28 de mai de 2015

PRECONCEITOS À PARTE... AS APARÊNCIAS ENGANAM.

Seguia de carro com minha mulher, quando fomos ultrapassados por uma caminhonete pequena, dirigida por um homem usando um capuz, que lhe cobria parte do rosto. Dirigia em uma velocidade que poderia ser menor (não era irregular), porque teria de parar no semáforo amarelo à frente, prestes, pois, a variar para o vermelho, pouco mais de cinquenta metros. A situação aconselhava redução de velocidade, para evitar freada brusca. Som ligado muito alto, ainda antes das sete da manhã, nas caixas, conduzidas na carroceria. Parou a menos de meio metro de um carro que já havia parado, pois que o semáforo já estava vermelho. Olhando para a pessoa, minha mulher observou: "parece marginal". Acrescentou que era puro preconceito.
Olhei, também, e objetei: "pode parecer um monge, uai!". Falei que a observação dela estava mais ligada à conduta do homem do que à figura.
Uma pessoa com capuz cobrindo a maior parte do rosto, se estiver dando comida aos pombinhos, ou em postura de prece, pode ser interpretada como monge; se estiver com um baita machado na mão, poderá ser um carrasco. Ou, em qualquer dos casos, poderá ser nada disto.

Imagem de monge: AUM MAGIC.
http://aumagic.blogspot.com.br/2013/01/o-dia-dia-de-um-monge-beneditino.html

Imagem de carrasco: GENIUS.
http://genius.com/3237279