22 de ago de 2017

COMEMORAÇÕES DE GOLS NÃO SÃO DE PAZ

Preocupa-me, há algum tempo, ver jogadores de futebol comemorando gols com gestos de "matar". Pode ser consequência da criatividade de narradores e comentaristas esportivos, que passaram a chamar goleadores de "matadores". Pode ser porque, em alguns casos, significa "matar o jogo". E falam que dão a vida pela paz no futebol.
Penso que o primeiro que vi fazendo isso foi o Diego Tardelli, que encenava estar disparando seguidamente revólveres representados pelos dedos indicadores das mãos. Fato é que a moda pegou e não demorou muito para ver goleadores "manejando" metralhadoras. Dias atrás, vi o Malcom, ex-Corinthians, disparando uma metralhadora, após marcar seu segundo gol em uma partida (golaço, por sinal). Vi ontem, no jogo Fluminense x Atlético Mineiro, e tenho visto repetidas vezes, o Henrique Dourado - já devidamente cognominado "O Ceifador" - fazendo gesto de degolar alguém.
Acho isso tudo nada bom. Uns parecem comemorar a bandidagem disparando armas, indiscriminadamente, e o Henrique Dourado parece imitar agentes do Estado Islâmico degolando adversários. Estabelece-se um ambiente de violência e não sei se isso pode ser transmitido à torcida, ou, pelo menos, sugerido.
Tenho visto, também, jogadores marcando e comemorando com expressões de ódio.
Incomoda-me ver vários desses jogadores - de tudo o que está aí em cima - ajoelhando-se e apontando para o céu. Vejo incompatibilidade.
Gostei mais de ver o grande sorriso do Valdívia, ao fazer, no mesmo jogo, o seu primeiro gol com a camisa do Galo: um grande e demorado sorriso, bem escancarado. Vi a expressão como alegria, satisfação, jamais como deboche ou depreciação do adversário. Acho que isto não cria animosidade e ajuda mais o esporte.


Imagem: globo.com - g1
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/21-08-2017/fluminense-atletico-mg/

21 de ago de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - FAVORITA DO SULTÃO



"Todo grande amor tem a vida de uma flor."





Antônio Nássara
Nássara


Nássara e José Batista em "Favorita do Sultão".






Para ouvir com Déo: youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=xTJRrbQ3h1s

Imagem: EBC - TV BRASIL.
http://tvbrasil.ebc.com.br/musicograma/episodio/homenagem-a-nassara


NOTA DO BLOGUEIRO: Marchinha da minha infância, já carnavalesca.
Encontro na página do áudio, com foto de Déo, comentário de Samuel Machado Filho: "Marchinha do carnaval de 1949, de autoria de Nássara e José Batista. Gravação de Déo, feita na Continental em 6 de outubro de 48 e lançada um mês antes dos festejos momescos, em janeiro, disco 15976-B, matriz 1971."

19 de ago de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - COISAS DO CARNAVAL


"Quando falei com ela,
meu Deus, que decepção!
A tal morena se denominava
Quincas Peroba Xisto d'Assunção."


Arquivo Cultura homenageia Ary Barroso


Ary Barroso, em "Coisas do Carnaval".





Para ouvir com Quatro Ases e um Coringa.
https://www.letras.mus.br/ary-barroso/682477/

Imagem: PORTALCULTURA.

http://www.portalcultura.com.br/node/48146

17 de ago de 2017

REFORMA POLÍTICA: UM "SHOW" DE AUTO-AJUDA! MUITO DESAVERGONHADO, POR SINAL.

Fale quem quiser que há políticos honestos. Mas que esses também deixam passar "jabotis", deixam. Deve ser porque são em número muito menor (são precisos três quintos dos parlamentares para aprovar uma emenda constitucional). Logo, os pelo menos bem intencionados não devem chegar a dois quintos.
Para começar, repito o que disse há algum tempo: não precisamos de reforma política, mas de reforma dos políticos. Com esse pessoal que está aí, sem chance. Como não sei se publiquei, fui pesquisar se não estava plagiando. Encontrei em "Luiz Flavio Gomes.com" (http://luizflaviogomes.com/reforma-politica-ou-reforma-dos-politicos/): "Reforma política ou reforma dos políticos?". Li e achei o texto interessante, vale a pena ler. Mas não o plagiei nem ele me plagiou. Não sabia da existência dele. Nem ele da minha. E o importante mesmo é a ideia.
Estamos próximos de uma proposta de reforma política. Nem vou discutir os valores que pretendem aportar para a campanha de 2018, além do que já recebem do fundo partidário, mesmo às voltas com a proposta de fixação do novo déficit orçamentário. Chamo em meu socorro apenas um texto que fiz publicar no cadikim, em fevereiro de 2013 (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/02/vocacao-precoce.html), do qual apresento a conclusão, dita a um garoto:

"Você acaba de revelar uma evidente vocação para presidente da república, governador de estado, prefeito, deputado federal ou estadual, senador, até ministro: não sendo seu o dinheiro, vale fazer o que você quiser."

Mas acho que tem coisa "mais pior" (como dizia o Stanislaw Ponte Preta): além de muito dinheiro público (sacado das nossas misérias), querem "doações ocultas". Ô sô do céu! Já queriam oficializar o caixa dois. Agora arranjaram um nome palatável para ele! Nem lhes passa pela cabeça o dispositivo do art. 37 da Constituição Federal, recomendando que um dos princípios da administração pública é a publicidade. Também, sô, essa tal de Constituição é uma chata!
É! Com essa gente que está aí, é mato sem cachorro, com tigre, leão, jararaca, e jaboti, que também é elemento da natureza política.

Imagem: paraiba.com.br.
http://www.paraiba.com.br/2015/09/14/42788-mascarando-a-corrupcao-reforma-politica-oficializa-doacao-oculta

16 de ago de 2017

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - TEMPO DE DONDON


"Sutiã chamava-se porta-seios,
revista pequena gibi (i),
no tempo que Dondon jogava no Andaraí."




O sambista Nei Lopes


Nei Lopes em "Tempo de Dondon".






Para ouvir na versão original, com Zeca Pagodinho: Vagalume.
https://www.vagalume.com.br/zeca-pagodinho/tempo-de-don-don.html

Para ouvir na versão atualizada, com Nei Lopes e Dudu Nobre: letras.
https://www.letras.com.br/nei-lopes/tempo-de-dondon


Imagem: Jornal do Brasil.

http://www.jb.com.br/anna-ramalho/noticias/2012/01/20/nei-lopes-comeca-o-ano-com-pe-direito/

15 de ago de 2017

10 de ago de 2017

O QUE HÁ COM O GALO, AFINAL?

Clube Atletico MineiroA mídia qualificava o Atlético Mineiro como um dos candidatos ao título do Brasileirão 2017. Todos diziam que o time tem elenco. O Galo faturou o Mineiro deste ano. E parou por aí. Para animar a torcida, a mídia anunciava que o time fez a melhor campanha da fase de grupos, na Libertadores. Verdade. Mas desandou no Brasileirão. Tem muito pouco daquele time que conquistou a Libertadores, cuja tática, a meu ver, era mais de ligação direta, com Victor mandando a bola da meta ao ataque, o Jô ganhando as bolas altas que amaciava para Ronaldinho Gaúcho, Tardelli e Bernard, um ataque pra lá de ágil. O restrito repertório era muito bem executado pela habilidade e a juventude, além do enorme talento de Ronaldinho.
Como mais de duzentos milhões de brasileiros, sou metido a entender futebol. Penso, há muito tempo, que qualquer time de futebol deve ter no elenco - e em campo, principalmente - um percentual pequeno de jogadores muito experientes, um percentual médio de experientes e um percentual maior somando inexperientes e pouco experientes. Teoria pura, porque não vi isto aplicado. Mas vi muito time jovem com um só "velhinho" no meio jogando muito bem, porque, se fosse craque com "C" o "velhinho", a experiência pesaria muito a favor do time, aliada à juventude dos companheiros. Penso, também, que um meio de campo deve ser composto por um volante que tenha velocidade, um "armador" inteligente e habilidoso, com visão ampla de campo (elemento praticamente extinto, atualmente), e um ataque rápido. Volto a 1958 e encontro Didi comentando que "no futebol moderno, quem corre é a bola", o que me incomodou, mesmo jovem para entender, porque achei que Didi esqueceu-se de completar: "...a bola e Pampolini, Garrincha, Paulo Valentim, Amarildo e Zagalo (havia, ainda, Edson e Quarentinha), no Botafogo, e Zito, Garrincha, Pelé, Vavá e Zagalo, na seleção brasileira". Todos voando rasteiro. Em 62, quase repeteco; em 70, fórmula parecida, com Piaza, Clodoaldo, Gerson, Tostão, Rivelino e Jairzinho - o Furacão da Copa. Não estou comparando jogadores, mas analisando a formação de um time.
Volto à realidade, ao time do Galo. Não tem um ataque ágil como o da Libertadores de 2013. E não tem um meio de campo dinâmico. Não há jogadas de transição com a frequência que qualquer jogo requer. Vejo um outro fator, que já se arrasta há algum tempo e que, neste ano, agravou-se. O time do Galo está velho. Preconceito? Jeito nenhum! Encontro em globo.com, dezembro/2016,(http://globoesporte.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2016/12/media-de-idade-do-time-e-desafio-para-o-atletico-mg-na-proxima-temporada.html) que "Média de idade do time é desafio para o Atlético-MG na próxima temporada". Fala da média de idade de 30 anos do time titular.
Faço uma consulta rápida na rede encontro, no time que entrou jogando ontem: um jogador com mais de 35 anos; dois com mais de 32; três com mais de 30; três com mais de 25 e dois com menos de 25. Gabriel - único aproveitamento da base - está com 22. É quem deixa a média de idade do time em 29,27. Se excluirmos Gabriel, a média irá para os 30. Mais da metade do time está acima dos 30 anos. Tenho comentado com amigos (atleticanos às vezes desencantados), que o time tem sofrido e até perdido jogos nos últimos quinze minutos.
A esperança, agora, é o Brasileirão, a busca do G6, para a próxima edição da Libertadores. Mas o time é o mesmo.

Imagem: clickgrátis - fotos & imagens.
http://www.clickgratis.com.br/fotos-imagens/search/?q=clube+atletico+mineiro

9 de ago de 2017

A EQUAÇÃO PERFEITA

Debatemo-nos em discussões infindáveis, uns tomando o partido do governo, outros o da oposição. Uma equação que não fecha, porque não se entendem.
Prefiro a equação que me foi transmitida por um conhecido: um japonês trabalhador, em Carmo do Paranaíba, comentando os conflitos políticos:



Dilma fica, Nakao trabalha. Dilma sai, Nakao trabalha. Temer fica, Nakao trabalha. Temer sai, Nakao trabalha.

Imagem: CANAL RURAL.
http://www.canalrural.com.br/noticias/noticias/fpa-diz-que-trabalhador-rural-nao-podera-ser-pago-com-casa-comida-67200

LUAR DE AGOSTO NO MOCAMBO PATOS DE MINAS




Um escândalo! Uma lua fingida de tímida escondendo-se atrás dos galhos e das folhas das árvores.

CÂMARA E MÚSICA DE CÂMARA


Na última segunda feira, assisti a um recital
 de música de câmara. Apesar de ter ouvido essa expressão muitas vezes, não sabia a origem e o significado da expressão "música de câmara". Apelei para a a rede. Encontrei em "MÚSICA EM TRANCOSO" (http://musicaemtrancoso.org.br/saiba-o-que-e-musica-de-camara/):


"Música de câmara é a música erudita composta para um pequeno grupo de instrumentos ou vozes que tradicionalmente podiam acomodar-se nas câmaras de um palácio. Atualmente, a expressão é usada para qualquer música executada por um pequeno número de músicos."

Não pude evitar pensamentos bestas: por que é, então, que a Câmara dos Deputados é enorme e o número deles atinge mais de meio milhar? Talvez se a câmara fosse mesmo câmara (dependência pequena de um palácio), poderíamos diminuir o número de deputados a um patamar  de necessidade real. Tem deputado demais, sô! O número deles - 513 - já me incomoda bastante, porque, tendo a Constituição Federal previsto votações necessárias de dois terços, a ideia de terço remete-me ao desnecessário terço eleitoral: 171. Número que não remete a coisas boas e saudáveis.
Por outro lado, penso que no caso dos políticos, há fatores que impedem o enquadramento da câmara dos deputados na ideia de música de câmara: talvez não sejam eruditos; talvez não sejam compositores e nem músicos, portanto, não irão compor nem tocar para soberanos.
Ah! Deve ser isto. Os soberanos são eles. Então, alguém que toque para os soberanos.
Esse "alguém", sabemos quem somos.

4 de ago de 2017

ATÉ AONDE VAI NOSSA FRAGILIDADE? ESTAMOS, MESMO, NO MATO SEM CACHORRO?

Assisti, estarrecido, a uma entrevista do Deputado Rodrigo Maia para a Globo News, na manhã seguinte à votação do pedido de autorização ao STF, para processar a denúncia da PGR contra Temer. Lembro-me da matéria mas preferi buscar informação dos termos. Encontro em "Redação Pragmatismo" (https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/08/rodrigo-maia-chora-e-diz-que-tinha-poder-para-derrubar-michel-temer.html) relato que coincide com o que ouvi. Transcrevo:

"Truculência § Em um outro desabafo após a Câmara rejeitar a denúncia contra Temer, Rodrigo Maia reclamou da ação 'truculenta' e 'desrespeitosa' de assessores do peemedebista quando o democrata era cotado como sucessor no Planalto. § 'De fato, em torno do presidente, houve uma relação muito ruim comigo, muito desrespeitosa, mas o tempo vai resolver isso', disse Rodrigo Maia em entrevista para a Globo News. § 'Um processo como esse, nunca tinha acontecido no Brasil, é um aprendizado. Mas não posso negar que atos de alguns assessores do presidente foram muito truculentos, muito duros contra a minha pessoa. Um deputado que sempre foi leal ao governo, que foi desconvidado para ser líder do governo e mesmo assim continuou votando com o governo, foi eleito presidente da Câmara na primeira eleição, apesar do governo, com a construção que fiz aqui na Câmara dos Deputados', desabafou. § 'Na segunda, com o apoio do governo. Eu nunca esperei que o entorno do presidente fosse jogar tão baixo comigo. Isso eu não posso deixar de falar. Mas eu tenho certeza que o tempo resolve todos esses problemas. O mais importante é que a Câmara dos Deputados tem um protagonismo enorme na agenda de reformas e esse é o desafio que eu assumi', completou."

Primeiro que tudo, quero entender que a lealdade de um deputado federal - principalmente o presidente da câmara - tem de ser com o povo, que lhe outorgou esse poder. Quero pensar, também, que o povo não pode ser tratado com grosserias, truculência e outras formas relatadas pelo representante desse povo. 
Sessão especial para votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da RepúblicaNão consigo entender como é que uma autoridade de tal gabarito, Presidente da Câmara dos Deputados - instituição que representa, em seu todo, a Nação Brasileira - deixa-se constranger com "jogo baixo", "truculência", "desrespeito" que afirmou ter sido o tratamento de "alguns assessores do governo". Entendo que o resultado disso é a absoluta insignificância e fragilidde do Povo Brasileiro - Zé Povinho, para muitos - já que o chefe da instituição que a representa não se sente forte o suficiente para repelir tal tipo daquilo que disse ter sido agressão.
Já desconfiava, mas vejo na afirmação verbal dessa autoridade que estamos, de fato, "no mato sem cachorro".

Imagem: CÂMARA DOS DEPUTADOS.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/507325-CAMARA-AUTORIZA-INSTAURACAO-DE-PROCESSO-DE-IMPEACHMENT-DE-DILMA-COM-367-VOTOS-A-FAVOR-E-137-CONTRA.html

NAS LETRAS DAS NOSSAS CANÇÕES. PROMESSA.




"Andou chuviscando, andou peneirando, chover não choveu."








Custódio Mesquita, em "Promessa".







NOTA: Na letra cantada por Ângela Maria, está escrito "Livre do sol então expulso deste céu para mim". Na letra que se encontra na página com a versão instrumental (orquestra de Custódio Mesquita), está escrito "Livre do sol então expulso deste céu de anil". Acho que essa versão é coerente, a ideia salientando a rima. Ambas as versões apresentadas na página de "VAGALUME".



Para ouvir com o autor (instrumental):
https://www.vagalume.com.br/custodio-mesquita/promessa.html

Para ouvir com Ângela Maria:
https://www.vagalume.com.br/angela-maria/promessa.html

1 de ago de 2017

DIÁLOGO NADA IMPROVÁVEL NOS PANORAMAS DA CRIMINALIDADE

Dinheiro foi encontrado em fundo falso de caminhonete (Foto: Aplicativo TEM Você)O cara é preso, provavelmente por envolvimento com tráfico. No carro em que estava foi encontrada vultosa quantia em dinheiro, notas de 100 e de 50. Deu-se o seguinte diálogo:

Policial: Qual a origem desse dinheiro todo?
Preso: Não sei. Mas com certeza o meu advogado poderá me explicar.


Imagem: globo.com g1
http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2015/04/policia-encontra-r2-mi-em-dinheiro-em-fundo-falso-de-caminhonete.html

30 de jul de 2017

O CAOS NÃO CHEGA DE REPENTE. NEM SE VAI RAPIDAMENTE.

Após decreto, Forças Armadas começam a atuar no Rio de Janeiro em meio à crise na segurança públicaComecei a elaborar este texto ontem. Mas lembrei-me de uma crônica que escrevera, há muito tempo, e que poderá guardar correlação, conforme vier o andar da carruagem. Trata-se de "Na Terra dos Mágicos de Ohs!" (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2017/07/na-terra-dos-magicos-de-ohs.html). Preferi simular uma "avant première". Vamos ao assunto, então.
Desenvolve-se, na cidade do Rio de Janeiro, ação governamental policial, para tratar da violência que assola aquela cidade. Enorme mobilização, presença de cerca de dez mil pessoas no efetivo da operação, Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar,  Polícia Civil. Pronunciamentos do Ministro da Defesa, exposição de estratégias. Disse que as operações em andamento estão garantidas até o final deste ano, mas que se estenderão até o final de 2018.
Foi aí que não tive como deixar de inquirir: e depois? E foi aí que acabei desovando um tema que me rondava a mente, há algum tempo: o caos não chega de repente; nem se vai rapidamente.
O caos que se instalou no Brasil - com maior realce na cidade do Rio de Janeiro - não veio em uma nuvem de poeira. Instalou-se através da sedimentação de poeirinhas que, em contato com água, foram se transformando até virarem avalanches lamacentas putrefatas. Avalanches lamacentas putrefatas que terão de ser secadas, "britadas", se considerarmos sua consistência enorme, e pulverizadas, para que possam ser removidas por um ventinho contrário àquele que determinou a sedimentação do mal.
Isto leva tempo. Muito tempo. E não é para terminar em 2018, não! Penso, há muito tempo, que se o governo conseguir elencar medidas para estabelecer segurança; se todas essas medidas estiverem corretas e se se conseguir 100% de aproveitamento na aplicação, é coisa para vinte anos ou mais.
Pensando sobre a questão, não tive como não pensar na "retomada do morro do alemão". Fui ler sobre o assunto.
Primeiro, encontrei um "passo-a-passo" da "Ocupação das Favelas do Alemão", em "G1 RIO DE JANEIRO - RIO CONTRA O CRIME" (http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-contra-o-crime/noticia/2010/11/ocupacao-das-favelas-do-alemao.html). Encontrei:
"15h45 - O  prefeito Eduardo Paes afirma que, assim que obtiver autorização, a comunidade do Alemão será 'invadida' por serviços de assistência social."
No "ÚLTIMO SEGUNDO - Rio de Janeiro" (http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/operacao-do-exercito-no-complexo-do-alemao-ja-custou-r-237-milhoes/n1597213631643.html), em 16/09/2011: "Operação do Exército no Complexo do Alemão já custou R$237 milhões - Valor é equivalente à metade das verbas destinadas à modernização da força em 2011."
Cheguei a ficar encantado com as avaliações e declarações do então governador Sérgio Cabral, que encontrei na página do UOL notícias Cotidiano, São Paulo, 28/11/2010 (https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2010/11/28/estamos-virando-uma-pagina-na-historia-do-rio-diz-cabral.html):
"Após a retomada do complexo do Alemão por forças de segurança neste domingo (28), o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que as parcerias com o governo federal continuarão para garantir a tranquilidade aos fluminenses e agradeceu aos fluminenses e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela cooperação. § Em entrevista à Globo News, Cabral afirmou que a política de segurança é de médio e longo prazo, e se manterá sob o comando do secretário José Mariano Beltrame. 'Estamos virando uma página na história do Rio', afirmou. 'Com essa reconquista territorial damos um passo decisivo para a nossa política de segurança pública'. § O governador afirmou que a ação contra os criminosos acaba com a confusão, com essa mixórdia de conceitos que levou o Rio de Janeiro a uma situação de crise econômica e crise social, e falência política'. Depois de citar o governo federal, ele afirmou que a participação da sociedade 'é o grande segredo deste momento'. § Cabral citou investimentos feitos no Complexo do Alemão nos últimos anos - entre os quais as obras de habitação e um sistema de teleférico que ajuda a transportar moradores. 'Enquanto não levássemos segurança pública e paz o trabalho não estaria completo', afirmou o governador.".
Emocionante, não?
Mas há outras pérolas de Cabral, no Estadão de 27/11/2010 (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,em-meio-a-cerco-no-complexo-do-alemao-cabral-diz-que-governo-nao-recua,646240):
"Segundo o governador, as equipes de Segurança têm informado à população sobre os eventos no Rio. Para ele, 'o momento é de retomada de territórios, de afirmação da ordem e do Estado de Direito Democrático'. § Estamos todos unidos. Todos com o mesmo propósito: seguir em frente sem qualquer recuo na busca da libertação das pessoa do poder de bandidos nas comunidades', disse Cabral. § Cabral diz que seu compromisso é 'pacificar todas as comunidades onde houver o domínio do poder paralelo'.".
Sinceramente, não vejo contradição no que disse Cabral. Referiu-se, repetidamente, em "bandidos na comunidade". Mas achei super interessante um texto final:
"No topo do morro, os policiais encontraram uma casa luxuosa onde viveria um dos chefes do tráfico na região. Banheira de hidromassagem, televisão de 40 polegadas e ar condicionado estavam à disposição dos criminosos em uma residência de dois andares. Antes de deixaram o local, os bandidos balearam os aparelhos domésticos e reviraram os móveis.".

Primeiro: se outros chefes, em vários segmentos da administração pública, têm ostentado conforto e riqueza, por que imaginar que os bandidos não? E olha que estes estão sempre sob o risco dos rigores da lei e vigiados por tudo que é polícia. Enquanto que os outros vivem protegidos por essas mesmas forças, até que percam a condição de poder público.
Segundo: ainda fiel ao preceito de Millôr ("livre pensar é só pensar"), posso pensar o que quiser do fato de os bandidos balearam os aparelhos domésticos. Poderão ter pensado: "cê" acha, "mano", que eu vou deixar tv de 40 inteira "pros home"? Lá tem ladrão tanto como eu e alguém vai querer "apreender" minha tv.

Imagem: Folha de São Paulo.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/07/1905483-rio-tem-segundo-dia-de-tropas-federais-nas-ruas.shtml

29 de jul de 2017

NA TERRA DOS MÁGICOS DE OHS!

INTRODUÇÃO: O texto abaixo foi escrito em 1989, e publicado no jornal "Correio de Uberlândia", no dia 21/06/1989. Repito-o, pedindo aos céus que não estejamos, ainda, "Na Terra dos Mágicos de Ohs!".




Eu era menino e os políticos já prometiam. Inventavam as mais inventivas soluções para os (agora sabemos que eram poucos) problemas daquele tempo.
E, já então, falhavam no cumprimento de suas promessas. Uns perjuros!
Fui crescendo e assistindo, a cada eleição, a novas promessas, em palanques, de melhorar a vida do povo. E nada!
O eleitor, coitado, sempre crédulo, votando em alguém. Trocava UDN pelo PSD, o PSD pela UDN, UDN pelo PSD, de novo. Talvez para não ficar igual àquele português que viajava sozinho, em um bonde, em noite de tempestade. Enorme goteira despejava água a cântaros, sobre o pobre do português. Veio o condutor (li sua matéria, Quirino! Mas sou do tempo) e perguntou: por que o senhor não troca de lugar? E o portuga: mas trocar com quem?
Fechemos parênteses e voltemos às promessas de palanque. Sempre dando em nada.
Adulto (desculpem a pretensão), vi o povo tentando trocar ARENA por MDB, sem conseguir. Eleição indireta, não tinha jeito. Depois, PDS por PMDB. As propostas de mudanças cada vez mais criativas (os agravamentos de crise exigiam soluções mirabolantes, porque não cabiam, mais, as soluções simples de antanho). E nada! A crise se aprofundando mais e mais.
Veio a pré-nova República, com um novo mágico, cartola em punho, conseguindo a mágica de harmonizar "caminhando e cantando" com "quero falar de uma coisa" e outras bossas. Deu no que deu. Nem é bom falar! O povo cada vez na pior! Só levando ferro!
Agora, em plena campanha presidencial, quase uma dezena de candidatos estão buscando o voto direto do povo, numa corrida que já começa desenfreada, todos prometendo soluções mágicas para as crises do desemprego, da habitação, da Previdência, da saúde, da educação, da segurança pública, da dívida externa, da dívida interna... (mais crises do que candidatos; quem sabe um presidente para cada crise resolvesse... ou um ministério). Vários mágicos. Cada um com uma mágica diferente, tentando convencer o eleitorado. E o povo, pra variar, confiando! Para, no final... Oh!
Fim de século, plena era dos mágicos de... Ohs!


25 de jul de 2017

BRASILEIRÃO 2017: BRINCADEIRINHA COM A COINCIDÊNCIA







MINISTRO JUNGMANN: APARTAR O PODER OFICIAL DO CRIME

Boquiaberto e olhiaberto, ouvi o ministro Jungmann - vendo-o pela TV - criticando a conivência do poder público com os setores da criminalidade, afirmando que "...o Rio de Janeiro está no estágio mais avançado nessa captura do poder público pelo crime...". Segundo o ministro, "...são 800 comunidades sob o controle do crime organizado". Emenda: "Quem controla tem voto; o crime tem capacidade de colocar seus representantes no próprio governo". Está em G1 - RIO DE JANEIRO (http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/em-entrevista-jungmann-diz-que-espera-decreto-de-temer-para-enviar-forcas-armadas-ao-rj.ghtml).
Ô sô do céu! O ministro descobriu a pólvora! Ou será resultado do alheamento dos políticos, em geral, relativamente à nossa história?
Primeiro que tudo, o Rio de Janeiro é apenas o bode expiatório, porque tem maior destaque. A criminalidade ampliou muito seu território. Segundo, estamos vendo detentores de cargos públicos, em várias esferas, praticando, no presente, atos capitulados como crimes, alguns sendo condenados, outros esperneando, outros apoiando os que esperneiam... um pandemônio!
Mas vamos à história: muitos de nós sabemos - e o Sr. Jungmann que, aos 65 anos, viu o suicídio do Getúlio, a renúncia do Jânio, as cassações e a ditadura, e de permeio, figuras ligadas ao crime "popular" (não oficial) e um montão de maracutaias - também poderá saber de Castor de Andrade e seus herdeiros, os quais encabeçam a lista de contraventores (envolvendo crimes, violência e corrupção) referidos em matéria específica na página eletrônica Terra (http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/jogo-do-bicho/), incluindo o agora emblemático Carlinhos Cachoeira que, segundo a página, criou uma teia de relações com empresários e políticos.
JOGO DO BICHO A UM PASSO DA LEGALIZAÇÃOPode ser que o Sr. Jungmann não ache que essa história de criminosos e contraventores, sempre na proximidade de empresários e políticos, nada tenha a ver com a situação atual no país. O que vivemos não é resultado de uma geração espontânea, que surgiu de repente para assustar-nos. Tudo isso foi tecido durante um longo tempo e não vai ser da noite para o dia que o ministro conseguirá acabar com a bagunça.
Nota Pessoal - ilustro o assunto com um fato ocorrido comigo: entre 1980 e 1984, fui comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar da PMMG, em Patos de Minas. Na década de 1960, servindo em Passos-MG, tive como vizinhos e amigos um casal de idosos e três filhas, tendo ficado conhecendo alguns cunhados dessas últimas. Um belo dia, aparece-me um deles, em Patos de Minas. Abordou-me, dizendo que iria ser editada uma lei autorizando o jogo do bicho, apenas para quem já tivesse banca. Como não havia jogo do bicho em Patos de Minas, pretendia "montar uma banca" na cidade, de modo que, quando saísse a lei, só ele poderia explorar a atividade. Respondi-lhe que o jogo do bicho - em situação irregular - não seria instalado na cidade em que eu exercia o cargo. Caiu na área: "Você não vai fazer isso comigo!". Disse-lhe que não tinha motivo qualquer para concordar com ele, e tinha muitos para não concordar. Disse-lhe mais: se vier a ser editada uma lei como a que você está dizendo, a primeira coisa que irei fazer será abrir uma banca, bem pertinho do quartel. Não poderá imperar reserva de mercado. Pois não é que, algum tempo depois, foi veiculada pela imprensa a notícia de um projeto de lei federal, autorizando o jogo do bicho só para quem já tivesse banca? É óbvio a pessoa que me procurara tinha informação de andamento das " tenebrosas transações" (ave, Chico!), envolvendo políticos, obviamente, para legalizar o jogo do bicho, com reserva de mercado. Certamente, eventual ação política renderia uma nota preta "por fora" (uma estratégia para que rendesse seria o político que tivesse concorrido fosse autorizado pelo bicheiro a apostar, todos os dias, no "bicho que desse").
MELHOR ILUSTRAÇÃO (encontrada em http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1469761):
"3. PL nº 1.212/1991: de autoria do ex-Deputado Paulo de Almeida, dispõe sobre a concessão para a exploração da loteria denominada Jogo do Bicho e dá outras providências. Legaliza a loteria do jogo do bicho e concede anistia para os que tenham sido punidos pela prática. No âmbito desse projeto, a concessão para exploração do jogo do bicho será exclusiva a pessoa física ou jurídica que já explore, comprovadamente, antes da vigência da Lei nova, a loteria denominada Jogo do Bicho. No tocante à distribuição de recursos auferidos, o PL determina que as bancas paguem ao Estado 5% (cinco por cento) sobre a renda bruta do mês; sendo 2% (dois por cento) para o Estado e 3% (três por cento) rateado entre os seus Municípios; e aos corretores zoológicos, 10% (dez por cento) do valor da renda bruta mensal das apostas vendidas;".
Curiosidades:
1. O interessado tinha de provar que havia sido contraventor efetivo.
2. Se não me falha a memória, foi de Sérgio Porto - o Stanislaw Ponte Preta - que li, pela primeira vez, a expressão "corretor zoológico", referindo-se a "cambista de jogo de bicho". Pelo jeito, o autor do projeto pretendeu oficializar a expressão (ou a profissão).
FIM DE PAPO: Paro por aqui. Se enveredarmos pelo "perigoso caminho da galhofa" (ainda Stanislaw) e da malandragem, não haverá papel ou espaço eletrônico que baste. 

Imagem: EDELSON FREITAS - O seu portal de notícias.
http://edelsonfreitas.com/portal/tag/jogo-do-bicho/

22 de jul de 2017

'É O NOSSO FUTEBOL": A LÓGICA DA DANÇA DOS TÉCNICOS

Flamengo x PalmeirasQuem acompanha o futebol sabe da dança dos técnicos. A gente não sabe, efetivamente, dos motivos dessa dança, sendo possível que não sejam exatamente aqueles que são divulgados.
Na última rodada do brasileirão, tivemos dois casos interessantes, embora não exatamente iguais: no jogo Flamengo x Palmeiras, a torcida do Fla pediu a cabeça do Zé Ricardo; no Atlético Mineiro x Bahia, a torcida do Galo quis a cabeça do Roger. No curso da semana, Zé Ricardo "continua prestigiado" mas Roger foi demitido.
Vamos falar um pouco desses dois jogos: no primeiro, Jailson, goleiro do Palmeiras, substituindo Prass, fez algumas defesas importantes, incluindo a de um pênalti, que não foi mal batido. Significa que o Fla criou situações de gol, tendo algumas delas sido paradas pelo goleiro. Poderia ter ganho o jogo. Tratava-se de um clássico, entre dois clubes grandes e tradicionais, separados na lista de classificação por duas posições, mas com igual número de pontos. Um empate admissível. Por que a torcida não quer tolerar o Zé Ricardo? Parece que o ponto levantado pelos insatisfeitos é o fato de o Flamengo sair-se bem com os "times pequenos" mas não conseguir o mesmo com os "grandes". Ora, o que sempre ouvi falar é que a fórmula para ganhar campeonato é não perder ponto para "pequeno" e ganhar ou empatar com os "grandes". O Flamengo é o 4º colocado, na frente de muita gente boa. Haverá mesmo motivo para querer a cabeça do técnico, um valor que se tem revelado eficiente?
Agora, vamos ao Atlético Mineiro: o caldo derramou por causa de alguns insucessos no Independência - aonde vigorou, com sucesso, a mística do "eu acredito!". A gota dágua foi a derrota para o Bahia. Mas vejamos: ambos os clubes encontram-se com o mesmo número de pontos, o que presume, pelo menos, o equilíbrio de forças. O Bahia fez dois gols (comento o segundo, ao final) mas pouco ameaçou além disto. Já o Atlético chegou várias vezes ao gol adversário, o que acabou por transformar o goleiro Jean, do Bahia, no grande nome da partida, segundo o UOL esporte Futebol ( https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2017/07/19/atletico-mg-x-bahia.htm). O Galo teve pelo menos seis oportunidades reais de gol e apenas em uma delas não pontificou o goleiro Jean. Foi quando Jean desviou uma bola na área e Fred chutou com o gol vazio. O mesmo UOL comentou o lance, de forma diferente da que vi, parecendo, para mim, que achava de depreciar Fred (achei, mesmo, que o foco da reportagem era este) O UOL descreveu o lance assim: "Mesmo sem goleiro, o centroavante do Atlético não conseguiu fazer o gol. O chute foi com força e no rumo do gol, mas bateu no zagueiro Lucas Fonseca, na trave e não entrou." (mesmo link citado acima). O lance que vi (em repetições do próprio UOL foi um pouco diferente. Quando a bola sobrou de Jean, Fred chutou alto, no lado oposto ao que ficou o goleiro. Aí, veio "voando" o zagueiro Lucas Fonseca e evitou o gol, cabeceando a bola, que foi à trave. Um momento intenso do jogo, com a sorte favorecendo o time baiano, porque a cabeçada de Lucas poderia ter ido à linha de fundo, à trave - como foi - ou às redes, com possibilidades exatamente iguais. A bola não bateu em Lucas. Aconteceu uma ação efetiva do zagueiro. Jean defendeu mais duas ou três cabeçadas de Fred, uma em lançamento de Rafael Carioca e outras duas em lançamentos de Cazares. Desviou para escanteio uma cabeçada de Luan, em defesa difícil. E mandou para escanteio uma bola que fora chutada por Cazares, com desvio de um zagueiro, para o alto (pensei que Jean, adiantado, não conseguiria voltar; conseguiu).
Fiquei matutando sobre as insatisfações das duas torcidas - Flamengo e Atlético Mineiro - com os respectivos treinadores. Quanto ao Flamengo, nada vi de anormal, ainda. Mas quanto ao Atlético, achei estranho a torcida querer mandar embora um treinador cujo time chega tantas vezes ao gol (embora faça nenhum). Incomodou-me a reportagem que encontrei no UOL, a que estou fazendo referência aqui. Transcrevo algumas observações que colhi na página já citada.
1) "Fred foi decisivo no jogo, mas não fazendo gols, como é o costume. O camisa 9 do Galo fez o pênalti convertido por Juninho...".
2) "Mas a noite ruim de Fred não fica apenas pelo pênalti cometido, mas também pelos gols perdidos.".
3) A jogada já descrita, com Lucas, do Bahia desviando a bola do gol para a trave, em ação efetiva, tendo o UOL referido que a bola bateu nele (diferente da imagem que ofereceu).
4) O UOL refere-se a gols perdidos por Fred, mas realça, no texto, a atuação de Jean, afirmando que o goleiro do Bahia fez quatro grandes defesas, duas delas em cabeçadas de Fred.
No programa "Seleção", pela SporTV, li algumas mensagens de assistentes, dizendo que Fred é desagregador e coisa e tal. Nada sei sobre isso. Mas do que vi em campo entendo apenas que, embora com bom desempenho em finalizações, o centro avante do Galo foi superado pelo goleiro do Bahia. O que acaba tendo de acontecer em qualquer jogo de futebol: um ser melhor do que o outro. Jean foi o melhor!
Bahia x Atlético-MGDisse que iria falar no segundo gol do Bahia. Vamos lá: naquele lance, acho que dá para questionar o treinador. Em contra-ataque, três jogadores do Bahia avançaram para a área do Atlético. Cinco jogadores do Galo postaram-se na mesma altura, em linha (cinco contra tres). Quando um atacante do Bahia, pela esquerda, rolou a bola para Juninho, penso que havia tempo para um dos cinco atleticanos pelo menos correr para o atacante, e tentar atrapalhá-lo, pelo menos, enquanto a bola rolava. Ninguém tentou. Poderia ser cansaço (fim do jogo), falta de concentração ou até falta de orientação para a hipótese. Juninho recebeu absolutamente livre. Chutou muito bem.
Ainda estou matutando sobre as pressões para troca de técnicos.

Imagem 1: TORCEDORES.COM
http://torcedores.uol.com.br/noticias/2016/06/flamengo-x-palmeiras-assistir-ao-vivo

Imagem 2: Futebol Bahiano.
http://www.futebolbahiano.org/2011/06/bahia-x-atletico-mg-hoje-as-16h-em.html

21 de jul de 2017

SEGREDINHOS PALACIANOS NÃO MAIS SERÃO GRAVADOS

Fone Invisível Escuta Espiã Micro Ponto Eletrônico AuricularOuço pela TV que, para evitar gravações nos ambientes públicos federais do Palácio, o Gabinete de Segurança Institucional instalou, no Gabinete do Presidente um dispositivo que dificulta a compreensão de áudios que possam ser captados por instrumentos eletrônicos.
Nem dá para comentar, sô!
O Presidente deve saber que pelo princípio da publicidade, art. 37 da Constituição Federal, tudo o que vier a ser combinado em qualquer ambiente do Serviço Público Federal, pode ser ouvido por qualquer brasileiro (direito à informação). Pode ter segredinho não! 
Precisava não de gastar mais dinheiro só para fazer isso. É só o presidente não voltar a fazer besteira, uai!

Imagem: Mercado Livre.
http://eletronicos.mercadolivre.com.br/espionagem-escuta-eletronica-sedex-gratis

20 de jul de 2017

O DRAMA DOS PASSAPORTES E O DIREITO DO CONSUMIDOR

passaportePelo que parece, os governos brasileiros ainda não perceberam que estão - todos eles - sujeitos às normas do Direito do Consumidor. São prestadores de serviço (e costumam fazê-lo muito mal, pelo que corre por aí à boca pequena. Pequena, hein?).
Foi um Deus-nos-acuda o episódio dos passaportes. Muita gente com viagem marcada e paga, e vem a notícia de que a Polícia Federal suspendera a emissão de passaportes, por falta de verba. Ah! Mas os pretendentes a passaportes têm - sujeitando-se às incertezas quanto ao recebimento do documento - de fazer o pagamento antecipado (contrariando o Código de Defesa do Consumidor, Art. 6º - São direitos básicos do consumidor: ... X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral; Art. 51 - cláusulas nulas, reputadas abusivas: ... V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva; ... XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério;).
A exigência de pagamento antecipado, sem estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação, ou deixar a fixação do termo inicial a seu exclusivo critério (quando a verba vier) é a exigência de vantagem manifestamente excessiva.
Ô Sô do Céu! Então o Governo Federal age em desrespeito ao Direito do Consumidor? Para ele não vale? O consumidor que se dane? Ah! Se quiser vai à Justiça e talvez receba o ressarcimento das quantias que pagou com reservas de passagens e hospedagem... daqui a sei lá quantos anos!
Pode-se concluir que incide, no caso, elemento de burocracia (que pode ser dada como burrocracia, que o Hélio Beltrão não conseguiu solucionar): 1) os passaportes são confeccionados na Casa da Moeda, Empresa Pública Vinculada ao Ministério da Fazenda; 2) todos os dinheiros pagos a órgãos do Governo Federal são atribuídos à Receita Federal, o que se justifica em face da necessidade de controle; 3) ao receber as taxas relativas a fornecimentos de passaporte, considerando que o tributo taxa é, por definição, atrelado ao serviço (diferentemente dos impostos, cujas rendas vão para um caixa único, para custeio de todas as atividades do governo, conforme o orçamento), penso que não há obstáculo a, recolhendo-se o dinheiro à Receita Federal, com as informações pertinentes, e com todos os registros contábeis necessários, a Receita transferir, imediatamente, à Casa da Moeda, o valor pago pelo cidadão consumidor, a título de caixa. A atividade estaria sendo executada sem qualquer interrupção, porque já estaria paga. Não me conformo em admitir que, para fazer uma operação, através da informática, possível até em tempo real, o governo prefira uma lei. Foi necessária uma lei elaborada às pressas, sancionada às pressas, para impedir o vexame de não entregar passaportes a quem já os havia pago. Isso poderia ter sido feito de dentro das salas dos gestores, com programinhas de computadores, que a Receita Federal tem muito bons, cercando todas as informações dos contribuintes. Tudo sem pedalada fiscal.
Se não fizerem um aplicativo para gestão da atividade e satisfação do consumidor (sem privilégios, dentro das normas), eu vou ficar com muito mais vergonha ainda.

Imagem Passaporte: Deixe-me contar... por Jéssica Vieira.
http://www.deixemecontar.com.br/viagem/tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-tirar-seu-passaporte/


Imagem Código de Defesa do Consumidor: OAB 29ª PRESIDENTE PRUDENTE - SÃO PAULO.
http://www.oabprudente.org.br/noticias/103





14 de jul de 2017

A GRANDE PREOCUPAÇÃO DO DOUTOR ANTÔNIO MARIZ

Lei que impedia punição disciplinar no serviço público é julgada inconstitucionalOuvi do defensor de Temer - Dr. Antônio Mariz - uma pérola que me preocupa: diz ele estar muito preocupado com o que classificou de "avanço da cultura punitiva no país".
Não teria o "nobre advogado" - como gostam de tratar-se os causídicos - podido pensar, paralelamente, pelo menos, no avanço da cultura delitiva no país? Será possível pensar que a punição deveria ser, sempre, a irmã siamesa do delito?

Imagem 1: INFORME.
http://jornalinforme.com.br/cacador/index.php/editorias/item-vimeo/item/1725-lei-que-impedia-punicao-disciplinar-no-servico-publico-e-julgada-inconstitucional


Imagem 2: Vista Direita
http://www.vistadireita.com.br/blog/a-falacia-do-combate-a-corrupcao/