6 de mar. de 2013

O PIB?

Dizem que está pequenininho. Pergunto:






Será pequenino o pib
porque não computa 
o que vai pro Caribe?                      




Imagem: SINPRO/RS.
http://www.sinpro-rs.org.br/periodo/urcamp_junho10.asp

O VELHO JOGUINHO DO BICHO: CULTURA POLÍTIQUEIRA.

Já trouxe este assunto ao cadikim, quando rolava a CPMI do Cachoeira (sumiu, hein?!!! Ninguém mais fala...). Está em http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/05/jogo-do-bicho-tambem-e-cultura.html.


Relendo o livro "Subterrâneos do Futebol", de João Saldanha (para variar, comprado em sebo; acho que não se encontra mais), encontro o assunto folclórico colocado de forma muito legal. Antes, e para os que chegaram depois de 1970 (ou depois de 1990, porque, então, detalhes da Copa de 1970 já não estavam muito à mão), lembro que João Saldanha, jornalista, foi o técnico que classificou a seleção brasileira para a Copa daquele ano. Apelidado de "João sem Medo", repeliu insinuação do Presidente da República, Garrastazu Médici, que, em entrevista a Armando Nogueira, teria dito que gostaria de ver Dario (o Dadá Maravilha) na seleção, no lugar de Tostão, que se recuperava de uma cirurgia para corrigir descolamento na retina. Perguntado a respeito, João Saldinha disse: "Olha, o presidente escala o ministério dele; eu escalo o meu time". É claro que não escalou mais. Para o lugar dele, convocaram Zagallo, provavelmente o futebolista mais bem sucedido na história do futebol brasileiro.
Feito o devorteio, voltemos ao outro assunto folclórico - o jogo do bicho. João Saldanha conta que o Botafogo foi jogar no Nordeste, e de lá seguiria para Caracas. Um atraso no vôo de Belém do Pará para Caracas - marcado para as quatro da tarde, só sairia no dia seguinte à noite - obrigou a delegação a permanecer em Belém. Houve tempo para tertúlias. Aí, vamos ao texto original do João sem Medo:
"Aloísio recebeu os talões da bagagem e fomos para o ônibus. Nisto o Birruma exclamou:
- O senhor não está manjando nada?
Olhei em volta, não vi nada de mais e perguntei o que era. Birruma expôs:
- O número de nosso vôo termina em quarenta. O avião era Convair 240. Aqui é a terra do Quarenta. Vamos para o Hotel Coelho. O talão da bagagem termina em 39 e esse ônibus é 38. Tudo coelho. Tá na cara. Será que tem jogo aqui?
Tinha. Em cada esquina importante, lá estava o balcãozinho com o resultado anterior. A segunda extração corria às três horas e dava tempo de sobra. Terminado o almoço, todos foram pra lá. Até o Cavalcanti, alto funcionário do Ministério da Fazenda.
Como estávamos uniformizados, com paletó azul-marinho e calça cinza-escuro, o grupo chamava a atenção. Num instante começou a onda: 'Olha o Didi! Olha o Nílton. Vai ter jogo aqui?'.
- Vai sim - respondeu o Tomé. - Onde é o jogo do bicho?
Quando chegamos à esquina, vinha um bando enorme atrás e ao nos dirigirmos para a porta de entrada, o bicheiro evaporou e fechou rápido.
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O bicho era franco e até o governador Barata poderia fazer sua fezinha. Talvez não pudesse. Segundo diziam, ele era o banqueiro.
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Íamos saindo quando parou um táxi e saltaram três homens. Um, de terno de linho branco engomado, camisa de seda, um bruto anelão no dedo e de chapéu-de-chile, foi perguntando:
- O que é que há por aqui? Que onda é essa?
- Chegou a Polícia - disse Carvalho Leite. - Vamos ficar. Pode dar galho.
Nisto, Aloísio Birruma gritou, fraternalmente:
- Alfredão, meu chapa! Você por aqui?!
- Como vai, Aloísio, o que que há? Que onda é essa? - respondeu o homem da camisa de seda.
O Aloísio explicou:
- O cara daí apavorou e fechou a porta. O pessoal quer jogar no coelho. É só isso.
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A turma ia entrando e fazendo o jogo. O primeiro foi o Aloísio que entrou compenetado e mandou brasa:
- Mil cruzeiros no grupo do coelho, quinhentos no milhar 1340 e quinhentos na centena. Dois mil, não é?
Os outros foram nas águas do Aloísio. Só que jogaram cinqüenta por cento da parada do Birruma. A torcida também entrou e acho que jogaram a mesma coisa.
O Alfredão, com atitudes de diplomata, só dizia:
- Façam o favor. Estejam à vontade.
Mas não podia esconder certa preocupação, e Tomé falou baixinho:
- Se dá coelho com 1340, este careta vai sumir na floresta amazônica.
Mas o Alfredão era todo gentilezas. Convidou todo mundo para um refresco e foi explicando:
- Estou aqui há seis meses. O homem me chamou para ser gerente do negócio. Vamos indo muito bem. Não tenham medo. Se dá coelho, às três e meia recebem. Se quiserem mando pagar no hotel. Para falir o bicho aqui, só falindo o Banco do Estado primeiro. Entenderam?
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Fizemos as apresentações formais:
- Aqui o senhor Cavalcanti, fiscal federal do Ministério da Fazenda - disse eu.
- Alfredo Alonso, mais conhecido como Alfredão. Sou o gerente do... quer dizer... da... loteria diária aqui de Belém.
E nos convidou para assistir á extração que era ali pertinho.
- Já está na hora - disse ele -, mas só corre quando eu chegar.
O Cavalcanti hesitou e não queria, mas Carvalho Leite insistiu:
- Vamos lá. Assim vai passando o tempo.
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Alfredão tomou a palavra e disse com um vozeirão:
- A extração de hoje será feita com a presença dos diretores do Botafogo, do Rio de Janeiro - e apontou para nós que estávamos com o uniforme do clube.
Carvalho Leite murmurou:
- Se o presidente Paulo Azeredo visse esta cena, abortava um filho.
Mas o Alfredão prosseguiu:
- Também estão presentes o senhor Garrincha, o senhor Tomé e o senhor Didi (Palmas estrondosas). Também está presente - continuou Alfredão, sempre de chapéu-de-chile na cabeça e fazendo suspense -, também está presente o senhor Cavalcanti, fiscal federal do Ministério da Fazenda.
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Desta vez houve uma exclamação geral de admiração e depois perguntava-se: 'Agora está legal?! Está legal?! Saiu o decreto?!' ".
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NOTA: Segundo o cronista, o jogo do bicho correu em Belém do Pará, com a presença anunciada, aplaudida e geradora de esperanças de um fiscal federal do Ministério da Fazenda. Parece que tudo faz sentido.

FONTE: Os Subterrâneos do Futebol - João Saldanha - Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1982.
IMAGEM: Capa do livro.

4 de mar. de 2013

É IMPERFEITO O SER HUMANO, EM BRASÍLIA OU NO VATICANO.



Os católicos acompanham com interesse a chegada de um novo Papa. Na despedida, o que sai declara que irá para uma vida de reclusão e de humildade. Mas sai em um belíssimo mercedes.
Não acho que seja o aspecto principal. Atento ao noticiário, ouvi que espera-se que o novo Papa promova reformas de que a Igreja está precisando.
Do outro lado do mundo, em Brasília, todo mundo fala em uma reforma política que teima em não se concretizar.
É o ser humano, em sua caminhada pela História.

Imagem: Biologia.
http://portfoliobiologia.blogspot.com.br/2012/09/evolucao-humana.html

3 de mar. de 2013

MOZART HAMILTON CRONISTA

Mozart Hamilton Bueno


ASSENTOU PRAÇA NA VAGA DO BURRO

Corria o mês de janeiro de 1954.
Eram mais ou menos cinco horas da manhã quando eu e uns colegas nos dirigíamos para a "linha de tiro" da unidade, para responder chamada às 05:42 (que capricho do P-1 de então!) para alguns exercícios de tiro e o resto do dia a trabalhar na pedreira e olaria do Batalhão.
Ainda escuro, divisamos um grupo com um fardo pesado. Ao encontro, percebemos tratar-se do Cabo Afrísio, encarregado das baias do Batalhão e mais alguns soldados, trazendo às costas e com muito esforço, o burro "Chibante", o mais antigo dos muares da cavalariça.
Idagado, o Cabo Afrísio nos disse da morte do muar "Chibante" mostrando uma comunicação ao Comandante do Batalhão, grampeada na orelha do animal, que vinha assim redigida:
"Senhor Comandante:
Passo às vossas mãos esta parte, na qual, com pesar, comunico o falecimento do nosso querido muar 'Chibante', ocorrido nesta madrugada, no brejão da Unidade, por atolamento.
Segue anexo o falecido.
Referido muar é reincidente.
Ass) Cabo Afrísio."
após as formalidades de estilo, o B.I. (Boletim Interno) publicou:
"SEGUNDA PARTE.
"Assuntos Gerais e de Administração:
"I - Exclusão por Falecimento.
Exclua-se do estado efetivo desta Unidade o muar 'Chibante', por ter o mesmo falecido na madrugada do dia 10, no brejão da Unidade, por atolamento.
"Inclusão:
Inclua-se no estado efetivo do Batalhão, na vaga decorrente, o Recruta Tomaz Mahilton."


2 de mar. de 2013

CHICO ANYSIO - O GÊNIO DO HUMOR







Dias atrás, comentei "Sou Francisco", livro (Editora Rocco) em que Chico Anysio conta, em meio à sua própria história, a história do rádio e da televisão brasileiras     
(http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/02/chico-anysio-o-genio-do-humor_13.html).
Gostaria de ter visto este livro em alguma faculdade de comunicação. Infelizmente, como já disse, comprei-o em um sebo.
Vou pinçando aqui e ali e trazendo ao cadikim relatos que acho muito interessantes. Vamos juntos?

"... quando a Rádio Guanabara foi vendida ao Adhemar de Barros e ele nomeou um diretor cujo nome não me ocorre agora. Este diretor fez de uma atriz chamada Wahyta Brasil diretora do radioteatro. Wahyta Brasil mudou tudo na rádio. Sua primeira providência foi transferir para a tarde o horário de ensaio do Grande Teatro, que ia ao ar às nove da noite. Apresentaríamos uma peça sobre a revolução cubana. Não a do Fidel, mas a que colocou Batista como ditador. Durante o ensaio Fernanda Montenegro, que fazia o principal papel feminino, pediu licença para corrigir um erro do autor e, apoiada na sua cultura, mostrou o equívoco.
- Há um engano aqui. A peça diz que Fulano é republicano, mas está errado. Fulano é democrata, tanto que quando Beltrano propôs a Fulano que...
E deu uma pequena aula de história de Cuba. Wahyta Brasil, em vez de agradecer e corrigir, irritou-se, respondendo bruscamente e esfregando na cara da Fernanda sua condição de diretora.
- Mas aqui ele vai ser republicano. Segue o ensaio.
Faltavam dez minutos para as nove da noite e Fernanda não aparecia. Somente aí se aperceberam de que naquela tarde já deixara o rádio.
- Arranja alguém para fazer o papel.
Correram à sala de Sagramor de Scuvero, mulher do Miguel Gustavo, e ali estava Jacira Gomes, sua secretária. Jacira Gomes ... fez o papel quase à primeira vista e Fernanda Montenegro nunca mais apareceu na rádio, nem para receber o pagamento. Naquela mesma semana fez um teste no Teatro Regina (hoje Dulcina) e um mês depois estreava no teatro, onde não parou mais de representar e de ganhar prêmios.
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Mas a teimosia e a presunção de Wahyta, seu abuso de poder, sua falta de competência para o cargo e seu primeiro e imerecido comando ajudaram a que mais cedo tivéssemos o brilho de Fernanda no palco. Nada acontece por acaso, mas por acaso é que tudo acontece."

História de talento e de coragem, de confiança em seu próprio talento. Fernanda desempregou-se sem pestanejar, em homenagem à sua dignidade. Sutil, Chico Anysio escreveu "...aí se aperceberam de que naquela tarde já deixara o rádio...". Não a rádio. Lembrei-me do título de crônica do mesmo Chico: "Brasil, o país do amanhã". Não o país do futuro, mas do amanhã, mesmo.


Fonte do texto: páginas 43/44.
Foto de Fernanda: Belíssima.
http://belissima.globo.com/Novela/Belissima/Personagem/0,,PS347-5002,00.html
Foto de Chico Anysio: Capa do livro.

PRECISO DE UM ENDEREÇO

Dona Divina, em busca do sonho da casa própria:




"Preciso de um endereço para o meu guarda-roupa."


Foto: Renovando sua Casa.
http://renovandosuacasa.blogspot.com.br/2012/05/casa-propria.html

APROVEITE!

Esperava minha mulher, na porta do restaurante, quando se aproximou um rapaz e deu um espirro absolutamente escandaloso. Disse-lhe:
- Deus te crie!
Bem humorado, respondeu:
- Amém!
Como o humor era bom, chamei-o e disse que não estava fazendo qualquer reparo ao espirro escandaloso dele. Pelo contrário. Disse-lhe ter lido, alhures, que espreguiçar, bocejar, espirrar são mini-orgasmos. Quando dá vontade, aproveito. Na minha idade, podexápassánão! Concluí:
- Aproveite!
Saiu dando gostosas gargalhadas, junto com o amigo.











Imagem: "DVDs de Engermagem".
http://www.aulasdeenfermagem.com.br/espirro.html

1 de mar. de 2013

NOVELA É NOVELA E É DO DONO (DA DONA) DELA. NÃO ME CONFORMO. ACHO QUE SOU PSICÓTICO.


Minha cunhada ensinou-me a diferença entre neurótico e psicótico: o neurótico pensa que dois mais dois são cinco; o psicótico sabe que dois mais dois são quatro, mas não se conforma.

Impropriedade ou imperfeição no conceito corre por conta da minha cunhada.

Estou de bronca com algumas coisas da novela “Salve Jorge”. Explicitei isto em http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/02/novela-e-novela-e-e-do-dono-dela.html.

Tenho broncas novas, sempre admitindo que a novela é da dona dela, que dela faz o que quiser e que, se estou insatisfeito, que faça uma. Mas não consigo concordar com que a doutora delegada fique entre um amor mal resolvido, fissurada no ex-marido, acolhendo com prazer o convite para um vinho (recusa, às vezes, por charme), e mais preocupada em entender a língua dele, no bom sentido, mesmo fingindo o contrário, do que colocar uma campana severa sobre a Wanda, que se estava escondendo, para não receber intimação. Qualquer delegadim de província sabe que, em uma situação assim, é preciso seguir cada passo do suspeito, para impedir que evapore. Ainda mais que a suspeita é sobre uma organização poderosa. Mas se não facilitarem a fuga da Wanda, a novela irá acabar mais depressa. Ninguém quer isto, uai! Toco adiante assim mesmo e continuo assistindo, como disse, para poder falar mal.
Ontem foi “demais para os meus sentimentos” (tomei a expressão emprestada de Chico Anísio, em “Baianos e os Novos Caetanos”).
A malvada da novela, Lívia Marini, processou o Théo por conta das coisas que disse dela. Tudo bem. Não sei em que capítulo foi iniciado esse processo (não deveria deixar de assistir capítulo algum, para evitar desligamento). Ontem, vi o Théo acabando de vender o carro e receber o dinheiro para poder pagar a indenização pedida pela malvada mor. Dissera o galã, no início do capítulo, que perdera a ação. Ação rapidinha essa, hein? Em poucos capítulos o Théo foi condenado a pagar indenização a Lívia!
Meu Deus! Não é factível que esse julgamento tenha ocorrido no Brasil. Mesmo que o Théo, perdendo no primeiro grau de jurisdição, não tivesse recorrido a tribunais, mesmo que o julgamento tivesse ocorrido no juizado de pequenas causas, também sem recurso, teríamos julgamento para durar três ou quatro novelas.
Ora direis! Mas o tempo passa. Na novela, mesmo com um capítulo por dia, as coisas não ocorrem de um dia para o outro. Concordo, uai! Foi por isto que os estadunidenses, em suas contações de estórias cinematográficas, inventaram de introduzir pequeno texto: “two years later...”, que os brasileiros copiaram para “dois anos depois...”.
Não sei se minha bronca será com a autora, com o diretor, ou com o continuista. Nem um fio de cabelo branco em qualquer dos personagens; o filho da Morena não cresceu nem um pouquinho. Ah! Já tinha dado tempo de a Morena ter tido o filho do Théo.

Foto: Trade Clube
http://tradeclube.com/?p=998


LEON ELIACHAR - HUMORISTA CAIROCA





Frases de  Leon EliacharQuem não viu o movivo do "cairoca" poderá entender lendo http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/02/leon-eliachar-humorista-cairoca.html.

Cheio de pissilones, Leon Eliachar consegue abordar com ótimo humor circunstâncias da vida.
No livro "O Homem ao Zero", está, página 75:


"Faquir é êsse sujeito que fica deitado sôbre pregos para ganhar o seu pão de cada 100 dias."

Nota: a ortografia é quase tão velha quanto eu. Mantive o original.

Foto: Frases famosas.
http://www.frasesfamosas.com.br/de/leon-eliachar.html

28 de fev. de 2013

ROLOU NA REDE. APROVEITO...

Policial interceptou um carro cujo condutor avançara o semáforo vermelho. Abordou-o, vistoriou documentos e avisou que o estava multando por avanço de sinal. Diálogo:
Cidadão:
- Sr. Policial, mas eu diminuí a marcha, antes de passar.
Policial:
- O vermelho do semáforo manda parar.
Cidadão:
- Mas é a mesma coisa, ora!
Policial:
- É não! Parar é parar. Diminuir é diferente de parar.
Cidadão:
- Sr. Policial. Desculpe-me, mas eu sou advogado e tenho melhor conhecimento e experiência sobre interpretação de normas. O sinal vermelho tanto pode ser entendido como parar como diminuir.
Policial:
- Discordo, senhor. Parar é uma coisa. Diminuir é outra coisa.
Cidadão:
- Sr. Policial. Se o senhor me provar o que diz, utilizando qualquer tipo de argumento, o senhor pode me multar e ainda ficar com o meu carro.
Policial:
- Qualquer argumento?
Cidadão:
- Qualquer argumento!
O policial voltou-se para dois outros que estavam nas proximidades, chamou-os e disse-lhes que aplicassem uma tunda no cidadão, sem dó, nem piedade. Que batessem para valer. O pau começou a cantar.
O cidadão gritava:
- Pára! Pára! Pára!.... Pára!
O policial voltou-se:
- O senhor quer que pare ou que diminua?


Imagem: Blog Pena Digital
http://www.blogpenadigital.com/2011/09/policia-e-os-direitos-e-deveres-do.html