29 de jan de 2015

NOVELA É NOVELA. E É DO DONO DELA II

O cadikim publicou, em 24 de março de 2012, a primeira versão do título (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2012/03/novela-e-novela-e-e-do-dono-dela.html). De lá pra cá, tenho segurado a onda, por mais que haja incompatibilidades. Não resisti, agora, no capítulo de ontem da Império: já era um despropósito o comendador esconder-se no apartamento da namoradinha. É claro que sabia que ficara facim achá-lo. Mas extrapolou. Na cena final, abre a porta e dá com a maluca. Pelo perfil dele (raciocínio rápido, ação mais ainda, impetuoso, dominador...), o que se poderia esperar era que batesse a porta na cara da intrusa (intrusa demais pro meu gosto). Mas se quisesse negociar a clandestinidade, não a teria deixado chegar ao beijo. Interromperia antes. Não deixaria nem que se chegasse a ele. Mas aí, o autor não teria uma cena comprometedora para a namoradinha assistir, de corpo presente, e criar mais uma situação difícil na novela. Um beijo que dura o tempo suficiente para dar prazo para a namoradinha enxaguar-se, enxugar-se, vestir-se e dar o flagra. Vale tudo. Até a paciência do telespectador, que gosta de ver alguns desempenhos de artistas com muita qualidade.
Mas é isso aí. E repito o que disse antes: novela é novela e é do dono dela. Se o telespectador não gostar, que vá escrever uma. Pronto!


Foto: globo.com g1
http://gshow.globo.com/novelas/imperio/capitulo/2015/1/28/cora-bate-porta-de-maria-isis-e-beija-jose-alfredo.html
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