19 de ago de 2013

NÃO HAVERÁ COMO MELHORAR O TRÂNSITO, NEM OUTROS SETORES DA VIDA, SE NÃO FOR MELHORADA A EDUCAÇÃO. NO MAIS BÁSICO.

Não consigo imaginar que o nosso trânsito de veículos em vias públicas possa melhorar, com o baixo nível de educação das pessoas. Nem que possa haver harmonia em outros setores. Gentileza é coisa muito pouco observada. Há, ainda, desvios dos princípios de respeito pelo outro. Até a inteligência fica embotada. Em Uberlândia - onde morei por algum tempo - observei um comportamento bem característico naquela cidade, mais do que em outros lugares. As pessoas pareciam odiar filas de elevador. Chegavam furando, na maior desfaçatez. Mas tinha coisa "mais pior" (Stanislaw Ponte Preta): quando o elevador chegava, as pessoas começavam a entrar antes que saíssem as que estavam "embarcadas". Era bem repetitivo. Um dia, "encarei" um grandalhão iniciando a entrada antes que eu saísse. Parei na porta e, movimentando-me, impedia que entrasse (não daria para ficar parado porque o cara era muito grandão e movimentava-se insistindo em seu propósito). O cidadão olhou-me estupefato. Deve ter pensado: "mas esse baixinho não vê que não dá nem para a saída?". Mantive o obstáculo e, calmamente, disse-lhe: "Não é só matéria de educação, moço. É de inteligência. Para que as pessoas possam entrar confortavelmente, é preciso que esperem sair as que lhes irão deixar espaço para que entrem". Felizmente, o cidadão aceitou o argumento, afastou-se e pude sair, sem ter de trombar com aquele brutamontes.
Ontem, chegando a Patos de Minas, de ônibus, vindo de São Paulo - viagem muito longa e cansativa para todos, suponho - quando o veículo encostava na plataforma de desembarque, uma moça, vinda de espaço posterior (encontrava-me no primeiro banco) tentou abrir a porta, sem conseguir. Reclamou, parecendo contrariada, que só o motorista poderia abrir a porta. Para mim, isto era claro. É necessário um mínimo de ordem, para que as coisas fluam melhor. Observei que um cidadão, atrás de mim, preparava-se para seguir a moça, na empreitada de descer na frente de todos. Quando a porta foi aberta, calma, mas incisivamente, coloquei o corpo na frente e pedi: "por favor, vamos descer". Trancado o caminho, disse para minha mulher que podia descer. Desci em seguida, não sem agradecer o rapaz, pela "gentileza".

Ao contrário do que muita gente pensa,
a falta de educação no Brasil
não está restrita às classes sociais mais humildes.
Por que é que muitas pessoas pensam que a pressa delas é mais importante e mais apressada do que as das demais? Isto só pode gerar conflito.Por que é que muitas pessoas pensam, também que suas opiniões são as mais  acertadas e não admitem discordâncias? É básico, em educação.
Pode parecer que tenha nada a ver, mas situação repetida mais de uma vez, no Supremo Tribunal Federal, no julgamento do denominado "mensalão", indica também esse menosprezo pelos outros.
Irei abordar objetivamente este assunto, logo, logo.

Foto: o blog do victor (a legenda está no blog).
http://oblogdovictor.blogspot.com.br/2013/01/muita-falta-de-educacao.html

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