23 de abr de 2016

PIXINGUINHA E O DIA NACIONAL DO CHORO


O que é que tem? Tudo, uai! Pois não é que Pixinguinha nasceu no dia 23 de abril de 1887 e, depois de muitas estrepolias musicais mereceu o epíteto de "Pai do Choro". O gênero que já existia com Chiquinha Gonzaga, Antônio Callado, Ernesto Nazareth, Patappio Silva... Só gente craque que está cheia de referências na rede. Gente que foi seguida, como num ancestral facebook, por Waldir Azevedo, Jacob Bittencourt, Dante Santoro, Abel Ferreira, Carlos Poyares, Altamiro Carrilho, Paulo Moura, Paulinho da Viola, e muitos outros... e que, por sua vez, seguem sendo seguidos por compositores e instrumentistas excepcionais, citando-se apenas, entre os muitos e muitas (ah! as mulheres acabaram metendo-se a craques, também, e podem ser encontradas com expressivas execuções, merecedoras de destaque na rede), citando-se - repito - dois apenas porque são meus amigos pessoais (nepotismo, uai!): Sérgio Morais, grande flautista, em Brasília, e Ausier Vinícius, cavaquinista, em Belo Horizonte, no seu "Pedacinhos do Céu", devendo-se a parcimônia citatória à falta de espaço (é gente demais, sô!) e, também, para deixar uma vontadezinha de pesquisar. Quem se atrever vai encontrar muita música de qualidade e ótimos instrumentistas.
Este texto serve apenas a homenagear o gênero musical choro (desde há muito carinhosamente apelidado "chorinho"). Penso não haver homenagem melhor do que ouvir. Deixo, então, um álbum completo com músicas de Pixinguinha, executadas por instrumentistas de renome.
Quem quiser mais? É só se ligar no youtube e no chorinho, oras!

Álbum: A Música Genial de Pixinguinha.
https://www.youtube.com/watch?v=UPy_40ofgMg



Sérgio Morais em "Língua de Preto".
https://www.youtube.com/watch?v=JZbwm-UKehk



Ausier Vinícius e Grupo Pedacinhos do Céu, com Altamiro Carrilho e Pernambuco do Pandeiro em "Brasileirinho".
https://www.youtube.com/watch?v=kZra_F7cMm4

19 de abr de 2016

7 de abr de 2016

QUESTÃO DE ORDEM! OU DE DESORDEM?

Apesar dos pesares, assisto às sessões do Congresso Nacional, seja na Câmara dos Deputados, seja no Senado (sempre através da TV, claro). Uma constante: discussões fabricadas para enrolar. Minha impressão é a de que "esta terra descoberta por Cabral" não tem problemas sérios a resolver e deputados e senadores podem gastar tempo à vontade com "questões de ordem".
Não me interessam, para estas impressões, os lados de cada um. Não me interessa discutir "pró" ou "contra" impreachment. Sei que muita gente que é contra seria a favor se o julgamento fosse de um outro presidente; e sei que muita gente que é a favor seria contra, na mesma hipótese. Lembra-me um colega de trabalho, na Polícia Militar, o qual havia estudado em seminário. Lamentava-se sempre: "Meu Deus! Por que foi que eu caí na asneira de estudar lógica?".
O que assusta e remove toda esperança é o comportamento da maioria dos parlamentares: nada educados, atropelam-se, atalham a fala do outro e, não raro, quase chegam a sair no tapa (já tendo saído algumas vezes). Quase sempre, tudo precedido de um brado: "Questão de ordem".
Penso que todas as questões de ordem já deveriam estar definitivamente resolvidas, antes de qualquer sessão, porque se trata de normas ritualísticas. Penso, também, que norma é coisa que deve impor a todos a mesma interpretação. Se há divergência de interpretação, a norma é ruim. Certa vez, em um trote a calouros (trote civilizado, claro), brinquei com um artigo do Código Civil, que falava de servidão (era o antigo). O texto falava em obrigatoriedade de alguém ceder parte de seus direitos dominicais a outrem, em determinadas circunstâncias. "Interpretei", para os "alunos" que um cidadão que more em uma casa grande, com piscina, churrasqueira e coisas que tais teria de convidar o vizinho pobre para os churrascos que promove aos domingos. É claro que os "alunos", que, em face da minha idade, viam-me como professor (apresentado com pompas por um professor de verdade), esses calouros levaram-me a sério. Em verdade vos digo: dominicais referia-se, no código, a domínio e não a domingo. Nada a ver com churrascos e cervejadas, pois. Ora, se o cidadão comum - e até o aluno de terceiro grau - não entende o sentido de um texto legal, em que se usa uma palavra não atual, fora de uso (o Código era o de 1916), o texto legal é que é deficiente.
Por que é que os parlamentares não atualizam todos os textos que regulam suas atividades, mormente as ritualísticas, sempre de modo claro, sem deixar dúvidas nem comparações com outros artigos? Não teriam precisado de ir ao STF, para que o rito tivesse sido estabelecido pelo Poder Judiciário (mostrando, afinal, que um pode, sim, interferir no outro; em se tratando de Lei e de Constituição, a última palavra será sempre do STF). Será a Câmara dos Deputados incapaz de estabelecer de forma clara os seus rituais, mesmo com aquele montão de advogados, de constitucionalistas, de especialistas em Regimento Interno e outras especialidades que não nos cabe comentar?
Voltarei ao assunto, tratando da ordem de apresentação, nas intervenções dos parlamentares.

Imagem: Portal UOL - TODO DIA.
http://portal.tododia.uol.com.br/_conteudo/2016/03/brasil_e_mundo/106554-em-audiencia-tumultuada-na-camara-autores-de-pedidos-defendem-o-impeachment.php

6 de abr de 2016

DISCIPLINA NO VOLEI: O PESO DE UM CARTÃO VERMELHO

Jogando Campinas e Taubaté, pela semifinal da superliga de volei masculino, venceu o Campinas através de um cartão vermelho. O jogo estava 14 a 13 para o Campinas, no quinto set. Foi quando um jogador do Taubaté reclamou do árbitro, em condição que implicou a aplicação do cartão amarelo. Interveio Wallace, do Campinas, lembrando ao árbitro de que o Taubaté já havia sido punido com amarelo, anteriormente e que, na segunda oportunidade, cabia o vermelho. O árbitro concordou, aplicou o cartão fatal ao Taubaté, resultando em ponto para o Campinas: 15 x 13, vitória e classificação do Campinas para a final como Cruzeiro.
Ora direis: mas é muito chocha uma vitória decidida no quinto set, por um cartão vermelho.
Respondo-lhes que isto depende da importância que se dá à disciplina no esporte. Em se tratando de uma atividade em que a Seleção Brasileira mantém uma longa supremacia, fica difícil abrir qualquer favor à indisciplina. Principalmente se considerarmos que, no futebol, atividade em que jogadores "louvam" os árbitros abertamente, além de outros atos de indisciplina, as coisas não andam nada boas.

Imagem: SPORTV - Melhores momentos Campinas 3 x 2 Taubaté (editada de vídeo).
http://sportv.globo.com/volei/videos/v/melhores-momentos-taubate-2-x-3-campinas-pela-superliga-masculina-de-volei/4936637/

1 de abr de 2016

ASTERIX ENTRE OS BELGAS: UM SENADO NO SÉCULO V A.C. - IMPUBLICÁVEIS E DE PUBLICIDADE CONVENIENTE

Sigo passeando pela obra de Goscinny e Uderzo - Asterix, o Gaulês. Encontro uma cena no Congresso Romano, em Asterix entre os Belgas. A cena é hilária, com declarações de César e achincalhe da oposição. Destaque: fala de César que não deve ser publicada e uma outra de publicidade conveniente. Vamos lá.








FONTE: ASTERIX ENTRE OS BELGAS.
RENÉ GOSCINNY E ALBERT UDERZO.
TRADUÇÃO DE ELI GOMES.
EDITORA RECORD. 2008.