13 de fev de 2013

GALO COMEÇA LIBERTADORES CONTRA O SÃO PAULO. NEY FRANCO COMEÇA CATIMBANDO.

Muito complicadas as manifestações extra-jogo. A manifestação com a cara mais inocente pode ser, na verdade, uma baita catimba. Hoje, vi pela TV, cenas do jogo em que o Atlético Mineiro perdeu o campeonato brasileiro para o São Paulo, 1977. Muita violência pelo lado do São Paulo, tudo passando de liso. Neca deu uma entrada violenta no meio-campo Ângelo. Enquanto este se arrastava no gramado, engatinhando, Chicão completou o serviço, pisando-o. Segundo a Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ang%C3%A9lio_Paulino_de_Souza), o médico Neilor Lasmar, que operou Ângelo, explicou: "É um dos casos mais graves que já atendi. E sei, pela característica dos ferimentos, que a entrada do Neca foi intencional. Foi o lance que mais danos fez. O segundo, do Chicão, naturalmente agravou as lesões." Na mesma enciclopédia, está que Ângelo sofreu rupturas em quatro pontos diferentes do joelho.
Durante algum tempo, muito depois desses fatos, formei opinião muito desfavorável à defesa do São Paulo. Muita violência. Nos princípios de jogos, principalmente, a entrada era, exatamente, para "mostrar o cartão de visitas", como gostam os comentaristas, jogadores sempre na expectativa de que é quase zero a probabilidade de juiz expulsar alguém nos primeiros minutos de jogo. De memória, lembro-me de três jogadores que achei muito violentos (às vezes, os comentaristas usavam o eufemismo "voluntariosos"): o próprio Chicão, Lugano e Serginho Chulapa (este, em entrevista relativamente recente, vangloriava-se de ações violentas em campo, em jogos em que seu time saiu vencedor, nem sempre só pelo São Paulo, com passagens pelo Santos e pela Seleção Brasileira). Quem acompanhou campeonatos brasileiros e outros viu e pode fazer sua própria avaliação. Vi outros que atuavam nos mesmos modelos, não me ocorrendo os nomes, agora.
Por que estou tocando nisto? Porque, logo depois da exibição de partes daquele jogo de 1977, com lances violentos de jogadores do São Paulo, a mesma emissora exibiu uma entrevista com Ney Franco, técnico do São Paulo. O rapaz dizia, na maior cara de pau, que as torcidas costumam reclamar de entradas mais fortes e, com isto, podem influenciar a arbitragem.
Não gostei. Vimos o Galo disputando o último campeonato brasileiro com muito brilho. Em anos anteriores, não dava nem para reclamar de arbitragem, tão mal ia o time. Por que vir falar em pressão da torcida, em entradas mais fortes?
Será que o Ney Franco estava preparando terreno?

Imagem: GALO FORTE.http://www.galoikariam.no.comunidades.net/index.php?pagina=5583345309&page=1

Imagem São Paulo: Pérolas do Futebol.
http://www.perolasdofutebol.com.br/2010/12/mascotes-dos-times-do-brasileirao/