22 de mai de 2012

MINHA MÃE CANTAVA. HOJE SE MEDE EM ÍNDICES.







Temos notícias periódicas de índices de inadimplência. Impressão que fica é a de que a inadimplência é coisa do pós-financiamento bancário, incluindo aí o repasse de financiamento bancário por lojas, com acréscimos, claro. Nos termos da canção que minha mãe entoava sempre, a inadimplência é coisa inerente aos seres humanos (não temos avaliação de animais porque não há estatísticas). Gostam de comprar mas (muitos) não gostam de pagar e outros acabam não podendo, por terem ido com muita sede ao grande pote a que os bancos e lojas os atraem, melados com a tarja "sem consulta no serasa". Melhor a canção (nunca vi gravada, não sei a autoria, e só transmito os versos, dos quais apenas os de que me lembro):

Eu nasci pelado e só,
como todo mundo.
Hoje, eu uso paletó,
como todo mundo.
..........................................
Eu não pago as prestações
como todo mundo.
E tenho raiva de quem cobra alguém
como todo mundo tem.

Imagem: Prefeitura de Manaus.
http://semef.manaus.am.gov.br/receita/inadimplencia-de-empresas-cai-79-em-abril-aponta-serasa/