24 de jul de 2013

DJALMA SANTOS - CRACAÇO EM UM JOGO SÓ

Copa do Mundo de 1958. Uma seleção brasileira predominantemente branca. No primeiro jogo, só Didi era negro. Seu reserva, Moacir, do Flamengo, também era negro. Na estreia, jogaram Gilmar, De Sordi, Belini, Orlando e Nilton Santos; Dino Sani e Didi; Joel, Dida, Mazzola,e Zagalo. Negro só Didi. Li, há muito tempo (não tenho certeza quanto ao autor, não me lembro do título do livro), que houve uma espécie de racismo naquela seleção, sem conotação de inferioridade, mas porque achavam que negro sofria "banzo", palavra de origem africana, que - segundo o dicionário informal - era usada pelos escravos, quando sentiam saudade ou falta muito dolorosa de seu lugar de origem. O preconceito devia-se - segundo o mesmo relato - a fracassos anteriores da seleção, no exterior.Depois foram entrando os que seriam chamados, hoje, afro descendentes: Garrincha no lugar de Joel; Zito no de Dino Sani, Pelé substituiu Dida (não sei se Pelé teria jogado desde o início, porque vinha de contusão). Foi quando a seleção mostrou mais técnica e arte. O último negro a entrar no time foi Djalma Santos, no lugar de De Sordi, na última partida - a decisiva - contra a Suécia.
Djalma Santos com Zito e Pelé, em 1963
Djalma Santos foi eleito o melhor jogador daquela Copa do Mundo, em sua posição. Uma única partida foi suficiente para mostrar ao mundo o cracaço que era.
Djalma Santos faleceu ontem, em Uberaba, aos 84 anos.





Foto: Auto Notícias
http://altonoticias10.blogspot.com.br/2013/07/esporte-de-luto-aos-84-anos-morre.html