12 de dez de 2016

REGRA: LIBERDADE. EXCEÇÃO: PRISÃO. TRATAR A EXCEÇÃO COMO EXCEÇÃO.

Operação Lava Jato (12)Foi o que ouvi de um advogado, no programa Roda Viva, da TV Cultura. Obviamente, estava do lado dos que querem ver soltos os envolvidos na Lava Jato. Argumentou, então, que a liberdade é a regra e que a prisão é exceção. Muito bacana!
No entanto, penso que não se pode simplesmente tomar a expressão, sem parâmetros correspondentes. Como penso, coloco meus parâmetros: honestidade é a regra; corrupção é exceção.
Assim, ouso pensar que há motivos para prisões preventivas quando há indícios severos de participação em maracutaias e os riscos de, estando no "poder", o denunciado ter possibilidade de intervir. Se há marginais encarcerados, que comandam o crime organizado de dentro das prisões, imagine-se quem tem inúmeros relacionamentos com poderosos. Além disso, o risco de dissipação de dinheiros desviados, o risco de se escafederem para o exterior... Nem me venham dizer que delações premiadas não têm valor. Se chegam acompanhadas da disposição de devolver altíssimos valores financeiros, é conveniente que sejam levadas a sério.
Para finalizar: penso que os comportamentos das investigações devem seguir os parâmetros completos: liberdade - regra / prisão - exceção; honestidade - regra / corrupção - exceção.
Síntese: liberdade para quem é honesto / prisão para quem é corrupto. Simples assim, doutor!

Imagem: R7.
http://www.culturamix.com/noticias/brasil/operacao-lava-jato/