26 de fev de 2015

AFINAL, O QUE É O REBAIXAMENTO DA NOTA DE RISCO DA PETROBRAS? CONSEQUÊNCIAS? A POLARIZAÇÃO POLÍTICA INTERFERE?

Não será um mísero blogueiro que irá discutir o rebaixamento, o que é e que consequências tem. O máximo que poderia fazer seria repetir o que economistas e políticos estão falando. Para o governo e seus aliados, o diabo não é tão feio como se o pinta; para o presidente da Câmara dos Deputados, é um alerta; para Aécio Neves, é um desastre. Portanto, levo nada disso a sério, porque entra na parada a tal de polarização política.
Mas não posso deixar de comentar os termos com que se expressou a Presidente da República, que vi e ouvi pela tv (aparência de muito preocupada e atropelando palavras, a ponto de referir-se a "diesels"). Disse que o rebaixamento resulta de uma "falta de conhecimento do que está acontecendo na Petrobras".
Para início de conversa, penso que nem o próprio Juiz Sérgio Moro, nem o Procurador Rodrigo Janot sabem, com amplitude e precisão, o que está acontecendo na Petrobras. Muito menos o populacho, em que estou inserido. Logo...
Agora, quanto ao "desconhecimento", pela agência que promoveu o rebaixamento da nota de risco da Petrobras, penso que tem de se guiar pelas informações existentes ou inexistentes, no âmbito econômico.
E é aí que a porca torce a respeitável caudinha: o balanço da Petrobras, terceiro trimestre de 2014 não foi auditado, ainda; e o do quarto trimestre ainda não foi publicado. Ou seja, além de toda a celeuma, ainda não totalmente esclarecida, que existe em torno da Petrobras (admitindo-se a possibilidade de "surpresas"), há que se considerar, também, o que não existe, ou seja, informações oficiais e precisos sobre os números da empresa.
É natural que a Moody's não tenha conhecimento do que acontece na Petrobras. Na minha insignificância, ouso imaginar que o rebaixamento tem origem no que não acontece.


Imagem: Lupa Mercantil.
http://lupamercantil.blogspot.com.br/2014/09/para-agencia-de-risco-moodys.html
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