18 de mar de 2012

VOLTANDO AO SARAU, PENSANDO EM FUTEBOL

Hoje, às oito e meia, reprise do Sarau. Volto a ouvir. Só ouvir, porque estava fazendo coisinhas. Foi quando o Carlinhos Lyra falou sobre um disco gravado pela Nara Leão. Ele havia levado material a ela, para compor o roteiro. Lá estava "Diz que eu fui por aí", do Zé Keti. Quando Lyra chegou à gravadora, viu que a música não estava no disco. O produtor disse que não era boa, que não iria "emplacar", essas coisas. Se não disse, poderá ter pensado que não era comercial, que não vendia. Lyra virou fera: Nara, tira qualquer das minhas músicas e põe essa aí. Nara ouviu e "Diz que fui por aí" arrebentou.
Não são poucos os casos em que algo rejeitado pelos especialistas foi ao mundo e fez sucesso.
Para quem não sabe, Garrincha foi rejeitado no Flamengo. Nem deixaram que ele treinasse.
Quando chegou ao Botafogo, primeiro treino, marcado pelo Nilton Santos - a Enciclopédia. Terminou o treino, Nilton Santos aproximou-se de um diretor e disse: contrata esse cara aí porque eu não quero dar vexame no Maracanã. É o próprio Nilton quem conta isto. E mais: logo depois de ser submetido a teste psicológico individual, na seleção de 1958, Nilton Santos voltou-se para o examinador e disse: doutor, o Garrincha não vai responder nem uma dessas perguntas que o senhor me fez. Mas não corta ele não, porque ele joga bola pra burro.
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