30 de jun de 2014

DERROTA HERÓICA

A dura vida de ser uma quase-zebra
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Não sei se a expressão tem cabimento. Mas o que vi, no jogo Alemanha x Argélia foi um empenho, uma enorme garra, um esforço sobre-humano da Argélia. O que se costuma chamar, modernamente, de "entrega". Foi muito mais do que isso. Quem não viu perdeu um bom jogo, oportunidade de emocionar-se muito. Um time caindo aos pedaços, cansadíssimo, esgotado, lutando ainda no final do final. Sempre com um mínimo de consciência, passes ainda aproveitáveis, jogadas calmas, seguindo uma orientação técnica segura, mesmo em condições adversas. Por isso tudo a Argélia foi premiada por um golaço, no final da prorrogação. Lembra-me Rudyard Kipling, no poema "Se", "If" no original:

"Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho,
tua é a terra, com tudo o que exite no mundo
e ainda o que é muito mais: és um homem, meu filho."

Por mim, os jogadores argelinos merecem a referência.

Foto: FIFA.com
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