5 de jul de 2016

A CRISE DA VEZ É A DAS TORNOZELEIRAS!

A usuária dessa aí veste bermuda. Mas acho que
a maioria dos futuros usuários não usará bermudas.
Não me admira, uai! A toda hora a gente dá de cara com uma nova operação, novas prisões, novas corrupções. Foi só mexer na casa de caçununga para o enxame ficar alvoroçado.
Agora, alguns presos/soltos (a condição é a tornozeleira) estão impedidos de ir para suas casas, porque não há tornozeleiras eletrônicas para eles.
Havendo falta e sendo necessárias, é indispensável que sejam adquiridas. Aí já sabe como é, não é? Tem de fazer licitação. Ou será que podem ser dispensadas da formalidade, na forma da lei? Ignoro. Definitivamente, não vou estudar a lei só para ver se encontro uma brecha para a dispensa. O governo que cuide disso, ora. E acho que deve cuidar bem e rápido, porque fico imaginando os protocolos de uma licitação, se não ocorrer a dispensa. Terão de calcular a média das tornozeleiras gastas em um tempo determinado. Depois, fazer estimativas de quantas novas tornozeleiras serão necessárias, para o futuro. Isto não será possível se os licitadores não puderem imaginar quem e quantos estão na tábua da beirada. Ou então, comprar aleatoriamente, mesmo. De qualquer maneira, os licitadores terão de ter muito cuidado, para que, na hipótese de caírem na tentação cabalar a licitação, não venham a tornar-se usuários. Faz de contas que, por enquanto, precisamos só das cinco (em número pequeno, poderão escapar à licitação). Depois a gente vê o resto.

Foto: O GLOBO.
http://oglobo.globo.com/brasil/uso-de-tornozeleiras-eletronicas-dispara-mercado-cresce-quase-300-19637514