21 de mai de 2016

16 de mai de 2016

NAS LETRAS DE NOSSAS CANÇÕES - CONCEIÇÃO



"E agora daria um milhão
para ser outra vez Conceição."


Nelson Souto
e
Antônio Carlos de Sousa e Silva
em


"Conceição".

Não encontrei imagem de qualquer dos dois compositores. Pelo que conheci, a fama de "Conceição" ficou apenas com Cauby, provavelmente pela interpretação e por ter sido seu primeiro grande sucesso.








Para ouvir com Cauby Peixoto:

https://www.youtube.com/watch?v=MFTOPMwt-i0









NOTAS DO CADIKIM

Conheci a voz de Cauby quando ele tinha mais ou menos essa idade. Princípio de carreira. Arrasava!

O youtube, na página indicada, exibe uma sequência de Cauby Peixoto, incluindo a participação de Ângela Maria. Vale a pena conferir.

11 de mai de 2016

LEIO VEJA, SIM, UAI! MAS...

...apesar de já ter lido referências de petistas, as quais considero preconceituosas, de que a leitura de Veja é um demérito, tenho o hábito de ler, de pensar e de comparar informações.
Leio na última edição de Veja:


"Quando, em dezembro do ano passado, Cunha aceitou o pedido de impeachment da petista, o governo fez circular a versão de que a decisão era uma retaliação à recusa da presidente em ceder a um acordo proposto pelo parlamentar. Cunha estaria disposto a não aceitar o pedido de impeachment se três deputados do PT votassem a seu favor na Comissão de Ética, que discutia a abertura de processo contra ele."

Aí, encontro em EBC Agência Brasil (http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-04/cardozo-diz-que-recebimento-do-pedido-de-impeachment-foi-vinganca-de-cunha) o que foi dito por José Eduardo Cardozo, em defesa da Presidente:


"Cardozo disse que há 'indiscutível, notório e clamoroso desvio de poder' no recebimento do pedido do impeachment. "Conforme [foi] fartamente noticiado pela imprensa, a decisão do presidente Eduardo Cunha não visou não visou (sic) à abertura do [processo de] impeachment, não era essa sua intenção, não era essa a finalidade. Sua Excelência, Eduardo Cunha, usou da competência para fazer uma vingança e uma retaliação à chefe do Executivo porque esta se recusara a dar garantia dos votos do PT no Conselho de Ética a favor dele', argumentou Cardozo.".

Minha busca comparativa destinava-se apenas a confirmar aquilo que ouvira de mais de um(a) senador(a) do PT (eventualmente do PC do B), em defesa da Presidente. Acredito que o argumento tenha sido usado, sim, porque o vejo em duas fontes e porque ouvi da boca do José Eduardo Cardozo e de defensores da Presidente, quando se manifestaram em sessões da Comissão de Impeachment.
Admitamos, sim, que Cunha tivesse tentado a tramoia. O que a Presidente, deveria fazer? Ou Deputados eventualmente "tentados"? Denunciar o Presidente da Câmara, ora bolas. Calar-se é consentir. Agora não é hora de vir alegar isto, sem provas de que Cunha agiu por vingança, no que até poderia acreditar, se o íntimo das pessoas não fosse indevassável. Como indevassável, para mim, são as consciências dos petistas que poderiam ou não estar envolvidos na "cumbina" (como dizem os mineiros), e depois mudado de ideia. Mesmo porque, no mesmo exemplar de Veja, mesma matéria (pág. 53), está que


"Uma outra versão, essa disseminada pelo presidente do PT, Rui Falcão, dizia que havia sido a bancada do partido, pressionada pela opinião pública, que teria se negado a apoiar Cunha em troca da salvação do mandato de Dilma".

Prefiro, sim, repetir aquilo que norteia meu raciocínio sempre que alguém se cala e depois sai a alegar aquilo sobre o que se calou. Uma das cerimônias que considero mais sérias, para prevenir esse tipo de coisa, é a do casamento. Por causa daquelas palavras finais que, conforme forem pronunciadas, podem até não ser as finais:





"Se alguém souber de algum impedimento, que fale agora ou cale-se para sempre!".

Foto (editada de vídeo): Comercial de TV,
Strepsils - Casamento - Fale agora ou cale-se para sempre.
https://www.youtube.com/watch?v=H-HHRi9XA84

PODERÁ SER ÓTIMO!

Processo de impeachment em ebulição, vejo, pela Globo News (sintonizo, sim, uai!), a notícia de que a Presidente Dilma afirmou que, se afastada do governo, irá fiscalizar o governo substituto, através de autoridades do PT no legislativo (deputados e senadores). E que o ex-Presidente Lula - conhecedor dos meandros do poder e das pessoas que nele estarão - irá, a partir de amanhã, participar dessa fiscalização.
Mas isso poderá ser ótimo, ora!
Penso que, se em vez de aderir ao governo e com ele fazerem coalizão, na sanha de obterem cargos e poderes, os deputados e senadores e autoridades dos demais partidos tivessem fiscalizado os governos do PT, provavelmente não teríamos chegado à situação em que nos encontramos. Aliás, custa-me crer que as oposições pelo menos não desconfiassem do que estava ocorrendo. Se ocorrer o pressuposto de substituição, é quase certo (ainda não cravo certeza) que o PT não será chamado a qualquer cargo. Estará, pois, em condições de fazer oposição consciente, votando em favor do povo, mas fiscalizando de fato - missão do Legislativo - e sem negociar cargos com apoio no Congresso (temos ouvido falar muito, dos dois lados, em "desvio de finalidade").
Lula de OlhoPode ser até que tenhamos uma novidade: um partido que não participa da coalizão, e que ainda tem uma base popular forte, poderá ter liberdade integral para fiscalizar.
Poderá ser ótimo!

Foto: João Bosco Leal (Blog).
http://joaoboscoleal.com.br/2012/05/30/criacao-coletiva/lula-de-olho/

10 de mai de 2016

É UMA PENA! MAS TEM GENTE QUE ACREDITA... NOS VAIS-E-VENS DOS POLÍTICOS

Sabemos, perfeitamente, que a maré não está nem pra piabinha. Mas como bons brasileiros (profissão esperança), seguimos acreditamos que as mudanças irão resolver depressinha os nossos problemas (veja-se que não sou "petralha" nem "coxinha"; estou mais para "yo soy contra", que nem o barbeiro que fazia a barba de um Contra-Almirante e, quando este declinou seu posto, o barbeiro retrucou: "eu também sou contra esse povo todo aí!"). Pedindo desculpas pelo devorteio, vejamos o andar da carruagem: o Temer espalhou que iria diminuir o número dos ministérios, que teria um ministério de notáveis... logo que o pessoal começou a aderir, começou a diminuir a diminuição de ministérios e a substituir notáveis até por um pastor na ciência e tecnologia (as minúsculas homenageiam a desimportância que penso foi dada ao referido ministério. Agora, em face de reações desfavoráveis a suas intenções, já fala em reduzir dez ministérios... e - parece, também - mudar de ideia quanto a ministros. Um vai-e-vem que não tem tamanho.
Provavelmente inspirado pela estratégia da possibilidade de ir e vir (não a de natureza constitucional, óbvio), o Presidente da Câmara dos Deputados (que as pessoas assinalam como "interino", como se esse detalhe tirasse a sua legitimidade para praticar os atos de competência da referida autoridade), o Waldir Maranhão entendeu de anular a sessão da Câmara na qual os Deputados, por maioria qualificada, decidiram enviar ao Senado, para seguimento regular, o processo de impeachment da Presidente da República. Foi um rebu, viu? Presidente do Senado ignorou, muitos criticaram, uns poucos - pelas circunstâncias - defenderam a medida. Movimentos de recorrer ao STF, movimentos de recorrer à Mesa, ao Plenário da Câmara, de propor a cassação do Waldir Maranhão, de expulsá-lo do partido... O moço não conseguiu segurar-se nas rédeas: acabou cancelando o cancelamento. Pior é que havia dito, na véspera, em declaração à imprensa (não foi entrevista coletiva) que "A nossa decisão foi com base na Constituição, com base nos Regimento (sic), para que possamos corrigir, em tempo, vícios que, certamente, poderão ser insanáveis no futuro. Nós não estamos, nem estaremos, em momento algum, brincando de fazer democracia" (http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/05/maranhao-recua-e-revoga-decisao-em-de-anular-sessao-do-impeachment.html). Primeiro que tudo, seria preciso saber se o Presidente da Câmara pelo menos sabe brincar de democracia. Depois, vê-se que ou mentiu quanto aos fundamentos de sua decisão ou não é capaz de suportar as pressões que costumam assolar qualquer titular de cargo. A não ser que o Deputado tivesse considerado a perspectiva de, por causa da anulação, quando vigente, ainda, o Senado resolvesse decidir primeiro o caso do Senador Delcídio do Amaral, que andou empurrando com a barriga, para, ainda como Senador, votar contra a Dilma. Se foi isso, deu certo. Também foi na base do vai-e-vem.
Assim o futuro eventual substituto na Presidência e o substituto na Câmara: o vai-e-vem é característico da política.
Nem parece que a Nação está aperreada!

Imagem: rondôniavip
http://www.jornalrondoniavip.com.br/noticia/waldir-maranhao-revoga-ato-dele-proprio-que-anulou-o-impeachment,politica,48724.html