20 de mar de 2012

SÓ COISA DE BACANO. E NÓS VAMOS CONTINUAR PAGANDO...

A bronca braba de hoje é com as licitações fraudadas. Gravações de negociatas envolvendo muita grana. Caras de pau, depois de filmados (sem saber) mexendo com os pauzinhos, prometendo mundos e fundos, explicando didaticamente as mutretas, põem-se de anjinhos, dizendo que sua firma, com mais de vinte anos de história, pauta seus procedimentos institucionais na mais perfeita lisura...  Paladinos da moral e dos bons costumes aparecem, imediatamente, nos governos, nos parlamentos, em toda parte, prometendo punições, cancelando contratos (feitos com firmas que já estavam na berlinda, quando assinados), muito Dom Quixote, ... Bacana paca.
Logo depois, para aliviar a pressão, vem a notícia de mafiosos, na Itália, comportamentos semelhantes, muita grana desviada, formação de quadrilha... Que bom! Não é só no Brasil!
Nem é só nos tempos atuais. Aparece muito mais porque temos TV, internet, equipamentos de gravação sofisticados... Mas há muita história para contar.
A música popular brasileira é excelente contadora de histórias.
Lembrei-me de “Boca de Siri”, música que ouvi cantada por Jorge Veiga, na minha juventude (faz tempo, sô!). Achei duas homônimas, uma de Wilson Batista com G. Augusto (está no youtube, nada a ver com este assunto). A outra de Gordurinha, cantada por Jorge Veiga. Não consegui achar a letra desta, para conferir a memória. Vai como me lembro: 


Tem coisas que a gente vê
Mas que tem que ficar calado
Fazer boca de siri
Pra não ficar encrencado

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Conheço um cara que tem cadillac
E tem dinheiro lá no Banco do Brasil.
Tem uns dez apartamentos
E casas tem mais de mil.
O que ele anda fazendo
Francamente ainda não vi.
Eu desconfio que ele é lá da CEXIM.
Pelo não ou pelo sim
Eu faço boca de siri.

NOTA: CEXIM, se não me falha a memória, era a Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil.
Dá para perceber que a coisa é antiga.
Hei de vencer!
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