26 de jun de 2016

AINDA A EDUCAÇÃO DE ATLETAS, TÉCNICOS E COMENTARISTAS

Disse, ontem, que voltaria para falar de Atlético x Corinthians. O comentário é sobre o gol de Fred e as sequência. Diz-se que a tv mostrou impedimento de Marcos Rocha, antes de receber a bola que cruzou para Fred. Fiquei em dúvida. Realmente, no momento em que Leandro Donizete preparava o passe (posição do corpo), Marcos Rocha estava à frente da zaga. Deu um passo para trás e não sei se conseguiu fazer isto antes de sair a bola, mas é certo que, enquanto ela viajava, Marcos Rocha estava atrás da zaga, em posição regular. O lance foi muito difícil para o auxiliar, pela rapidez dos movimentos.
Mas vamos ao ponto sobre educação: o comentarista disse que Cristóvão - treinador do Corinthians - estava azucrinando o auxiliar que não marcou impedimento e que isto era o papel dele. Como o termo "azucrinar" foi usado pelo comentarista e como é pouco usual (já foi mais), permito-me comentar o significado. Está no Aurélio que azucrinar é "apoquentar, causar embaraço, importunação, aborrecimento". Acho de ir adiante e ver o que significa "azucrim", que guarda relação íntima com o verbo. Está no Aurélio: "Entidade diabólica e molesta. Pessoa inoportuna, apoquentadora, amofinadora".
Pois é! O treinador do Fluminense tornou-se azucrim, para infernizar a vida do auxiliar, que estava trabalhando, por causa de suposto erro em lance muito difícil ao exame da tv, quanto mais ao vivo. E o comentarista achou que isto é o papel dele.
Volto a repisar as comparações do futebol com o voleibol, já repetidas aqui (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2016/06/fato-um-na-ultima-quinta-feira-23-de.html http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2014/07/o-voleibol-brasileiro-vai-muito-bem.html; e  http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/03/futebol-e-voleibol-por-que-as.html, este link citado no texto do anterior), para assinalar, mais uma vez, que, comportando-se com disciplina, o voleibol brasileiro está muito longe à frente do nosso futebol dos últimos dez anos. Será que isto nada significa? Será melhor continuar trocando técnicos e exaltando "promessas", sem mexer na essência, começando pela educação primária de todos nós? 
Definitivamente, se não mudarmos muito, não teremos um futebol digno daquilo que a seleção brasileira foi, e que as pessoas insistem em evocar para dizer que somos pentacampeões e que a camisa verde amarela é respeitada no mundo. Era!

Imagem: Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=rqa6VNcIzik

25 de jun de 2016

EDUCAÇÃO DE ATLETAS, DE DIRIGENTES, DE ÁRBITROS, DE COMENTARISTAS PODE MELHORAR O PADRÃO DE NOSSO FUTEBOL

Grêmio x VitóriaFato Um: Na última quinta feira (23 de junho), jogo Grêmio x Vitória, na Arena do Grêmio, o Vitória saiu vencedor, por 2 x 1. Após o término da partida, Roger, o treinador do Grêmio, dirigiu-se ao juiz, "educadamente", dizendo-lhe que, em um dos gols sofridos pelo Grêmio, um adversário havia tocado a bola com a mão (ou coisa parecida) e que ele - juiz - iria ver depois na TV. Fato Dois: no dia seguinte (24 de junho), no programa Seleção SporTV, o âncora Marcelo Barreto criticou os fatos, a um, de ter sido registrado na súmula que o treinador do grêmio dirigira aquela observação ao árbitro e, a dois, de ter sido aplicada suspensão por um jogo ao treinador do Grêmio, pelo fato registrado. Imediatamente várias manifestações contra o árbitro, um dos integrantes do quadro dizendo que a comunicação está ficando prejudicada, outro dizendo que estão dando muito poder ao árbitro, que ninguém pode se dirigir a ele, e coisas que tais. Apareceu uma voz que me pareceu serena - se me não engano, o Ricardo Rocha - dizendo que o árbitro apenas assinalara o fato no seu relatório do jogo, ação que lhe competia fazer, por força da função. Acrescentou que se havia reparo a fazer à suspensão, caso alguém entendesse que o castigo foi desproporcional, o destinatário era o Tribunal Esportivo que aplicou a suspensão, e não o árbitro. De fato, apenas um dos profissionais de comunicação presentes manifestou-se sobre a obrigação do árbitro de registrar em relatório todos os incidentes havidos. Concordei com esse que falou assim. Os outros todos arremeteram contra o árbitro, alguns de modo veemente, máxime no que diz respeito a "dar muito poder ao árbitro".

Brasil x Irã

Fato Três: no jogo pela Liga Mundial de Voleibol Masculino, entre a seleção brasileira e a seleção do Iran, na mesma quinta feira (Fato UM) 23 de junho, o árbitro marcou ponto contra a seleção brasileira, indicando que a bola tocara no chão, sendo que a repetição indicou que o líbero rebatera a bola com as costas da mão. Bruninho, capitão do time, dirigiu-se ao árbitro, que confirmou a decisão. O comentarista - da mesma emissora de tv - assinalou que seria melhor que Bruninho deixasse a questão, porque poderia ser punido com cartão amarelo, e que isto seria uma desvantagem.
Entendo que os integrantes do Seleção SporTV - exceto Ricardo Rocha, se não me engano - educavam mal o mundo do futebol, quando denunciavam "abuso de poder" do árbitro, porque, de certa forma, aprovava a abordagem "educada" do treinador do Grêmio. O que temos visto e repetido aqui, sobre jogador "louvando" juiz, gritando palavrão, dedo em riste, não pode ser coisa do futebol. Penso: e se, por outro modo, o árbitro daquele jogo se tivesse dirigido ao treinador do Grêmio e observado, "educadamente": "você se equivocou naquela substituição e por isto perdeu o jogo". Teria sido aceitável? Só a experiência poderia responder. A troca de lado obriga a gente a meditar.
Concluo reafirmando o que tenho exposto aqui no cadikim: os males do futebol não estão apenas no Dunga, na CBF, no fato de a maioria dos atletas viver em outras e distantes terras... Acho que está arraigada - e muito - em distanciamento de todos os envolvidos daquilo que deveria representar o respeito de todos por todos. Mesmo que cada fato duvidoso do árbitro fosse levado, depois do jogo, a uma reunião restrita aos intervenientes, como em "tira-teima" ou "desafio", de modo didático, com o objetivo de melhorar as condições dos árbitros, sem descartar melhor entendimento dos dirigentes e atletas, que poderiam até admitir que a visão do árbitro fora obnubilada por um ou dois atletas intermediários (e, neste caso, óbvio, melhorasse os conceitos do árbitro sobre posicionamento em campo).
No frigir dos ovos, será preciso que muita gente abra mão dos conceitos vigentes, para tornar a atividade "futebol" mais educado, mais respeitoso, mais preponderante, afastando-se tudo aquilo que conspira contra esses princípios. Não quero admitir que o volei seja mais educado porque os jogadores são mais educados, que vieram de ambientes sociais melhores... admito que a rigidez de conduta induz disciplina. Já vi um juiz advertir com o amarelo um jogador reclamão; e, logo em seguida, tendo o mesmo atleta jogar a bola ao chão, com força, gesto claro de revolta (não só de inconformismo), o árbitro aplicou-lhe o vermelho, o que valeu um ponto ao adversário. No voleibol, reclamar de árbitro pode até ser pior do que pênalti.
Posso estar sendo chato. Assim mesmo, voltarei amanhã, para discutir um fato, envolvendo arbitragem e comentarista, no jogo Atlético Mineiro x Corinthians.

Imagem Futebol: Esportes e Jogos
http://www.esportesejogos.com/assistir-transmissao-gremio-x-vitoria-ao-vivo-online.html

Imagem Voleibol: TORCEDORES.COM

http://torcedores.com/noticias/2016/06/brasil-x-ira-saiba-como-assistir-ao-jogo-de-volei-ao-vivo-na-tv




23 de jun de 2016

A ACEITAÇÃO DA DENÚNCIA CONTRA BOLSONARO E O DECORO PARLAMENTAR

Ab initio, como gostam os juristas bacanas, aviso que não tenho qualquer simpatia pelo Deputado Jair Bolsonaro. Meu comentário volta-se muito mais para a qualidade da informação a respeito dele, de modo que o povo esteja sabendo, de fato, do que se está tratando (aviso também que a nada sou candidato, nem me pretendo candidatar; este aviso é porque muita gente que toma partido qualquer é logo confundida com ambicioso político partidário).
A polêmica está no ar: o STF recebeu a denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro, incluindo incitação ao estupro. Pelo pouco trabalho que este advogadim de província se deu a pesquisar, não encontrou tipificação específica do crime de "incitação ao estupro", que é o termo que está correndo pela mídia. Encontrou, então, os crimes previstos no art. 286 e no art. 287, adiante:


Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime: Pena - detenção, de três a seis meses, ou multa.

Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena: detenção, de três a seis meses, ou multa.

Vamos verificar o significado dos tipos penais indicados nos dois artigos. Peço socorro ao Aurélio.

Incitar. V. t. d. 1. Instigar, impelir, mover. 2. Estimular, excitar. 3. Provocar, suscitar, ocasionar. 4. Açular, instigar (um animal). T. d. e i. 5. Instigar, mover, compelir: incitei-o  a publicar o livro.6. Estimular-se, excitar-se. 7. Irritar-se, encolerizar, enfurecer-se.

Observe-se que podemos excluir, para discussão do caso, os itens 6 e 7, posto que a ação é reflexiva, não sendo possível incitar a si mesmo.

Apologia. S. f. 1. Discurso para justificar, defender ou louvar. 2. Encômio, louvor, elogio.

Como se vê, os tipos são "incitação à prática de crime" e "apologia de fato criminoso ou autor de crime", genericamente.
Não vi, nas palavras de Bolsonaro, transmitidas pela tv, qualquer ação no sentido de estimular, ou compelir, ou instigar alguém a estuprar outrem. Nem no sentido de defender ou louvar a ação de estuprar.
Não estaria discutindo este assunto se não fosse aspecto que entendo mais relevante: a questão do decoro parlamentar. Ouvi as palavras de Bolsonaro, na tribuna do Parlamento. Extremamente grosseiras, agressivas, até indecentes. Já vi e ouvi outros pronunciamentos do mesmo deputado, sobre outros assuntos, que também considero agressivos e, no contexto geral, indecentes.
Por que, então, levar o deputado ao STF, para, sem certeza, conseguir uma condenação que, se vier a ocorrer, será de entre três meses de detenção (nada que algumas cestas básicas não resolvam) a multa, se um processo por quebra de decoro parlamentar poderia causar muito mais estrago?
Se isso ocorresse, poderia haver de ser tratada, também, eventual conduta da deputada Maria do Rosário. Apressados poderão acorrer, defendendo que a "vítima de estupro" não pode ser logo considerada "culpada". Nada disto. A deputada não foi vítima de estupro.
Já encontrei negativa de que a deputada tivesse taxado Bolsonaro de estuprador. Só que ele afirmou isto e que ocorreu no salão verde da Câmara. Textualmente: "Há poucos dias tu me chamou de estuprador, no salão verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece" (http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/06/bolsonaro-vira-reu-por-falar-que-maria-do-rosario-nao-merece-ser-estuprada.html). Ora, a simples negativa da deputada não pode servir à exclusão da possibilidade do fato que, se verdadeiro, é muito grave. É claro que, para provar as palavras de Bolsonaro, basta ouvir o vídeo. E para provar a ação da deputada poderá nem haver testemunha.
O que existe de concreto é que estamos vivendo um período em que há xingamentos de parte a parte, desde entre correligionários políticos de facções diferentes até entre deputados e senadores. Há poucos dias, ouvi dois "pralamentares" trocando mimos em plena sessão: ladrão, vagabundo eram expressões que foram cuspidas de lado a lado.
Estamos, pois, diante de um fato muito mais grave: a falta de ética e de decoro, tanto nas manifestações partidárias de meros correligionários como naquelas casas que deveriam estar podendo ser escritas com letras maiúsculas, mas que, a cada dia, apequenam-se. Sem nem precisar tocar em assuntos de corrupção.


18 de jun de 2016

O POETA WANDER PORTO DÁ O AR DE SUA GRAÇA

__________TRIVIAL__________

Procurei-te nas liras e nas odes,
Devorei textos e cenas de novelas

E por mais que eu queira não explodes
Nas sete mil cores do focal das telas;

Encomendei aos sábios um compêndio,
Um decreto-lei sobre o amor pertinaz...

Em vão. Só em tempo, putz, quanto dispêndio,
O calhamaço foi de todo ineficaz.

Convoquei Best-sellers épicos e probos
Que dessem luz tanto a mim quanto a ti

E nos resgatasse do ofício de bobos:
-Garimpeiros de nós nos Rios da Noite!

-Que faço? Finjo que não estou nem aí?
-Fujo? Onde nunca me encontrarias?

-Bobagens, sempre nos achamos por aqui!
-Onde? Ora... aqui, na trivial Poesia dos dias! 


Arte: WP

17 de jun de 2016

"DESABAFO" DE NEYMAR EM REDE SOCIAL: NEM COM SIMANCOL!

Não gostaria de estar falando de particularidades do Neymar Jr., que considero ótimo jogador de futebol mas, por outra banda, verifiquei várias condutas do rapaz que não me agradaram nem um pouquinho. Agora vem aí a mensagem que divulgou - e que muita gente leu (502 mil curtidas) e até comentou (22.284) - depois que a seleção brasileira foi desclassificada na Copa América Centenário.
Apesar de achar o moço ótimo jogador, falta algo para que possa ser chamado de craque, o que não se consegue apenas nas concentrações, nos treinamentos, nos jogos... E farmácia não vende simancol, pelo que me consta. Recentemente, sem ir fundo, Neymar deixou a seleção em dificuldade, por causa de uma expulsão por ato pueril.



É aquela velha mania nossa do endeusamento. O futuro atleta ainda mal havia saído dos cueiros e já era comparado a Pelé, já tinha defensor para que tivesse sido convocado (inclusive com crítica a Dunga por não tê-lo chamado) para a seleção brasileira e até desrespeito com ofensa ao "professor", por não ter permitido que cobrasse um pênalti. Renê Simões, àquela época, falou, enfático: "Nós estamos criando um monstro no futebol brasileiro". No contexto, a palavra "monstro" não tinha o significado de "grande jogador, espetacular" o que Pelé, sim, foi, mas a imagem negativa de um atleta ("eu poucas vezes vi alguém tão mal educado desportivamente como esse rapaz..." o que pode ser ouvido em https://www.youtube.com/watch?v=TUFdRnLuY_c.

Mais de seis anos depois de levado à categoria principal, vejo Neymar afastar-se mais de Pelé do que se aproximar dele, em todos os sentidos. É bem verdade que Neymar não tem perto dele, na seleção brasileira, os craques que passaram por ela, em 1958, 1962 e 1970 (sem contar a maravilha de 1982, Pelé ausente). Nesse item, acho mesmo que tem sido prejudicado, até pelo fato de lhe atribuírem muito mais responsabilidades do que aos outros. Mas não vejo isto como justificativa para deixar de lado os torcedores inconformados com a desclassificação - esses, sim, em grande maioria, que "ninguém sabe o que sofrem" para pagar os ingressos que sustentam o futebol, que tem muita renda fora dos estádios, também - para cerrar fileiras em torno dos jogadores que, infelizmente, fracassaram. Teria sido de bom tom se lhes tivesse passado uma mensagem de otimismo, na base do "sinto muito", e exortando-os a se animarem para a próxima empreitada.
Infelizmente, Neymar preferiu ficar no subsolo!

Imagem com texto: Veja São Paulo.
http://vejasp.abril.com.br/blogs/pop/2016/06/13/neymar-desabafo-derrota-brasil-copa-america/

15 de jun de 2016

DONALDO AMARO HOJE NO CACAU CHOPP: PADRE ALMIR EM FOCO

Depois de duas edições de "Histórias Que Até Parecem Estórias", escritos em jocosa parceria com os saudoso Pompéia, Donaldo Amaro Teixeira resolve ressurgir e trazer a lume "Padre Almir Neves de Medeiros - O que a História não conta". Não sei se seguirá a mesma deliciosa linha das Histórias/Estórias, envolvendo personagens várias de Patos de Minas. Certamente, terei de pagar para ver. Certamente, pagarei.






14 de jun de 2016

O MAIOR MASSACRE!

É lamentável, de fato, que tenha acontecido um massacre no clube gay em Orlando. Está no "El País": "Atentado em Orlando: 50 mortos no pior massacre nos Estados Unidos desde o 11 de setembro". (http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/12/internacional/1465717811_688793.html)
Ah, bom! Distraíra-me quanto a "desde o 11 de setembro", pensando que se referia à história dos Estados Unidos, internamente (externamente, tem coisa muito mais grave). Achei que haviam-se esquecido dos índios, e, especialmente, do "MASSACRE DE WOUNDED KNEE", "...considerado o último confronto entre brancos e índios, [e que] deu origem ao famoso livro Bury My Heart as Wounded Knee, (no Brasil, Enterrem Meu Coração Na Curva do Rio) do historiador Dee Brown."(http://www.geocities.ws/maeafrika/indamer.html).

Imagem: Imagens Google.
https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1920&bih=955&q=MASSACRE+DE+WOUNDED+KNEE&oq=MASSACRE+DE+WOUNDED+KNEE&gs_l=img.3..0i30l2.35477.35477.0.36708.1.1.0.0.0.0.148.148.0j1.1.0....0...1ac.1.64.img..0.1.148.zGKA7gFZPt8#imgrc=AlrIsltxicEZWM%3A

NEYMAR: UM INCÓGNITO MUITO APARÍCIO!

Neymar desembarcou em Guarulhos, mas se calou diante da imprensa (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)Acabo de ver, pelo Sportv, programa Redação Sportv uma cena para mim hilária: Neymar chegando ao aeroporto de Guarulhos, usando um boné vermelho de pala longa, coberto por um capuz azul e usando óculos escuros, indumentária indicativa de decisão de chegar incógnito (pelo visto, tem motivos para esconder-se da imprensa). Só parecia que quis desembarcar incógnito, uai! Estava cercado de seguranças, sô! Já viu alguém conseguir esconder-se, rodeado por seguranças? Faltou só banda de música! Mas deixa pra lá. Quem precisa (e gosta) de aparecer jamais vai conseguir esconder-se de verdade.

Imagem: Gazeta Esportiva.
http://www.gazetaesportiva.com/campeonato-copa-america/apos-se-manifestar-contra-a-imprensa-neymar-chega-ao-brasil-em-silencio/

ATLÉTICO X CRUZEIRO: PENSO QUE FUTEBOL É APENAS QUASE UM DETALHE. EVOÉ, TELÊ SANTANA!

Pode ser que meu espírito esteja ligado em um futebol de Utopia. Mas tenho a mania de relacionar os defeitos que vejo na prática do futebol aos resultados desfavoráveis da nossa seleção e dos nossos clubes. Vamos lá:
Há poucos dias, cadikim publicou matéria sobre o jogo Fluminense x Grêmio (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2016/06/sem-disciplina-e-sem-respeito-ao.html). Falava de condutas de jogadores do Grêmio que, ante a expulsão de um colega, arremeteram para cima do árbitro, protestando. Não foi "rodearam", não. Foi arremeteram mesmo.
O expulso mimoseara o árbitro com palavrões, seguidamente. Mas os colegas acharam de apoiá-lo. "Nada de mais", em um país em que deputados e senadores apoiam colegas que, através de ações malignas diversas "xingaram" a Nação. Não obstante, penso que os atletas rebaixarem-se a tanto só pode empobrecer o futebol. Como tem empobrecido a política e o próprio futebol.
Mas vamos para o clássico mineiro: uma falta da defesa do Galo em Arrascaeta deu origem a uma confusão que envolveu jogadores "internos" e "externos". Entendo que os ânimos exaltados fazem o futebol afastar-se da mente dos atletas. Fosse um caso insólito e muito grave, ainda se poderia admitir, com restrições, claro. Mas tem sido frequente e até em situações de menor conflito.
Achei piores, todavia, ações de um jogador do cruzeiro, Romero: Leandro Donizete preparava-se para cobrar uma falta, no meio do campo, com o tronco abaixado sobre a bola, quando Romero, propositadamente, chegou por trás e pisou-lhe a parte posterior do tornozelo. O juiz pode não ter visto, porque não tomou atitude. Mais adiante, o mesmo Romero atacou o mesmo Leandro Donizete, por trás, em saída de bola, o que lhe valeu o vermelho direto. Ainda saiu reclamando que fora sua única falta (deduzi pelo gesto que fez). Não foi a primeira e não foi a primeira desleal. Foi a segunda desleal. Obviamente, em ambas as oportunidades, a mente do jogador estava afastada do futebol.
E vai me dizer que isto não é desvio de foco.
E vai me dizer que isto não implica despreparo para o futebol.
Não é preciso só tirar o Dunga, não (se é que isso é mesmo necessário). É preciso mexer nas bases (ainda em atletas que sejam titulares na Série A), reeducando, renegando as entradas violentas, renegando o anti-jogo, renegando a negação do fair play.
EVOÉ, TELÊ SANTANA!

Imagem: R7 ESPORTES
http://esportes.r7.com/futebol/fred-marca-em-estreia-pelo-atletico-mg-mas-cruzeiro-vence-classico-de-virada-12062016

13 de jun de 2016

MEDITANDO SOBRE O QUE A MÍDIA NOS TRAZ


Ouvi, de passagem, de Ana Maria Braga, em seu "Mais Você":

"Não há caminho para a paz. A paz é o caminho".


Não penso assim. Seria a negação da possibilidade de sair do conflito para a paz. Temos lugares aonde se vive em paz e aqueles nos quais se vive em guerra. Através de várias ações, podemos tentar evoluir de uma situação para outra, através das mais várias ajudas possíveis. Se admitirmos que a paz é o caminho, penso que quem estiver fora desse caminho jamais obterá a paz.
Sigo Millôr: "pensar dói e incomoda". Mas sigo pensando - e até preferindo - que, mesmo vivendo em mundo de conflitos, sejamos capazes de desejar a paz e, em favor dela, seguirmos com ações, orações, aprendizagens, intenções, pensamentos... e que, algum dia, todos estaremos em paz.
Reproduzo, aqui, o link de versos em que falei das dificuldades para atingir a paz (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2015/07/sinal-de-paz.html). Mas sem deixar de crer.

NÃO FOI SÓ POR CAUSA DE UM MÍSERO GOL DE MÃO

Mesmo com alguns comentaristas falando mal da seleção brasileira, para a maioria a fatalidade foi o gol de mão. Para mim, nada disto. Por enquanto, ficando só no panorama do jogo, a seleção até que não jogou mal no primeiro tempo. O goleiro peruano fez mais de duas defesas importantes. Mas os brasileiros tornaram-se presas da ansiedade, ou de sei lá o que, incluindo o goleiro adversário. O fato é que não conseguiram vazar seu reduto. No segundo tempo, a seleção jogou menos do que no primeiro. Dava para ganhar da seleção peruana? Penso que poderia ter dado. Mas não deu e pronto. A partir da metade do segundo tempo, vi em Dunga a expressão da impotência. O time também não conseguia melhorar suas ações. Deu no que deu, sendo desnecessário falar sobre pênalti não marcado para cada lado.
Na entrevista, Dunga fixou argumento no tal gol de mão (que, para mim, foi de mão, mesmo). Um comentarista disse que Dunga não falou do gol da seleção equatoriana, que o juiz não deu, porque o auxiliar acusou saída de bola, que não passara da linha de fundo. Foi uma falha do nosso goleiro (que achei ter falhado, também, no lance do gol peruano; ficou agarrado na trave, quando - segundo penso - deveria ter-se deslocado mais para a frente, fechando o ângulo de passe para o jogador peruano que estava livre, leve e solto no meio da área, com Daniel Alves chegando atrasado, a distância que não dava para intervir, e Gil desviando o caminho para o lado de onde viria o passe; o goleiro (vendo pelo menos de soslaio o que ocorria dentro da área, a seu lado) tinha de dificultar aquele passe, pelo menos, porque, no cenário, o gol era praticamente certo, se a bola chegasse ao goleador; como foi e o erro não foi só do goleiro, falha conjunta da defesa). É possível ver, no lance do gol (https://www.youtube.com/watch?v=zoecRIB3GEQ), que Daniel Alves chegava na área, devagar, e não procurou aproximar-se mais, quando Gil estava se deslocando do centro para tentar participar do lance na linha de fundo.
Ah! Mas foi irregular!
Tudo bem. Foi irregular.
Como foi irregular o não-gol da seleção equatoriana.
Analisemos as situações de seleção brasileira e seleção peruana, conforme acertos e erros de juizes.
Para demonstrar, mudemos o cenário, considerando que tivesse sido confirmado o gol da seleção equatoriana (a negativa foi erro da arbitragem) e não cogitando do jogo seleção brasileira x seleção peruana: a nossa teria chegado ao terceiro jogo com três pontos e a peruana com quatro. Ou seja, a situação, no início do terceiro jogo seria o inverso daquela que ocorreu (empate bastando para nós): com quatro pontos, o empate favoreceria a seleção peruana e, se o gol de mão não tivesse sido validado, teria ela ficado classificada.
Finalmente: nos jogos reais, a seleção brasileira não conseguiu fazer pelo menos 50% dos pontos (4/9, 44,44%) e a peruana contou 7/9, arredondando = 77,78%. Considerando o cenário hipotético, com empate, a seleção peruana teria ficado com 5 pontos (55,56%) e a brasileira com os mesmos 4 pontos (44,44%). Com erros dos juízes ou sem erros, o aproveitamento da seleção peruana teria sido melhor, com mais de 50% em qualquer hipótese, e o da brasileira teria sido inferior, com 44%, também em qualquer hipótese.
É muito pouco para uma Copa América, em grupo no qual o segundo lugar classificou-se com apenas 55,56% de aproveitamento.
Não adianta discutir o desempenho de seleção brasileira em torno de um mísero gol de mão.

Imagem: O GLOBO - ESPORTES.
http://oglobo.globo.com/esportes/brasil-leva-gol-de-mao-perde-para-peru-esta-fora-da-copa-america-19492387


12 de jun de 2016

SEM DISCIPLINA E SEM RESPEITO AO ÁRBITRO, NOSSO FUTEBOL SEMPRE DEIXA A DESEJAR

O jogo era Fluminense x Grêmio, com os dois na primeira metade da tabela. Poderia ser um jogão. Ora direis: a culpa é do juiz. Respondo-vos: Pobres árbitros, jogados às feras, sem qualquer atitude de autoridades esportivas para melhorar o nível do nosso futebol.
Aos 33 minutos, o volante do grêmio Ramiro, entendendo que o juiz deixara de marcar falta a favor de seu time, tomou atitudes que levaram o árbitro a aplicar-lhe cartão vermelho, sem o intermezzo do amarelo. Diretão, assim mesmo, sem qualquer cerimônia. Imaginei que alguma coisa grave deveria ter sido dita ao juiz pelo atleta. Depois, ouvi de um comentarista que, segundo o árbitro anotara na súmula, Ramiro dissera várias coisas, começando com a acusação de que "estava roubando", e, indo adiante, mimoseando o juiz com quatro expressões que - o comentarista garantiu - estavam registrada na súmula e que, no comentário, foi substituindo por "pi", "pi", "pi", "pi".
Essa não foi a cena mais importante para mim. Assinalo a cena do assalto. Ora direis: Mas houve assalto? Respondo-vos: bastou o juiz elevar bem alto o cartão vermelho, para que cinco ou seis atletas gremistas - mais o expulso, claro - arremetessem sobre ele, cercarem-no bem de perto e, alguns dedos em riste, gritarem coisas que não me foi possível ouvir.
Meu Deus! - diria o Milton Leite. Como é que se quer um futebol de alto nível, se um árbitro não tem um mínimo de segurança para apitar. Não sei se o juiz deixara de apitar falta, porque, mesmo com repetição do lance, não me foi possível situar-me. Com o que não concordo é essa mania de jogadores não poderem ouvir um apito sem partirem para cima de um auxiliar, ou do árbitro ou, às vezes, um para cima do auxiliar e outro para cima do árbitro. Estamos esquecendo de como jogar futebol, por causa de esse tipo de comportamento e por causa de várias outras irregularidades. Enquanto isso, o futebol apresenta altos e baixos, sempre em prejuízo do espectador - tanto o que vai ao campo como o que assiste pela tv.
Entendo que, na situação descrita, dado o vermelho, o juiz deveria ter aplicado o amarelo a todos os jogadores que o cercaram, cara-a-cara. Sei bem que o jogo teria acabado ali (só não sei qual teria sido a sorte do árbitro). Mas é preciso que isto aconteça, se quisermos mudar comportamentos.
Há algum tempo, foi expedida uma norma determinando que o árbitro aplicasse cartão para quem se dirigisse a ele, por palavras ou gestos, pedindo cartão para o adversário. Pude ver uma ou outra aplicação e a regra caiu no esquecimento. Os jogadores já aparecem, com frequência, mãozinha fechada, polegar colado ao indicador, punho balançando, como quem exibe um cartão.
Penso que seria muito bom que se estabelecesse de vez, para valer, mesmo, que o juiz aplicasse cartão amarelo em quem se arremeter contra ele, fazendo reclamações, mesmo que educadamente. Na insistência, vermelho. Exceção única para o capitão do time, a quem deve ser dado o direito de parlamentar, desde que não se aproxime do árbitro a menos de um metro, e em atitude respeitosa. Que é como todos nos devemos comportar.

Foto: globo.com - g1 - ge
http://globoesporte.globo.com/rj/futebol/brasileirao-serie-a/jogo/11-06-2016/fluminense-gremio/

10 de jun de 2016

CAPINHA BLUES POETA



Capinha Blues, também palhaço!











Se penso que posso, eu passo
Se posso pensar, argumento
Se tento passar, conquisto
A energia do movimento

Se deito, sempre rolo
Se beijo, eu te devoro
Se possuo, pego no colo
Grafia de luz, um meteoro.


8 de jun de 2016

NOVAS ELEIÇÕES: PODERÁ FICAR QUE NEM NO POSTO DE GASOLINA (NADA A VER COM A LAVA-JATO).


Encontro na revista "Veja" desta semana (edição nº 2 481, 8 de junho de 2016, pág. 48, seção "VEJA ESSA"):



Imagem editada com supressão de texto que corresponde a outra pessoa do mundo político.

Primeiro que tudo: achei um barato a caricatura do Henrique Meirelles. Não posso dar o crédito pessoal, porque não vejo informação na revista.
Segundo: como tenho visto muitas propostas de novas e antecipadas eleições para Presidente da República, acabei achando que o economista Henrique Meirelles estava falando para a galera, como o galerista militante cujo discurso conhecemos bem. Se alguém achar que é implicância minha, que me perdoe, se puder.
Terceiro: como acho que Henrique Meirelles não é bastante conhecido da galera, embora famoso e respeitado entre economistas, penso que poderá estar apostando que possa vir a ocorrer como naquele posto de gasolina, aonde estava escrito:

"EXIGIMOS 50% DE SINAL DOS CLIENTES QUE NÃO CONHECEMOS E 100% DE ALGUNS QUE CONHECEMOS".

O tempo dirá!

7 de jun de 2016

MIMOS NA COMISSÃO DE ÉTICA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Pela TV Câmara, assisti, no início da tarde, a uma intervenção de um deputado (lembro-me do nome e do partido, mas não vou mencionar), taxando outro de ladrão, dando exemplos de que não me lembro (são tantos os citados nas sessões da Câmara e do Senado...), adicionando um monte de outras invectivas, afirmando que o dito deputado havia enterrado a carreira da própria mulher (acho que foi assim mesmo, citando o nome), e coisa e loisa. O "direito de resposta" veio rápido (não me lembro o nome do outro deputado, por isto não mencionei o do primeiro). Veio uma enxurrada: ladrão, corrupto, safado,... montão de invectivas, também. Procurei na rede e nada encontrei sobre o episódio (pode ser porque a procura tenha sido imediata, pode ser por que as duas condutas não podem ser explicitadas, assim assim...). Lembrei-me de observações feitas por César (ano V a.C.), em sessão do Congresso Romano, "coletadas" por Goscinny e Uderzo, em "Asterix entre os Belgas", oportunidade em que o "anotador dos annais" era orientado, seletivamente.









Sem deixar passar, entretanto, a postagem, neste cadikim, sobre o que me resta, quando vejo parlamentares chamando-se, mutuamente, de ladrões. Sendo certo que se conhecem, não me deixam alternativa:



O texto da postagem referida pode ser visto em http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2014/08/voto-em-branco-porque_13.html


RUBEM ALVES, DE CARONA COM LÚCIO FLÁVIO E "PENSADOR"


Encontro Lúcio Flávio Ferraz Chaib no facebook e leio versos de Rubem Alves. Pesquiso e acho os versos também em "PENSADOR" (http://pensador.uol.com.br/frase/MjMwNzgz/). Carona completada, o cadikim não pode deixar sem seguimento.



Todo jardim começa com um sonho de amor.
Antes que qualquer árvore seja plantada
ou qualquer lago seja construído,
é preciso que as árvores e os lagos
tenham na... Frase de Rubem Alves.

4 de jun de 2016

O POETA WANDER PORTO DÁ O AR DE SUA GRAÇA


Tempos atrás
Saíamos,
Noturnos pardais,
Madrugada afora
A colher estrelas
E algumas bruxas.

Arte: WP com foto google
-Em céus tempestuais
Ou translúcidos
Tínhamos sempre
Colheita farta-

Mas,
Só nos contentávamos
Manhãzinha,
Na rodoviária,
Nos bares de insônia
E seus cardápios
De assombrações:

-Com algumas
Co(mu)lheres
De escaldado pranto.