12 de mar de 2013

MAIS CARRINHO EM FUTEBOL

No domingo, comentei o carrinho aplicado em Ferrugem, jogador da Ponte Preta, que sofreu fratura. Está em
http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/03/hoje-no-jogo-ponte-preta-x-sao-caetano.html.
Esqueci-me de comentar o lance semelhante acontecido com Lucas, do Paris Saint Germain e Seleção Brasileira. Também saiu de campo lesionado, por causa de um carrinho por trás de um adversário.
Já comentara que Neymar apanha muito (http://cadikimdicadacoisa.blogspot.com.br/2013/01/como-neymar-apanha-meu-deus.html). Até hoje, tem conseguido não sair lesionado.
É impressionante como juízes, comentaristas, dirigentes - todo mundo, torcida até gostando, às vezes - é impressionante, repito, que todo mundo assiste a jogadas ríspidas, desleais, mal intencionadas ou não, resultando lesões em companheiros de profissão.
Ontem, assisti ao "Bem Amigos", pelo SporTV. Comentavam Ferrugem e Lucas.
A maioria achou que o jogador do Azulão que atingiu Ferrugem não quis machucá-lo, mas admitindo que o carrinho é uma jogada muito perigosa.
Vamos fazer analogia com a lei penal: crime doloso é aquele em que o agente quer produzir o resultado, ou assume o risco de produzi-lo; crime culposo é aquele em que o agente, sem intenção de produzir o resultado, labora em negligência, imperícia ou imprudência. Ao entrar por trás, o jogador no mínimo assume o risco de fazer a falta e, pior, lesionar o companheiro de profissão.
Em qualquer das hipóteses, as jogadas perigosas devem ser proscritas. Acho que comentaristas de arbitragem têm um tanto de responsabilidade na situação vigente: dizem que futebol é "esporte de contato", para mim eufemismo de "futebol é pra homem!", com exclamação e tudo.
Comentei, no caso Ferrugem, que o futebol de salão não admitia a entrada por trás. Não precisava ser carrinho (que era penalizado, também), não. Bastava a entrada por trás.
Não é preciso muito esforço de lógica. Valendo o princípio de que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo, dá para perceber que não é possível atingir a bola que está à frente do adversário, buscando-a por trás. Não há como não tocar no adversário.
Fica a discussão: só tocar o adversário é falta? Acho que é. Vi um lance que achei pênalte, no domingo, em que o juiz deu nada. O comentarista fez coro, disse que foi uma mão nas costas, de leve, sem potencialidade para derrubar. Mas desequilibra, isto é inegável. Levar a mão às costas do adversário que parte para o gol já é usar meio ilícito para intervir na jogada.
Lucas fez sua estreia na Liga dos CampeõesMas tem um porém: juiz só acha que é falta se houver violência explícita. Daí é que o futebol está incorporando um monte de atores, porque se não esgüelar o juiz não marca falta.


Foto: Veja.
http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/em-noite-de-lucas-ibra-e-expulso-e-psg-vence-valencia-na-espanha--2