12 de set de 2013

OBAMA VAI DAR UM NÓ NO PINTO



Meu colega e amigo Cláudio Mariano da Silva - Formigão, para uns, Caçapa, para outros - reagia, quando se defrontava com qualquer notícia que lhe parecesse desfavorável: "vou dar um nó no pinto!". Em castiço português moderno: "tô nem aí!".
Tenho acompanhado - só de ouvido - as notícias sobre a espionagem que os Estados Unidos promovem em outros países,  Brasil, Petrobrás e Dilma. Ouvi, hoje, que o governo brasileiro ainda não explicitou se aceita as escusas dos estadunidenses.
Não morro de amores pelo famoso Tio Sam. Não me agrada ver a importância que os macaquitos - como nos qualificam os argentinos, penso que mais pela nossa adaptabilidade aos estrangeirismos do que por racismo - a importância, repito, e a preferência que dão por aqueles que se manifestam em linguagem estadunidense. Não só não sou contra, como também sou a favor de conhecimento de línguas estrangeiras. Mas tenho minhas broncas com a nossa devoção por tudo o que vem dos EEUU. Por exemplo: se nos vendem computadores e outras "delícias" com textos, manuais, etc., em inglês, por que não nos compram suco de laranja com textos em português? Um dia, um deles abordou-me e perguntou: "do you speak english?" (acho que é assim mesmo). Respondi, sem pestanejar: "nem pensar!". Duvido que, se chegar a qualquer cidade estadunidense, e perguntar: "cê fala português?", algum estadunidense irá responder que fala. Temos de chegar lá falando inglês. Estadunidense, claro! Discuti isto com colegas estudantes que gostam da linguagem estranha. Alguém disse que isto é globalização. Respondi que penso ser globalização venderem-nos em português e comprarem-nos em inglês estadunidense, ou venderem-nos em inglês estadunidense e comprarem-nos em português. Venderem-nos em inglês estadunidense e comprarem-nos em inglês estadunidense não é globalização. É imperialismo mesmo.
Por que esta leréia toda? Porque, se existisse nas intenções espionárias estadunidenses mínima dose de globalização, os espiões dividiriam conosco as informações que temos tanto deles, de outros, como de nós mesmos. Explicariam para nós, quando começaram a espionar, o que andam explicando agora: que não há qualquer intenção maldosa, que não há invasão a informações estratégicas da Petrobrás, que pretendem é colaborar conosco.
E porque esta leréia, repito, já que o começo deste papo foi a notícia de que o governo brasileiro ainda não explicou se aceita as escusas estadunidenses?
Pensei: e se o governo brasileiro não aceitar as escusas? O que irá fazer o Obama?
Eu mesmo respondi: no máximo, irá dizer o que dizia o Formigão, ou Caçapa: "Vai dar um nó no pinto!"

EDIÇÃO APÓS MANIFESTAÇÃO NA ONU: DEU!

Edição em 29/06/2015: A Presidente Dilma vai falar com o Obama hoje.


Foto: Enfim Psicologia...
http://enfimpsicologia.blogspot.com.br/2012/07/em-uma-outra-postagem-falei-de-lacos.html