18 de jan de 2017

COCÔ DE CAVALO

Ontem, deparei com cocô de cavalo na rua, no centro da cidade. Falei para minha mulher que há muito não via cocô de cavalo na rua. É! As cidades cresceram, os automóveis tomaram as ruas e a gente não vê mais aquelas carroças puxadas por cavalos. Lembrei a ela que, quando menino, catava esterno na rua, para a horta doméstica da D. Ephigenia. Era cocô de cavalo que, em Belo Horizonte, a gente encontrava em alguns lugares específicos. Ali pela Avenida dos Andradas, perto do Parque Municipal e mais para frente um pouco, perto da Praça da Estação, onde ficavam vários carroceiros esperando carretos. Ela me disse que também, quando menina, catava esterco, em ruas de Patos de Minas.  Mas os tempos mudaram, as carroças e os cavalos sumiram da paisagem. E estamos nós, em pleno centro de Patos de Minas, vendo cocô de cavalo na rua. É. Coisas que encontramos apenas em algumas cidades turísticas, onde charreteiros oferecem seus veículos a passeios. Quase bucólico.
Observo que, cada vez menos, temos encontrado até cocô de cachorro, já que os bichinhos estão sendo educados para se livrarem dos incômodos em lugares específicos, sem sujar as vias públicas. Há dias, vi no feicebuque, um "porta cocô", uma caixinha com uma alça que é colocada sobre a cauda do totó, caixinha que recolhe o dejeto, onde e quando desejar o animal, sem sujar as ruas.
O progresso é muito bacana. Mas que às vezes é interessante ver coisas que nos foram "roubadas" por ele, lá isso é. As carroças, os cavalos e seus condutores, claro!

Foto: PASSEIO LIVRE.
http://www.passeiolivre.org/2012/09/os-cocos-dos-cavalos-da-gnr.html
Postar um comentário