6 de set de 2013

PENSEI QUE ESTAVA EM MARTE!

Foi viagem, sim. Vinha eu de carro, pela entrada da cidade, rua Major Gote, quando deparei com um motociclista (merece o título, não era motoqueiro) que se deslocava, à minha frente, pelo meio de sua pista de rolamento, exatamente na direção do meio da traseira do carro que trafegava à sua frente. No início, pensei que fosse acaso. Não! Não era. Manteve-se, durante umas duas quadras, atrás do mesmo carro, sem ultrapassá-lo e, insistentemente, na direção do centro da traseira do mesmo. Não pode ser, imaginava. Deve estar pensando em alguma coisa alheia ao trânsito e não se lembra de fazer a primeira ultrapassagem e, em seguida, sair ziguezagueando, ultrapassando outros, para chegar em primeiro lugar ao próximo semáforo. Errei. O motociclista seguia atrás do mesmo carro. Quando o sinal fechou, ficou parado na mesma posição, sem seguir por algum dos corredores formados pelas filas de automóveis. Curioso, resolvi não ultrapassá-lo, também, para ver aonde terminaria aquela conduta absolutamente contrária a tudo o que vejo no trânsito, todos os dias, em todos os lugares por onde ando. Pois o motociclista seguiu naquela posição que o Código Brasileiro de Trânsito recomenda, mas que ninguém - exceto o meu motociclista - ninguém se dispõe a fazer. Foi quando me senti em Marte. Não é possível! Esse cara é de outro mundo. Olha, gente: quando estávamos chegando à Praça Antônio Dias, o motociclista tomou direção diferente daquela que eu iria tomar. Segui-o com o olhar o quanto pude, na esperança de vê-lo despregando a motocicleta do solo e sair voando, como aquele ciclista do Spielberg...





Imagem: Expresso do Inconsciente
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