18 de jun de 2018

O "EMPURRÃO" SOBRE MIRANDA

Zuber sobe de cabeça para empatar o jogo contra o BrasilComeço este comentário com a manchete que encontrei no UOL - COPA 2018 (https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/06/17/brasil-x-suica.htm): "Brasil leva empate da Suíça e deixa estreia reclamando do árbitro de vídeo".
Meu pensamento imediato: não basta um árbitro e dois ou quatro auxiliares. Arranjaram mais um árbitro para dele também reclamarem os jogadores. Como jogadores reclamam, sô! E os treinadores! Assisti, há alguns dias, em comentários esportivos, uma referência a Mano Menezes, dizendo que, segundo ele, os treinadores modernos preocupam-se muito com os árbitros. Logo o Mano Menezes?!!!! Mas ele não dá sossego a árbitros, uai! Não foram poucas as vezes em que foi advertido, cara a cara e, algumas delas, descartado.
Mas vamos ao tema.
O suíço empurrou Miranda? Empurrou. As repetições do lance mostraram claramente. Empurrão? Não! De leve. Muda tudo? Penso que aí fica polêmico. Miranda foi deslocado. Então o gol não poderia ter sido confirmado? Há controvérsias, pelo menos comigo. As repetições mostraram mais: uma ação de Miranda, antes de ter sido empurrado.
Todos os comentaristas que ouvi só falaram no "empurrão" do suíço. Exceto um: Maurício Noriega, que tratou do que também observei. Disse mais ou menos o seguinte: Miranda fez o certo e colocou o braço para trás, para "medir distância". Se aquilo é "para medir distância", então o futebol está definitivamente na era da "disputa por espaço", qualquer que seja o modo de disputar espaço. Parece uma expressão mágica, para excluir a possibilidade de falta.
Vejamos: a repetição do lance mostrou o suíço Zuber caminhando "sorrateiramente" entre brasileiros, parecendo que estes não o notaram. Uns quatro, até chegar atrás de Miranda. Enquanto Zuber movimentava-se, Miranda fazia o mesmo, olhando para trás, parecendo orientar os colegas. Quando Zuber aproximou-se de Miranda, este estendeu o braço para trás e colocou a mão no peito do adversário. Para mim, não estava "medindo distância" mas obstruindo o adversário. Não me pareceu pênalti, mas poderia ter evoluído para tal, se Zuber tivesse insistido no avanço. Mas merecia, pelo menos, um tiro indireto: obstrução. Só que, na prática, isto não existe mais. A tal de "disputa por espaço" (invenção não sei de quem) justifica todo "agarra-agarra", toda imposição de braço para impedir que o adversário chegue à jogada... Mas, se o juiz tivesse dado obstrução, teria beneficiado o infrator. O que vi, então? O Zuber, provavelmente sabendo que a obstrução de Miranda daria em nada, preferiu afastá-lo para a frente, com as duas mãos. Só o suficiente para eliminar a obstrução. Pela mesma forma com que, na famosa zona do agrião, atletas se empurram quando um adversário, "amorosamente", passa-lhes as mãos nas costas, pela cintura, uma prévia de puxar-largar camisa ou calção.
Deu no que deu: o deslocamento foi pouco e ficou por isso mesmo. Como havia ficado por isso mesmo a obstrução. E o gol acabou valendo.
Mas.. e o pênalti em Gabriel Jesus? Acho que foi. Mas é a mesma estória: "disputa por espaço". Vi mais de dois "agarrões" como aquele, nestes poucos dias de copa. Todos passaram de liso. Como têm passado de liso os muitos "agarrões" que pululam nas telinhas e nas telonas.
No mais, o Brasil jogou muito abaixo do que todo mundo esperava. E não sei se está no nível em que muitos o colocam. É preciso provocar euforia, uai! E vamos torcer!
Ainda gosto muito de futebol. Mas acho que o que temos por aí é outro jogo.


Imagem: R7 NA COPA.
https://esportes.r7.com/copa-2018/brasil-so-empata-com-suica-em-estreia-na-copa-da-russia-17062018


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