciando a figura de "preto" e repetindo sua antipatia.
Deu ibope, claro. Todo mundo com a atenção voltada para o "preto racista", querendo saber em que aquilo iria dar. Foi de repente que o cara resolveu arrematar:
- Não gosto mesmo de preto! Detesto! Eu sou mesmo é muito chegado em uma crioula!

Imagem: Significados.
https://www.significados.com.br/os-5-momentos-mais-importantes-na-luta-contra-o-preconceito-e-o-racismo/

22 de nov de 2017

A ESTRANHA EXCLUSIVIDADE DA GLOBO

Nada contra a rede Globo. Tudo a favor de princípios constitucionais.
Vi, agora mesmo, pela Globo News, notícia sobre a prisão do deputado Albertassi (Rio de Janeiro). Em uma das postagens da Globo News, sobre essa prisão, a apresentadora convoca a repórter Mariana Queiroz, de quem captamos o seguinte: "... bom dia a todos, pois é, como você disse, a Globo News obteve, com exclusividade, o
depoimento agora do deputado afastado Edson Albertassi só pra gente lembrar que ele chegou a ser preso na semana passada, menos de 24 horas depois foi solto e agora está aqui novamente na cadeia..." (http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/videos/v/albertassi-diz-que-conselheiros-desistiram-espontaneamente-de-vaga-ao-tribunal-de-contas/6306206/).
Não é a primeira vez que ouço isso (alarde de exclusividade) pela tv, tanto pela própria TV Globo como pela Globo News.
Ora, penso que tanto o princípio da isonomia (todos são iguais) como o princípio da publicidade dos atos administrativos - ambos de hierarquia constitucional (sem falar no princípio do direito à informação),  impedem que um órgão público forneça informações a alguém, com exclusividade.
Se a Globo está falando a verdade, está comprometendo, publicamente, o órgão envolvido e a pessoa que forneceu a informação com exclusividade.
Penso, também, que esse tipo de "exclusividade" ou é propaganda enganosa ou  é irregularidade e nada acrescenta à eficiência do setor de reportagem da emissora. Se detém qualquer poder ilegítimo para receber informações com exclusividade, não vejo vantagem em chegar primeiro - se é que chega. Não pode ser considerado "furo de reportagem". É privilégio!

Imagem: recorte de vídeo no link indicado no texto.

QUE PANELAS?

Estava eu hoje, por acaso, assistindo ao programa da Ana Maria Braga. Estava em foco um chef que iria preparar um almoço para o D. Pedro II (que, infelizmente, não poderia comparecer ao ágape).
Não mais que de repente, entra aquela chamada jornalística: o âncora do Jornal Hoje aparece dando a notícia de que Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho foram presos pela Polícia Federal no início da manhã de hoje.
Dada a notícia, Ana Maria Braga reaparece e diz: "Voltemos às nossas panelas"?
Para que?, perguntei-me.
Para cozinhar, ora!

Imagem: Temperos & especiarias.
http://temperoseespeciarias.blogspot.com.br/2012/05/ana-maria-braga-lanca-linha-exclusiva.html

20 de nov de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - ALGUMAS PALAVRAS DA MODA (PÁG. 215/218)


Nessa seção do livro, Millôr emite conceitos sobre algumas de nossas evidências.


"VOTO SECRETO


Coisa de australiano - usado a primeira vez na Austrália em 1856 -, só chegou à Grande Democracia dos Isteitis em 1888, quando nós, humanisticamente, estávamos preocupados em libertar os escravos, coisa da qual nos arrependemos até hoje. O voto secreto é a esmola que a democracia dá ao cidadão-contribuinte."

Do livro abaixo, página citada, com data, ao final dos vários conceitos, de 20/10/1983.




16 de nov de 2017

AMÉRICA MINEIRO DE VOLTA À SÉRIE "A" DO BRASILEIRÃO

Em 22 de novembro de 2015, o cadikim louvava o América Mineiro, pelo acesso à série A do Brasileirão (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2015/11/america-mineiro-na-serie-do-brasileirao.html). Manifestei minha simpatia pelo Clube, falei das minhas andanças por lá e deitei conhecimento sobre craques dos quais há muito não se ouve falar. O América foi berço de grandes craques. Dois anos depois, volta a repetir o feito. Lamentavelmente, depois de subir para disputar série A em 2016, foi novamente rebaixado e disputou série B em 2017. Neste ano, faz campanha muito boa e pode até terminar como campeão. Foi campeão da Série C, em 2009, quando teve acesso à Série B.
Muito sobe desce. No período entre 1959 e 2017 (58 anos), o América Mineiro participou 15 vezes do brasileirão, na série A. Muito pouco, para um clube com a tradição do América.
Vejo, também, que muitos - muitos mesmo - clubes de outras cidades participaram no mesmo período, 1, 2, 3 e 4 vezes da Série A. Uma vez só, mais de 30. Um jogo de sobe e desce, ou seja, muitos times que conseguem o acesso não duram muito tempo. Sempre pensei que poderiam mudar o modo de subir (se o calendário permitir): fazer um octogonal rápido, mata-mata, entre os quatro últimos da série A e os quatro primeiros da Série B. Acho que o fato de ser o primeiro na Série B pode não significar ser melhor do que o último da Série A. Penso que poderia pelo menos reduzir o sobe-desce.

Imagem: TVONLINE GRATIS 1
https://tvonlinegratis1.com/assistir-america-mg-x-nautico-ao-vivo-online/

15 de nov de 2017

13 de nov de 2017

ACHEI QUE O JUIZ IRIA REALIZAR MEU SONHO

Tenho dito que um de meus sonhos é ver um jogo de futebol terminar mais cedo, por falta de jogadores, causada por expulsões que deixarem em campo número menor do que o admitido . Ainda gosto de assistir aos jogos mas estou ficando sem paciência. Qualquer falta que um juiz apita - certo ou errado - correm para cima dele vários jogadores do time penalizado. Muitas das vezes, penso eu, é para "engordar tempo", depois que começa a contagem dos descontos. Mesmo durante o tempo normal, quando um time está ganhando apertado, muitos dos movimentos dos jogadores são para "enrolar". Mas na maioria das vezes é para peitar o juiz, mesmo. Constrangê-lo.
Penso que, no caso de jogadores correrem para cima do juiz "de turminha", o juiz deveria recebê-los - a todos - com o cartão amarelo em uma das mãos, com a outra no bolso do vermelho.
Só que, por motivos que "a própria razão desconhece", os juízes não têm coragem de fazer isto.
Num jogo do Corinthians, um jogador "machucou" e, depois de atendido no campo, teve de sair. Voltou sem autorização do juiz. Como já estava amarelado, era caso de cartão vermelho. Os jogadores do Corinthians correram "de turminha" para cima do juiz, que foi recorrer ao auxiliar, para que informasse se havia autorizado. A "turminha" toda correu atrás, reforçada pela "turminha" adversária. O juiz fez sinal, mais de uma vez, para que se afastassem. Afastaram-se? Aqui, oh! Ora, quem pode autorizar é o juiz (costumo dizer que o juiz não é a maior autoridade em campo; é a única). Mas inventaram um pissilone de que o juiz fizera um sinal com o braço direito. Fizera, sim, mas era para o Cássio recolocar a bola em jogo (estava fazendo cera). Estava de frente para o Cássio e não voltou a frente para o jogador que estava fora do campo. Ficou tudo como d'antes no quartel de Abrantes. A volta do jogador foi referendada.
Em um dos últimos jogos do Atlético, o juiz mostrou o amarelo para o Adilson, do Galo. Acho que se enganou. A "turminha" também achou e partiu para cima. Só que o juiz, recuando depressa, claro, ato contínuo, já mostrou o cartão também para o Robinho, um dos mais próximos. Achei que iria realizar meu sonho: amarelar a "turminha" inteira. Só que o mais próximo era o Fred, que já estava amarelado. O juiz não teve coragem. Seguiu recuando e deixou como estava.
Penso que as pessoas que dizem gostar de futebol e que ganham dinheiro com ele - dirigentes, jogadores, narradores, comentaristas... - deveriam decidir se preferem juízes com autoridade ou juízes sem autoridade. Na segunda opção, é só deixar como está. Se optarem pela primeira, meditarem, com sinceridade, sobre as possíveis causas dessa perda de autoridade, que eu vi em um Mário Vianna, um Armando Marques... Não vou nomear mais porque posso me enganar, já que comentei o Arnaldo César Coelho (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/01/como-ficam-os-juizes-de-futebol.html). Além do comentário no texto indicado, já vi o mesmo comentarista de arbitragem dizer que, para aplicar amarelo, naquele "empurra-empurra" na área, o juiz deve advertir os jogadores antes. Ficaria lindo um policial dizer para um indivíduo, com arma na mão, ameaçando atirar em outro, dizer-lhe: olha, se você atirar eu vou prendê-lo e você será processado, viu?
Penso que é preciso escolher o que se quer: um futebol limpo, desembaraçado, técnico, ou essa bagunça que nos aparece em cada jogo.

Imagem e texto abaixo: UOL esporte
Manual prático de como fazer cera no futebol (contém humor).

12. Quando algum companheiro arrumar confusão com um adversário, todos os outros jogadores deverão se dirigir à cena do desentendimento para fingir apaziguar... - Veja mais em https://cornetafc.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/manual-pratico-de-como-fazer-cera-no-futebol/?cmpid=copiaecola

Na verdade, é para arrumar mais confusão...




Fernando Donasci/UOL... - Veja mais em https://cornetafc.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/manual-pratico-de-como-fazer-cera-no-futebol/?cmpid=copiaecola

10 de nov de 2017

MILLÔR EM PEDACINHOS - US FORA DA LEI NUM TÃO CUM NADA

Já deve estar bastante claro que Millôr está entre os meus preferidos. Leio e releio a mesma coisa.
Resolvi, então, criar uma seção neste blog, dedicada a compartilhar excertos de textos e alguns quadrinhos. A fonte comum dos pedacinhos que pretendo compartilhar é o livro "O MUNDO VISTO DAQUI (PRAÇA GENERAL OSÓRIO) 1980 - 1983, autoria de Millôr, claro. A atualidade dos textos justifica revê-los, ainda que parcialmente.
Mas os curiosos, os admiradores provavelmente poderão encontrar o livro, para conhecerem a íntegra: AGIR EDITORA LTDA, Rua Nova Jerusalém 345 - Bonsucesso - Rio de Janeiro - CEP 21042-235 - Fone (21)3882-8200 (dados constantes do livro, não sei se atuais).
Poderia ter adotado o título da seção como "Millôr em Excertos". Ficaria muito pedante e o Millôr quase que só transita por esse terreno quando parte para a ironia.
Outro fator que me levou ao título é a freqüência com que Millôr fala do episódio do Riocentro, durante a ditadura, em que dois militares agentes do DOI-Codi do 1º Exército, dentro de um carro no estacionamento, planejavam detonar uma bomba no auditório do pavilhão, onde 20 mil pessoas assistiam ao show comemorativo do 1º de maio, com o objetivo de criar pânico na plateia e responsabilizar um grupo de esquerda pelo atentado. A bomba explodiu acidentalmente, tendo morrido os dois militares.
Preferi, então, "Millôr Em Pedacinhos".
Inaugurando a seção:


"Us fora da lei num tão cum nada"

O pessoal anda meio escandalizado com os out-law, os fora da lei, que podem acabar dominando a sociedade com o jogo, seu lenocínio, sua droga. Mas eu, que sou rendeiro e como carne de carneiro, não estou tão assustado assim. Acho até que eles têm direito a seu quinhão de glória, poder, dinheiro. Lutam por isso desde que nascem, geralmente na mais absoluta miséria, não contam com o Estado para nada e vão lá, no buraco da onça, cutucar a fera, arriscando a vida. Muitos morrem.
......................................................................
O que me preocupa são os novos donos do poder, a máfia do "social", caminho suave, atapetado, amplo, limpo, universitário. Tão limpo que ninguém morre e ninguém mata, nessa área. No máximo, se xingam. Tutto buona gente.
Vocês já moraram: mais uma vez estou falando dos socialistas de direita, perto de quem os malfeitores comuns são sujos diletantes disputando migalhas econômicas.
......................................................................
A ascensão é suave. O cara, lá em sua universidadezinha, ...............................
Depois começa a participar de simpósios, assume assessorias e logo domina as imensas salas das imensas autarquias. Aí tem à sua disposição exclusivos meios de transporte (uma fixação!), cujos símbolos máximos são o jatinho lá no alto e o transporte vertical, no mais amplo sentido da palavra - o elevador privativo. Aí está no trono do poder do século - a tecnoburocracia.
Até que é um empreguinho modesto. Ninguém ali, no papel - podes crer -, ganha mais de 300, 200 picos, depois do IR, INPS, etc. Mas, como são todos gênios da multiplicação econômica, têm casas suntuosas, aparecem na TV sempre de ternos brilhantes, ................................. porque só participam dos lucros, e não arriscam nada porque o nirvana é vitalício. Se saem do escalão dos mil mais poderosos e caem em "desgraça", essa desgraça é o escalão dos dez mil mais poderosos, altamente paparicado pelo escalão dos mil, pois os que estão no primeiro hoje estarão no segundo amanhã e vice-versa. São mágicos do monopólio de tudo ...................................
e têm sempre na boca a última verdade econômica e social, naturalmente completamente diversa da verdade apregoada no dia anterior.
Esses, sim, amigos, os verdadeiros e elegantes godfathers do nosso piccolomondo. Portanto, por que temer os fora da lei? No Brasil, temos que temer é os que estão acima da lei, ou melhor, os que, quando a lei não lhes serve, fazem outra."

04/11/1981
Pág. 145/147.



8 de nov de 2017

CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR: OS FORNECEDORES CONHECEM BEM? CUMPREM?

Passo diariamente pelas portas do Supermercado Bretas, no PÁTIO CENTRAL SHOPPING. Pela porta da frente e pela dos fundos.
Tenho o péssimo hábito de observar. Foi por isto que, durante os dias de novembro, até hoje, observei uma mensagem publicitária, fora da porta dos fundos, que dá acesso ao supermercado: "COBRIMOS A OFERTA DO CONCORRENTE NA HORA, NO CAIXA". Em baixo, em letras menores: "*Limitado às condições do regulamento disponível nas lojas e no site www.bretas.com.br. Campanha válida entre 04/10/2017 e 30/10/2017.". Assim como poderá ser visto na foto.
Ora, se conforme o conteúdo da mensagem vou tentar que proposta alheia seja coberta, não me assustarei se ouvir que o prazo da campanha já se encerrou. Reclamar adianta? Ir à Justiça por causa disto e amargar as demoras e a incerteza dos processos? O cliente acaba se acomodando.
Não obstante, o Código de Defesa do Consumidor estabelece, no artigo 4º, princípios da Política Nacional das Relações de Consumo, cujos objetivos, dentre outros, são o respeito à dignidade do consumidor e a transparência e harmonia nas relações de consumo.
Um desses princípios (inciso III do art. 4º) é 

"...a harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica, sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores".

Vê-se, claramente, que a maioria dos fornecedores não quer a coisa às claras.
Quando observo, nos estabelecimentos comerciais, aquele livrinho bem à vista - o Código de Defesa do Consumidor - comento, invariavelmente, que quem deve ler muito aquele livrinho é o fornecedor, mais do que o consumidor. Não é a lei que impõe ao fornecedor a clareza nas mensagens e a segurança do consumidor quanto às mesmas. É o princípio da boa-fé, que nem sempre estando presente do lado do fornecedor, a lei quer impor ao mesmo.
Por isso é que o Judiciário está cheio de demandas de consumidores contra fornecedores.



7 de nov de 2017

O COMPLÔ DE JANOT

Não pretendia falar disso agora. Programara escrever algo sobre o que chamo de "Relatório Andrada" - o que considerei mais uma peça de defesa do que um relatório. Mas os relatores são assim mesmo...
Não pretendia falar agora, porque me programara para ler a denúncia de Janot, para poder entender a defesa, se consegue esgotar a denúncia. Só que a denúncia de Janot está em 245 páginas e, por enquanto, só li 30. Não tenho pressa porque sei que nada resolverei. Apenas revolverei.
Pretendia colher informações para publicar em capítulos seguidos, porque só uma postagem não poderá abarcar sequer o Relatório Andrada.
Mudei de ideia, para a de comentar um tópico apenas, imediatamente. E se mudei foi porque vi e ouvi, ontem, o Temer declarando que " '...foi denunciado criminalmente duas vezes porque o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, autor das acusações formais, queria impedir sua influência na escolha do novo chefe do Ministério Público...' e que 'Urdiram muitas tramas, na verdade, para derrubar o presidente da República, derrubar o regime posto. As duas denúncias que foram desautorizadas pela Câmara, hoje está robustamente, relevantemente, fortemente demonstrado, era uma articulação que tinha um objetivo mesquinho, minúsculo, menor, de derrubar o governo para impedir o presidente de indicar o sucessor daquele que ocupava a PGR', disse o peemedebista". NOTA: vi e ouvi - pela TV, óbvio - essa declaração de Temer. Mas fui pesquisar e colhi o texto - que corresponde ao que ouvi - no ESTADÃO (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-diz-que-foi-denunciado-porque-janot-queria-impedir-nomeacao-de-novo-chefe-do-mp,70002074186)
A fala de Temer remeteu-me à defesa - entenda-se Relatório Andrada - a que me referira, da qual transcrevo tópicos que selecionei.


"É importante também, fazer referencia à Policia Federal, que
hoje é indiscutivelmente a atração principal dos noticiários de televisão,

mas à época, era um simples braço do Ministério da Justiça para apoiar o
Poder Executivo, em face de questões judiciais e de segurança.

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Ao Supremo Tribunal Federal foram dadas novas

competências, entre elas, por exemplo, a possibilidade de retirar normas do 
mundo jurídico por meio de Ações Diretas, mesmo sem autorização do
Poder Legislativo, órgão legítimo para tanto.

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Já em relação ao Poder Legislativo, constatamos um nítido

enfraquecimento, que além de se submeter às Medidas Provisórias, que é
providência autocrática do Presidente da República, teve reduzidas as
prerrogativas e as garantidas da imunidade parlamentar, consagrada em
todos os países do Ocidente. Dessa forma, os processos contra os
parlamentares deixaram de ser objeto de análise por parte dos colegiados da
Câmara ou do Senado, passando, automaticamente, na prática, para a
avaliação e julgamento judicial do Supremo Tribunal Federal.
Embora a Constituição ainda possibilite que a Câmara dos
Deputados ou que o Senado Federal, por maioria absoluta de seus
membros, possa sustar o andamento do processo no Supremo Tribunal
Federal, politicamente, isso constitui providência impossível, pois qualquer
tentativa nesse sentido provocaria protestos e críticas dos meios de
comunicação, com repercussão na opinião pública. Portanto, o Poder
Legislativo, na prática, perdeu as suas imunidades parlamentares, embora a
Constituição de 1988 permita a figura anteriormente citada da técnica da
sustação do processo.
Além dessas distorções que citamos, resultou que o Poder Legislativo muito perdeu na sua eficiência institucional com a falta das
imunidades parlamentares que existiam no passado brasileiro. É curioso que essa perda de garantias do Parlamento submete o Legislativo às pressões judiciais e à descaracterização das funções parlamentares dentro da sociedade. Essa situação cresceu de tal maneira que o Ministério Público, hoje órgão poderoso no nosso sistema que, aliás, se utiliza e

domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário, trouxe para o

país um desiquilíbrio nas relações entre os poderes da República.
Também é nítido o que ocorre com o Ministério Público. Este,
que nas constituições anteriores, era um órgão de autonomia limitada,
passou a ter plena independência, podendo ser considerado, indiscutivelmente, como um novo Poder, com atribuições fortalecidas.
Hoje, as acusações que o Ministério Público propõe contra qualquer pessoa, qualquer entidade, e mesmo órgãos públicos, passam a constituir providências de consequências muito sérias, ficando, de certa forma, dentro
da política do processo judicial, com uma força sobre certo aspecto até
maior do que o próprio Juiz, sobretudo quando focaliza questões
escandalosas ou de interesse coletivo, com apoio no noticiário telejornalístico, que fortalece estas atuações espetacularizadas pelos meios de comunicação.
Aliás, é curioso verificar como o Ministério Público de ontem é bem diferente do atual, com o poderio que hoje alcançou. Percebese que na Constituição da República de 1988 reservou-se a este órgão mais dispositivos do que todas as Constituições anteriores somadas.

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Já em relação ao Poder Legislativo, constatamos um nítido enfraquecimento, que além de se submeter às Medidas Provisórias, que é providência autocrática do Presidente da República, teve reduzidas as prerrogativas e as garantidas da imunidade parlamentar, consagrada em todos os países do Ocidente. Dessa forma, os processos contra os

parlamentares deixaram de ser objeto de análise por parte dos colegiados da

Câmara ou do Senado, passando, automaticamente, na prática, para a
avaliação e julgamento judicial do Supremo Tribunal Federal. Embora a Constituição ainda possibilite que a Câmara dos
Deputados ou que o Senado Federal, por maioria absoluta de seus membros, possa sustar o andamento do processo no Supremo Tribunal Federal, politicamente, isso constitui providência impossível, pois qualquer
tentativa nesse sentido provocaria protestos e críticas dos meios de comunicação, com repercussão na opinião pública. Portanto, o Poder Legislativo, na prática, perdeu as suas imunidades parlamentares, embora a
Constituição de 1988 permita a figura anteriormente citada da técnica da
sustação do processo. Além dessas distorções que citamos, resultou que o Poder
Legislativo muito perdeu na sua eficiência institucional com a falta das imunidades parlamentares que existiam no passado brasileiro. É curioso que essa perda de garantias do Parlamento submete o Legislativo às pressões judiciais e à descaracterização das funções  parlamentares dentro da sociedade. Essa situação cresceu de tal maneira que o Ministério Público, hoje órgão poderoso no nosso sistema que, aliás, se utiliza e
domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário, trouxe para o
país um desiquilíbrio nas relações entre os poderes da República.
Também é nítido o que ocorre com o Ministério Público. Este, que nas constituições anteriores, era um órgão de autonomia limitada, passou a ter plena independência, podendo ser considerado,
indiscutivelmente, como um novo Poder, com atribuições fortalecidas. Hoje, as acusações que o Ministério Público propõe contra qualquer pessoa, qualquer entidade, e mesmo órgãos públicos, passam a constituir providências de consequências muito sérias, ficando, de certa forma, dentro
da política do processo judicial, com uma força sobre certo aspecto até maior do que o próprio Juiz, sobretudo quando focaliza questões escandalosas ou de interesse coletivo, com apoio no noticiário telejornalístico, que fortalece estas atuações espetacularizadas pelos meios
de comunicação.


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É importante apontar também, que ao lado do Ministério Público, outra instituição vem ganhando expressiva notabilidade nacional,

com certa independência, não chegando a ser um novo poder, mas transformando-se em um órgão de muita predominância na vida social, que é a Policia Federal. Cumpre neste tópico afirmar que a Polícia Militar
diferencia-se daquela, porque obedece a uma estrutura legal que é inspirada no comportamento das Forças Armadas. Mas a Polícia Federal, atuando à mercê do Ministério Público, compactuada com setores do Judiciário, às vezes tomando posições exageradas e mesmo exóticas, chega ao ponto de fiscalizar a Presidência da República, seus Ministros de Estado e outros
órgãos de destaque institucional, como vemos nessa denúncia agora apresentada.
Por outro lado, em face de tudo isso, a Presidência da República e os Ministérios, ficam bem enfraquecidos e fragilizados
institucionalmente nas respectivas competências. Basta verificar que nestes
autos a Presidência não é tratada com a devida reverência que o cargo requer. Por outro lado, o Ministro da Justiça, está hoje sob a dependência das exigências da própria Polícia Federal, que se articula com o Ministério Público para levar ao povo as questões que são de interesse do noticiário pelos aspectos atraentes ocorridos entre nós."


Logo que li o Relatório Andrada, imaginei que a conclusão possível era a de que se deveria processar, imediatamente, o Janot, membros da Polícia Federal e membros do Poder Judiciário (que, provavelmente por cautela, o relator não identificou). Processar por formação de quadrilha e por prevaricação, já que - segundo o relator - a Polícia Federal (subordinada ao Ministério da Justiça), "atua à mercê do Ministério Público, compactuada com setores do Judiciário, às vezes tomando posições exageradas e mesmo exóticas". Um saco de gatos, portanto, ora!
Mas o deputado Andrada não iria pôr o pé na peia. Identificou nenhum dos delinquentes. Acusou o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Federal.
Temer, não! Deu o nome ao boi - um único e solitário boi, ainda que escondendo a língua: não me lembro de ele ter declinado o nome. Mas falou, claramente, das duas denúncias, com minúsculo objetivo: derrubar o Presidente da República - o que reputo crime de lesa-majestade.
Em meu relato, livro a cara do deputado relator, porque, embora erradamente, estava fazendo a defesa do presidente. Mas Temer é Presidente da República e tem o dever de iniciar providências para que o gravíssimo crime de lesa-majestade seja objeto de investigação e, se confirmado, de punição.
Ou será que Temer não tem como fazer isso?

6 de nov de 2017

JOGADORES DO CRUZEIRO SÃO ALUNOS ATENTOS

Em 27 de agosto deste ano, cadikim publicou "Fábio imita Victor" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/08/fabio-imita-victor.html) quando, em jogo Cruzeiro x Grêmio, Fábio defendeu o quinto pênalti, quase no "mesmo modelo" de Victor, na Libertadores 2013. Foi muito parecido. Vê-se que Fábio (ótimo goleiro, no topo há cerca de dez anos) prestou atenção.
Gladyston Rodrigues/EM D.A PressOntem, no jogo Cruzeiro x Atlético Paranaense, Arrascaeta, aluno atento, imitou Robinho, do Galo: cortou para dentro e atirou enviezado, no canto oposto ao do goleiro (http://pldadepressao.com/gol-de-arrascaeta-cruzeiro-x-atletico-pr-0511-brasileirao-2017/). Praticamente no mesmo modelo do segundo gol do Robinho contra o Cruzeiro (https://www.youtube.com/watch?v=DCR3y_TpyKs), esse muito parecido com o primeiro, do mesmo Robinho, no mesmo jogo.
Esse tal jogo, dos dois gols de Robinho, pelo visto, não foi de todo perdido para o Cruzeiro, não.

Imagem: Cruzeiro.
http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2017/11/05/noticia_cruzeiro,439658/cruzeiro-vence-atletico-pr-e-segue-entre-os-primeiros-no-brasileiro.shtml