25 de jan. de 2012

QUANDO ACABAREMOS COM A "FALTA TÁTICA"?

Jogador fará parceria com Andrezinho e Edu no Inter, já que Tinga e D'Alessandro não podem jogar
A cena é de outro jogo. Mas retrata a
"falta tática"
Estou assistindo à final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Aconteceu exatamente aquilo em que em falei no primeiro comentário sobre futebol (22 de janeiro, Como Ficam os Juízes de Futebol?): em um momento em que - segundo "especialistas" - é "desaconselhável" aplicar cartão amarelo, o Mateuzinho, do Corinthians, acossado por dois adversários, deu uma caneta em um deles e, quando ia ultrapassá-lo, o adversário jogou-lhe o corpo em cima, falta com o claro propósito de "parar a jogada" (afinal, o Mateuzinho havia batido dois de uma vez e estava em condições de seguir para a área). Típico anti-jogo, que o eufemismo dos técnicos chama de "falta tática", e que juízes e comentaristas engolem. Falta para cartão amarelo, pertinho do auxiliar. Mas o juiz "aliviou". Mais tarde, quando aplicar o cartão já é "aconselhável", um jogador do Fluminense, dividindo uma bola, usou o que chamam de "excesso de força". De fato, o impacto foi mais forte do que deveria ser. Mas não mostrou a intenção de "parar a jogada". Era uma bola dividida. O juiz aplicou o amarelo. Poderia estar certo, se tivesse aplicado o mesmo critério, quanto a uma falta que me pareceu mais grave, na intenção. Esse tipo de conduta tem complicado muitos jogos. Quando será que iremos excluir do vocabulário esportivo a expressão "falta tática"?

Foto: UOL Esporte FUTEBOL
http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2010/09/29/para-giuliano-tecnica-supre-falta-de-entrosamento-no-meio-campo-do-inter.jhtm

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